Editorial / 2009 / Berlin
Published in [www.groove.de linktext:Groove] / Berlin

Without Derrick May, today's club culture would quite possibly look radically different. Together with Juan Atkins and Kevin Saunderson Ð namely the Belleville Three Ð May developed a harder, more futuristic version of Chicago house music, now commonly known as techno. Releasing his first single in 1987, Derrick May is one of the true pioneers of the last musical revolution, placing Detroit, where he is still based to this day, firmly at the forefront of electronic music.
Flávio Lerner

Flávio Lerner

Lenda do techno se apresenta hoje com a Orquestra Sinfônica de Detroit

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Um dos três responsáveis pelo nascimento do techno, Derrick May é mais um que vem bombando com a música de pista em formato orquestrado.

Não sei se é o Zeitgeist ou whatever, mas é uma enorme coincidência o fato de, três dias depois do artigo em que recomendei três performances espetaculares de dance music orquestrada, eu me deparar com essa notícia do Derrick May se apresentando com a Detroit Symphony Orchestra.

May, um dos três pilares fundadores do techno — que com Kevin Saunderson e Juan Atkins ficou conhecido como The Belleville Three —, já vem se apresentando pela Europa com orquestras desde o ano passado, quando tocou na Macedônia, Bélgica e França. Seu maior hit, Strings of Life, de 1987, tem uma musicalidade enorme, e sempre cai com uma luva nesse tipo de concerto — tanto é que foi um dos 23 clássicos da cultura de pista tocados pela Ibiza Prom da BBC [você pode conferir na marca de 01h05min daquele vídeo]. 

Como todo bom filho a casa torna, o DJ agora se junta pela primeira vez com a Orquestra Sinfônica de Detroit, trazendo o seu projeto à cidade norte-americana tão famosa pelo soul da Motown, pela indústria automobilística, pelo techno e pela desigualdade social e a consequente criminalidade.

Teaser da apresentação com a Orquestra Filarmônica da Macedônia

Pelos poucos vídeos que temos disponíveis das apresentações, dá pra notar que o formato é semelhante ao da Ibiza Prom: um DJ, um maestro e uma orquestra. Se na Prom, contudo, o Pete Tong mandava as bases como um DJ, a performance do Derrick May difere pelo fato de ele estar se apresentando como um live act, tocando sintetizadores; é como se fossemos ver um live do produtor, com o pequeno detalhe de ele estar rodeado por dezenas de músicos eruditos tocando cordas e metais. O maestro que vem se apresentando com ele é o macedônio Dzijan Emin, que desde o início do projeto foi o responsável por converter as músicas de May para os arranjos clássicos.

Aqui com a francesa Orchestre Lamourex, em Paris

É curioso notar que, mesmo aos 52 anos e com o status de lenda viva, o DJ confessou ao Detroit News que, no começo, estava inseguro com o projeto — “eu não sabia se conseguiria fazer isso, e estava rodeado por músicos virtuosos profissionais, gente muito mais versada do que eu, tendo que liderar essas pessoas” —, mas felizmente o medo passou, e tudo correu maravilhosamente bem. No primeiro ensaio, quando ouviu suas músicas rearranjadas por uma orquestra, disse que “não foi divertido, foi mágico”.

A apresentação em Detroit rola justamente hoje, 14 de agosto. Como estamos bem longe e [ainda] não somos jetsetters milionários, esperamos que ao menos saiam mais vídeos legais para divulgarmos por aqui. O fato é que que essa ideia de dance music com orquestra parece estar mesmo se tornando cada vez maior.

Bonus: confira acima uma minientrevista bem bacana com Derrick May para a revista espanhola Mundo Sonoro

Francesco Tristano will join us for this concert in Detroit , with Dzijan Emin and the Detroit Symphony Orchestra Friday, Aug 14th – Chene Park DetroitLooking forward

Posted by Derrick May on Segunda, 27 de julho de 2015

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