MADA

Com cena crescente em Natal, Festival MADA volta a ter programação eletrônica

Confira em primeira mão a programação eletrônica da 21ª edição do MADA, que rola em outubro

Tradicional festival de música independente da região Nordeste, o MADA (Música Alimento da Alma) se prepara para receber em sua 21ª edição um lineup de peso. Baiana System, MC Tha, Flora Matos, Natiruts, Luiza Lian, Teto Preto, Baco Exu do Blues, Luedji Luna e Djonga são algumas das atrações já reveladas. A novidade é que, depois de sete anos, o evento volta a ter um palco eletrônico — cuja programação você confere em primeira mão aqui na Phouse.

Sob a chancela da produtora Tisck, que promove o Clube Underground do House, em Natal–RN, a curadoria selecionou as atrações potiguares Jovick, Blue&Red, PajuxFrank, Hunter, LizaWaves, Gameshark, TripTapes, além dos pernambucanos JV e Nadejda e do paulista akaaka. A programação eletrônica vai rolar no palco alternativo nos dois dias de evento — 18 e 19 de outubro —, a partir da meia-noite. 

Até 2012, quando o MADA ainda acontecia na Via Costeira, na orla da praia, a Tenda Eletrônica fazia parte da programação oficial do evento, e agora volta a ser um dos destaques do festival. Esse resgate foi impulsionado pela potente cena que a música eletrônica vem desenvolvendo em Natal. 

A cena na capital potiguar

O Clube Underground do House é um evento nacionalmente reconhecido por revelar novos nomes e também por levar para a capital importantes DJs. “Mesmo que em diferentes formatos, a programação eletrônica sempre esteve presente no festival de uma maneira muito significativa, principalmente nos anos em que o MADA acontecia na praia”, comentou à Phouse o diretor do festival, Jomardo Jomas.

“Porém, de uns anos pra cá, tivemos algumas mudanças em nossa estrutura, passamos a ser um festival com um público maior e em uma nova casa — agora na Arena das Dunas —, o que acabou dificultando a logística desse espaço reservado apenas para a música eletrônica. Em 2019, esse cenário está vivendo um momento incrível na nossa cidade, e achamos que era hora perfeita para voltar com tudo a nossa programação, que terá o papel de segurar a galera até cinco horas da manhã.”

O MADA

A estreia do MADA aconteceu em 1998, época de grande efervescência do movimento indie no Brasil, quando a cena alternativa se abastecia de artistas e bandas criativas, inventivas, ousadas — ambiente propício para um festival que dava visibilidade à nova contracultura brasileira.

Idealizado por Jomardo Jomas, o evento alavancou o histórico bairro da Ribeira e integrou o primeiro calendário brasileiro de festivais, ao lado de Abril pro Rock, Bananada, Goiânia Noise e outros tantos pioneiros. A produção privilegia a música contemporânea e de vanguarda, com diversos sotaques, identidades e estilos. Esse equilíbrio fez do MADA o evento musical indie pop de maior público do Rio Grande do Norte e um dos maiores do Brasil. 

As atrações

Blue&Red é um projeto live act com percussão ao vivo que propõe criar uma sonoridade peculiar. Foi idealizado pelas DJs Brisa (B-Waves) e Elisa (Lizz), no intuito de resgatar o som ancestral para a pista. Fazendo parte do casting da MaddaM (PE) e Tisck (RN), a proposta é misturar elementos percussivos e orgânicos com música eletrônica, unindo ritmos de diferentes etnias com a house e o techno.

Com influências que vão da disco music ao afro house, passando pela chicago house e pelo garage, os sets do PajuxFrank procuram criar uma atmosfera alegre, que faça a pista dançar, sorrir e se sentir livre para se expressar. Sobre a expectativa de se apresentar no MADA, ele diz:

“Ter espaço para a house music e para o techno em um festival como o MADA representa uma realização pessoal e coletiva. Fico muito feliz que nosso movimento, que há anos vem se solidificando na cidade, esteja sendo reconhecido por um festival famoso pela qualidade de sua curadoria. Dito isso, é claro que estou mega ansioso, pesquisando e ensaiando constantemente para entregar um set à altura do festival e à altura das clubbers que certamente estarão na pista com a gente”. 

