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Lúdico, subversivo e impactante: conheça o universo de Carlos Capslock

Flávio Lerner

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Flávio Lerner conversa com Paulo Tessuto, criador da Carlos Capslock — uma das festas mais influentes da cultura de pista no Brasil.

Se você nunca ouviu falar em Carlos Capslock, sugiro que leia com atenção esta matéria. Mesmo que seu interesse passe longe de techno e noites mais alternativas, é essencial para qualquer pessoa minimamente ligada em cultura eletrônica saber mais sobre essa figura que subverte padrões e lança tendências. Por isso, não será de se estranhar se a originalidade e a influência de Paulo Tessuto acabarem atingido, mesmo que indiretamente, o mainstream da cena nacional.

Tive a oportunidade de falar ao vivo e a cores com o Tessuto no dia primeiro de abril — e o papo foi sério, mesmo ele sendo o criador de um personagem e uma festa tão lúdicos. O DJ foi atração dos dez anos da Disc-O-Nexo, uma das festas de dance music mais importantes da crescente cena de Porto Alegre. Hoje com 31 anos, o rapaz, que jogava basquete nas categorias de base do Pinheiros, em São Paulo, acabou seguindo uma carreira consideravelmente diferente da que sonhava, se transformando em figura-chave da cena alternativa brasileira.

Tocando “à paisana”, Tessuto foi uma das atrações nacionais do elogiadíssimo Dekmantel São Paulo

No fim dos anos 2000, quando já tinha alguns anos de carreira como DJ, com direito a residência no D-EDGE, o Paulo se via cercado por uma cena eletrônica quadrada, rígida, tomada por aparências, e acabou motivado por um impulso um tanto quanto inconsciente de mudar as coisas ao seu redor. “Quando eu comecei, rolava uma coisa muito baseada em troca de gigs, sabe? O cara te chama pra tocar, você chama ele de volta. Isso desvaloriza o mercado”, conta. “E aí eu comecei a pensar mais a fundo em profissionalismo, ter um conceito, enaltecer mesmo o artista, e não o negócio em si.”

Mas o modus operandi do mercado não foi o mais determinante para a criação da Capslock. A festa, criada em dezembro de 2010, inicialmente na Trackers, foi baseada no personagem homônimo, forjado de brincadeira, entre amigos. Depois, a vivência com o coletivo VOODOOHOP — que estabeleceu a onda dos coletivos de festas de rua, que transformaram São Paulo e posteriormente outros Estados brasileiros — serviu como base. Tessuto revela que tinha dentro de si o sentimento de transformar o ambiente ao seu redor. “Foi um processo natural. Encarnei o personagem, e aí comecei a me libertar de diversos pensamentos que me aprisionavam, de regras sociais. A Capslock foi meio que uma válvula de escape pra mim, eu não tava satisfeito em como a sociedade lidava com diversas coisas, e em como eu reagia em relação a isso. Eu me preocupava muito se tava dançando espalhafatosamente numa festa, porque ficava todo mundo olhando…”, segue. “[A cena de SP] Era meio assim. Muito status quo, aparências, e pouca arte. Com o Capslock, eu pude atrair um público completamente novo, livre desses paradigmas.”

O rosto encontrado na web e photoshopado virou a cara do personagem Carlos Capslock

Nada disso, porém, teria sido deliberado. “Nada que eu faço na minha vida é planejado, eu faço o que o meu coração manda. Eu simplesmente criei meu próprio sistema porque estava insatisfeito. A questão social dos eventos de rua, por exemplo: quando eu comecei a fazê-los, não imaginava que tinham toda essa importância social, de ocupar, trazer as pessoas pra rua, fazer com que elas se movimentem em bairros diferentes, entendam os problemas da cidade, e de anular um pouco esse individualismo de ‘todo mundo no seu carro’. Tudo isso foram questões que apareceram depois. Eu queria fazer festa na rua porque eu queria retribuir quem pagava entrada, e abrir pra quem não podia pagar.”

