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Line-up do Tomorrowland escancara o problema: O monopólio das agências dos grandes festivais

Phouse Staff

Publicado em

03/03/2016 - 18:32

A divulgação do line-up completo do Tomorrowland Brasil 2016 na terça-feira dessa semana gerou enorme polêmica e descontentamento entre os fãs da dance music no país. A opinião de parte do público é que a seleção de artistas foi fraca e que a proposta de “apostar em artistas nacionais” nada mais é do que uma tentativa de mascarar a ausência de mais nomes internacionais de peso. Porém, mesmo entre os grandes nomes do Brasil, algumas ausências significativas foram notadas. A mais importante é provavelmente Vintage Culture, surpreendentemente fora do festival.

A ausência de Vintage gerou enorme repercussão e debate sobre um tema polêmico: o monopólio das agências de booking que montam o line-up dos festivais. O próprio produtor publicou um desabafo em sua página do Facebook, criticando o trabalho da agência responsável pelo booking do Tomorrowland e lamentando não poder fazer parte da festa este ano. Vintage Culture colocou também que o funcionamento desse sistema coloca em choque a meritocracia e o amor pela música, algo que ele garante compartilhar com toda a sua equipe, comprovado pelo fato de ter tocado de graça no Tomorrowland do ano passado.

Este é um assunto que já tem sido muito discutido dentro do cenários: o monopólio das agências dentro dos festivais está afastando o talento, em benefício dos contratos? O Tomorrowland não é uma exclusividade. Esta questão tem se repetido em diversos festivais Brasil afora, nos quais as agências têm todo o poder para decidir quem vai e quem não vai se apresentar, muitas vezes não exatamente ao encontro do desejo do público. Alguns podem argumentar que isso é uma excessiva capitalização da música, por vezes deixando de lado o talento.

O assunto tem divido opiniões entre figuras do cenário. Bruno Barudi, por exemplo, recorreu ao Facebook para elogiar o line-up e alertar para a hipocrisia. De fato, é provável que muitos daqueles que reclamam por ter ficado de fora de determinado festival por não pertencer à agência X, são beneficiados em outro momento, em outro festival, por serem da agência Y. Barudi ainda lembrou da crise financeira que o país atravessa, incluindo um câmbio desfavorecido que dificulta trazer nomes de fora.

Outro ponto de vista que tem sido amplamente explorado, por exemplo pelo grande DJ Memê, é de que as agências estão afinal simplesmente fazendo seu papel. Elas são as responsáveis pela curadoria do festival e ao mesmo tempo tem um arsenal de bons DJs a sua disposição, ou seja, nada mais lógico do que preencher boa parte do line-up com seus próprios nomes. O Tomorrowland pertence à SFX, assim como a Plus Talent. Como o festival é deles, neste caso não é apenas uma mera intermediação. Se trata de nada mais, nada menos do que uma visão realista e voltada ao mercado.

O que aparenta ser o mais próximo da realidade é que a maioria dos DJs se sentem incomodados com essa configuração de mercado e não poderia ter ficado mais claro que o público se sente ainda mais frustrado. No entanto, como ressaltou Memê, esse é um conceito que não está perto de acabar e como lembrou Barudi, uma hora ou outra todos são beneficiados e a maioria reclama muito e faz pouco.

No final das contas e apesar de algumas justas críticas, o line-up do Tomorrowland continua a apresentar nomes fortes como Solomun, David Guetta, Markus Schulz, Alesso, Hernan Cataneo, Afrojack, Armin Van Buuren, Loco Dice, Axwell^Ingrosso e W&W. Apesar de ficar um pouco aquém da edição anterior, ainda é um festival de primeira linha, uma honra para o país. Neste momento de crise financeira profunda, a priorização de artistas nacionais pode ser um método de fazer as contas fecharem, para que eventos desse porte possam continuar a acontecer por aqui. Sem dúvida a SFX teve um trabalho árduo para colocar em prática a edição deste ano, com um cenário tão conturbado por aqui. O melhor que temos a fazer é debater e refletir, mas sem jamais deixar a festa parar!

E você, o que pensa sobre o assunto? As agências só estão fazendo o seu papel? O público é que sai prejudicado? Compartilhe com a gente sua opinião!

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Alphabeat lança cover de Capital Inicial e faixa de apostas da dance music

Alphabeat Records

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Alphabeat
Foto: Divulgação
Escute os dois novos lançamentos da gravadora

Nesta sexta-feira, 15, a Alphabeat Records pinta com mais dois lançamentos fresquinhos: “Blaze”, do duo The Otherz com a DJ e produtora Ammie Graves, e “Primeiros Erros”, de Lipe Forbes.

“Blaze” retrata a paixão de um casal — o envolvimento, a sensualidade e a declaração de sentimentos à flor da pele no momento de união. Com timbres envolventes, a track promove um break sensual com influências do trap, hip-hop e pop dos anos 80, e um drop dançante como nos clássicos do deep house.

