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Review

Sem jogar o óbvio no Warung, Danny Tenaglia mostrou por que é uma lenda

Jonas Fachi

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Por que demorou tanto? Um dos últimos mestres que ainda faltavam debutar no Templo, o pioneiro de Nova Iorque Danny Tenaglia se sentiu em casa, enquanto trouxe mais de 30 anos de sabedoria para uma noite emblemática e carregada de supresas.

* Fotos por Gustavo Remor

Os Warungs de inverno sempre são diferentes, e no último evento me senti naqueles anos mágicos da primeira década do club, quando as pessoas chegavam mais tarde — não existia limitação de horário — e não existia tanta lotação. De fato, era meia-noite, e o público ainda estava bem tímido. Por um momento acreditei estar revivendo o sentimento de uma das noites mais impressionantes que já vivi no Templo — com papa Sven Väth em 2012, quando chegou e tocou para meia pista no Inside, em pleno aniversário de dez anos do club! Um desastre de público que até hoje é inexplicável, porém com a meia pista mais feliz e animada que eu já vi lá dentro. Lembrando disso, fiquei animado e receoso ao mesmo tempo, pois o nível artístico com Danny Tenaglia fazendo sua aguardada estreia era equivalente, mas poderia ser terrível para a casa ter uma pista vazia. Felizmente, à 01h, parece que todos resolveram entrar juntos, criando volume nas duas pistas.

Tenaglia é um daqueles nomes que eu sempre me perguntei o porquê de nunca ter se apresentado no Warung. Seu estilo, sua maneira de tocar e a força do seu nome dentro do cenário conceitual pelo mundo sempre estiveram em consenso com a proposta do club. Sabemos que para uma casa noturna no Sul de um país emergente foi tudo mais difícil. Some isso ao fato do artista ter poucas passagens por nosso continente nos últimos dez anos; depois de décadas rodando o globo e de ter alcançado tudo, é normal optar por diminuir um pouco o ritmo. Porém, ele ainda parece ter um desejo imenso de mostrar o porquê é quem é, e isso fez com que a casa não perdesse a oportunidade de trazê-lo, não só para riscar da lista as poucas lendas que ainda faltam debutar, mas também por ele realmente ter muito a ensinar — e cada um que se dispôs a estar presente no dia 22 de julho, pôde sentir e aprender como se comanda uma pista de verdade.

+ O que esperar dos sets do lendário Danny Tenaglia em Warung e D-EDGE

Assisti no Garden até então o set do Leozinho com entusiasmo: ele jogou tracks de nomes como Rodriguez Jr. e 16 Bit Lolitas. Subi após a meia-noite para ouvir um pouco do final do set da residente Aninha — fazia tempo que não a ouvia. Ela é o tipo de DJ que você pode ficar anos sem prestigiar, e mesmo assim irá reconhecê-la comandando os decks com a mesma classe e o bom-gosto que a fizeram ser um dos artistas mais respeitados do país. Em seguida, Paulinho Boghosian era outra figura que eu não assistia a um bom tempo. Ele é um artista a quem você pode confiar o warmup de um horário mais avançado, porque é acima de tudo um grande pesquisador e conhecedor de DJs a nível global, desses que chegam aqui muitas vezes sem o público saber direito o que vai ouvir. Era exatamente esse o caso com Danny Tenaglia. Paulinho estava dando a letra, com um set energético e linear, sério e com muita bateria no ritmo.