Considerada a primeira DJ do Rio Grande do Norte, Hunter está há quase 20 anos ativa na cena ,e desde então seus sets sempre são uma surpresa que pode ir desde o techno ao drum’n’bass. “É com muita honra que este ano me apresento no MADA, no after da Tisck. Acompanho o festival desde o princípio e sempre tive admiração pelo conceito e diversidade”, conta.

“Há 19 anos trabalho na cena da e-music, mas os últimos três anos foram totalmente dedicados ao curso de DJ que ministrei. Depois desse tempo nos bastidores, nada mais emocionante que marcar meu retorno aos palcos neste festival, dividindo os decks com DJs incríveis, que vêm disseminando o que há de mais puro na música eletrônica.” 

Um outro nome de destaque é Jovick. Nascido em Natal, ele já se apresentou em grandes eventos como Hedkandi, FIFA Fan Fest World Cup, Amnesia World Tour e TribalTech. Também já tocou em diversos clubes por todo o Brasil, como Field Club e D-EDGE, e é cofundador do selo Mandaca, referência no Nordeste.

akaaka é o projeto eletrônico de Lucas Fernandes, produtor e DJ paulista que, atualmente, reside em Natal. Pelos seus movimentos na cena nacional, recebeu uma gama de influências musicais bastante distinta, com raiz na cultura rave do interior de São Paulo, indo até a bass music que dominou as capitais paulista e fluminense entre 2010 e 2015, até o encontro com o techno e house expoentes de uma nova geração de produtores e DJs em nosso país.

Abrangendo essas múltiplas vertentes da música eletrônica contemporânea, akaaka traz consigo referências à linguagem do techno e da house e os elementos quebrados do dubstep, do trap e do hip-hop, com versatilidade.

Já a pernambucana Nadejda tem como foco a diversidade musical feminina, passando por diversos gêneros musicais. Nadejda, inclusive, é pioneira em Recife na construção de espaços que garantam a visibilidade e empregabilidade das mulheres no cenário musical. Criou o selo de música eletrônica MaddaM Music,iniciativa independente que promove eventos, oficinas e cursos nas áreas de discotecagem e produção, tendo em vista incentivar o desenvolvimento artístico e profissional de interessadas nesse universo.

O também pernambucano JV também transita por diversos gêneros musicais e se destaca por dar um novo gás na cena eletrônica de Recife com o coletivo Revérse

Primeira DJ trans de Natal, LizaWaves é amante de sonoridades experimentais e sintetizadas, e seu set tem como base o techno, mas costuma misturar elementos de outras épocas como soul e jazz. De forma inovadora, utiliza o Ableton Live, buscando sempre realizar a melhor atmosfera e performance.

Gameshark é um dos criadores do Clube Underground do House, da LIVE Natal e da Techno Friday, e também faz parte da curadoria do Musicast, outro projeto da Tisck. Já dividiu cabine com dezenas de artistas o país e do exterior apresentando uma sonoridade que abraça as vertentes mais sofisticadas e psicodélicas da house e do techno, indo do minimal ao acid, com toques pessoais nas edições e nas mixagem das faixas.

Para fechar o lineup, o TripTapes é um projeto de live sets eletrônicos. Uma mistura de sons sampleados e sintetizados com amplo espaço para improvisos, experimentalismo e performances progressivas. O projeto, que teve início em 2017, é composto por Dante Augusto e Mateus Tinôco, integrantes do coletivo potiguar Disconexa.

Confira a programação da parte eletrônica do MADA 2019:

Sexta-feira, 18/10:

00h à 01h – PajuxFrank 
01h às 02h – LizaWaves
02h às 03h – Nadejda 
03h às 04h – JV
04h às 05h – Jovick 

Sábado, 19/10:

00h à 01h – TripTapes
01h às 02h – akaaka
02h às 03h – DJ Gameshark + Necro
03h às 04h – Blue&Red
04h às 05h – Hunter

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