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No Brasil, a EDM não morreu, ela apenas foi adaptada

Luckas Wagg

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Os últimos grandes festivais no Brasil mostram que o estilo está mais vivo do que nunca — embora diferente.

Sei que esse papo de que EDM morreu já deu no saco. Há anos vemos declarações de que a EDM está morrendo ou está morta, vindo de grandes nomes como Skrillex e Fatboy Slim — mesmo aqui na Phouse, que abre a possibilidade para diferentes opiniões de diferentes jornalistas, essa tese já foi defendida. Mas agora, talvez mais do que nunca, está claro que a EDM segue viva. E essa noção veio com muita força depois do que vimos no último final de semana no Ultra Music Festival, em Miami, e no Lollapalooza Brasil, em São Paulo. Os dois grandes festivais mostraram que o público, mais do que nunca, está curtindo o gênero.

A ironia com a “morte da EDM” voltou a bombar nas redes sociais da cena eletrônica brasileira nesse último final de semana.

No Lollapalooza, tivemos várias demonstrações do quanto a EDM está gigante e incomodando muita gente. Ao G1, Braulio Lorentz, por exemplo, defecou pelos dedos em uma matéria sobre o duo americano The Chainsmokers, que fez um dos melhores shows do festival, mas que, para o jornalista, “roubou o público da tão aguardada banda de rock Metallica“, “utilizando truques de DJs” e “tocando músicas pop” como “Closer”, “Roses” e “Something Just Like This” (esta, fruto de uma parceria com o Coldplay). 

Toda essa revolta talvez fizesse algum sentido se as músicas pop que os caras tocaram (e cantaram) não fossem de sua própria autoria, se eles não fossem DJs para usar tais “truques”, ou se até mesmo não tivessem alcançado o topo das paradas mundiais com suas excelentes faixas — as quais, sem dúvidas, o público foi ali para ouvir. Além disso, vale lembrar que ninguém rouba público de ninguém. Quem foi para ver Metallica estava vendo Metallica, quem foi para ver The Chainsmokers, viu The Chainsmokers; e nos anos anteriores não foi diferente, com nomes como Jack Ü, Calvin Harris, etc.

Claro, em muitos aspectos um show do Chainsmokers é mais simples do que um Marky, Solomun, Riche Hawtin (que me pergunto se o jornalista em questão conhece e consegue distinguir, ou se para ele é tudo igual), mas nem por isso é inferior; são apenas propostas diferentes. Se fosse uma piada, como Lorentz sugeriu, como seria capaz de roubar o público da maior atração do festival? Os fãs foram ver a atração certa, e talvez quem não estivesse no lugar certo fosse o jornalista, que, como boa parte da grande imprensa brasileira, parece ainda não ter entendido o valor da cultura DJ, ficando naquele papo antigo de que um DJ set é inferior a um show de uma banda, de que a música eletrônica é inferior ao rock. Mas infelizmente, não é novidade: como nosso colunista Flávio Lerner escreveu aqui em fevereiro, à ocasião da campanha difamatória da Jovem Pan com o festival Dekmantel São Paulo, o preconceito disseminado pela grande mídia ainda é um dos maiores obstáculos que nossa cena enfrenta.


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No mesmo Lollapalooza, pode-se destacar também mais uma apresentação que mostrou a grande força da música eletrônica no Brasil. Vintage Culture teve a entrada da pista do Palco Perry interditada por conta da superlotação. Muita gente ficou de fora sem poder assistir à apresentação do fenômeno brasileiro.

Esse tipo de constatação volta a nos questionar sobre a tal “queda da EDM”. E é aqui que precisamos esclarecer um ponto que gera muitas desavenças: EDM, para muitos, é sinônimo de Big Room/progressive house, o gênero mais mainstream que dominava a cena. Partindo dessa constatação, quando falam que a EDM caiu, faz sentido. Observando como CEO da Phouse nesses últimos três anos, eu entendo que houve uma falta de curadoria especializada em alguns clubs e festivais, que abriram espaço para “artistas” que mal dominavam a arte de discotecagem ou sequer entendiam a essência de se construir uma pista, fazer um bom warmup… Isso levou à saturação da EDM enquanto Big Room.

