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Notícia

Denúncias de abuso sexual no meio artístico unem mulheres do mundo todo

Phouse Staff

Publicado em

19/10/2017 - 14:07
Assédio sexual
Alison Wonderland (foto) foi uma das DJs a participar da corrente de denúncias contra assédio sexual

Nessas últimas semanas, o tema de assédio sexual e abuso contra mulheres veio com força no mundo artístico, em diversos episódios distintos. Na semana passada, trouxemos a notícia do Statement Festival, um festival só para mulheres na Suécia, que surge como resposta aos elevados números de crimes de violência sexual ocorridos em festivais de música no país.

Pouco tempo depois, surgiu a denúncia de uma usuária do Twitter, Chelsea, que contou ter sido estuprada junto com uma amiga pelo DJ e produtor de Los Angeles The Gaslamp Killer. Segundo o relato, Killer teria drogado as meninas, quatro anos atrás, para depois transar com elas em estado semiconsciente. O DJ se defendeu da acusação, alegando que houve consenso e que jamais drogaria e abusaria de uma mulher. Até este momento, não houve investigação policial para apurar os fatos, mas a acusação — precedida por outros comentários de mulheres que também relataram casos de abuso ou assédio pelo artista — foi o bastante para comprometer severamente sua carreira; o Gaslamp Killer teve shows cancelados e foi desligado do coletivo Low End Theory, ao qual integrava.

Esse imbróglio tem repercutido bastante, a ponto de Flying Lotus defender o colega em meio a um show, dizendo que a internet mente, para depois pedir desculpas pelo comentário. No entanto, ainda mais significativa foi a enxurrada de denúncias que pipocaram contra o renomado produtor de cinema americano Harvey Weinstein. Atrizes, modelos e outras funcionárias da indústria cinematográfica — incluindo Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Cara Delevigne, Ashley Judd e Heather Graham — passaram a expor publicamente um sem fim de relatos de assédio sexual praticado pelo executivo.

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O caso motivou mulheres no mundo todo a também expor suas experiências de assédio ou abuso nas redes sociais como forma de alerta, mostrando o quão corriqueiros podem ser esses acontecimentos. Esse fenômeno não é nada novo. Quando mulheres com grande visibilidade expõem suas histórias sobre abuso sexual, o impacto causado é grande, e assim muitas outras, famosas ou não, se sentem à vontade para compartilhar episódios que normalmente permanecem no âmbito privado.

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Assim, voltando ao cenário musical, diversas artistas participaram da corrente, incluindo protagonistas do cenário eletrônico. A produtora Alison Wonderland — que ganhou no mês passado o prêmio de revelação do ano no Electronic Music Awards —, por exemplo, contou no Twitter a história de quando foi abusada por um superior em um antigo emprego (veja abaixo). Alison conta que a resposta que teve do RH foi: “Bem, você é bonita e ele estava bêbado”, além de um subentendido de que se ela persistisse na reclamação, iria ser demitida.

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Annie Mac, uma das DJs e comunicadoras mais importantes da cena eletrônica global, comentou não apenas ter sido assediada no metrô quando tinha 20 anos, mas também ter sido perseguida em uma montanha, aos 11 anos, por um homem de terno que se masturbava para ela.

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A famosa cantora e compositora islandesa Björk foi outra que abriu a boca, trazendo diversas histórias sobre assédio imposto por um diretor de cinema dinamarquês — sem citar nominalmente, ela deixou a entender que se trata de Lars Von Trier, com quem trabalhou no filme Dançando no Escuro. Von Trier já se manifestou negando as acusações, dizendo que, apesar de não terem relações amistosas, nunca assediou a artista. Além delas, outras personalidades do meio musical se manifestaram a partir do caso de Weinstein, como The Black Madonna, altamente proativa na causa feminista.

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Independentemente da veracidade desses relatos, o abuso contra mulheres é real e ocorre muitas vezes pela confiança do agressor na impunidade, já que grande parte das vítimas se sente constrangida em denunciar. Este é, definitivamente, um quadro que precisa ser revertido, e o fato das mulheres no mundo todo abrirem o jogo é importante para essa mudança.

