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Musicalidade, maturidade e alma; uma nova era para o paulistano Junior C.

Flávio Lerner

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Junior C

A partir de um lançamento chancelado pelo Gui Boratto, o DJ e produtor de São Paulo acaba de alcançar um novo patamar em sua carreira.

O paulistano Junior C não é nenhum novato, e já carrega consigo uma bagagem considerável. Como DJ, começou com 17 anos, sendo residente de clubs como Lov.E, Manga Rosa e Clash, de festas do Warung, tocando em festivais como Skol Beats, Tomorrowland, Skol Sensation e XXXperience, e abrindo pra nomes como Richie Hawtin, Marco Carola, Joris Voorn, Nic Fanciulli e Gui Boratto; como produtor, já lançou por selos como Intacto [HOL], Clash Music [SP], zeroeleven [SP] e teve faixas no top 20 do Beatport isso sem falar no seu projeto paralelo com o Wehbba, o Edit Revenge, que se destaca por mesclar samples de Justin Timberlake e Madonna a New Order e Foals.

O cara, porém, acaba de atingir um novo patamar, possivelmente o ponto mais alto de sua carreira até agora. Isso porque no último dia 13 o Junior teve sua track Coming Over lançada pelo D.O.C., aquele selo do próprio Gui Boratto que é uma ramificação da gigante Kompact. Coming Over saiu em um EP com mais uma versão dub e uma surpreende versão acústica todas chanceladas e dirigidas pelo Boratto.

A relação dos dois já tem certo tempo, e como o Gui mesmo admite no teaser do lançamento, o Junior vivia mandando material novo pra ele dar uma conferida, um material que se apresentava progressivamente mais maduro. “Sempre enviei minhas músicas pro Gui. Enviei a Coming Over e mais algumas outras e ele na hora me respondeu: ‘essa música tem tudo a ver com o DOC, vamos lançar'”, me contou o próprio Junior C.

Ao THUMP, que fez a premiere do lançamento em questão, o artista já havia admitido que produzia com menos melodia e riqueza harmônica, e que a partir de agora se aventurava em uma nova estética uma que vem cada vez se destacando mais no mundo todo, Brasil incluso, que é do techno melódico, menos minimalista e cru, com altas camadas de synth e uma musicalidade mais densa. O próprio som do Gui Boratto e do Elekfantz [primeiros artistas assinados pela D.O.C., que bateram um papo comigo pra Phouse em outubro] se enquadra nessa onda, e não foi a toa que o Boratto disse que Coming Over tinha “tudo a ver” com seu selo. O Junior, entretanto, discorda que sua track seja parecida com as produções desses artistas. “Eu estava procurando sonoridades diferentes, e assim como a Coming Over, tinha mais umas cinco músicas na gaveta com a mesma pegada. O que me levou a mudar foi mesmo o desafio de fazer algo diferente e aprender coisas novas”, diz.

É justamente essa musicalidade que como o Gui Boratto também endossa no teaser e o Elekfantz nos confirmou na entrevista  é capaz de produzir uma música que seja funcional na pista de dança, mas que não se limite a ela, que não se torne rapidamente descartável; e também por isso a escolha por uma versão com vocal, outra dub e ainda uma acústica, que despe a track de todos seus elementos eletrônicos e assim revela todo o seu potencial enquanto canção.

https://youtu.be/1B40fl3fLQU

Mas pra ter tamanha riqueza e profundidade em uma música seria necessário um background de músico/instrumentista versado? Eu vivo suspeitando que sim, por causa dos exemplos que vejo por aí, mas o Junior, mais uma vez, discorda de mim: “Toco piano, estudo teoria musical, cato milho no violão e na guita, mas hoje em dia não acho que o background musicista seja um fator crucial para fazer uma música com musicalidade. Claro que você pelo menos tem que ter a noção de saber o tom da musica, acordes, mas hoje existem vários plugins que podem auxiliar sem você ter a mínima noção de como se toca um instrumento”.

Quando perguntei se vê Coming Over como uma espécie de renascimento de seu projeto artístico, o cara deu aquela desconversadinha básica: “Vejo como uma grande oportunidade que me deu muito incentivo pra evoluir cada vez mais nas minhas músicas”. De fato, porém, novas portas vêm se abrindo pro produtor, que, se seguir nessa toada, deve colher frutos cada vez mais suculentos.

“Eu pretendo me manter  focado e me surpreender, assim como me surpreendi na Coming Over e, independentemente do rótulo, entregar pro público um trabalho autêntico, com alma e que conte uma historia, além de só querer fazer um hit.” Como sugere a hashtag do vídeo acima, é uma nova era para o Junior C.

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Electric Zoo 2018 divulga primeira fase do lineup

Phouse Staff

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Festival celebrará seu décimo ano entre o fim de agosto e o começo de setembro

Se o Ultra Music Festival acaba de celebrar seus 20 anos de existência, outro festival dos Estados Unidos completa uma marca importante em 2018. Entre 31 de agosto e 02 de setembro, o Electric Zoo rola no Randall’s Island Park, em Nova Iorque, em edição comemorativa de dez anos.

Nesta quinta-feira, a organização do evento soltou a primeira fase do seu lineup, que traz Kaskade, marshmello, Martin Garrix e Virtual Self — o projeto paralelo de Porter Robinson — como destaques. Entre os parceiros que assinam palcos, temos selos como a Anjunabeats de Above & Beyond e a Hyperhouse de Anna Lunoe. A produção ainda promete mais de 50 nomes a serem anunciados em breve.

Confira o lineup parcial:

Electric Zoo fase 1

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LOthief e Mojjo lançam releitura para o hit “Like a G6”

Phouse Staff

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Após dropar “Sunshine” — sucesso produzido em parceria com o Cat Dealers e o Santti —, o mineiro Leandro Souza, mais conhecido como LOthief, aposta agora em uma releitura para um hit da década passada.

Ao lado do colega Mojjo, o produtor escolheu refazer “Like a G6”, da banda californiana de electro pop Far East Movement — música que explodiu em 2010 e soma atualmente 170 milhões de views no Youtube.

“O Mojjo me mandou a música com o draft do que ela era, e eu sempre curti muito a original. Resolvemos fazer pra tocar mesmo nos shows, nisso mandamos pros amigos DJs e todos tocaram. A galera pediu muito e a gente soltou”, disse o mineiro, em contato com a Phouse.

Referência do low bass nacional, o projeto LOthief surgiu no mercado há menos de um ano e hoje é agenciado pela Entourage, uma das principais empresas de gerenciamento artístico do Brasil.

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Martin Garrix e David Guetta estreiam colaboração no Tomorrowland

Phouse Staff

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So Far Away

Diversos artistas aproveitam a exposição que seus sets no Tomorrowland recebem para lançar novas faixas. Foi o caso nesse final de semana, quando Martin Garrix convidou David Guetta pra mostrar ao público, pela primeira vez, o resultado da parceria entre ambos.

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A faixa, um future bass com levada mais calma, leva vocais de Ellie Goulding, junto de um cantor, que se especula ser James Arthur. O nome da canção também vem sendo especulado — como “So Far Away” —, mas essas informações não foram confirmadas até o momento.

Você pode conferir a faixa no vídeo acima, ou conferindo o set de Garrix na íntegra (abaixo). No primeiro final de semana do festival, o DJ havia aproveitado para debutar seu mais novo pseudônimo, Ytram.

https://soundcloud.com/redditedm/martin-garrix-tomorrowland-2017-full-set-free-dl

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