Paulinho Boghosian

Durante as semanas pré-evento, a comunicação do Warung, no que dizia respeito a promover quem é Danny Tenaglia e o que ele toca, foi direcionada especialmente a suas produções clássicas de house music, e a sua trajetória vencedora de inúmeros prémios por ajudar a expandir a música eletrônica a nível mundial. Isso tudo é incrível, porém muitas pessoas ficaram em dúvida quanto ao que ele iria tocar durante suas 4 horas de apresentação. Seria somente essa linha de house, lenta e cheia de vocais? Meu artigo que antecipava o evento tentava desmistificar essa questão, e mostrar que não: Tenaglia é reconhecido como o “DJ dos DJs” por sua outra face na pista de dança. A prova era seu set gravado no Output em NY, no ano passado, em que ele emergiu novamente com a linha de som que o fez explodir no final dos anos 90, através da compilação Global Underground 010: Athens, jogando seu inimitável progressive house, dark, tribal e rápido! Era o que eu esperava, e quando finalmente o americano acenou com seu velho boné ianque e assumiu o controle às 03h, descobri que meu feeling não estava enganado.

Danny Tenaglia

No meio da noite, pressupõe-se que o DJ não precisa de muita introdução para mostrar a que veio, porém, a velha escola da house sempre diz que, ainda assim, você deve trazer as atenções para si. Feito isso, na terceira música Tenaglia mixa ferozmente, jogando de maneira desconcertante o BPM para cima. Olhei ao redor e notei todos surpresos com o groove intenso e as fortes batidas que, por momentos, te davam a sensação de estar ouvindo techno — é verdade que o progressive nos anos 90 flertava com o techno. O melhor de ouvir uma sonoridade dessas em pleno 2017 é que você não faz ideia se são músicas daquela época ou atuais, é algo totalmente atemporal, e acredito que para muitos, soou futurista. Seria uma linha que artistas como Dixon e Mano Le Tough irão abordar daqui a pouco? É possível, e aí então o ciclo se fecharia.

Danny se mantém intacto em seu ritmo até às 05h, quando coloca algumas faixas com breaks longos e algo um pouco mais consciente. Na sequência, retorna com momentos obscuros e aparições um pouco mais leves. A pista estava toda tomada; são poucos os DJs que conseguem criar essa atmosfera, e Tenaglia parecia entender perfeitamente o que faz do Warung um lugar tão especial — sua confiança era de alguém que parecia conhecer aquele lugar há anos. Às 06h, ouço um jogo de baterias mecânico e inconfundível. Simplesmente um edit de “Spastik”, de Plastikman, ecoando sublimemente.

A intensidade voltou até próximo das 06:40h. A energia das pessoas estava ainda muito elevada. Em outros tempos seria um set para não parar antes das 10h, mas armando sua despedida, Danny começa então a jogar suas faixas de house, com mesclas de ritmos tribais, vocais emotivos e picos de conexão que eu não via neste ano desde John Digweed em fevereiro. Como os grandes DJs sempre fazem, não jogou o obvio, não soltou suas produções que tinham sido anunciadas; inseriu novidades, coisas que provavelmente nunca saberemos de onde vem.

O que difere a arte do DJing para outros tipos de artes musicais é isso: o desconhecido é o ponto que diferencia, que marca, e o que prevalece é o reconhecimento do estilo. Agora, o público da casa já sabe e reconhece quem é o verdadeiro DJ Danny Tenaglia. Sua expressão de felicidade contagiava a todos. Sabe aquela sensação de quando todo mundo está pensando a mesma coisa? “Esse cara sabe o que está fazendo, deixe-o nos conduzir.” Era isso. No fim, prestes a virar “Time”, do Pink Floyd — algo que seria surreal —, a frustração do limite de tempo bateu a porta, e ele teve que encerrar seu set sem conseguir esse feito. Ainda assim, os rostos espantados ao meu redor diziam tudo: que volte logo, Danny já é de casa.

* Jonas Fachi é colunista na Phouse; leia mais de seus textos.

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Análise

O indie dance original respira com a volta do Friendly Fires

Flávio Lerner

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Friendly Fires
Foto: Reprodução
Depois de mais de seis anos sem lançamentos, o trio britânico que marcou os anos 2000 está de volta

Fundado em 2006, o trio britânico de dance-rock/indie danceFriendly Fires foi importantíssimo para uma guinada mais eletrônica e dançante à cena indie da década passada, que encontrava-se em sua era de ouro com a ascensão de bandas como The Killers, Franz Ferdinand, The Strokes e Bloc Party. Seu surgimento — somado à ascensão de grupos como Klaxons, Chromeo, Cut CopyMetronomy e o brasileiro Cansei de Ser Sexy — fez com que aquele cenário mais centrado nas guitarras passasse a ter um foco maior nos sintetizadores e nas batidas. O LCD Soundsystem não estava mais sozinho.

