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Musicalidade, maturidade e alma; uma nova era para o paulistano Junior C.

Flávio Lerner

Publicado em

25/11/2015 - 12:22
Junior C

A partir de um lançamento chancelado pelo Gui Boratto, o DJ e produtor de São Paulo acaba de alcançar um novo patamar em sua carreira.

O paulistano Junior C não é nenhum novato, e já carrega consigo uma bagagem considerável. Como DJ, começou com 17 anos, sendo residente de clubs como Lov.E, Manga Rosa e Clash, de festas do Warung, tocando em festivais como Skol Beats, Tomorrowland, Skol Sensation e XXXperience, e abrindo pra nomes como Richie Hawtin, Marco Carola, Joris Voorn, Nic Fanciulli e Gui Boratto; como produtor, já lançou por selos como Intacto [HOL], Clash Music [SP], zeroeleven [SP] e teve faixas no top 20 do Beatport isso sem falar no seu projeto paralelo com o Wehbba, o Edit Revenge, que se destaca por mesclar samples de Justin Timberlake e Madonna a New Order e Foals.

O cara, porém, acaba de atingir um novo patamar, possivelmente o ponto mais alto de sua carreira até agora. Isso porque no último dia 13 o Junior teve sua track Coming Over lançada pelo D.O.C., aquele selo do próprio Gui Boratto que é uma ramificação da gigante Kompact. Coming Over saiu em um EP com mais uma versão dub e uma surpreende versão acústica todas chanceladas e dirigidas pelo Boratto.

A relação dos dois já tem certo tempo, e como o Gui mesmo admite no teaser do lançamento, o Junior vivia mandando material novo pra ele dar uma conferida, um material que se apresentava progressivamente mais maduro. “Sempre enviei minhas músicas pro Gui. Enviei a Coming Over e mais algumas outras e ele na hora me respondeu: ‘essa música tem tudo a ver com o DOC, vamos lançar'”, me contou o próprio Junior C.

Ao THUMP, que fez a premiere do lançamento em questão, o artista já havia admitido que produzia com menos melodia e riqueza harmônica, e que a partir de agora se aventurava em uma nova estética uma que vem cada vez se destacando mais no mundo todo, Brasil incluso, que é do techno melódico, menos minimalista e cru, com altas camadas de synth e uma musicalidade mais densa. O próprio som do Gui Boratto e do Elekfantz [primeiros artistas assinados pela D.O.C., que bateram um papo comigo pra Phouse em outubro] se enquadra nessa onda, e não foi a toa que o Boratto disse que Coming Over tinha “tudo a ver” com seu selo. O Junior, entretanto, discorda que sua track seja parecida com as produções desses artistas. “Eu estava procurando sonoridades diferentes, e assim como a Coming Over, tinha mais umas cinco músicas na gaveta com a mesma pegada. O que me levou a mudar foi mesmo o desafio de fazer algo diferente e aprender coisas novas”, diz.

É justamente essa musicalidade que como o Gui Boratto também endossa no teaser e o Elekfantz nos confirmou na entrevista  é capaz de produzir uma música que seja funcional na pista de dança, mas que não se limite a ela, que não se torne rapidamente descartável; e também por isso a escolha por uma versão com vocal, outra dub e ainda uma acústica, que despe a track de todos seus elementos eletrônicos e assim revela todo o seu potencial enquanto canção.

https://youtu.be/1B40fl3fLQU

Mas pra ter tamanha riqueza e profundidade em uma música seria necessário um background de músico/instrumentista versado? Eu vivo suspeitando que sim, por causa dos exemplos que vejo por aí, mas o Junior, mais uma vez, discorda de mim: “Toco piano, estudo teoria musical, cato milho no violão e na guita, mas hoje em dia não acho que o background musicista seja um fator crucial para fazer uma música com musicalidade. Claro que você pelo menos tem que ter a noção de saber o tom da musica, acordes, mas hoje existem vários plugins que podem auxiliar sem você ter a mínima noção de como se toca um instrumento”.

Quando perguntei se vê Coming Over como uma espécie de renascimento de seu projeto artístico, o cara deu aquela desconversadinha básica: “Vejo como uma grande oportunidade que me deu muito incentivo pra evoluir cada vez mais nas minhas músicas”. De fato, porém, novas portas vêm se abrindo pro produtor, que, se seguir nessa toada, deve colher frutos cada vez mais suculentos.

