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“Fazíamos por amor e para os amigos, e foi o que fez a Dance Paradise ser o que é hoje”; a história e o legado de Richard Weber

Investigamos a trajetória do empresário curitibano que faleceu aos 42 anos

Phouse Staff

Publicado em

13/12/2018 - 17:11
Foto: Reprodução
* Por Felicio Marmo
** Edição e revisão: Flávio Lerner

No dia 31 de outubro, perdemos um dos pioneiros da música eletrônica no Brasil. Ricardo Duarte de Mattos, mais conhecido como Richard Weber, faleceu em Curitiba, aos 42 anos, por complicações em uma cirurgia para corrigir um caso severo de apneia, deixando um legado histórico para a cena nacional: a rádio Dance Paradise, bem como suas ramificações DPmusic e DPmovie.

Do insight no trance ao programa piloto feito em casa, a postura de um líder e sua empatia são marcas registradas do cara que foi de DJ e empreendedor da cena local ao cargo mais atarefado daquele que veio a ser o programa de rádio sobre música eletrônica mais expressivo do país.

+ URGENTE: Fundador da Dance Paradise, Richard Weber morre em Curitiba

A paixão de Richard Weber pela música começou desde cedo, com um pai que ouvia de A-ha a Nat King Cole em casa. Na juventude, sua diversão foi regada aos melhores clubes da região de onde morava com seu irmão e sua família. Em casa, também tinha acesso a equipamentos da Technics. “Escutávamos música todo o santo dia. Richard gostava muito de Red Hot Chili Peppers, no meio dos anos 80”, conta à Phouse o irmão Flavio Noronha, que esteve presente na hora em que os sonhos se misturaram com realidade pelas primeiras vezes na carreira de Richard.

No estúdio da Jovem Pan. Foto: Reprodução

Com o levante da dance music no início dos anos 1990, as coisas mudaram de rumo, do rock para as pistas. “Pra sorte nossa, morávamos muito perto dos maiores clubes que a cidade e o Brasil já tiveram, o Studio 1250 e o Moustache. Naquela época, a música eletrônica dominou o meu irmão. Ele ia todo final de semana e ficava atrás da cabine dos DJs, só observando. Quando dava pra me levar, ele me levava”, lembra, citando que Richard gostava muito de Masterboy, DJ Bobo, Dr Album e Mr. Van, e que chegou a montar uma coleção de discos absurda — “temos até hoje na Dance Paradise”.

A família sempre apoiou os irmãos de dia ou de noite — não tinha tempo ruim. Por alguns anos, era apenas Flavio e Richard correndo atrás do rolê, pegando dinheiro emprestado da mãe pra colocar gasolina pra sair e divulgar as festas, ou contando com ajuda de parentes. “Minha cunhada nos ajudou muito também, comprou um fone v700 da Sony pra ele de Natal”, segue Noronha. “As festas quase não davam lucro, mas sempre bombavam. Fazíamos realmente por amor e para os amigos, e foi isso que fez a Dance Paradise crescer e ser o que é hoje, com certeza.”

O mindset da dupla sempre foi começar pequeno pensando grande, e assim o programa começou como uma web radio caseira, idealizada por Richard. O insight veio importado de uma viagem que os dois irmãos fizeram a um dos países de origem do trance. “A Dance Paradise começou mesmo com uma ideia que eu e ele tivemos em ver a Street Parade na Holanda. Esse evento era anual, rolava nas ruas de dia e os DJs tocavam nas carrocerias dos caminhões. Era uma mini Love Parade, mas só de trance. Aí pensamos: ‘temos que fazer alguma coisa de dia pro povo’”, continua Flavio.

Com Armin van Buuren, em 2011. Foto: Reprodução

Se hoje ainda não é das tarefas mais fáceis, imaginem nos anos 90. Nunca foi simples de trampar com órgãos públicos da cidade, mas a dupla foi bastante insistente, pra sorte do rebolado de muito curitibano. “Mandamos um projeto pra prefeitura e ficamos quase sete meses pra conseguir a resposta. Graça a Deus, a autorização veio. O evento no Barigui rolava das 14h até as 20h no parque, mas foi dureza. A prefeitura exigiu algumas coisas, e eu e meu irmão fomos de casa em casa ao redor do parque pra pegar autorização dos moradores. Foram mais de 50 casas, mais de cem assinaturas, ali foi o verdadeiro boom”, segue.