Comandando pelo carismático e rebolativo Ed Macfarlane — com suas dancinhas impagáveis ao vivo e nos videoclipes —, o Friendly Fires explodiu mesmo em 2008, com o primeiro e homônimo álbum, e desde então acumulou milhões de fãs no mundo inteiro. Nunca fizeram exatamente música eletrônica de pista, mas bebiam claramente de fontes como a house e o synth pop de grupos como New Order e Depeche Mode. E não só isso: a batida e a vibe ensolarada das músicas trazia muito da música brasileira. Singles como “Jump in the Pool” e “Kiss of Life” surgiram com fortes elementos de percussão de samba — e em 2008 e 2009, o grupo chegou a realizar apresentações em conjunto com uma escola de samba.

Em 2011, às vésperas do lançamento do segundo álbum, Pala, que se afastava ainda mais do indie rock, foram capa da conceituada revista inglesa NME, e tiveram a ousadia de dizer que preferiam escutar Justin Timberlake do que Morrissey — antigo líder do grupo The Smiths, que dominou a cena indie nos anos 80. Pra roqueiros britânicos que levam esse tipo de comparação muito a sério [o que, arrisco dizer, seja boa parte do público da revista], uma declaração do tipo soava como heresia.

O trio seguiu sua vida muito bem, obrigado. Pala também fez sucesso, e o FF seguiu apresentando-se em shows lotados no mundo inteiro nos próximos anos. Mas pararam de fazer música. Em 2014, deram um tempo de vez, e só foram voltar agora, quatro anos depois, com shows de retorno na Inglaterra realizados nas últimas semanas. E claro, novo single — o primeiro em mais de seis anos.

“Love Like Waves” foi lançada no último dia 05, e segue a linha do Friendly Fires que já estamos acostumados, sem grandes alterações na estrutura sonora. É uma canção boa e agradável, que resgata o saudosismo dos fãs e empolga pelas novas possibilidades, mas também não chega a ser dos melhores sons já feitos pelo trio.

Novos singles devem surgir nas próximas semanas, culminando, em breve, com o aguardadíssimo terceiro álbum. Se mantiver a qualidade dos LPs do passado, tem tudo para ser um dos grandes lançamentos de 2018.

Bóra relembrar outros grandes singles do grupo:

* Nota do Autor: Indie dance/nu disco, assim como progressive house e deep house, foi mais um dos estilos que caiu naquela salada de tags do Beatport, na década passada, e acabou passando a ser usado para se referir a uma sonoridade completamente diferente. Aqui, evidentemente, falo sobre o indie dance original, que vai de bandas como o Cut Copy a produtores como o Tensnake.

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Opinião

Carta aberta aos fãs de progressive house

Flávio Lerner

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Aos fãs de progressive house
Oi gente, tudo certo? Vamos conversar? Os ânimos tão meio exaltados por aqui.

Seguinte: o DJ e produtor Leo Lauretti assistiu à volta do Swedish House Mafia in loco e nos escreveu um texto com algumas reflexões. Quando eu vi que ele falou em progressive house para se referir ao estilo do trio sueco, minha reação imeadita foi a de substituir o termo. Isso porque aqui na Phouse — ao menos desde maio de 2017, quando assumi como editor —  usamos essa tag para falar sobre o gênero original: esse mesmo que vocês curtem, o de Sasha, Digweed, Hernán e companhia.

