Connect with us

Entrevista

Aposta da Armada, Nato Medrado acompanha tour de Armin van Buuren

Alan Medeiros

Publicado há

Nato Medrado
Conheça o trabalho do DJ paulista, único brasileiro a lançar álbum pela Armada Music e companhia de Armin van Buuren em duas gigs brasileiras

É comum observarmos alguns nomes que apareceram “do nada” no catálogo de uma gravadora com o poderio da Armada Music, por exemplo. Nesses casos, uma dúvida paira no ar: como esse artista chegou lá? No caso do paulista Nato Medrado, é inegável que sua carreira teve um impacto estrondoso após a parceria com o selo gerenciado pelo holandês Armin van Buuren. Mas, nem de longe, Nato é um nome novo na cena.

Há pelo menos uma década o DJ e produtor, que também é dono de um live poderoso, vive uma rotina de produção e experimentação intensa. Seu estilo musical sempre permeou entre o techno e o progressive house com traços bons do pop contemporâneo, que pode ser comparado à forma como artistas como James Blake, The xx e Chet Faker introduziram em suas músicas (não estamos aqui falando de semelhança sonora, ok?).

Apesar da longa experiência, Nato demorou para ganhar destaque no cenário nacional e internacional, e somente após o lançamento do álbum Without Name, pela Armada, ele pode gozar de maior visibilidade. “A gravadora foi um ponto de virada em minha carreira. Desde o momento em que recebi o e-mail de um dos A&R da casa, eu sabia que algo realmente importante estava para acontecer”, comenta Medrado, sobre a importância da label em sua caminhada.

Lançado no ano passado, Without Name posicionou o brasileiro de forma estratégica no cenário e, sem dúvida alguma, é um dos álbuns mais bem-sucedidos de um produtor eletrônico brasileiro nos últimos tempos. “É um trabalho intenso, profundo, e acima de tudo fiz o que realmente gostaria de fazer, sem a preocupação com rótulos ou marcas. Talvez isso explique o sucesso que o disco está fazendo”, acrescenta. Até aqui, são mais de 500 mil streamings no Spotify, destaque em diferentes playlists e suportes de nomes como Martin Garrix e claro, o próprio Armin — é curioso que, mesmo pertencendo ao dito universo underground, o artista vem chamando a atenção e recebendo apoio de peixes grandes do mainstream.

“She Says” foi lançada em dezembro, pela Austro Music

No Brasil, o release ganhou um vinil e foi lançado pela Austro Music, selo eletrônico da gigante Som Livre. O licenciamento em território nacional permitiu uma inserção ainda melhor das músicas por aqui, e durante o ano passado não foi raro ouvir as faixas de Nato em situações do cotidiano, como no trânsito, em restaurantes e outros lugares. “A Austro foi de fundamental importância nesse processo complexo que é o lançamento de um álbum, e ainda de quebra conseguimos lançar uma edição colecionável em vinil — uma parceria única e exclusiva no país.”

Na semana passada, lançou um EP de remixes, assinado por produtores de peso do cenário nacional e internacional. Leo Janeiro, Tinlicker, Mumbaata e Alex Justino foram alguns dos responsáveis por entregar excelentes produções, além de uma reinterpretação criada pelo próprio Nato. Em poucos dias, as faixas do EP já ganharam o suporte de artistas do calibre de Above & Beyond e Sander van Doorn. “O EP de remixes tem uma história interessante: eu costumo fazer versões exclusivas de meus sons para minha apresentação em formato live, e a ‘Arauto (Nato Medrado Alternative Version)’ veio tendo uma repercussão excelente nos meu sets. Foi quando surgiu a ideia de lançarmos alguns remixes de faixas do álbum”, continuou contando o brasileiro.

Todos essas conquistas tão especiais serão celebradas ao longo do feriado mais importante do calendário de festas brasileiro. Durante o Carnaval 2018, Nato Medrado estará em tour com o próprio Armin van Buuren. O brasileiro e o holandês dividem o lineup em duas gigs — no Sunflower Festival, dia 11, e no Laroc, dia 12 (no Brasil, Armin ainda toca no Camarote Salvador, também no dia 12, e no Rio Music Carnival). “Será a primeira vez que vou dividir a cabine com aquele que considero desde sempre um dos maiores artistas da história da música eletrônica”, completa o DJ, que ainda planeja um ano de novas realizações. “O que 2018 nos reserva, não é mesmo? Temos uma equipe fantástica, um planejamento bem solido e ações bem estruturadas. Será um ano de consolidação do meu trabalho, fortalecendo cada vez mais o alicerce da minha carreira. Pretendo lançar ao menos uma faixa ou EP por mês, então podemos esperar MUITA música!”

