Connect with us
BRMC

Notícia

Denúncias de abuso sexual no meio artístico unem mulheres do mundo todo

Phouse Staff

Publicado há

Assédio sexual
Alison Wonderland (foto) foi uma das DJs a participar da corrente de denúncias contra assédio sexual

Nessas últimas semanas, o tema de assédio sexual e abuso contra mulheres veio com força no mundo artístico, em diversos episódios distintos. Na semana passada, trouxemos a notícia do Statement Festival, um festival só para mulheres na Suécia, que surge como resposta aos elevados números de crimes de violência sexual ocorridos em festivais de música no país.

Pouco tempo depois, surgiu a denúncia de uma usuária do Twitter, Chelsea, que contou ter sido estuprada junto com uma amiga pelo DJ e produtor de Los Angeles The Gaslamp Killer. Segundo o relato, Killer teria drogado as meninas, quatro anos atrás, para depois transar com elas em estado semiconsciente. O DJ se defendeu da acusação, alegando que houve consenso e que jamais drogaria e abusaria de uma mulher. Até este momento, não houve investigação policial para apurar os fatos, mas a acusação — precedida por outros comentários de mulheres que também relataram casos de abuso ou assédio pelo artista — foi o bastante para comprometer severamente sua carreira; o Gaslamp Killer teve shows cancelados e foi desligado do coletivo Low End Theory, ao qual integrava.

Esse imbróglio tem repercutido bastante, a ponto de Flying Lotus defender o colega em meio a um show, dizendo que a internet mente, para depois pedir desculpas pelo comentário. No entanto, ainda mais significativa foi a enxurrada de denúncias que pipocaram contra o renomado produtor de cinema americano Harvey Weinstein. Atrizes, modelos e outras funcionárias da indústria cinematográfica — incluindo Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Cara Delevigne, Ashley Judd e Heather Graham — passaram a expor publicamente um sem fim de relatos de assédio sexual praticado pelo executivo.

+ Suécia vai ter festival só para mulheres em 2018

O caso motivou mulheres no mundo todo a também expor suas experiências de assédio ou abuso nas redes sociais como forma de alerta, mostrando o quão corriqueiros podem ser esses acontecimentos. Esse fenômeno não é nada novo. Quando mulheres com grande visibilidade expõem suas histórias sobre abuso sexual, o impacto causado é grande, e assim muitas outras, famosas ou não, se sentem à vontade para compartilhar episódios que normalmente permanecem no âmbito privado.

+ Monique Dardenne: abrindo portas pras mulheres na música, sem mimimi

Assim, voltando ao cenário musical, diversas artistas participaram da corrente, incluindo protagonistas do cenário eletrônico. A produtora Alison Wonderland — que ganhou no mês passado o prêmio de revelação do ano no Electronic Music Awards —, por exemplo, contou no Twitter a história de quando foi abusada por um superior em um antigo emprego (veja abaixo). Alison conta que a resposta que teve do RH foi: “Bem, você é bonita e ele estava bêbado”, além de um subentendido de que se ela persistisse na reclamação, iria ser demitida.

+ Decisão que veta ingressos diferentes para homens e mulheres é suspensa

Annie Mac, uma das DJs e comunicadoras mais importantes da cena eletrônica global, comentou não apenas ter sido assediada no metrô quando tinha 20 anos, mas também ter sido perseguida em uma montanha, aos 11 anos, por um homem de terno que se masturbava para ela.

+ Coletivo da cena Norte/Nordeste lança seminário sobre mulheres na música

A famosa cantora e compositora islandesa Björk foi outra que abriu a boca, trazendo diversas histórias sobre assédio imposto por um diretor de cinema dinamarquês — sem citar nominalmente, ela deixou a entender que se trata de Lars Von Trier, com quem trabalhou no filme Dançando no Escuro. Von Trier já se manifestou negando as acusações, dizendo que, apesar de não terem relações amistosas, nunca assediou a artista. Além delas, outras personalidades do meio musical se manifestaram a partir do caso de Weinstein, como The Black Madonna, altamente proativa na causa feminista.