“Alguns artistas nacionais e internacionais de passagem em Curitiba passavam para dar uma palinha lá por saber que era muito legal. Uma pena que após dois ou três anos a prefeitura mudou tudo. Nunca mais aprovaram o projeto, que chegou a receber de duas mil a três mil pessoas”, explica em detalhes. Na época, Flavio retoma, já existia o evento do Eletrogralha nas ruas de Curitiba. “Era muito legal, mas a nossa ambição era promover algo no parque.”

Curtindo Paris. Foto: Reprodução

Em contato com a natureza, como a ideologia sugere, o som que mexeu com a cabeça dos irmãos na Holanda sempre esteve à tona nesse embrião. Fãs de Tiësto, Paul Oakenfold, Paul van Dyk e Armin van Buuren em um momento em que Curitiba era dominada pelo techno e o psytrance, os DJs educaram o público a gostar do som europeu — e “educar” é mesmo a palavra-chave que esteve presente na veia de Weber.

Nazen Carneiro, relações públicas curitibano que foi amigo do comunicador, o define como a representação do que é, de fato, um DJ. “O Richard representa ser DJ: um apaixonado pela música, um guia para muitos profissionais. Uma pessoa que foi sempre inovadora e líder do seu meio”, explica. Sérgio Maslowsky, relações internacionais, curador musical e cinegrafista, destaca a personalidade bem-humorada do colega:

“O Richard sempre foi uma pessoa de extremos. Ou ele amava muito algo, ou aquilo não prestava. Ele sempre foi muito bom em demonstrar do que ele gostava e do porquê ele gostava de algo, e fazia com que você quisesse fazer parte, viver o mesmo sonho que ele. Participar da magia, como ele gostava de dizer: ‘isso aqui é MAGIA, olha isso aqui lóóórde!’. E sempre era assim, com bom humor, muita piada de mau gosto (risos) e as melhores comparações possíveis: ‘meus deus cara, o que vocês comeram? Tá um cheiro de sela de cavalo aqui na sala!'”.

Com Tony McGuiness, do Above & Beyond. Foto: Reprodução

A apresentadora Juliana Faria, que trabalhou por dez anos ao lado de Weber ajudando no crescimento da Dance Paradise, segue uma linha parecida com a de Nazen, destacando o carinho que Richard tinha pela cultura eletrônica. “Ele sempre foi muito primoroso quando se trata de música eletrônica. Sempre o ouvia sobre reverenciar os clássicos e os mestres, conhecer a história. Em 2012, o programa de rádio estreou para todo o Brasil. Depois dessa conquista, justamente nasceu aí o interesse pelos vídeos, e em 2013 estávamos em quatro pessoas na Bélgica para gravar o Tomorrowland, que veio a ser o primeiro episódio do programa pro Canal BIS da Globosat”, resume.

“O que posso dizer é que o Richard é a cola de tudo. As pessoas muitas vezes projetam a imagem da Dance Paradise em mim, por ser a voz e estar na linha de frente, mas em todos esses anos, a minha voz só projetou a energia e as idealizações dele. Eu sempre fui um canal, mas a mensagem sempre foi dele. Ele realmente fez tudo que dava com a marca que teve na mão, explorou todas as possibilidades, está deixando muita coisa boa pra cena e pra muita gente, e não tem como deixar isso se perder”, continua.

Juliana conclui falando da importância de manter o projeto vivo, em honra ao seu criador. “O time está abalado, mas temos esse compromisso. O Richard esteve no rádio, na TV, nos maiores festivais do Brasil e do mundo, viveu a música, conheceu os seus ídolos, contribuiu com a cena. É muito claro o tanto que a Dance Paradise se tornou um canal relevante. Um dos grandes medos dele era perder tudo isso — o sonho e a magia, como ele falava —, mas ainda bem que, na verdade, ele viveu tudo isso intensamente.” 

No ADE em 2014, com os DJs Dave Clark e Chuckie. Foto: Reprodução

Um projeto que nasceu em Curitiba, e que hoje é transmitido em mais de 60 emissoras por todo o Brasil. Que evoluiu para uma produtora audiovisual e chegou à TV. Que começou voltando ao trance, mas hoje abrange as mais variadas vertentes do cenário nacional. A Dance Paradise perde seu diretor de comunicação, fundador e idealizador, mas o show precisa continuar.

“A família está em luto. Ainda não decidimos o que vai ser sem ele. A DP cresceu demais, tem sócios e faz parte de um grupo grande de uma rede de rádio FM nacional, então tem muita coisa a ser conversada. Mas tenho certeza que tudo vai dar certo, pelo bem do meu irmão”, conclui Noronha.