Essa mescla de estilos promove a identidade dos criadores; Ammie tem forte influência de clássicos do pop, que aqui une-se às batidas fortes e envolventes do promissor duo The Otherz.

Já “Primeiros Erros” é um cover eletrônico do clássico do Capital Inicial, de 2000. Por causa da proximidade com os integrantes da banda, sobretudo Flavio e Fê Lemos, o produtor e DJ Lipe Forbes sempre teve contato direto com a música.

Lipe sempre teve vontade de fazer uma releitura eletrônica de alguma canção do Capital. Mesmo sabendo que a versão original da música foi composta por Kiko Zambianchi, foi assistindo aos shows do grupo que o artista teve a inspiração para esse remake. Lipe convidou a cantora Mia Max para as vozes, em busca de um toque delicado na canção.

O artista também gravou os baixos com Flavio Lemos e os pianos com Robledo Silva, ambos integrantes do Capital Inicial. Para finalizar a track, Forbes contou com a colaboração do DJ ChampZ, em busca de uma sonoridade moderna, fazendo referencia ao brazilian bass. A combinação de sintetizadores analógicos com instrumentos musicais e a voz de Mia Max criam uma textura sonora pulsante.

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Gui Boratto lança “Pentagram”, seu quinto álbum de estúdio

Phouse Staff

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Gui Boratto Pentagram
Foto: Reprodução
Disco sucede “Abaporu”, de 2014

Nesta sexta-feira, enfim foi lançado via Kompakt o aguardado quinto álbum de estúdio de Gui BorattoPentagram. Em menos de uma hora, o LP traz 12 faixas de um Boratto inspirado e que parece saber exatamente o que está fazendo e onde quer chegar, em um caldeirão de referências que vão desde as bandas de synth pop dos anos 80 (como New Order, Depeche Mode e Tears For Fears) a produtores vanguardistas de hoje em dia, como James Holden — passando ainda, é claro, pela escultora brasileira Lygia Clark, que influenciou no conceito visual do disco.

No BRMC, o músico já havia falado das influências estéticas que o levaram ao conceito da obra, que carrega uma ampla bagagem de arquitetura (formação acadêmica de Gui), geometria e design. “Eu queria transmitir o ponto de vista do pentagrama científico: não é algo religioso“, disse agora, em release de imprensa. A última faixa do disco, “618”, tem exatos seis minutos e 18 segundos, e iguala com a proporção áurea do pentagrama.

+ No BRMC, Gui Boratto revela detalhes de seu quinto álbum de estúdio

A música é dinâmica, maximalista e viajante, repleta de musicalidade. Como já havia dito — também no painel do BRMC —, este é seu álbum mais orgânico, recheado de instrumentos acústicos, sobretudo cordas e instrumentos de orquestra, mais notáveis em “Scene 2”, que tem uma pegada jazz. Há também sintetizadores modulares, como o clássico Buchla. Em “Overload”, Luciana Villanova, que já participou em canções como “Beautiful Life” e “No Turning Back”, volta a emprestar sua voz a uma produção do marido.

Ouça Pentagram:

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Moby vende coleção de discos em ação pelo tratamento de doenças crônicas

Phouse Staff

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Moby
Foto: Reprodução
Acervo inclui raridades, lançamentos e clássicos

Moby entrou na onda do “desapega”. Em colaboração com a loja virtual Reverb LP,  o DJ criou o Official Moby Reverb LP Shop para vender todos os discos da sua coleção. Todo lucro obtido será revertido para o Comitê de Médicos pela Medicina Responsável, que visa mudar a forma de tratamento para doenças crônicas, como câncer, diabetes, obesidade, entre outras.

A coleção anunciada por Moby inclui títulos exclusivos e raridades. Entre eles, há bastante material autoral, como as primeiras impressões dos álbuns Play e 18, gravações promocionais de “Why Does My Heart Feel So Bad” e “That’s When I Reach For My Revolver”, cópias de Innocents e More Fast Songs About The Apocalypse, entre outros. 

“Estes são todos os discos que eu comprei, amei, toquei e carreguei em todo o mundo. Eu preferiria que você os tivesse, porque assim você os tocará, você os amará e o dinheiro irá para o Comitê de Médicos pela Medicina Responsável. Então todos ganham — exceto por mim, que agora não tenho mais discos”, brinca o artista no vídeo promocional.

A loja oferece ainda centenas de singles, em vinis de 12 polegadas, dos seus primeiros anos como DJ, com muitos lançamentos de techno, house e hip-hop. Os singles contam com anotações pessoais de Moby, feitas a mão, e usadas para ajudá-lo nos seus sets em famosos clubes de Nova Iorque como Mars, Nasa e Shelter. Quem conhece a qualidade do seu trabalho sabe que essa coleção tem valor imensurável para a dance music.

Esta não é a primeira vez que Moby colabora com a Reverb. Em abril, o músico vendeu uma coleção de sintetizadores e toca-discos que contava com mais de cem aparelhos, também angariando fundos para o Comitê de Médicos pela Medicina Responsável.

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