+ O que o Dia Internacional da Mulher tem a ver com a dance music

Independentemente da veracidade desses relatos, o abuso contra mulheres é real e ocorre muitas vezes pela confiança do agressor na impunidade, já que grande parte das vítimas se sente constrangida em denunciar. Este é, definitivamente, um quadro que precisa ser revertido, e o fato das mulheres no mundo todo abrirem o jogo é importante para essa mudança.

Confira abaixo algumas das histórias compartilhadas pelas artistas:

Caso de polícia

Pra fechar as semanas de denúncias e episódios de abuso contra mulheres, Andrew Macrae, até então VP de finanças e estratégia da Live Nation Entertainment — uma das maiores produtoras de eventos musicais dos Estados Unidos —, foi pego em flagrante pela polícia britânica nesta semana, ao tentar filmar escondido embaixo da saia de uma mulher, em um trem na Inglaterra. A polícia ainda descobriu em sua casa cerca de 50 mil filmagens secretas de vizinhas e outras mulheres que visitavam sua casa. O julgamento do executivo está marcado para o próximo dia 07, em Londres. A Live Nation o demitiu imediatamente.

Deixe um comentário

Notícia

URGENTE: Avicii morre aos 28 anos

Phouse Staff

Publicado há

Foto: Reprodução
Produtor foi encontrado morto em Omã nesta sexta-feira

É com grande pesar que informamos que o DJ e produtor Tim Bergling, o Avicii, foi encontrado morto nesta sexta-feira (20). Tim tinha 28 anos e estava em Mascate, capital do Omã, no Oriente Médio. As causas ainda não foram reveladas.

Diana Baron, relações públicas do artista, confirmou a notícia em comunicado à imprensa: “É com extremo lamento que anunciamos a perda de Tim Bergling, também conhecido como Avicii. Ele foi encontrado morto em Mascate, Omã, nesta tarde de sexta-feira, 20 de abril, no horário local. A família está devastada e pedimos a todos que por favor respeitem a necessidade de privacidade deles nesse momento difícil. Nenhum novo comunicado será emitido”.

 

Continue Lendo

Review

Primeiro D-EDGE Festival foi sucesso de ponta a ponta

Luckas Wagg

Publicado há

Review D-EDGE Festival
Foto: Image Dealers/Reprodução
Evento paulistano brilhou em lineup, estrutura e organização

Aconteceu nesse último sábado, no complexo do estádio do Canindé, em São Paulo, a primeira edição do D-EDGE Festival, que nasceu para celebrar os 18 anos de um dos mais emblemáticos clubs da América Latina.

Com um lineup pesadíssimo, recheado de ícones do calibre de Stephan Bodzin, Butch, BLANCAh, Giorgia Angiuli, Gui Boratto e o anfitrião Renato Ratier, o festival rolou por 24 horas e reuniu 70 artistas (22 internacionais e 48 nacionais) divididos em seis palcos.

Palco RAWW X ROOM; Foto: Image Dealers/Reprodução

Logo que entrei, me deparei com uma estrutura familiar, que, por causa do formato de tenda e com o palco RAWW X ROOM bem ao lado, lembrava o Warung Day Festival — que por sinal, pertence também ao Grupo D-EDGE e rolou em Curitiba no mesmo dia. Tudo parecia sob controle da produção, muito bem planejado e executado. Não tivemos muita fila, grandes problemas e nem muito do que reclamar. A chuva que caiu na capital paulista poderia ter gerado uma situação de maior desconforto, mas como quase todas as áreas tinham cobertura, ela não chegou a atrapalhar.

O grande “problema” do festival foi exatamente encarar os dilemas de qual palco ficar em cada momento, pois em todos eles foram escalados artistas de responsa. Pra aproveitar bem e tentar ver o máximo de atrações possível, decidi me forçar a quebrar o protocolo e sair de palco em palco para assistir ao set de alguns nomes indispensáveis, como Bodzin, Marky, BLANCAh, Butch, Renato Ratier, Wilian Kraupp, Gui Boratto, Slam e o trio Mau Mau, Renato Cohen e Anderson Noise, que se apresentaram juntos, tornando aquela noite ainda mais histórica.