Após um trabalho de tamanha consistência nos últimos anos e a qualidade incontestável de tudo o que foi lançado, Medrado encontra-se em um momento de plena consciência frente a sua arte. “A ideia é espalhar cada vez a mensagem sonora da união, da paz, das melodias e do amor — afinal o que importa é a boa e velha música!”, conclui.

Alan Medeiros é colaborador eventual da Phouse.

LEIA TAMBÉM:

10 nomes do underground brasileiro para ficar de olho em 2018

Line fechado e expectativa alta: Sunflower Festival rola em fevereiro

Rio Music Carnival anuncia Alesso, Armin, Diplo e Dennis DJ como headliners

Experiência dentro e fora das pistas: Diogo Accioly fala sobre a carreira

Gui Boratto homenageia pioneiro do tango em show inusitado em Paris; assista!

Deixe um comentário

Notícia

Martin Garrix e David Guetta se juntam novamente em “Like I Do”

Phouse Staff

Publicado há

Like I do
Novo single da dupla conta com a colaboração de Brooks

A parceria entre Martin Garrix e David Guetta parece estar funcionado muito bem, obrigado. Depois de So Far Away, eles lançaram nessa semana “Like I Do”, em parceria com Brooks — parceiro de Garrix em empreitadas anteriores.

A pegada do som é ligeiramente diferente: se no primeiro single as melodias eram alegres e contagiantes, nesta faixa a dupla entregou um candidato a hit com outras características. “Like I Do” tem baixos mais pesados e bateria mais acelerada, além de um bloco com a levada de future bass característica de Martin Garrix.

+ Single de Martin Garrix com David Guetta é lançado oficialmente

+ Escute os EPs de remixes da collab entre Martin Garrix e David Guetta

Mostrando-se muito feliz com o resultado, o jovem produtor comentou para a imprensa: “David é uma lenda. Eu tenho muito respeito por ele como artista e estou muito feliz de conseguirmos lançar mais uma faixa juntos com o incrível Brooks, com quem já trabalhei em outros sons no passado. Eu o considero um dos produtores mais talentosos que temos por aí”.

O lançamento foi feito nessa quinta (22), via What A Music Records, e chegou na companhia de um lyric video dirigido por Damian Karszina.

Deixe um comentário

Continue Lendo

Notícia

Professor Andre Salata lança canal com dicas de produção musical

Phouse Staff

Publicado há

Dicas de produção
Uma nova opção para aprender macetes sobre Ableton e Logic Pro

Visionário tanto na pista quanto fora dela, Andre Salata embarcou em uma nova empreitada: um canal de produção musical no YouTube. Este não é um meio surpreendente quando se trata da disseminação de informação, afinal existem muitos canais sobre os mais diversos temas; porém, quando se trata de produção musical, apesar de haver diversos tutoriais online para as mais diversas funções do Ableton Live, temos pouquíssimos falando sobre o assunto e suas infinitas ramificações, ainda mais em português.

+ DJ, produtor e professor, Andre Salata vive um dos principais anos da carreira

Professor de produção musical na Universidade Anhembi Morumbi, Salata já tem proficiência quando o assunto é ensinar produção — afinal, existem muitos profissionais que são incapazes de partilhar seus conhecimentos, pois não sabem expressá-los. Com desenvoltura, Andre desmistifica o assunto para um número de interessados cada vez mais abrangente e democratiza o conhecimento para uma massa que não pode pagar pelos diversos workshops que acontecem.

São oito vídeos já disponíveis até este momento, que explicam desde como criar o seu kick até as novidades da última versão do Ableton — software que divide o foco com o Logic Pro nas aulas virtuais do professor. Você pode conferir todo o conteúdo aqui.

Deixe um comentário

Continue Lendo

Entrevista

Às vésperas de long set em Curitiba, Gabe bate um papo breve com a Phouse

Phouse Staff

Publicado há

Gabe
Foto por Antônio Wolff
O veterano DJ toca neste sábado por oito horas na Usina 5, em Curitiba
* Por Mohamad Hajar Neto

Se hoje a música eletrônica brasileira está em um momento de auge, muito disso se deve ao trabalho do paulistano Gabriel Serrasqueiro. O nome de batismo talvez não te diga muito, mas provavelmente você já dançou ao som de pelo menos um dos seus projetos: Wrecked Machines, Velkro e Gabe.

Com quase duas décadas de carreira e uma extensa lista de músicas que viraram hinos para diferentes gerações, hoje o artista está consolidado como um dos pilares da nossa cena. O caminho pra chegar até aqui, no entanto, foi longo. Por isso, às vésperas de sua “Gabe all night long” — festa deste sábado (24), na Usina 5, em Curitiba, na qual o DJ toca por oito horas consecutivas —, conversamos com ele, para saber um pouco mais sobre essa história de dedicação e amor à música.

