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Luciano fala sobre passado, trajetória e o “verdadeiro underground” em entrevista

Phouse Staff

Publicado em

25/07/2018 - 18:02
Luciano
Foto: Reprodução
DJ deu declarações impactantes em papo com a BURN

Um dos nomes mais celebrados da cena house/techno internacional, Luciano bateu um papo super interessante recentemente com o pessoal da BURN Energy Drink — marca que o elencou neste ano como um dos embaixadores da sua competição de DJs.

A conversa virou uma matéria em que o DJ fala um pouco sobre suas origens na Suíça, sua criação no Chile — país que considera seu verdadeiro lar —, seu passado punk-rocker, como conheceu Ricardo Villalobos e como começou a organizar a cena eletrônica chilena.

Confira algumas das passagens mais marcantes:

— Comecei a me interessar por música eletrônica quando eu descobri uma banda que usava uma máquina de bateria ao invés de um baterista. […] Substituir os músicos por uma máquina era incrível, você podia se tornar uma orquestra de um homem só. Aquele foi o ponto de virada pra mim: perceber que com máquinas eu poderia fazer qualquer coisa.

— Meu Deus, às vezes eu ouço alguns DJs jovens falando sobre ‘underground’, mas eu não acho que nenhum DJ na Europa nos últimos dez anos faz ideia do que realmente é o underground. No começo a música eletrônica não era sequer um movimento reconhecimento pela sociedade no Chile. Nós estávamos à margem, tocando nos buracos mais horríveis e profundos da cidade. […] Uma festa aconteceu em um prédio onde eles exterminavam cães de rua, porque ninguém acreditava no que nós estávamos fazendo e ninguém nos cedia espaço.

— Um dia eu estava me apresentando em um clube que normalmente tocava rock e as pessoas vinham apagar os cigarros delas nos nossos discos, de nojo. Mas aquelas mesmas pessoas, dois anos depois, estavam dançando techno. Tudo mudou. Nós vimos o nascimento daquela música no nosso país. Naquela época, não havia dinheiro ou fama como motivação. Isso é underground pra mim: um movimento que as pessoas não conhecem e que está tão escondido da sociedade que você precisa realmente procurar pra descobrir. Hoje é só algo que é maneiro ou parece maneiro. Mas música underground de verdade é aquela que você tem que procurar e ir até a porra de um porão no lugar mais esquisito do mundo.

— Bom, 25 anos atrás [na música eletrônica] eu sinto que tinha encontrado a nave que me levaria pra Lua. Eu sempre vou confiar naquela espaçonave. Hoje todo mundo está na nave, mas sem saber, e ao invés de aproveitar, está todo mundo procurando pela próxima coisa. Nós precisamos dar um passo pra trás e apreciar a incrível revolução pela qual a música passou nos últimos 50 anos.

— Tudo passa muito rápido hoje. Se alguém peida no Japão, em cinco minutos todo mundo sabe nas redes sociais. Antes não era assim. Uma versão teste de um disco que saísse nos anos 90 ainda seria procurada por uns dois meses. Nós apreciaríamos cada batida e melodia. Mas hoje tudo passa tão rápido que não existe tempo pra apreciar. Qual é a próxima merda? É essa merda aqui. Você só precisa ouvir. Existe algo único e incrível acontecendo hoje, mas ninguém tem tempo para apreciar.

Você pode conferir a entrevista completa no site da BURN.

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Documentário sobre Avicii voltará ao Netflix no fim do mês

Lançado no final de 2017, filme foi retirado da plataforma após sua morte, em abril deste ano

Phouse Staff

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True Stories Brasil
Foto: Reprodução

O documentário sobre a vida de Avicii está prestes a voltar ao Netflix. No próximo dia 28, o filme dirigido por Levan Tsikurishvili está confirmado na plataforma em países como Reino Unido, Canadá, Estados Unidos e Austrália. No Brasil, sua volta ainda não foi confirmada.

Antes de ser disponibilizado pelo serviço de streaming, alguns cinemas exibirão o título com exclusividade, como em Los Angeles, no Laemmie Theatre, entre os dias 14 e 20 de dezembro, e em Nova Iorque, no Cinema Village, entre os dias 21 e 27 do mesmo mês.