*Felicio Marmo é colaborador da Phouse.

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ENTREVISTA

“A saúde vem em 1º lugar, e é difícil lembrar quando você está se divertindo”; membro do Sevenn é mais um DJ a dar um tempo

Irmão mais velho e fundador do projeto, Sean Brauer é outro DJ que saturou da vida de turnês

Flávio Lerner

Publicado há

Entrevista Sevenn
Kevin e Sean Brauer. Foto: Divulgação

Se a morte de Avicii teve um impacto positivo, foi no fato de que nunca se conversou tanto sobre saúde mental, depressão e o lado desgastante — fisica e psicologicamente — que a vida de um DJ de sucesso muitas vezes impõe.

As consequências estão sendo vistas: além dos debates sobre o tema em conferências e redes sociais, e de iniciativas que arrecadam fundos para instituições que trabalham na saúde mental de músicos, alguns expoentes perceberam que era hora de dar um tempo. O caso mais notável foi o de Hardwell, que anunciou hiato dos shows por tempo indeterminado. Também chamou atenção o deadmau5, que depois de tanto polemizar nas redes, se afastou delas e procurou ajuda psicológica.

No cenário nacional, temos um exemplo a partir do Sevenn — dupla formada pelos irmãos americanos Sean e Kevin Brauer, mas baseada no Brasil. No último final de semana, o duo anunciou nas redes que Sean, o irmão mais velho e fundador do projeto, estava se retirando por tempo indeterminado das apresentações. Sean volta a morar nos Estados Unidos, mas garante seguir fazendo parte do Sevenn nas produções.

Para entender melhor essa história, troquei uma ideia com os irmãos, em papo que você confere abaixo.

Sean, você pode nos contar melhor o que foi que aconteceu? O que tem rolado na sua vida e na sua carreira que te levou a tomar essa decisão?

Sean Brauer: Já tem 16 anos que toco como DJ, mas nada havia sido como o que eu e meu irmão fizemos nos últimos três. Aí eu me dei conta que eu não tenho mais 18 anos, e de que talvez fosse hora de mudar de estilo de vida.

Você chegou a desenvolver algum problema de saúde?

SB: Não, mas eu reparei que as viagens constantes, as turnês e os shows começaram a me desgastar com mais facilidade do que antes. Então achei melhor para minha saúde dar esse passo para trás neste momento.

E agora, como imagina sua vida profissional? Vai seguir produzindo normalmente com o Kevin?

SB: Por ora, só preciso descansar. Vou passar muito mais tempo com a minha família e pessoas queridas — também conhecidas como a lenda das lendas no quesito ser mãe, Jodie Brauer. Serei sempre um membro do Sevenn, e nada vai mudar isso. Só não participarei mais das apresentações com o meu irmão.

Acho que às vezes a gente esquece o quão frágeis realmente somos, e tentamos superar nossos limites sem perceber o quão fácil e rápido tudo pode mudar— Sean Brauer.

Kevin, como vai ser o Sevenn agora sem o Sean? Como foi o seu processo na tomada de decisão do seu irmão?

Kevin Brauer: Quando o Sean me contou sobre sua decisão, eu fiquei um pouco chocado, mas o Sevenn é o filhinho dele e eu pretendo criá-lo e dá-lo a devida educação — talvez até formar uma família com dois filhos ilegítimos.

Quais as principais mudanças que o projeto passa agora que é capitaneado por você?

KB: A única mudança significativa é que eu agora estou loiro #loirossedivertemmais. O Sean vai continuar sendo uma parte muito importante de tudo o que fazemos como Sevenn. Acho que tenho muita sorte que ele me chamou pro projeto há três anos. Vou fazer ele e a mamãe muito orgulhosos.

A morte do Avicii parece ter desencadeado um alerta na cena eletrônica, de modo geral. Você acha que foi influenciado também por essa onda, Sean?

SB: Claro, o caso do Avicii foi um choque pra todos na indústria musical, não só no mundo da música eletrônica. Acho que às vezes a gente esquece o quão frágeis realmente somos, e tentamos superar nossos limites sem perceber o quão fácil e rápido tudo pode mudar. Precisamos nos lembrar que a saúde vem em primeiro lugar, e às vezes é difícil quando você está se divertindo.

“Se eu pudesse, teria uma sessão de meia hora de conversa, sete shots e pizza com cada um dos fãs nas nossas gigs” — Kevin Brauer.