Os coletivos de festa de rua, de fato, foram revolucionários por tocar em questões sociais importantes; as festas deixaram de ser apenas entretenimento, resgatando os valores originais da cultura de pistademocracia, igualdade, comunhão —, permitindo o convívio entre todas as classes sociais. Mas não foi só por ser um dos pioneiros desse movimento que Paulo Tessuto se tornou uma figura tão influente. Travestindo-se de um personagem, inovando com circulação de fanzines e girando sobre temas idiossincráticos para as festas [cada edição tem um nome que faz trocadilhos com assuntos da nossa realidade, como “O Desfecho da Operação Leva Jato” e a mais recente “Carne Podre de Ri(z)co”], ele conseguiu tocar numa tecla que muitos artistas no mundo da música já tocaram — sobretudo David Bowie —, mas explorada por poucos DJs: o estabelecimento de um universo conceitual próprio, uma narrativa para além dos DJ sets, centralizada na criação de um personagem lúdico, bizarro, performático. Sem dúvidas, esse elemento central fez da Capslock um evento único, e catapultou a carreira de seu criador. “Eu me montava de nerd no começo”, segue contando. “O Carlos Capslock é um nerd, designer de teclados, hipocondríaco, gosta da Xuxa, e a mãe dele não deixava ele sair de casa. Era algo que não fazia muito sentido: por que esse cara faria uma festa?” Por ser algo tão diferente e enigmático, atraiu um público curioso, que se identificou com a proposta de libertação total.

Em 2014, quando estava em uma de suas turnês pela Alemanha [neste sábado, por sinal, parte para seis datas em Berlim], o DJ cativou as pessoas em mais uma brincadeira, dizendo que ia casar no país europeu pra conseguir o visto, e que, portanto, a festa morreria. Na volta a São Paulo, fez a edição de casamento do Capslock, e surpreendeu se vestindo de noiva. Desde então, tem se vestido de mulher em todas as edições — conceito que remete a Nova Iorque dos anos 70 e 80, em que a cultura da disco music foi fundada como grito de libertação de homossexuais e drag queens, até então duramente reprimidos socialmente. A house music continuou esse legado, mas atualmente, com a explosão da EDM e afins, mesmo nos redutos tidos como underground, essa cultura foi esvaziada.

Com o passar do tempo, a transformação e libertação pregadas pelo criador e executadas pela criatura acabaram fundindo ambos em um só. “Antigamente tinha uma distinção: eu começava a festa como Tessuto, tocando disco e house, e fechava como Capslock, tocando techno. Comecei adquirindo roupas somente pro Carlos. Isso durou uns dois anos. Aos poucos o personagem se misturou com o meu eu interior, e hoje são uma coisa só. Não sei como isso me ajudou, só sei que o Paulo morreu e nasceu de novo — e isso foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida até agora!”, revela, animado. “E apesar de girar em torno do meu personagem, de ser muito relacionada com a minha vida, a Capslock não é sobre egotrip — pelo contrário. Foi tão bom me libertar de todas as minhas amarras sociais que eu quis muito espalhar isso pra todo mundo. Por isso, eu acho que não só ela, como muitas outras festas, foram importantes na vida de muita gente.”

Pra seguir esse conceito de libertação e transformação social, o artista agora está expandindo sua marca para outras frentes. Hoje, aluga um galpão, para sediar algumas edições da festa, mas principalmente para abrigar uma biblioteca e feiras orgânicas, workshops de DJs, exposições, palestras e aulas de yoga — tudo gratuitamente, para a comunidade local. Também produtor, o Tessuto confessa que não lança tanto quanto gostaria, por faltar tempo. Mesmo assim, em parceria do amigo e também expoente L_cio, toca o selo de nome impronunciável MEMNTGN, distribuído pela Kompakt. “O que eu queria mesmo era tocar e fazer música, mas meu caminho me trouxe essas outras responsabilidades, então tô focando nesse projeto, que tem uma importância pra cidade, um poder de transformação. O artista tem um peso social muito importante, então ele tem que saber usar isso em favor da sociedade.” ~

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Um mal necessário chamado cooptação