Sempre que eu recebia para editar qualquer texto usando o termo “progressive house” para se referir ao “prog house mainstream”, eu o substituia por algum outro nome — geralmente, big room ou EDM, para evitar a confusão que existe há cerca de dez anos, desde a época em que o Beatport permitia que as gravadoras se apropriassem das tags que quisessem. Mas no texto de Lauretti percebemos que nem big room e muito menos EDM serviriam para rotular o tipo de som a que ele estava se referindo. Os dois nomes se tornaram genéricos demais para caracterizar essa estética mais particular, que sim, traz elementos progressivos, mas em uma roupagem bastante pop e acessível às massas. A melhor solução encontrada foi aparentemente simples: vamos manter o nome “prog house” [evidentemente sem a intenção de ofender ninguém] que é como os fãs se acostumaram a rotular o som, e colocar uma nota ao final explicando o caso.

Apesar de o artigo ter tido ampla aceitação entre os fãs de Swedish House Mafia, nunca imaginei que fosse causar um desconforto desse tamanho nos fãs do progressive clássico. Ora, através do nosso colunista Jonas Fachi, sustentamos uma cobertura bastante rica dessa cena. Incontáveis reviews sobre apresentações de nomes como Hernán Cattaneo e Guy J, matérias sobre projetos novos que vêm impulsionando a cena prog nacional… Vocês o conhecem, não conhecem? Se não, leiam os textos dele. Vocês vão curtir. Agora, tudo isso passa a não valer mais nada porque usamos o mesmo termo para nos referir, em um momento específico, a outro gênero musical?

Certo ou errado, com boas ou más intenções, a confusão do passado entre as nomenclaturas dos gêneros já foi feita. Não é culpa nossa. Mundialmente, o estilo que consagrou o Swedish House Mafia é ainda fortemente referido por seus entusiastas como progressive house. Isso passou a pertencer a eles também, gostemos ou não. Aprendamos a dividir. Assim como o dubstep se transformou em algo diferente a partir da onda do Skrillex, no começo desta década. Assim como o deep house hoje é um termo guarda-chuva tão grande que já não tem praticamente nada a ver com o deep house clássico. Os fãs sempre chiam, mas é em vão. E a própria EDM não é unanimidade. Na Phouse, convencionamos o uso da sigla para nos referirmos ao som do mainstream, mas volta e meia alguém reclama que “EDM engloba todo o cenário da dance music”. Não está errado. O termo pode ser usado em mais de um sentido. É tão difícil aceitar isso?

Por um lado eu entendo vocês. Há alguns anos eu discotecava um estilo que gostava de classificar como nu disco ou indie dance. Graças à mesma confusão no Beatport, hoje indie dance/nu disco se tornou algo completamente diferente. O importantíssimo movimento acid house no Reino Unido não tocava apenas acid house. Entre Estados Unidos e Inglaterra, “garage” significa duas coisas diferentes. No Brasil, funk tem um sentido completamente diferente do que nos EUA. Vocês acreditam que o James Brown se importaria? Eu não. Em meu primeiro artigo aqui na Phouse, há três anos, já tinha escrito argumentação parecida: a cooptação é inevitável.

No fundo, é apenas um nome. Uma referência. Mas nunca uma verdade absoluta, objetiva, imutável, escrita em pedra. A música é o que segue importando. A comunhão na pista de dança. Dentro do contexto, todo mundo sabe quem é quem. Ninguém confude a cidade de São Paulo com o Estado de São Paulo, com o santo ou com o time. A palavra “lance” pode ser utilizada para descrever uma jogada em uma partida de futebol, um trecho de uma escadaria ou uma investida em um leilão. E creio que ninguém aqui corre o risco de tentar bater um suco com um mixer da Pioneer. Nem de ir numa noite do Warung esperando ver o Avicii.