Você vê o seu caso como o de alguém que está dando um tempo e logo deve voltar, como o Hardwell, ou mais como o Calvin Harris, que desistiu das turnês e tem o foco nos estúdios, tocando apenas eventualmente em Vegas?

SB: Estar no palco, tocando minhas músicas e tendo a oportunidade de dividir os sentimentos com outras pessoas é como eu mais me sinto eu mesmo, e nunca vou abrir mão disso. Só não sei te dizer em relação às frequências dos shows. Talvez eu possa aparecer de surpresa com meu irmão em uma apresentação do Sevenn, talvez com outro projeto, ou mesmo as duas coisas. Quem sabe?

Kevin, você não chegou a passar também por um momento de saturação da rotina intensa de DJ? Não sente vontade de tirar um período sabático?

KB: Às vezes eu fico um pouco cansado, mas conhecer o tipo de pessoa que a gente encontra e trocar energia é a coisa mais realizadora para mim. Se eu pudesse, teria uma sessão de meia hora de conversa, sete shots e pizza com cada um dos fãs nas nossas gigs.

Vocês dois foram criados numa comunidade de cristãos missionários. Como foi essa experiência e como isso moldou o caráter de vocês?

SB: Acho que ter estudado em casa nos deu mais liberdade para crescer emocionalmente e criativamente. O nosso grupo era baseado em amor e paz, então temos um pouquinho da vibe hippie conosco (risos). Somos uma família de nove irmãos, e cada um teve que encontrar um jeito de ser melhor que o outro. Essa competição sadia nos fez mais fortes juntos.

“Estar no palco, tocando minhas músicas e tendo a oportunidade de dividir os sentimentos com outras pessoas é como eu mais me sinto eu mesmo, e nunca vou abrir mão disso” — Sean Brauer.

O estilo de vida nestas comunidades — sem tecnologia, sem curtição, sem álcool e drogas — parece ser o extremo oposto de um lifestyle de um DJ. Como foi que vocês saíram de um extremo ao outro?

KB: É exatamente o oposto. Acho que nunca vamos nos sentir completos em sociedade. O Sean foi expulso da comunidade quando ele tinha 16 anos, por ter uma namorada “de fora”. E aí ele foi pra sua primeira rave, onde se apaixonou por música eletrônica. Eu odiava o estilo, porque eu fazia metal progressivo “da Disney” e nunca tinha ido a uma balada. Em 2013, o Sean me mostrou “Spectrum”, do Zedd, e também acabei me apaixonando.

Vocês são religiosos? Há alguma espiritualidade que influencia a obra de vocês dois?

KB: Temos muita experiência de vida e lidamos com todo o tipo de pessoa que você consegue imaginar. Mas definitivamente não somos religiosos — a não ser que você considere o Nicholas Cage um deus, como eu considero.

O que podemos esperar do Sevenn em 2019?

KB: Mais turnês internacionais e collabs loucas. Também quero passar boa parte dos shows no meio da galera, conhecer todo mundo e fazer festa com eles. E também long sets allll the timeeee!

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

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LISTA

17 rolês de música eletrônica para virar o ano numa boa

Das baladas premium às praias paradisíacas; do mainstream ao underground

Phouse Staff

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Réveillon 2019
Foto: Divulgação

A virada de ano é sempre um momento muito especial. Para aqueles que gostam de curtir de maneira mais agitada, separamos alguns dos principais eventos de Réveillon da cena eletrônica que acontecem no Brasil. Se você quer iniciar o de 2019 ouvindo boa música, é só escolher uma das festas abaixo e curtir o rolê.

Réveillon Sundance Festival

Foto: CB Fotografia/Divulgação

Pelo sétimo ano consecutivo, o Réveillon Sundance prepara uma festa com grandes nomes nacionais; Vintage Culture, Cat Dealers, Dashdot, Dubdogz e KVSH são apenas alguns. A virada acontece no Uíki Parracho, uma pequena vila localizada na praia de Arraial D’Ajuda, na Bahia, e claro, contará com um open bar de muita qualidade. Saiba mais.

D-EDGE & OSCI Réveillon

D.ESBRAVE // D.ECLARE // D.ESAFIE // D.ESCUBRA 2019 // D.EDGE & OSCI RÉVEILLON //Ingressos limitados. Garanta o seu![www.oscimusic.com]

Posted by OSCI on Friday, November 23, 2018

Na Ilha da Magia acontecem diversas festas para os amantes da música eletrônica — e uma delas é graças à união de dois núcleos, D-Edge e OSCI. A organização do Réveillon será feita na belíssima praia do Campeche, em um evento que contará com dois palcos, soundsystem Funktion-One e DJs do underground nacional como Renato Ratier, BLANCAh, Willian Kraupp, Binaryh, Mezomo, entre outros.