Confira abaixo algumas das histórias compartilhadas pelas artistas:

Caso de polícia

Pra fechar as semanas de denúncias e episódios de abuso contra mulheres, Andrew Macrae, até então VP de finanças e estratégia da Live Nation Entertainment — uma das maiores produtoras de eventos musicais dos Estados Unidos —, foi pego em flagrante pela polícia britânica nesta semana, ao tentar filmar escondido embaixo da saia de uma mulher, em um trem na Inglaterra. A polícia ainda descobriu em sua casa cerca de 50 mil filmagens secretas de vizinhas e outras mulheres que visitavam sua casa. O julgamento do executivo está marcado para o próximo dia 07, em Londres. A Live Nation o demitiu imediatamente.

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Entrevista

Em alta, HOT-Q quer revolucionar a cena eletrônica brasileira

Nayara Storquio

Publicado há

HOT-Q
Foto: Divulgação
DJ fala sobre primeiro EP, trajetória, collabs e turnês
* Edição e revisão: Flávio Lerner

HOT-Q existe há apenas um ano, mas provavelmente você já ouviu uma música desse cara. O projeto do DJ paulista Gabriel Breda Monteferrario já acumula sucessos tanto nos canais de streaming como nos palcos. Com colaborações que incluem nomes como Alok e Jetlag, o brasileiro de 22 anos está levando o seu estilo a todos os cantos do país — e depois de lançar Brasileira, seu primeiro EP, pretende ir mais longe com as primeiras turnês.

Para se ter uma ideia do quanto tem esquentado a cena, imagine que HOT-Q atingiu mais de um milhão de ouvintes mensais no Spotify com a música “Brisa”, que produziu em parceria com o Jetlag. Soma-se a isso o remix para “My Life is Going On”, música tema da série La Casa de Papel, com colaboração de Alok, Jetlag e WADD, e que o levou ao Top 10 dos DJs brasileiros mais ouvidos no Spotify.

Todavia, ele garante que essa resposta veio de muito esforço e trabalho. “O HOT-Q é um projeto em que tudo foi bem pensado e estruturado desde o começo. Temos a total certeza de onde queremos chegar. Acho que não tem uma fórmula para você ‘começar bombando’, mas todo começo exige um planejamento, e é claro, música boa!”, disse, com exclusividade para a Phouse. E claro, num cenário cheio de expoentes, ter suporte dos peixes grandes sempre ajuda; o DJ revela que o Jetlag foi essencial para que sua carreira embalasse: “Desde o meu primeiro lançamento o Jetlag me apadrinhou. Fizemos algumas parcerias juntos, mas o que eles mais colocaram na minha cabeça é sair um pouco da caixinha do DJ set e entregar um show”.

Com um sucesso crescente, o artista já marcou presença em diversos eventos e clubs ao redor do país, entre eles Pukka Up (RJ), Tetto Rooftop Lounge (SP), Taj (DF) e até no Lollapalooza. Gabriel, que tem um passado como guitarrista de bandas de rock, admite que o sucesso adquirido o impressiona: “Eu toquei em lugares que nunca imaginaria tocar em tão pouco tempo! Sempre tive o sonho de tocar guitarra no Lollapalooza Brasil, e pude realizar esse sonho tocando minha música ‘Brisa’. Outro evento que ficou marcado foi o Camarote Salvador, no Carnaval. Eu dividi cabine com Paris Hilton, Kaskade NERVO, foi animal!”.

“Minha turnê terá proposta audiovisual bem diferente do que se vê no Brasil. Queremos inovar, revolucionar o mercado da música eletrônica, trazendo um show com grandes momentos.”

HOT-Q já estava bem encaminhado, mas uma admiração pelo seriado La Casa de Papel, do Netflix, o motivou a remixar a música tema, “My Life is Going On”. “Eu sou viciado nessa série, já assisti três vezes. Tive a ideia de fazer esse remix, e então liguei para o WADD. O Thiago Mansur [do Jetlag] também curtiu a proposta que mostramos pra ele, e decidimos assinar juntos. O WADD fez os breaks e eu fiz os drops”.