Talvez, no artigo de ontem, a gente pudesse ter chamado o estilo de progressive house mainstream. Parece fazer bastante sentido. Mas vamos combinar que fica um nome feio e comprido demais. E talvez não fosse o bastante pra evitar as vaias. Não posso deixar de suspeitar que toda essa raiva que uma galera pegou pelo fato de Lauretti ter usado o termo “prog house” tenha a ver com um ranço, algum tipo de elitismo ou soberba cultural. “Como ousam usar o nome do MEU gênero para descrever essa reles música de playba?” Não consigo não lembrar imediatamente de toda a celeuma causada quando o Seth Troxler tocou um vocal de funk. Vejo muita semelhança entre os casos: uma histeria porque “profanaram minha casa”, “mancharam meu som impoluto”. Vamos lembrar que cada nicho e história tem seu valor para o seu público, e ninguém é melhor que ninguém por aqui — mesmo que, tecnicamente, um som possa até ser mais refinado que o outro.

A gente respeita muito o progressive house. Qualquer um deles. Assim como todos os outros gêneros musicais que dizem respeito ao universo da música eletrônica. E vocês são sempre muito bem-vindos aqui. Vamos combinar que tem espaço pra todo mundo, sem confusão? Sem ódio? Sem precisar diminuir ninguém?

Vamos mirar nossa indignação em coisas mais importantes?

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Opinião

A volta do Swedish House Mafia e o retorno do prog house

Phouse Staff

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Swedish House Mafia progressive house
Um dos eventos mais importantes dos últimos anos no cenário eletrônico deve trazer consequências marcantes
* Artigo por Leo Lauretti

Swedish House Mafia fechou o Ultra Music Festival 2018, a 20ª edição de um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo, e algumas coisas importantes vieram à tona. Durante o show, acompanhei a reação das pessoas nas redes sociais, e muitos falando bem da apresentação em si.

Primeiramente, me chamou a atenção todo o hype que foi levantado para essa performance, e deixo uma pergunta: será que a EDM/prog house* morreu mesmo, ou será que estamos vivendo um retorno desse estilo? Não acho que viveremos algo semelhante ao passado em questão de estrutura musical, mas me arrisco a dizer que algo novo pode surgir com moldes similares aos do passado. Adoraria saber o que vem por aí, e digo isso desde quando descobri, há 30 dias, que o Swedish House Mafia voltaria.

+ Swedish House Mafia “de volta pra valer”

Outro fato curioso é que o trio não tocou nenhuma música nova deles, senão as que fizeram até se separarem. Mesmo assim, as reações têm sido muito boas, o que me leva a questionar: por que músicas de seis, sete anos atrás continuam com o mesmo peso e força, enquanto vemos outras se perdendo em menos de meses? Temos aqui a resposta do que “matou a EDM” há uns anos. Hoje em dia, existem poucas músicas que emocionam como “Don’t You Worry Child”, que marcaram época. Seja agora, seja daqui a dez anos, esses sons continuarão a representar muito para quem vivia ouvindo a track durante o seu auge (2013/14). O low BPM surgiu como uma outra proposta de música para festivais, porém vejo muita saturação e “plasticidade” nos dias de hoje, e, por isso, um alerta.

Por último, o que acontecerá daqui pra frente? Como amante desse estilo do Swedish House Mafia, torço muito pela volta dele, mas muito mesmo. Isso significa que o low vai morrer? Vejo que PODE perder força, mas acho que não morrerá, uma vez que existe um público muito mais conscientizado sobre o assunto, o que possibilita ao gênero se manter em uma constante, ou com apenas uma pequena queda. Quanto ao prog, o futuro está nas mãos dos produtores, meios de mídia, público, e principalmente dos DJs que animam as festas acolherem esse “novo” estilo. Se alguém quiser mudar algo, são estes que podem começar!

+ CLIQUE AQUI para ler mais notícias sobre o SHM

* Nota do Editor: Em face da confusão instaurada nesses últimos dez anos quanto ao termo progressive house — originalmente um estilo bem diferente deste capitaneado pelo Swedish House Mafia —, continuaremos chamando aquele de “progressive house”, enquanto este passa a ser referido como “prog house”, evitando o uso de um mesmo termo para se designar a gêneros diferentes.

** Leo Lauretti é colaborador eventual da Phouse.

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