Réveillon Green Valley

Réveillon Green Valley
Foto: Diego Jarschel/Divulgação

O Green Valley também está apostando em atrações brasileiras para comandarem a festa. Estão escalados Bhaskar, o duo Jetlag, Doozie, RADIØMATIK, Breno Miranda e Aline Rocha. O Réveillon de uma das baladas mais prestigiadas do Brasil acontece no Estaleiro Guest House — casa que fica à beira-mar da Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú, e terá sistema all-inclusive (com bebida e comida à vontade). Saiba mais.

Réveillon Essential 2019

Foto: Reprodução

Pra quem quer começar 2019 com os pés na areia e curtindo um psytrance de qualidade, a escolha certa é o Réveillon Essential. A festa acontece em Recife e terá mais de 18 horas de música com artistas renomados do cenário, como Astrix, Captain Hook, Freedom Fighters, Morten Granau e muitos outros.

Réveillon Silk 2019

Reveillon Silk 2019 : OPEN BAR / OPEN FOOD

Réveillon SILK BÚZIOS! 💙(OPEN BAR / OPEN FOOD) 😍.☀ CONFIRME SUA PRESENÇA:[ todas as infos ]https://www.facebook.com/events/272608076820092/.☀VENDAS:[ festas avulsas ou passaporte ]( virada de lote em breve )https://www.ingressocerto.com/viva-mais-buzios.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀🔊 PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA: (Música Eletrônica / Hip-Hop / Open Format)⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀► PISTA CLUB- BRUNO MARTINI- Arthur & Yan- Dan Mattos- Igor Kelner- Gabriel Mattos- RV- Sarah Ferreira- Marvin⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀► PISTA PRAIA- GABE- LOVE SESSIONS CREW (D-Groov & Galck)- Blacksheepz- Class G- Zaaitar⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀=============================⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀- 02 Ambientes (Duas pistas/ Open Air).- 03 Bares.- 06 estações gastronômicas.- Decoração.- Espaço coberto (Em caso de chuva).- Fogos de artificio.- Localização na exclusiva Praia Brava – Búzios.- 3000 m² de espaço com segurança.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀=============================⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀🍾OPEN BAR- Vodka Ciroc- Whisky Red Label- Espumante Chandon- Cerveja Stella- Cerveja Corona- Energético Red Bull- Suco LIV- Água- Drinks Diversos (servidos à base de Gin Tanqueray e Tequila)⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀=============================⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀🍴 OPEN FOOD:- Risoto de Filé Mignon (04 queijos)- Paella Mineira- Salada Caeser- Massa ao molho pariense⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀🍣 COMIDA JAPONESA:- Sashimi: Salmão, Atum ou Namorado .- Sushi (makimono): kani com Manga, Pepino com Manga e Salmão.- Negiri: Camarão, Salmão, Kani e Skin.- Sunomono: Gengibre e Pepino com Kani.- Hot Filadélfia – Camarão Empanado – Rolinho primavera ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀🍮 SOBREMESA:- Mousse de chocolate e Maracujá.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀☕ CAFÉ DA MANHÃ:Pães, Frios, Doces, Bolos, Leite, achocolatado e mesa de frutas⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀=============================☀ CAMAROTES E MESAS:Tel / Whats App: (21) 96836-9000/ (22) 99869-2661=============================⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀SAVE THE DATE… 31/12/2018.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀GARANTA seu ingresso antecipado, virada de lote em breve

Posted by Silk Beach Club on Thursday, October 11, 2018

Aos cariocas e turistas que estão pelo Rio de Janeiro, uma boa opção para curtir a virada é no Silk Beach Club, na praia de Búzios. Também com sistema all-inclusive e open bar premium, Gabe e Bruno Martini fazem as honras de headliners, prometendo muita música boa para proporcionar ao público uma experiência de gala.

Réveillon do Gostoso

Quer curtir um evento de ano-novo pra lá de gostoso? Então o destino é o Rio Grande do Norte, onde rola a terceira edição do Réveillon do Gostoso. Serão cinco festas open bar e um lineup recheado de atrações para todos os gostos. No dia 30, quem se apresenta é o Vintage Culture, em um sunset apresentado pela Corona. Já no último dia do ano, o responsável pela festa será o DJ holandês Sam Feldt.