Esse ciclo é normal, e acredito que estamos voltando a vivenciá-lo no Brasil com a bolha que está se formando em volta do low-bpm/deep house/Brazilian Bass. Há muitos bons nomes por aí que têm grande potencial de conquistar o mundo, ao exemplo de Chemical Surf, Cat Dealers, Jord, Ricci, Illusionize, Malik Mustache e até os pioneiros Vintage Culture e Alok. Podemos considerar que essa turma nova representa uma nova fase da EDM no Brasil, na qual se mudou o estilo, mas não a essência: com fogos, efeitos e muita tecnologia envolvida, podemos ousadamente afirmar que Vintage Culture e Alok não ficam tão longe de um grande show de EDM. A fórmula continua igual, tendo sido apenas adaptada para o mercado brasileiro.


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No entanto, a curadoria de um bom lineup e os artistas com bom feeling de pista seguem sendo fundamentais — e nesse sentido já estamos nos perdendo mais uma vez, pois muita gente já não aguenta ir a um club para ouvir vários headliners, e novatos que se acham headliners, tocando a noite toda a mesma coisa. Está rolando novamente a mesma confusão que ocorreu com a geração Big Room, que achava que ser produtor musical é o bastante para poder comandar uma pista. Esse tipo de falha gera os mesmos problemas de antes: DJs iniciantes querem bancar de Hardwell e Dimitri Vegas & Like Mike, tentando transformar clubs em grandes festivais como Tomorrowland, com direito a berros e até xingamentos aos microfones em seus 15 segundos de fama. Isso tudo só serve para esvaziar a cultura eletrônica e reforçar a visão de críticos como Braulio Lorentz.

Por outro lado, alguns dos grandes clubs e DJs/produtores nacionais têm trabalhado com seriedade para levar a uma renovação da EDM, sem pecar no quesito de curadoria. Um exemplo é o nosso caçula Laroc, que recentemente apresentou artistas como Sunnery James & Ryan Marciano, Kryder, Eric Morillo, Ferry Corsten e Galantis. Já o veterano Green Valley anunciou Hardwell para abril, indicando que os bons tempos de EDM no club estão voltando, sem contar o próximo Ultra Brasil, que deve vir com uma dose cavalar do gênero, assim como os principais headliners do Electric Zoo, que chega ao país pela primeira vez.

Artistas brasileiros como FTampa, Marcelo CIC, JAKKO e Felguk estão se reinventando e voltando com seus shows e músicas mais comerciais, deixando um pouco de lado o Big Room e apostando em uma sonoridade mais pop/radiofônica, tal qual os próprios Chainsmokers. Foi o caso também de “Hear Me Now”, a mais recente produção do Alok com Bruno Martini e Zeeba, que pouco tem da sua marca registrada Brazilian Bass. Portanto, é simples de entender que por mais que tentem matá-la, a EDM está bem longe de morrer — ela apenas se transforma.

Foto: Gui Ubarn – Laroc

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Análise

O indie dance original respira com a volta do Friendly Fires

Flávio Lerner

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Friendly Fires
Foto: Reprodução
Depois de mais de seis anos sem lançamentos, o trio britânico que marcou os anos 2000 está de volta

Fundado em 2006, o trio britânico de dance-rock/indie danceFriendly Fires foi importantíssimo para uma guinada mais eletrônica e dançante à cena indie da década passada, que encontrava-se em sua era de ouro com a ascensão de bandas como The Killers, Franz Ferdinand, The Strokes e Bloc Party. Seu surgimento — somado à ascensão de grupos como Klaxons, Chromeo, Cut CopyMetronomy e o brasileiro Cansei de Ser Sexy — fez com que aquele cenário mais centrado nas guitarras passasse a ter um foco maior nos sintetizadores e nas batidas. O LCD Soundsystem não estava mais sozinho.