O time não parou aí, e acabou ganhando o reforço de ninguém menos que Alok. “O Alok gostou demais da música e nos mostrou que a track tinha mais potencial esticando um pouco os breaks e deixando mais na pegada da original. Realmente ele tinha razão, e a prova disso são os mais de dez milhões de plays. Ele é, sem dúvidas, um visionário!”, acrescenta, orgulhoso do resultado, e garantindo que essa parceria ainda vai render muitos outros frutos.

Para coroar a boa fase, o produtor acaba de lançar seu primeiro EP. Com uma original, em collab com o SUBB e vocais de ROZA, e um remix para Adriano Pagani, o disco Brasileira acaba de sair pela Reven Beats.Brasileira mostra bem o ‘HOTBASS’ que venho levando nas minhas tracks. Eu acredito que um dos maiores desafios para o produtor é achar a sua identidade sonora, e com total certeza achei a minha.”

Nesse meio tempo, ele nem pensa em reduzir o ritmo, e passou a focar agora em suas primeiras turnês. “Em agosto, vamos anunciar a primeira tour do HOT-Q com uma proposta audiovisual bem diferente do que se vê no Brasil. Queremos inovar, revolucionar o mercado da música eletrônica, trazendo um show com grandes momentos”, adiantou, determinado.

O DJ destacou também o recente contrato com a F&S Produções Artísticas para a realização da  “HOT-Q Burning Tour”, que vai trabalhar em conjunto com a 4MZK Agency, que o gerencia. Segundo ele, a identidade da turnê gira em torno da história do fogo, e deve ter Portugal como primeiro destino fora do Brasil.

Além disso, as produções, é claro, não param. Depois do primeiro EP e de singles recentes como “I Wish” (releitura para Infected Mushroom) e “Esperança” (releitura para a banda Aliados, da qual é fã desde criança), HOT-Q garante ter muitos lançamentos pela Sony Music até dezembro. “Agora em agosto lanço com o Vitor Kley. Teremos também sons com Gabriel Boni, Jetlag, SoFly, Rakka e muito mais”, explica, antes de encerrar com uma piada interna que já virou clássica em seu cenário, repleto de parcerias entre produtores: “Collab, bro? (Risos)”.

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Entrevista

12 anos de carreira em 8 faixas: L_cio apresenta “Poema”, seu primeiro álbum

Alan Medeiros

Publicado há

L_cio
Foto: Divulgação
Disco consolida trabalho consistente do produtor paulistano
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Na última sexta-feira, foi lançado pela D.O.C. Records, com distribuição mundial da gigante alemã Kompakt, o álbum de estreia de L_cio, um dos maiores representantes da cena house/techno do país. Poema é a consolidação de um trabalho sólido, autêntico e inovador que transformou por completo a vida do produtor paulistano nos últimos anos. Mas, antes de falarmos do álbum propriamente, é interessante entender o perfil artístico de seu criador.

Laércio Schwantes é um artista multifacetado que já integrou e ainda integra projetos importantíssimos dentro do cenário eletrônico brasileiro. Desde a origem do Treto Preto, que não o tem mais no time, passando por outros exemplos, como Lacozta e Gaturamo, toda iniciativa musical deste produtor tende a passar pelo fora do óbvio, explorar novos caminhos e procurar, através de diferentes maneiras, uma profunda conexão com o público. Esse relacionamento direto, sincero e verdadeiro com sua base de fãs é uma das razões do sucesso da sua jornada na música até aqui.

Seu disco de estreia é composto por oito faixas originais de nomes minimalistas, e foi produzido na ponte aérea São Paulo/Floripa, duas cidades que o abrigaram nos últimos anos. Sobre as dificuldades relacionadas ao processo criativo do trabalho, L_cio contou à Phouse que antes de tudo veio a tomada de decisão que levou à concepção da ideia — o grande objetivo do trabalho sempre foi contar uma história que representasse os 12 anos de carreira em oito faixas.

