A partir de agora, a Phouse traz convidados ilustres pra falar sobre as cenas clubbers de suas regiões; pessoas que desempenham papel-chave — artistas ou não — e atuante em seus respectivos núcleos.

Começamos nossa série com o DJ/Produtor Leo Janeiro, que leva o Rio de Janeiro até no próprio nome. O Leo é um dos grandes destaques do nicho de house não só da “cidade maravilhosa”, mas do Brasil todo. É residente do Warung, da Beehive, em Passo Fundo, e da tradicional Bootleg, que já tem mais de dez anos no Rio. Faz parte da lista seleta de brasileiros que tocaram no Boiler Room — que, por sinal, tem edição no Recife na semana que vem —, e já se apresentou em festivais como Tomorrowland Brasil, Rock in Rio, Tribaltech, Creamfields Brasil e Ultra Music Festival Miami. Como produtor, já lançou por selos como Suara, Go Deeva, Mr Carter, Warung Rec., Not for Us e em breve pela D.O.C Records do Gui Boratto.

Com a palavra, Leo Janeiro:

 Minha cidade continua linda e, no momento, está se preparando para — talvez — o ano mais importante de sua existência. Nos últimos tempos, tentamos transformar décadas de atraso em progresso.  Estamos vendo uma transformação na estrutura do Rio de Janeiro, construindo novas áreas e estimulando a cultura. 

Por falar em cultura, é importante lembrarmos que a música tem um papel fundamental. Diversas iniciativas estão sendo criadas para movimentar a cidade e com isso novas oportunidades surgem a todo instante.

Um projeto que faz muito bem não só à cidade como também ao cenário nacional é o Rio Music Conference. Criado em 2008 com a finalidade de reunir pessoas ligadas ao mercado da música eletrônica, se tornou um mecanismo de conexão entre profissionais do meio, empresas e público. 

Desde o final da década 90, o público carioca sofre com a falta de opções para o nightlife, principalmente em se tratando de clubs. Alguns lugares incríveis como Dr. Smith, Bunker 94, Dama de Ferro se foram, porém, outros continuam muito bem, como Fosfobox, 00, Casa da Matriz, La Paz e Cave. O interessante é notar que a cidade tem excelentes produtores, mas poucos espaços à disposição.

Ao mesmo tempo, desenvolvemos um dom especial para realizar festas. Atualmente, diversas delas chamam a atenção, reunindo uma galera bacana. É o caso da Moo, Noon, Rara, 4 Finest Ears, Finalmente, Wobble e outras um pouco maiores como Rio Me e Love Sessions. Tais eventos conseguem atrair a nova geração. 

Como bom carioca, vou dar as minhas dicas especiais para quem chega ao Rio:

– Procure ficar em lugares em que você possa se locomover com facilidade, assim você não perde a paciência no trânsito caótico da cidade por conta das obras. 

– Temos muitos lugares incríveis. Alguns dos meus preferidos são: Jardim Botânico, Pedra da Gávea, CCBB, Parque Lage, Mirante do Leblon, Lapa, Santa Teresa, Joatinga, Prainha e Barra de Guaratiba. A nova Praça Mauá, com o Museu do Amanhã e o MAR, também é um must!

– Os tradicionais pontos turísticos são com você, afinal o roteiro é seu. Aproveite e volte sempre!

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