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Morre fundador da Roland: Ikutaro Kakehashi

Jonas Fachi

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Ele foi o engenheiro que apresentou ao mundo as Drum Machines TR-303, 808, 909, o Jupiter – 8, o Juno Line, o padrão MIDI e diversos outros equipamentos que formam as bases da música eletrônica.

Domingo (02/04) correu nas redes sociais a notícia de que Ikutaro Kekehashi viera a falecer aos 87 anos, a informação veio da agência EFE através de um porta voz da ATV, empresa que fundou em 2014 e último lugar que trabalhou, as causas do falecimento não foram divulgadas. O gênio japonês das máquinas eletrônicas conhecido afetuosamente pelos fãs simplesmente como “Mr. K “, deixa um legado imensurável.

Tudo começou com um pedido de um cliente para consertar um órgão eletrônico em sua loja de concertos de rádios e relógios em Osaka durante os anos 50, Kakehashi passou então a se interessar cada vez mais por esse tipo de instrumento até culminar em 1960, quando fundou a Ace Tone, um precursor da Roland Corporation.

Os sintetizadores comerciais e as caixas de ritmos ou drum machines que a empresa passaria a produzir podiam razoavelmente ser considerados como uma consequência do órgão – expandindo a gama de sons e ritmos que o órgão oferecia, até que esses se tornassem produtos independentes. Na Ace Tone, é possivel ver todo o DNA da gigante Roland que conhecemos hoje. Haviam órgãos, sintetizadores, drum machines e processadores de efeitos com o nome de Ace Tone – muitos considerados verdadeiros clássicos.

Somente em 1972 que Kakehashi fundou a Roland – alegadamente referindo-se à um nome simples e ocidental que descobriu numa lista telefônica – ele dirigiriu a empresa desde a sua fundação até se transferir para um papel consultivo em 2001.

O resto é história. O desenvolvimento da Roland em instrumentos eletrônicos de modelagem mundial é simplesmente deslumbrante. Houve uma série contínua de caixas de ritmos até eventualmente culminar nas icônicas TR-808, TR-909 e outras Drums que fizeram estilos musicais inteiros possíveis, sem elas, o hip hop e o techno praticamente não existiriam. Outros sistemas modulares de referência eram; System 100, System 700, Space Echo, o TB-303, e o vocoder VP-330, além de sintetizadores para guitarra e intermináveis processadores de ​​efeitos.

Outros dois grandes projetos que colocaram a marca em outro patamar, foram os sintetizadores Júpiter e Juno, que ainda hoje reinam no mercado e em qualquer estúdio de produção músical, suas possibilidades são infinitas e aparecerem em dezenas de clássicos da dance music.

Roland também teve um papel enorme, ao lado de Dave Smith, na criação do mundo conectado e informatizado de hoje para fazer música. O Sr. Kakehashi foi nomeado ao lado de Dave Smith no Grammy técnico pelo desenvolvimento do padrão de interconexão física e lógica MIDI, em 1982; Smith é muitas vezes chamado de “pai” e Kakehashi de “padrinho” do sistema.

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Assista ao set do testpilot, projeto de techno do deadmau5, a bordo do Holy Ship!

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testpilot
O set foi gravado e upado na íntegra no YouTube

O set mais recente do projeto techneiro do deadmau5, o testpilot, foi gravado e está disponível na íntegra no YouTube.

A discotecagem rolou a bordo do Holy Ship!, um dos maiores festivais de música eletrônica em alto mar, cuja última edição rolou entre os dias 06 e 13 de janeiro, nas águas do Oceano Atlântico.

Já o testpilot foi inaugurado por mau5 no aclamado festival de techno Movement, de Detroit, em 2017. Na ocasião, como sofreu com o mau tempo, o Rato chegou a regravar aquele seu primeiro set para a BBC Radio 01. Agora, você pode conferir mais um set do projeto paralelo de Joel Zimmerman:

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Com novo single, Claptone anuncia seu segundo álbum de estúdio

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Claptone
Escute “In The Night”, o primeiro single do novo LP do conceituado produtor alemão

O DJ e produtor alemão Claptone lançou ontem o single “In The Night”, pela Different Recordings. Com a voz de Ben Duffy, a faixa fará parte de um novo álbum, chamado Fantast, previsto para 08 de junho.

O segundo LP de sua carreira — sucessor de Charmer, de 2015 — conta com participações em todas as 13 faixas, e inclue nomes como Kele Okereke, da banda inglesa Bloc Party, Zola Blood, Clap Your Hands Say Yeah e Blaenavon, entre outros.

O single lançado é um pedaço mais pop de um álbum que pretende ir mais a fundo e explorar outras sensações para além da pista de dança, como disse Claptone via assessoria de imprensa:

“Nos últimos dois anos eu tive o enorme prazer de trabalhar nesse álbum como um contraponto da vida caótica de viagens como DJ, para me perder enquanto fazia música, cair de cabeça mesmo e criar meu próprio reino de beleza. […] Encontrei belos momentos em meio ao verde, à mata, embaixo da lua, e eu quero compartilhar isso com vocês”.

O artista, que trouxe recentemente seu palco “Masquerade” em edição da Kaballah no Green Valley, também está se preparando para uma turnê nos Estados Unidos, que começa no dia 2 de fevereiro e vai até 7 de abril.

Confira a tracklist de Fantast:

  1. Birdsong (feat. Zola Blood)
  2. In The Night (feat. Ben Duffy)
  3. Under The Moon (feat. Nathan Nicholson)
  4. Stay The Night (feat. Tender)
  5. Stronger (feat. Ben Duffy)
  6. Bad Thing (feat. Jones)
  7. Wildside (feat. Matt Simons)
  8. Abyss Of Love (feat. Nathan Nicholson)
  9. La Esperanza (feat. Katie Stelmanis)
  10. A Waiting Game (feat. Nathan Nicholson)
  11. Cruising (So They Say) (feat. Kele)
  12. Animal (feat. Clap Your Hands Say Yeah)
  13. Alone (feat. Blaenavon)

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Documentário com Carl Cox e Martin Garrix será disponibilizado no Netflix

Phouse Staff

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What We Started
“What We Started” chega aos cinemas em março, e três meses depois entra no catálogo da empresa

Depois de uma première no Los Angeles Film Festival em junho, o documentário What We Started — que tem Carl Cox e Martin Garrix como protagonistas — será lançado comercialmente no dia 23 de março, em algumas salas de cinema selecionadas.

Para quem não tem a sorte de poder ver o filme nos cinemas da sua região, a boa notícia é que um tempinho depois ele também ficará disponível no catálogo do Netflix, a partir de junho. Assim, é provável que também figure na programação do Netflix Brasil — a Phouse entrou em contato com a empresa para apurar a informação, mas não teve resposta até este momento.

Dirigido e produzido por Bert Marcus e Cyrus Saidi, a obra conta uma versão da história da música eletrônica, enganchando o legado de Cox com a insurreição de Garrix. Nomes como Moby, Steve Angello, David Guetta, Paul Oakenfold, Seth Troxler e Richie Hawtin também dão seus depoimentos.

Relembre o trailer:

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