True Stories aborda os bastidores da trajetória do artista — de sua ascensão meteórica à queda pelo estresse e os problemas de saúde, provocados pela intensa agenda de turnês —, e foi lançado antes da trágica morte do artista. É possível notar que o filme deu muitas pistas de que o pior estava por vir, mas ninguém percebeu a tempo.

Avicii demonstrava constantemente cansaço físico e mental, e até mesmo, numa espécie de previsão sinistra, vemos Ash Pournouri — seu antigo empresário, considerado pelo pai de Avicii o responsável pela morte do DJ — alertando: “O Tim [Avicii] vai morrer, com todas as entrevistas, shows e turnês… Ele vai cair morto”.

Em entrevista recente ao Guardian, Tsikurishvili revelou ter passado por uma avalanche de emoções ao assistir ao filme pela primeira vez após a morte do amigo. “Era felicidade, tristeza, raiva, tudo o que você pode imaginar. Ao mesmo tempo, foi muito bom vê-lo novamente”, declarou.

No Brasil, o documentário teve sua estreia em maio pelo Canal BIS. Hoje, está disponível para assinantes pelo Globosat Play.

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Com novo single, Chainsmokers completam seu segundo álbum

Disco é formado pelos dez singles lançados durante o ano

Phouse Staff

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Sick Boy
Foto: Reprodução

Com Winona Oak, os Chainsmokers lançaram “Hope”, single que fechou o pacote dos dez lançados entre janeiro e dezembro, totalizando no álbum Sick Boy, sucessor de Memories… Do Not Open, de abril do ano passado. 

Sick Boy, portanto, traz todos essas canções que o duo vinha lançando mensalmente (com excessão de maio e junho), como “Beach House”“This Feeling”, “Siren”, “Save Yourself”“Somebody” e “Side Effects” — músicas que ainda carregam participações especiais de Emily Warren, Kelsea Ballerini, Aazar e NGHTMARE.

O disco apresenta um Chainsmokers levemente diferente, experimentando com outras texturas e sonoridades: ainda há muito do piano-pop do primeiro álbum, mas também aventuras pela bass music e saudações à house clássicaSick Boy pode ser conferido na íntegra no player abaixo.

 

+ CLIQUE AQUI para ler mais sobre os Chainsmokers

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Öwnboss explica como surgiu “Tell Me”, collab com Cevith e SPECT3R

Música foi lançada na última sexta-feira, via Liboo

Phouse Staff

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Öwnboss
Foto: Divulgação

Tudo começou quando Eduardo Zaniolo e Mário Camargo, do Öwnboss, receberam um e-mail do jovem produtor campinense Cevith. O mail trazia o “exoesqueleto” de uma música, apenas com os acordes de guitarra de Cevith, complementados com a voz de Ana Luísa e o violão de Júlio César — irmão e irmã que formam o duo mineiro SPECT3R.

A partir daí, o Öwnboss não pensou duas vezes em aceitar o convite para trabalhar naquela base, e se inspirou para abrilhantar a canção com o seu toque electropop. Foi assim que surgiu “Tell Me”, single colorido, na pegada do verão, lançado nessa última sexta-feira (14), pela Liboo/Universal Music.

 

Foi o próprio Eduardo quem contou essa história pra Phouse. “O Cevith nos disse que achava o som a nossa cara, e que sempre que a gente trabalha em cima de uma track, mantemos a essência dela, sem deixar nada fora de harmonia. E a gente tem essa característica mesmo: quando produzimos um remix ou um som original, fazemos algo bem suave, com timbres bem harmônicos”, revela o artista do Öwnboss.

“Acabamos caindo num timbre de baixo Sylenth, que nos levou a fazer a sequência das notas tipo aqueles punk rocks californianos dos anos 2000, como o Blink 182“, continua. “Fizemos a base dela inteira e reenviamos pro SPECT3R e pro Cevith, que acharam o clap parecido com o de ‘Blue Monday’, e trabalharam em cima dela pra finalizar. E aí chegamos no resultado final, que foge um pouco do que tá sendo lançado hoje em dia, que tá um pouco genérico, né?”

“Tentamos fazer algo mais original. É o tipo de música que sempre que a gente tocar, vai dar aquele sentimento bom, de festa. O vocal e a guitarra são muito emocionantes”, conclui Eduardo.

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