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Análise

O indie dance original respira com a volta do Friendly Fires

Flávio Lerner

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Friendly Fires
Foto: Reprodução
Depois de mais de seis anos sem lançamentos, o trio britânico que marcou os anos 2000 está de volta

Fundado em 2006, o trio britânico de dance-rock/indie danceFriendly Fires foi importantíssimo para uma guinada mais eletrônica e dançante à cena indie da década passada, que encontrava-se em sua era de ouro com a ascensão de bandas como The Killers, Franz Ferdinand, The Strokes e Bloc Party. Seu surgimento — somado à ascensão de grupos como Klaxons, Chromeo, Cut CopyMetronomy e o brasileiro Cansei de Ser Sexy — fez com que aquele cenário mais centrado nas guitarras passasse a ter um foco maior nos sintetizadores e nas batidas. O LCD Soundsystem não estava mais sozinho.

Comandando pelo carismático e rebolativo Ed Macfarlane — com suas dancinhas impagáveis ao vivo e nos videoclipes —, o Friendly Fires explodiu mesmo em 2008, com o primeiro e homônimo álbum, e desde então acumulou milhões de fãs no mundo inteiro. Nunca fizeram exatamente música eletrônica de pista, mas bebiam claramente de fontes como a house e o synth pop de grupos como New Order e Depeche Mode. E não só isso: a batida e a vibe ensolarada das músicas trazia muito da música brasileira. Singles como “Jump in the Pool” e “Kiss of Life” surgiram com fortes elementos de percussão de samba — e em 2008 e 2009, o grupo chegou a realizar apresentações em conjunto com uma escola de samba.

Em 2011, às vésperas do lançamento do segundo álbum, Pala, que se afastava ainda mais do indie rock, foram capa da conceituada revista inglesa NME, e tiveram a ousadia de dizer que preferiam escutar Justin Timberlake do que Morrissey — antigo líder do grupo The Smiths, que dominou a cena indie nos anos 80. Pra roqueiros britânicos que levam esse tipo de comparação muito a sério [o que, arrisco dizer, seja boa parte do público da revista], uma declaração do tipo soava como heresia.

O trio seguiu sua vida muito bem, obrigado. Pala também fez sucesso, e o FF seguiu apresentando-se em shows lotados no mundo inteiro nos próximos anos. Mas pararam de fazer música. Em 2014, deram um tempo de vez, e só foram voltar agora, quatro anos depois, com shows de retorno na Inglaterra realizados nas últimas semanas. E claro, novo single — o primeiro em mais de seis anos.

“Love Like Waves” foi lançada no último dia 05, e segue a linha do Friendly Fires que já estamos acostumados, sem grandes alterações na estrutura sonora. É uma canção boa e agradável, que resgata o saudosismo dos fãs e empolga pelas novas possibilidades, mas também não chega a ser dos melhores sons já feitos pelo trio.

Novos singles devem surgir nas próximas semanas, culminando, em breve, com o aguardadíssimo terceiro álbum. Se mantiver a qualidade dos LPs do passado, tem tudo para ser um dos grandes lançamentos de 2018.

Bóra relembrar outros grandes singles do grupo:

* Nota do Autor: Indie dance/nu disco, assim como progressive house e deep house, foi mais um dos estilos que caiu naquela salada de tags do Beatport, na década passada, e acabou passando a ser usado para se referir a uma sonoridade completamente diferente. Aqui, evidentemente, falo sobre o indie dance original, que vai de bandas como o Cut Copy a produtores como o Tensnake.

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Opinião

Carta aberta aos fãs de progressive house

Flávio Lerner

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Aos fãs de progressive house
Oi gente, tudo certo? Vamos conversar? Os ânimos tão meio exaltados por aqui.

Seguinte: o DJ e produtor Leo Lauretti assistiu à volta do Swedish House Mafia in loco e nos escreveu um texto com algumas reflexões. Quando eu vi que ele falou em progressive house para se referir ao estilo do trio sueco, minha reação imeadita foi a de substituir o termo. Isso porque aqui na Phouse — ao menos desde maio de 2017, quando assumi como editor —  usamos essa tag para falar sobre o gênero original: esse mesmo que vocês curtem, o de Sasha, Digweed, Hernán e companhia.