Comandando pelo carismático e rebolativo Ed Macfarlane — com suas dancinhas impagáveis ao vivo e nos videoclipes —, o Friendly Fires explodiu mesmo em 2008, com o primeiro e homônimo álbum, e desde então acumulou milhões de fãs no mundo inteiro. Nunca fizeram exatamente música eletrônica de pista, mas bebiam claramente de fontes como a house e o synth pop de grupos como New Order e Depeche Mode. E não só isso: a batida e a vibe ensolarada das músicas trazia muito da música brasileira. Singles como “Jump in the Pool” e “Kiss of Life” surgiram com fortes elementos de percussão de samba — e em 2008 e 2009, o grupo chegou a realizar apresentações em conjunto com uma escola de samba.

Em 2011, às vésperas do lançamento do segundo álbum, Pala, que se afastava ainda mais do indie rock, foram capa da conceituada revista inglesa NME, e tiveram a ousadia de dizer que preferiam escutar Justin Timberlake do que Morrissey — antigo líder do grupo The Smiths, que dominou a cena indie nos anos 80. Pra roqueiros britânicos que levam esse tipo de comparação muito a sério [o que, arrisco dizer, seja boa parte do público da revista], uma declaração do tipo soava como heresia.

O trio seguiu sua vida muito bem, obrigado. Pala também fez sucesso, e o FF seguiu apresentando-se em shows lotados no mundo inteiro nos próximos anos. Mas pararam de fazer música. Em 2014, deram um tempo de vez, e só foram voltar agora, quatro anos depois, com shows de retorno na Inglaterra realizados nas últimas semanas. E claro, novo single — o primeiro em mais de seis anos.

“Love Like Waves” foi lançada no último dia 05, e segue a linha do Friendly Fires que já estamos acostumados, sem grandes alterações na estrutura sonora. É uma canção boa e agradável, que resgata o saudosismo dos fãs e empolga pelas novas possibilidades, mas também não chega a ser dos melhores sons já feitos pelo trio.

Novos singles devem surgir nas próximas semanas, culminando, em breve, com o aguardadíssimo terceiro álbum. Se mantiver a qualidade dos LPs do passado, tem tudo para ser um dos grandes lançamentos de 2018.

Bóra relembrar outros grandes singles do grupo:

* Nota do Autor: Indie dance/nu disco, assim como progressive house e deep house, foi mais um dos estilos que caiu naquela salada de tags do Beatport, na década passada, e acabou passando a ser usado para se referir a uma sonoridade completamente diferente. Aqui, evidentemente, falo sobre o indie dance original, que vai de bandas como o Cut Copy a produtores como o Tensnake.

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Opinião

Carta aberta aos fãs de progressive house

Flávio Lerner

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Aos fãs de progressive house
Oi gente, tudo certo? Vamos conversar? Os ânimos tão meio exaltados por aqui.

Seguinte: o DJ e produtor Leo Lauretti assistiu à volta do Swedish House Mafia in loco e nos escreveu um texto com algumas reflexões. Quando eu vi que ele falou em progressive house para se referir ao estilo do trio sueco, minha reação imeadita foi a de substituir o termo. Isso porque aqui na Phouse — ao menos desde maio de 2017, quando assumi como editor —  usamos essa tag para falar sobre o gênero original: esse mesmo que vocês curtem, o de Sasha, Digweed, Hernán e companhia.