Réveillon Subaúma

Foto: Reprodução

Diversão garantida também no litoral baiano com o Réveillon Subaúma. O Nanö Beach Club se unirá com o Tree Bies Resort para organizar mais de quatro dias de festa, entre 29 de dezembro e 02 de janeiro. Michael Canitrot, AJ Perez, Kesia e Gueri serão os responsáveis pelo comando do som na virada. Saiba mais sobre o Nanö.

Réveillon Virada Mágica

A Praia do Rosa, em Santa Catarina, já é um local muito conhecido quando o assunto é festa de ano-novo. Para esta edição, a Virada Mágica vem em um total de quatro datas, sendo três sunsets: dia 28 com Gabe, 29 com Chemical Surf e dia 30 com Elekfantz e Gui Boratto. Já a grande celebração do dia 31 terá Kolombo, Long Brothers e Fran Bortolossi.

MAREH NYE 2019

Pra quem curte uma pegada mais alternativa, com muita disco music e brasilidades em meio a dunas, águas límpidas e natureza, a pedida é a nova edição do festival de ano-novo da MAREH. Neste ano, a festa desembarca na vila do Atins, região dos deslumbrantes lençóis maranhenses. Grandes nomes gringos e nacionais estarão presentes, como Detroit Swindle, JKriv, DJ Nuts, Tahira, Horse Meat Disco, CC:DISCO, Roger Weekes, Joutro Mundo e Joakim.

Réveillon Cafe de La Musique

Foto: Reprodução

É claro que a praia de Jurerê Internacional não ficaria de fora da virada. O Réveillon do Cafe De La Musique é uma das noites mais aguardadas do ano por quem já conhece a casa. Além do open bar e open food premium, o lineup anunciado terá Jetlag, Teles, Fabio Serra e outros.

Réveillon Mil Sorrisos

Voltamos à Bahia para destacar o Réveillon Mil Sorrisos. Realizado na Praia da Ponta da Baleia, em Maraú, serão cinco eventos open bar (do dia 27 ao dia 31), com atrações como Vintage Culture, Dennis DJ, Sam Feldt, Guga Guizelini e Goldfish.

Réveillon Let’s Pipa

Passar o Réveillon na praia é ótimo. Passar um Réveillon completo na praia, com direito a passeio de barco e um pôr do sol inesquecível é PIPA! É claro que nós também pensamos nisso, por isso vamos ter passeios de barco exclusivos em Pipa, pra você aproveitar todas as belezas que esse paraíso tem para oferecer. Marque seus amigos e garanta mais essa experiência.As vendas começam amanhã, 12h, então fique de olho nas informações e não perca essa oportunidade!Dias: 27, 28, 29, 30, 31/12 e 02/01Horário: 13:45 até o pôr do sol ✨Serão 3 barcos por dia que se encontrarão no final do passeio para um Sunset incrível. Com direito a Open Bar e Open Food durante a tarde.* Vai ser necessário retirar pulseira antes do evento no ponto de troca de pipa (Hotel Pipa Lagoa)OBS: O local de saída dos barcos depende da maré e será divulgada no dia pela manhã;- Só será permitido 5 ingressos por pessoa e poderá ser parcelado em até 2x; – Atrasos no dia do passeio não serão tolerados;- Não será permitido escolher o barco na hora da compra;- Evento sujeito a alteração sem aviso prévio.

Posted by LetsPipa on Thursday, November 29, 2018

O fim de ano da Praia da Pipa, no Rio Grande do Norte, também promete muita badalação numa sequência de seis festas open bar. O destaque fica para o dia 29, no qual Guy Gerber será a atração principal, e também para os dias 28, com Cat Dealers, e 02 de janeiro, quando Vintage Culture, Dubdogz e Bruno Be fecham as comemorações.

Réveillon Privilège Búzios

🎆As melhores energias se juntam para receber 2019 na festa mais grandiosa do balneário: RÉVEILLON PRIVILÈGE #BÚZIOS!✨🎉✌🎶 Na cabine: CAT DEALERS • JØRD • RESIDENTE PRIVILÈGE🍾 SERVIÇO ALL INCLUSIVE Confira todas as informações e garanta logo o seu ingresso para essa grande festa:www.PRIVILEGEBRASIL.com#reveillon #2019 #verão #PrivilegeBuzios #PrivilegeBrasil #PrivilegeBuzios15anos #Fishbone

Posted by Privilège Brasil on Thursday, December 20, 2018

A movimentada praia de Búzios não tem apenas uma festa premium de ano-novo com grandes DJs. Cat Dealers e JØRD também vão invadir as areias cariocas para o Réveillon Privilège Búzios, outra festa com serviço all-inclusive pra quem curte essa pegada mais luxuosa.