Como você teve seu primeiro contato com a música eletrônica e como descobriu que era isso que queria fazer para a vida?

Meu primeiro contato com a música eletrônica foi em 1998. Tinham festas de música eletrônica em São Paulo, mas no mesmo palco vários estilos musicais misturados como techno, house, drum and bass e psytrance. Eu tinha banda nessa época, de punk rock. Mas depois que tive contato com a música eletrônica, já logo comecei a produzir de início, mesmo antes de ser DJ. Na época usei o MTV Music Generator do PlayStation, que era a única plataforma acessível. Desde então nunca mais parei de produzir e pesquisar sons.

Você começou seu projeto Wrecked Machines quando a cena brasileira era embrionária, tanto que seu sucesso aconteceu primeiro lá fora. Como foram os primeiros anos dessa fase?

O começo foi a melhor época de todas. Tudo era novo, não havia regras sonoras ou rótulos, eu simplesmente produzia e as pessoas gostavam. Não existia mídia social ainda, então ou você fazia música boa ou não. Não tinham muitas opções.

Com Shapeless e Barja, “Feel So High” é um dos lançamentos mais recentes do Gabe

Qual foi o papel das festas open air — antigas raves e atuais festivais — na disseminação do seu trabalho em nosso país? E quais foram a festas mais emocionantes que você já tocou?

Acredito que as festas open air criaram a união forte da cena no Brasil. A música eletrônica popularizou demais no país e pelo mundo. As festas mais emocionantes com certeza foram as da Tribe, XXXPERIENCE, do Warung e os festivais que já toquei do Eclipse.

Como foi a transição para os BPMs mais baixos, do projeto Gabe? Era um desejo antigo?

A transição aconteceu naturalmente. Eu sempre gostei de várias vertentes da música eletrônica, mas o BPM baixo sempre me agradou mais por ter uma grande variedade de estilos. Você pode passear entre vários estilos mantendo o BPM.

Gabe

Tocando na última edição do Tribaltech (Foto por Ebraim Martini)

Você já lançou algumas músicas de sucesso com vocais em português, como “O Que Eu Quero”, com samples de Tim Maia, e “Tudo Vem”, com participação do grupo Barbatuques. Como é a aceitação delas por parte da pista? Pretende voltar a explorar a musicalidade brasileira em lançamentos futuros?

A aceitação da pista é sempre incrível! Não é tão simples misturar música brasileira com música eletrônica. E pretendo, sim, voltar a explorar esse mundo musical.

Como surgiu a ideia de criar o selo Sublime Music? Quais são os seus objetivos com ele?

O selo sublime veio da ideia de lançar músicas de artistas que eu curto pessoalmente. Me juntei com Du Serena e o Lucian [Castro, mais conhecido como FractaLL] e decidimos criar o selo pra dar um suporte a artistas que acreditamos. Os objetivos agora são fazer os showcases do selo pelo Brasil e lançar muita música boa!

Quem o acompanha em suas redes sociais percebe que você levanta a bandeira da legalização da maconha. Você já enfrentou algum tipo de constrangimento por conta dessa postura? E acredita que o Brasil e o mundo caminham para esse rumo ou a recente onda de conservadorismo vai adiar o processo?

Nunca sofri nenhum tipo de constrangimento. Pelo contrário, conheci pessoas incríveis nesse mundo — e muitos me agradecem por levantar essa bandeira. Acredito, sim, que o Brasil e o mundo caminham para o mesmo rumo. Questão de tempo e maturidade de cada país.

Você está prestes a se apresentar por oito horas em uma festa no formato all night long. O que o público pode esperar para este sábado?

Estou super ansioso por essa festa. Eu já vinha fazendo alguns long sets por algum tempo e tive essa ideia de fazer o “Gabe all night long” em Curitiba, por ser uma das cidades que eu mais gosto de tocar e tenho um público fiel. Eu adoro novidades e desafios, então as pessoas podem ficar à vontade e esperar muita bagunça na pista!

LEIA TAMBÉM:

Eli Iwasa e Du Serena falam sobre o próximo Warung Tour Campinas

Gabe, Du Serena e Fractal lançam selo

Para curador, Tribaltech vai se consolidar como “evento-postal” de Curitiba

Aninha fala sobre a carreira e anuncia nova residência

Atração do Tribaltech, Fran Bortolossi foca no estúdio e lança selo

Deixe um comentário

Continue Lendo

Trending

-->

Copyright © 2018 Phouse