Stephan Bodzin; Foto: Image Dealers/Reprodução

É difícil avaliar cada um dos 70 artistas (ou mesmo os cerca de dez que consegui ver com calma), e é quase impossível dizer qual foi o melhor set da noite. Mesmo assim, arrisco em destacar as apresentações de Stephan Bodzin, Butch, Marky e o próprio Ratier, que dominou a pista pra valer e foi o responsável por encerrá-la logo pela manhã. Bodzin mandou um live incrível, que abusou de muita melodia — algo que gosto muito. O palco principal ficou pequeno para ver o alemão.

Após o fechamento do mainstage, quem roubou a cena foi ela, BLANCAh. A produtora catarinense se apresentou por volta das 10h no palco All My God, que teve uma sequencia pedrada com Trikk, Lee Burridge e Mdme até o seu encerramento, às 16h. Nem mesmo a chuva que caiu durante o dia inteiro conseguiu acalmar os ânimos do amantes da techneira, que encheram a pistinha do início ao fim.

Renato Ratier; Foto: Image Dealers/Reprodução

De modo geral, deu pra perceber que o festival lotou e o público parece ter curtido muito a experiência. Os comentários que ouvi foram todos positivos, em tom até de surpresa com a qualidade da produção do evento. Em sua primeira edição, podemos dizer que o festival mostrou a singularidade da marca D-EDGE, entregando ao público o que há de melhor no quesito de som, imagem e ambiência.

Se conseguir repetir a partir de agora, ano a ano, um evento desse mesmo nível, o D-EDGE Festival tem tudo para se consolidar como mais uma belíssima opção de festivais 100% made in Brazil, ao lado de expoentes mais antigos, como a XXXPERIENCE, o Universo Paralello e o próprio Warung Day. Talvez estejamos diante de um novo quadro que vem se desenhando lentamente nos últimos tempos: um em que, por mais que tenhamos ótimas versões brasileiras de cases de sucesso internacional — como Ultra, Dekmantel e DGTL —, mostramos que nosso país também tem condições de construir, cada vez mais, seus próprios festivais classe A.

Que o D-EDGE Festival siga nessa trilha de sucesso, proporcionando grandes experiências e incentivando outros players do mercado a se aventurarem no caminho.

* Luckas Wagg é CEO da Phouse.

LEIA TAMBÉM:

Confira o cronograma, lineup, mapa e recomendações do 1° D-EDGE Festival

Continue Lendo

Notícia

EXCLUSIVO: Nova edição do Ultra Brasil deve ser anunciada em breve

Phouse Staff

Publicado há

Ultra Brasil São Paulo
Festival terá 12 horas de duração e três palcos

Pequenos detalhes ainda seguram o anúncio oficial do Ultra Brasil 2018, que deixa o Rio de Janeiro e volta para São Paulo neste ano. A Phouse apurou que uma reunião recente em Miami deixou tudo bem alinhado. O festival deve acontecer no dia 29 de setembro (sábado), no Autódromo de Interlagos, do meio-dia à meia-noite, em três palcos: Mainstage, RESISTANCE e Local — palco destinado a talentos brasileiros, normalmente focando em um gênero específico.

O anúncio deve sair nos próximos dias.

LEIA TAMBÉM:

Edição de 20 anos do Ultra foi boa, mas entregou menos do que prometeu

Caso Ultra Brasil: Quem ainda tem medo da música eletrônica?

Continue Lendo
BRMC – 300×600
Clube de Turismo – Start
Alphabeat – Demos

PLAYLIST

Trending

-->

Copyright © 2018 Phouse

CADASTRE-SE E RECEBA NOVIDADES

Carregando

Lazy Bear Phouse Tracks