Sempre que eu recebia para editar qualquer texto usando o termo “progressive house” para se referir ao “prog house mainstream”, eu o substituia por algum outro nome — geralmente, big room ou EDM, para evitar a confusão que existe há cerca de dez anos, desde a época em que o Beatport permitia que as gravadoras se apropriassem das tags que quisessem. Mas no texto de Lauretti percebemos que nem big room e muito menos EDM serviriam para rotular o tipo de som a que ele estava se referindo. Os dois nomes se tornaram genéricos demais para caracterizar essa estética mais particular, que sim, traz elementos progressivos, mas em uma roupagem bastante pop e acessível às massas. A melhor solução encontrada foi aparentemente simples: vamos manter o nome “prog house” [evidentemente sem a intenção de ofender ninguém] que é como os fãs se acostumaram a rotular o som, e colocar uma nota ao final explicando o caso.

Apesar de o artigo ter tido ampla aceitação entre os fãs de Swedish House Mafia, nunca imaginei que fosse causar um desconforto desse tamanho nos fãs do progressive clássico. Ora, através do nosso colunista Jonas Fachi, sustentamos uma cobertura bastante rica dessa cena. Incontáveis reviews sobre apresentações de nomes como Hernán Cattaneo e Guy J, matérias sobre projetos novos que vêm impulsionando a cena prog nacional… Vocês o conhecem, não conhecem? Se não, leiam os textos dele. Vocês vão curtir. Agora, tudo isso passa a não valer mais nada porque usamos o mesmo termo para nos referir, em um momento específico, a outro gênero musical?

Certo ou errado, com boas ou más intenções, a confusão do passado entre as nomenclaturas dos gêneros já foi feita. Não é culpa nossa. Mundialmente, o estilo que consagrou o Swedish House Mafia é ainda fortemente referido por seus entusiastas como progressive house. Isso passou a pertencer a eles também, gostemos ou não. Aprendamos a dividir. Assim como o dubstep se transformou em algo diferente a partir da onda do Skrillex, no começo desta década. Assim como o deep house hoje é um termo guarda-chuva tão grande que já não tem praticamente nada a ver com o deep house clássico. Os fãs sempre chiam, mas é em vão. E a própria EDM não é unanimidade. Na Phouse, convencionamos o uso da sigla para nos referirmos ao som do mainstream, mas volta e meia alguém reclama que “EDM engloba todo o cenário da dance music”. Não está errado. O termo pode ser usado em mais de um sentido. É tão difícil aceitar isso?

Por um lado eu entendo vocês. Há alguns anos eu discotecava um estilo que gostava de classificar como nu disco ou indie dance. Graças à mesma confusão no Beatport, hoje indie dance/nu disco se tornou algo completamente diferente. O importantíssimo movimento acid house no Reino Unido não tocava apenas acid house. Entre Estados Unidos e Inglaterra, “garage” significa duas coisas diferentes. No Brasil, funk tem um sentido completamente diferente do que nos EUA. Vocês acreditam que o James Brown se importaria? Eu não. Em meu primeiro artigo aqui na Phouse, há três anos, já tinha escrito argumentação parecida: a cooptação é inevitável.

No fundo, é apenas um nome. Uma referência. Mas nunca uma verdade absoluta, objetiva, imutável, escrita em pedra. A música é o que segue importando. A comunhão na pista de dança. Dentro do contexto, todo mundo sabe quem é quem. Ninguém confude a cidade de São Paulo com o Estado de São Paulo, com o santo ou com o time. A palavra “lance” pode ser utilizada para descrever uma jogada em uma partida de futebol, um trecho de uma escadaria ou uma investida em um leilão. E creio que ninguém aqui corre o risco de tentar bater um suco com um mixer da Pioneer. Nem de ir numa noite do Warung esperando ver o Avicii.