Sempre que eu recebia para editar qualquer texto usando o termo “progressive house” para se referir ao “prog house mainstream”, eu o substituia por algum outro nome — geralmente, big room ou EDM, para evitar a confusão que existe há cerca de dez anos, desde a época em que o Beatport permitia que as gravadoras se apropriassem das tags que quisessem. Mas no texto de Lauretti percebemos que nem big room e muito menos EDM serviriam para rotular o tipo de som a que ele estava se referindo. Os dois nomes se tornaram genéricos demais para caracterizar essa estética mais particular, que sim, traz elementos progressivos, mas em uma roupagem bastante pop e acessível às massas. A melhor solução encontrada foi aparentemente simples: vamos manter o nome “prog house” [evidentemente sem a intenção de ofender ninguém] que é como os fãs se acostumaram a rotular o som, e colocar uma nota ao final explicando o caso.

Apesar de o artigo ter tido ampla aceitação entre os fãs de Swedish House Mafia, nunca imaginei que fosse causar um desconforto desse tamanho nos fãs do progressive clássico. Ora, através do nosso colunista Jonas Fachi, sustentamos uma cobertura bastante rica dessa cena. Incontáveis reviews sobre apresentações de nomes como Hernán Cattaneo e Guy J, matérias sobre projetos novos que vêm impulsionando a cena prog nacional… Vocês o conhecem, não conhecem? Se não, leiam os textos dele. Vocês vão curtir. Agora, tudo isso passa a não valer mais nada porque usamos o mesmo termo para nos referir, em um momento específico, a outro gênero musical?

Certo ou errado, com boas ou más intenções, a confusão do passado entre as nomenclaturas dos gêneros já foi feita. Não é culpa nossa. Mundialmente, o estilo que consagrou o Swedish House Mafia é ainda fortemente referido por seus entusiastas como progressive house. Isso passou a pertencer a eles também, gostemos ou não. Aprendamos a dividir. Assim como o dubstep se transformou em algo diferente a partir da onda do Skrillex, no começo desta década. Assim como o deep house hoje é um termo guarda-chuva tão grande que já não tem praticamente nada a ver com o deep house clássico. Os fãs sempre chiam, mas é em vão. E a própria EDM não é unanimidade. Na Phouse, convencionamos o uso da sigla para nos referirmos ao som do mainstream, mas volta e meia alguém reclama que “EDM engloba todo o cenário da dance music”. Não está errado. O termo pode ser usado em mais de um sentido. É tão difícil aceitar isso?

Por um lado eu entendo vocês. Há alguns anos eu discotecava um estilo que gostava de classificar como nu disco ou indie dance. Graças à mesma confusão no Beatport, hoje indie dance/nu disco se tornou algo completamente diferente. O importantíssimo movimento acid house no Reino Unido não tocava apenas acid house. Entre Estados Unidos e Inglaterra, “garage” significa duas coisas diferentes. No Brasil, funk tem um sentido completamente diferente do que nos EUA. Vocês acreditam que o James Brown se importaria? Eu não. Em meu primeiro artigo aqui na Phouse, há três anos, já tinha escrito argumentação parecida: a cooptação é inevitável.

No fundo, é apenas um nome. Uma referência. Mas nunca uma verdade absoluta, objetiva, imutável, escrita em pedra. A música é o que segue importando. A comunhão na pista de dança. Dentro do contexto, todo mundo sabe quem é quem. Ninguém confude a cidade de São Paulo com o Estado de São Paulo, com o santo ou com o time. A palavra “lance” pode ser utilizada para descrever uma jogada em uma partida de futebol, um trecho de uma escadaria ou uma investida em um leilão. E creio que ninguém aqui corre o risco de tentar bater um suco com um mixer da Pioneer. Nem de ir numa noite do Warung esperando ver o Avicii.