Spettacolo Réveillon

Uma infraestrutura completa espera por você no maior SPETTACOLO do ano. Estamos preparando uma noite open bar e open food, com buffet servido em uma área especial, um novo sistema de som, acesso a praia, estrutura de banheiros fixa, estacionamento e um show a parte com queima de fogos exclusiva. Na cabine mais cobiçada de Jurerê Internacional grandes atrações prometem agitar a noite: Chemical Surf, Henrique Fernandes, Pinho Menezes, Du Oliveira, Ultra House e Andre Maran. Venha curtir o ano novo no parador mais desejado do Brasil! Ingressos através do ingressorapido.com.br e camarotes no (48) 3284.8156. ✨

Posted by P12 Jurerê Internacional on Thursday, December 6, 2018

O P12, por sua vez, encerra seu ano em grande estilo com seu tradicional Spettacolo Réveillon. Alta gastronomia e bebidas estarão liberadas a noite toda. As estrelas da virada serão os irmãos Hugo e Lucas, do Chemical Surf.

Réveillon John John Rocks Jeri

A praia de Jericoacoara, no Ceará, irá receber o Réveillon John John Rocks Jeri, no Holding Clube. O público poderá aproveitar uma estrutura paradisíaca também com open bar e ainda curtir o som de grandes nomes como Bakermat (27/12), Claptone, Dennis, RADIØMATIK e Jetlag (28/12), Sam Feldt e Jetlag (29/12), Lee Foss & Anabel Englund (30/12) e Vintage Culture e Goldfish no último dia do ano. Para além da música eletrônica, nomes como Anitta e Ivete Sangalo também estão entre os headliners.

PUMP Réveillon

💥Réveillon PUMP🍾Píer do Tropical Hotel 31/12 22hsO melhor Réveillon da cidade! -Dois palcos-Mais de 10 atrações-Open Bar-Queima de Fogos da Ponta Negra-Vista privilegiada do Rio Negro Já estamos em ÚLTIMOS INGRESSOS à venda nas lojas ADJI (Amazonas e Manauara), MG Surf (Sumaúma, Ponta Negra e Grande Circular) em 3x sem juros nos cartões! #pumpwhiteedition #reveillon2019

Posted by PUMP Manaus on Sunday, December 2, 2018

Assim como nessa última virada, o PUMP Réveillon traz mais uma de suas famosas “white parties” no Pier do Tropical Hotel, em Manaus, com duas opções de palcos e uma vista privilegiada do Rio Negro. No lado eletrônico, o público contará com Danger, Danne, Liu, Rivas e outros convidados para animar a festa. O evento também será open bar.

Xama

XAMA
Praia de Algodões. Foto: Reprodução

Fechando a lista com muito estilo temos o Xama, a mais nova festa de Réveillon do litoral da Bahia. Organizada pelo pessoal da Gop Tun e o duo Selvagem, serão nove dias de comemorações na lúdica Praia de Algodões. Também valorizando a música eletrônica local, a festa terá um lineup (quase) 100% nacional, incluindo Bárbara Boeing, Carrot Green, Cashu, Valesuchi e Vermelho — além, é claro, dos DJs da Gop Tun e da Selvagem. Saiba mais.

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ENTREVISTA

Perto de nova edição da festa que mudou sua vida, Junior_C fala sobre cura e união

DJ explica quadro de saúde atual e fala sobre a 2ª edição da Unity, que foi criada para ajudar com seu tratamento

Flávio Lerner

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Unity
Foto: Divulgação

Há dois anos, Junior_C descobriu um câncer grave. Hoje muito melhor — graças a um trabalho de reflexão profunda e medicina alternativa —, o paulistano de 31 anos mostra uma força mental incrível.

Ouvindo-o falar com serenidade sobre isso, é possível constatar que ele passou por uma das experiências mais impactantes que uma pessoa pode passar — uma espécie de transcendência espiritual. E ele garante: está melhor do que nunca, e encontrou sua cura.