Talvez, no artigo de ontem, a gente pudesse ter chamado o estilo de progressive house mainstream. Parece fazer bastante sentido. Mas vamos combinar que fica um nome feio e comprido demais. E talvez não fosse o bastante pra evitar as vaias. Não posso deixar de suspeitar que toda essa raiva que uma galera pegou pelo fato de Lauretti ter usado o termo “prog house” tenha a ver com um ranço, algum tipo de elitismo ou soberba cultural. “Como ousam usar o nome do MEU gênero para descrever essa reles música de playba?” Não consigo não lembrar imediatamente de toda a celeuma causada quando o Seth Troxler tocou um vocal de funk. Vejo muita semelhança entre os casos: uma histeria porque “profanaram minha casa”, “mancharam meu som impoluto”. Vamos lembrar que cada nicho e história tem seu valor para o seu público, e ninguém é melhor que ninguém por aqui — mesmo que, tecnicamente, um som possa até ser mais refinado que o outro.

A gente respeita muito o progressive house. Qualquer um deles. Assim como todos os outros gêneros musicais que dizem respeito ao universo da música eletrônica. E vocês são sempre muito bem-vindos aqui. Vamos combinar que tem espaço pra todo mundo, sem confusão? Sem ódio? Sem precisar diminuir ninguém?

Vamos mirar nossa indignação em coisas mais importantes?

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Opinião

A volta do Swedish House Mafia e o retorno do prog house

Phouse Staff

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Swedish House Mafia progressive house
Um dos eventos mais importantes dos últimos anos no cenário eletrônico deve trazer consequências marcantes
* Artigo por Leo Lauretti

Swedish House Mafia fechou o Ultra Music Festival 2018, a 20ª edição de um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo, e algumas coisas importantes vieram à tona. Durante o show, acompanhei a reação das pessoas nas redes sociais, e muitos falando bem da apresentação em si.

Primeiramente, me chamou a atenção todo o hype que foi levantado para essa performance, e deixo uma pergunta: será que a EDM/prog house* morreu mesmo, ou será que estamos vivendo um retorno desse estilo? Não acho que viveremos algo semelhante ao passado em questão de estrutura musical, mas me arrisco a dizer que algo novo pode surgir com moldes similares aos do passado. Adoraria saber o que vem por aí, e digo isso desde quando descobri, há 30 dias, que o Swedish House Mafia voltaria.

+ Swedish House Mafia “de volta pra valer”

Outro fato curioso é que o trio não tocou nenhuma música nova deles, senão as que fizeram até se separarem. Mesmo assim, as reações têm sido muito boas, o que me leva a questionar: por que músicas de seis, sete anos atrás continuam com o mesmo peso e força, enquanto vemos outras se perdendo em menos de meses? Temos aqui a resposta do que “matou a EDM” há uns anos. Hoje em dia, existem poucas músicas que emocionam como “Don’t You Worry Child”, que marcaram época. Seja agora, seja daqui a dez anos, esses sons continuarão a representar muito para quem vivia ouvindo a track durante o seu auge (2013/14). O low BPM surgiu como uma outra proposta de música para festivais, porém vejo muita saturação e “plasticidade” nos dias de hoje, e, por isso, um alerta.

Por último, o que acontecerá daqui pra frente? Como amante desse estilo do Swedish House Mafia, torço muito pela volta dele, mas muito mesmo. Isso significa que o low vai morrer? Vejo que PODE perder força, mas acho que não morrerá, uma vez que existe um público muito mais conscientizado sobre o assunto, o que possibilita ao gênero se manter em uma constante, ou com apenas uma pequena queda. Quanto ao prog, o futuro está nas mãos dos produtores, meios de mídia, público, e principalmente dos DJs que animam as festas acolherem esse “novo” estilo. Se alguém quiser mudar algo, são estes que podem começar!

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* Nota do Editor: Em face da confusão instaurada nesses últimos dez anos quanto ao termo progressive house — originalmente um estilo bem diferente deste capitaneado pelo Swedish House Mafia —, continuaremos chamando aquele de “progressive house”, enquanto este passa a ser referido como “prog house”, evitando o uso de um mesmo termo para se designar a gêneros diferentes.

** Leo Lauretti é colaborador eventual da Phouse.

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