Talvez, no artigo de ontem, a gente pudesse ter chamado o estilo de progressive house mainstream. Parece fazer bastante sentido. Mas vamos combinar que fica um nome feio e comprido demais. E talvez não fosse o bastante pra evitar as vaias. Não posso deixar de suspeitar que toda essa raiva que uma galera pegou pelo fato de Lauretti ter usado o termo “prog house” tenha a ver com um ranço, algum tipo de elitismo ou soberba cultural. “Como ousam usar o nome do MEU gênero para descrever essa reles música de playba?” Não consigo não lembrar imediatamente de toda a celeuma causada quando o Seth Troxler tocou um vocal de funk. Vejo muita semelhança entre os casos: uma histeria porque “profanaram minha casa”, “mancharam meu som impoluto”. Vamos lembrar que cada nicho e história tem seu valor para o seu público, e ninguém é melhor que ninguém por aqui — mesmo que, tecnicamente, um som possa até ser mais refinado que o outro.

A gente respeita muito o progressive house. Qualquer um deles. Assim como todos os outros gêneros musicais que dizem respeito ao universo da música eletrônica. E vocês são sempre muito bem-vindos aqui. Vamos combinar que tem espaço pra todo mundo, sem confusão? Sem ódio? Sem precisar diminuir ninguém?

Vamos mirar nossa indignação em coisas mais importantes?

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Opinião

A volta do Swedish House Mafia e o retorno do prog house

Phouse Staff

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Swedish House Mafia progressive house
Um dos eventos mais importantes dos últimos anos no cenário eletrônico deve trazer consequências marcantes
* Artigo por Leo Lauretti

Swedish House Mafia fechou o Ultra Music Festival 2018, a 20ª edição de um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo, e algumas coisas importantes vieram à tona. Durante o show, acompanhei a reação das pessoas nas redes sociais, e muitos falando bem da apresentação em si.

Primeiramente, me chamou a atenção todo o hype que foi levantado para essa performance, e deixo uma pergunta: será que a EDM/prog house* morreu mesmo, ou será que estamos vivendo um retorno desse estilo? Não acho que viveremos algo semelhante ao passado em questão de estrutura musical, mas me arrisco a dizer que algo novo pode surgir com moldes similares aos do passado. Adoraria saber o que vem por aí, e digo isso desde quando descobri, há 30 dias, que o Swedish House Mafia voltaria.

+ Swedish House Mafia “de volta pra valer”

Outro fato curioso é que o trio não tocou nenhuma música nova deles, senão as que fizeram até se separarem. Mesmo assim, as reações têm sido muito boas, o que me leva a questionar: por que músicas de seis, sete anos atrás continuam com o mesmo peso e força, enquanto vemos outras se perdendo em menos de meses? Temos aqui a resposta do que “matou a EDM” há uns anos. Hoje em dia, existem poucas músicas que emocionam como “Don’t You Worry Child”, que marcaram época. Seja agora, seja daqui a dez anos, esses sons continuarão a representar muito para quem vivia ouvindo a track durante o seu auge (2013/14). O low BPM surgiu como uma outra proposta de música para festivais, porém vejo muita saturação e “plasticidade” nos dias de hoje, e, por isso, um alerta.

Por último, o que acontecerá daqui pra frente? Como amante desse estilo do Swedish House Mafia, torço muito pela volta dele, mas muito mesmo. Isso significa que o low vai morrer? Vejo que PODE perder força, mas acho que não morrerá, uma vez que existe um público muito mais conscientizado sobre o assunto, o que possibilita ao gênero se manter em uma constante, ou com apenas uma pequena queda. Quanto ao prog, o futuro está nas mãos dos produtores, meios de mídia, público, e principalmente dos DJs que animam as festas acolherem esse “novo” estilo. Se alguém quiser mudar algo, são estes que podem começar!

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* Nota do Editor: Em face da confusão instaurada nesses últimos dez anos quanto ao termo progressive house — originalmente um estilo bem diferente deste capitaneado pelo Swedish House Mafia —, continuaremos chamando aquele de “progressive house”, enquanto este passa a ser referido como “prog house”, evitando o uso de um mesmo termo para se designar a gêneros diferentes.

** Leo Lauretti é colaborador eventual da Phouse.

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