Segundo o artista, encontrar tempo hábil para construção do trabalho não foi exatamente uma dificuldade: “Pra mim isso nunca foi um problema, pois produzo pouco, mas rapidamente”. Essa precisão pode ser sentida na forma como o disco evolui, com coerência, calma e sem apelar para clichês em nenhum momento. A flauta transversal, que virou sua marca registrada ao temperar suas produções e seus lives, não poderia deixar de se fazer presente. Ainda sobre todo momento que antecedeu o lançamento, o produtor destaca a importância que o público também teve para o lançamento, já que sempre testa suas faixas na pista: “‘Canto’, ‘Forte’ e ‘Avante’ eu tenho tocado há pelo menos oito meses”, complementa.

D.O.C. e Kompakt, as duas marcas envolvidas no lançamento, exerceram um papel importante durante toda criação do Poema. Gui Boratto, head do selo brasileiro, também é lembrado com carinho, principalmente pela amizade criada entre ambos, algo que nasceu graças a música. Assim como outros trabalhos de nomes importantes da música eletrônica mundial, o álbum ganhou a luz do dia com o toque particular de seu criador, e por isso, não há como negar a atmosfera especial que ronda esse lançamento: “Acho que foi uma bela realização e um momento único na minha carreira. Agora é encontrar os próximos passos para prosseguir numa crescente orgânica”.

Alan Medeiros é colaborador eventual da Phouse.

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Entrevista

Catarinense se reinventa e atrai olhares de gigantes do progressive house

Nayara Storquio

Publicado há

ZAC
Foto: Divulgação
Depois de 13 anos no mercado, Thiago Zacchi explode como ZAC
* Com a colaboração, revisão e edição de Flávio Lerner

A cena underground catarinense parece ter um novo destaque: o DJ e produtor Thiago Zacchi, que vem ascendendo meteoricamente desde que lançou seu projeto ZAC. Com a vantagem de ter nascido próximo a um dos maiores polos brasileiros de dance music, o DJ natural de Mondaí, interior de Santa Catarina, já conta com 13 dos seus 30 anos de vida na profissão, mas foi nos últimos nove meses que começou a chamar a atenção dos principais expoentes do progressive house global.

Thiago iniciou sua trajetória em Chapecó, tocando em festas fechadas aos 17 anos, onde descobriu sua paixão. “Depois de ir na minha primeira festa de música eletrônica, decidi que queria ser DJ. Comprei um CDJ 100 e mixer e ficava o dia todo em casa mixando — era como jogar videogame. Comecei tocando em festas privadas, que chamávamos de ‘privates’. Na época eu tocava sozinho a noite toda, além de ajudar na montagem e desmontagem do som”, destaca o artista, em papo com a Phouse.

Set na Levels, em Porto Alegre

Depois de ter se estabelecido profissionalmente dentro do mercado catarinense, tornou-se sócio do famoso Amazon Club, na mesma Chapecó. Thiago acredita que ser parte do clube por quase dez anos tenha lhe trazido muita aprendizagem e oportunidades, porém ele não vincula o sucesso de seu novo projeto a ele.

“Meus êxitos como parte do clube não têm nada a ver com o que tenho feito como produtor musical e DJ. O Amazon me ajudou, mas de resto essa imagem ligada a ele me prejudica, porque às vezes as pessoas lembram do clube e acabam não escutando a minha música, que é o que realmente importa. Tive a felicidade de conhecer grandes nomes ali, ter contato com muitos artistas bons, mas o que impulsionou meu nome na cena global foram as músicas que produzi, as horas dentro do estúdio, e realmente fazer a música que amo.”

Faixa que agradou Cattaneo, “Crystal” ficou por 30 dias no Top 100 de progressive house do Beatport; ZAC a considera um divisor de águas na sua carreira

Thiago cria suas produções buscando incorporar elementos bem brasileiros — algo que era raro no cenário nacional, mas que vem crescendo. O produtor admite que carrega, de fato, uma forte veia progressiva, mas não gosta de se limitar a essa vertente. “Minhas faixas são carregadas de melodias progressivas, que é o estilo que mais me inspira. Ao mesmo tempo, elas têm percussões e baterias dos ritmos brasileiros. O samba, a rancheira, o maxixe, o maracatu, o candomblé, o calango e outras mais. Gosto de tudo que traz sensualidade”, continua.