“Eu pretendo me manter  focado e me surpreender, assim como me surpreendi na Coming Over e, independentemente do rótulo, entregar pro público um trabalho autêntico, com alma e que conte uma historia, além de só querer fazer um hit.” Como sugere a hashtag do vídeo acima, é uma nova era para o Junior C.

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Paul Oakenfold será o primeiro DJ a tocar no Stonehenge

O evento será assistido por apenas 50 pessoas

Phouse Staff

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Stonehenge
Foto: Reprodução

Diversos DJs têm se superado quando o assunto é tocar em lugares inusitados, e agora é a vez de Paul Oakenfold dar mais um passo à frente nesse quesito. O lendário artista britânico, que já tocou em picos como o Monte Everest e a Muralha da China, vai comandar uma performance em lugar ainda mais lendário: o Stonehenge, um dos monumentos mais incríveis do mundo, que foi construído milhares de anos antes de Cristo e hoje é Patrimônio Mundial da UNESCO.

Segundo a imprensa internacional, um público seleto de 50 pessoas testemunhará o espetáculo, que será gravado e lançado como Live at the Stonehenge. Ainda não há uma data confirmada para o evento.

“Eu tenho muita sorte de poder compartilhar minha música em um lugar tão icônico”, declarou Oakenfold à imprensa. “A energia ali será diferente de qualquer outro lugar no planeta, e isso irá refletir na minha música e na minha performance. Apesar de já ter tocado em eventos e locais incríveis em todo o mundo, o pôr do sol no Stonehenge será o mais mágico.”

Organizado pela Universe, o show pretende angariar fundos para a English Heritage, organização que ajuda na preservação de diversos lugares históricos no Reino Unido — incluindo o próprio Stonehenge.

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Ouça os remixes de Dixon e Lovefingers para o LCD Soundsystem

Dupla remixou faixas do álbum “American Dream”

Phouse Staff

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LCD Soundsystem
Dixon. Foto: Reprodução

Lançado em 2017, o álbum American Dream, que marcou o retorno do LCD Soundsystem e emplacou faixa premiada no Grammy, segue dando frutos. A bola da vez é um EP chamado Some Remixes, lançado pela DFA Records.

O disco traz um remix de “I Used To”, feito por ninguém menos que Dixon, e outro do produtor americano Lovefingers, para “Oh Baby” — que também ganhou uma versão dub (isto é, sem os vocais). Confira:

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Em Nova Iorque, Calvin Harris ganha nova estátua de cera

Phouse Staff

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Estátua Calvin Harris
Foto: Reprodução
DJ aparece em cenário de clube e vai “tocar” para visitantes

A vida de quem queria tirar uma selfie com Calvin Harris ficou um pouco mais fácil — ou quase isso. O DJ escocês acaba de virar a mais nova estátua super realista de cera na filial nova-iorquina do famoso museu Madame Tussauds.

O Calvin de cera ganhou não só um kit da Pioneer, moldado como se estivesse em ação, mas também todo um cenário característico de uma balada. A obra divulgada ontem, e poderá ser admirada ao vivo a partir de julho.

Foto: Reprodução

A peça de cera do DJ fica cercada por luzes e em seu ambiente natural, a pista de dança. A estreia dele nesse cenário faz parte da Silent Summer Club Series, que foi criada no museu justamente para se parecer com uma festa de música eletrônica. Segundo informações do Madame Tussauds, a ideia é trazer convidados para três festas “de cera” como parte da Calvin Harris Experience”.

A ideia basicamente é curtir a “balada” usando fones de ouvido, na companhia do DJ-estátua. A exposição interativa começa dia 11 de julho, e conta com mais duas festas, em 9 de agosto e 16 de setembro. Os ingressos já estão à venda.

Esta na verdade não é a primeira estátua de cera de Calvin Harris — o artista já havia sido homenageado no Madame Tussauds de Berlim, em 2016. DJs como Martin Garrix, Armin van Buuren, Steve Aoki, Tiësto, Hardwell e Afrojack são outros astros da dance music que também já foram imortalizados em obras do museu.

+ Martin Garrix ganha estátua de cera em museu na Holanda

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