“Preciso tomar mais cuidado quando as pessoas me perguntam sobre a minha saúde”, diz o DJ, em contato com a Phouse. “A minha resposta é sempre a mesma: eu estou curado! Isso confunde um pouco as pessoas porque elas imaginam que não tenho mais nada. É claro que pela medicina eu não estou curado — para eles eu tenho câncer e ponto. Para mim, eu não tenho nada. Eu estou curado.”

Teaser da Unity traz depoimentos dos DJs que vão tocar nesta edição

Essa cura, segundo o Junior, começou lá entre o final de 2016 e o início de 2017. Quando colegas e amigos ficaram sabendo do quadro grave de saúde, se mobilizaram para criar uma festa a fim de arrecadar fundos para ajudá-lo. Foi assim que nasceu a Unity, evento que reuniu cerca de 50 nomes brasileiros, dos mais variados estilos: de Gui Boratto e Eli Iwasa a Vintage Culture e Bruno Martini.

“Eu ainda estava no hospital quando o Luiz Eurico [Klotz, da Plusnetwork] me ligou: ‘Junior, todas as agências, todos os DJs, todo o mercado da música eletrônica se uniu para fazer um evento em sua homenagem, para celebrar a vida e arrecadar dinheiro para os seus tratamentos’. Quando eu vi na Unity o que o coração de cada pessoa fez por mim, eu não tive dúvida. A primeira coisa que pensei foi de que não existia mais tempo para estagnação: a Unity tinha que continuar e ajudar muito mais gente. Ficou evidente o potencial gigantesco que tínhamos para fazer o bem”, explica.

“Naquele dia não existia distinção, julgamento, gênero, rivalidade, qualquer tipo de crença… Agências divergentes, DJs de estilos diferentes, todos conectados por uma força que ninguém escutava ou via, mas que estava ali. A Unity foi a maior cura de todas”, segue o produtor.

Flyer da primeira edição da Unity, que rolou em 24 de janeiro de 2017

Assim, dois anos depois e com um quadro de saúde consideravelmente melhor, o artista comanda a organização de uma segunda edição, que vai rolar neste sábado, no recém-inaugurado Ame Club (onde o paulistano é um dos residentes). Os lucros serão divididos entre o próprio Junior_C — para custear o seu tratamento atual — e a Fundação ACL, um hospital filantrópico de medicina alternativa que ajudou Junior a encarar a doença, e com o qual ele retribuiu tornando-se voluntário.

“A ideia principal por trás da Unity é mostrar a força que nós criamos. É mostrar que juntos somos muito melhores, e que todos os anos pararemos um dia das nossas vidas para nos unir em prol de algo maior, com o objetivo de fazer com que toda essa energia de compaixão se expanda a cada vez mais pessoas, e assim, juntos, possamos fazer um mundo muito melhor”, complementa.

Por dentro da Fundação ACL, que será beneficiada com a #Unity

Bora conhecer mais as condições da Fundação ACL / Projeto Escola Vida, à qual será destinada parte da renda arrecadada da #Unity… Confira o bate-papo de nosso Junior_C com o Dr. Paulo Prado, chefe do laboratório da Fundação.Garanta já seu ingresso e vamos juntos terminar o ano fazendo o bem, celebrando a vida e ajudando a quem precisa: bit.ly/AmeUnity.A cura de um é a cura de todos.

Posted by Ame Club on Sunday, December 16, 2018
O Dr. Paulo Prado conversa com o Junior_C sobre o funcionamento da Fundação ACL, que receberá parte dos lucros desta edição da Unity

“Apesar de a minha historia ter sido o gancho de tudo, a Unity não se trata de uma causa em si. A Unity é uma atitude, um movimento, que através do exemplo mostra que somos todos um único organismo, unidos por um único propósito, através de um único sentimento: o amor. Hoje com minha saúde infinitamente melhor do que antes, eu consegui o que eu queria. Assumir a frente do projeto e, a partir da minha história, ajudar os outros”, conclui o DJ.

Este segundo ato em prol da celebração da vida vai começar às 16h do dia 22, trazendo desta vez apenas nomes do cenário underground — nicho ao qual o próprio DJ pertence, assim como faz parte da proposta do novo clube. Diogo Accioly, Du Serena, Eli Iwasa, Gabe, Gui Boratto, L_cio, Leo Janeiro, Mascaro, Renato Ratier, Shadow Movement e Silvio Soul dividirão o protagonismo do lineup com o Junior_C. Ainda há ingressos disponíveis via Eventbrite. Você pode saber mais sobre a Fundação ACL no site oficial.

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

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