O rapaz também acredita que parte do seu segredo está em justamente não pensar em fazer sucesso, além da experiência de anos como clubber. “O ZAC nada mais é que a verdade sobre mim mesmo — a mistura de todas as influências que recebi ao longo da minha vida musical. Eu faço som pra tocar. Não tô preocupado se algum selo vai lançar, se tá agradando os outros DJs… Eu quero agradar a mim mesmo. Sou um cara que veio da pista, e quando vou nas festas eu fico dançando e admirando o trabalho do DJ. São muitos anos discotecando, e essa leitura de pista ajuda muito na hora do show.”

Hernán Cattáneo tocando “Crystal” no Warung

Com muita dedicação, foco e originalidade, ZAC vai colhendo frutos expressivos em pouco tempo de atividade. Além de acumular sets em rádios internacionais, como BBC Radio 1, Beat FM e Progressive Beats, o cara já fez passou pelo crivo de alguns dos maiores peixes do cenário. No Warung Beach Club, ninguém menos que Hernán Cattáneo tocou sua música “Crystal”, com Gabriel Carminatti, além de tê-lo incluído três vezes no seu podcast no Resident Advisor.

O DJ acredita que foi o suporte de Hernán que fez com que ele passasse a atrair mais olhares e ser mais conhecido. “Foram quatro suportes seguidos em quatro meses, sendo que quando ele tocou a ‘Crystal’ no Warung, o clube simplesmente veio abaixo”, segue. Outro big name que o deu muita força é o alemão D-Nox, que já chegou a convidá-lo para um B2B surpresa.“Ganhei a admiração do D-Nox tocando em uma festa em Lages, fazendo warmup. Ele ficou vendo e disse que eu tocava boa música. Ele é uma lenda, eu tremia e fiquei muito nervoso para tocar junto com ele, mas no final deu tudo certo.” 

Trechinho do B2B com o D-Nox

De acordo com relatos de amigos, Marco Carola também tem tocado algumas de suas faixas. Mas mesmo com tudo isso, Zacchi destaca que o mais importante é sua relação com o público. “Principal para mim é ter saído de uma condição de um DJ de festas privadas, chegar ao Inside do Warung, tocando numa noite de Carnaval, com um lineup recheado de gringos, e escutar as pessoas dizendo que estavam ali pra me assistir, que viajaram quilômetros de distância pra ouvir meu set… Esse é o maior feito da minha carreira: conquistar fãs.”

Mas como um artista ainda no começo da sua carreira consegue atrair atenção dos gigantes? Segundo ZAC, a resposta está na persistência: “Eu realmente mandei as faixas para esses artistas, depois de conhecê-los pessoalmente. Para outros, mando sons por e-mail, Facebook, Instagram… Sou insistente, brasileiro, não desisto nunca”, brinca. Esse sucesso, entretanto, tem o seu preço. “Eu praticamente não tenho nenhum dia de folga. Segunda-feira, que é pra ser o day-off do DJ, pra mim não existe. Eu gosto de acordar, fazer um café e revisar as músicas que toquei no final de semana, e fazer alguns ajustes que julgo necessário”, disse ele, que ao lado de sua agência 4 Fly, também participa de sua rotina de agenda e administração da carreira.

Microdocumentário sobre sua gig no Carnaval do Warung

Assim, Zacchi vai acumulando performances em pistas expressivas pelo Brasil e a América Latina. Além do Warung, já tocou em clubes e festivais de peso como TribalTech, Creamfields, Colours, Levels, Beehive, Cultive, D-EDGE e Lotus (em Montevideo, no Uruguai). No caminho certo e com todos esses anos de experiência e visão privilegiada no mercado, o músico confia no seu taco, e garante que tem alma internacional.

“O futuro do ZAC acredito que está a caminho. Eu tenho muita música que está explodindo na pista e nem foi lançada ainda. Cada dia que passa fico mais otimista, porque o envolvimento dos fãs tem sido incrível. São pessoas de todo o Brasil e o mundo me chamando, dizendo palavras de motivação e me colocando pra cima. Fico feliz porque eu tô fazendo a música que amo, sem rótulos, sem preconceito. Quando vou tocar, me sinto a melhor pessoa do mundo — a troca de energia com a galera tem sido o combustível para tudo!”

Nayara Storquio é colaboradora da Phouse.

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