Not For Us

Consistência e reconhecimento: Rods Novaes fala sobre a trajetória da Not For Us

Com mais de 220 lançamentos, gravadora brasileira está no mercado há oito anos

Todo produtor de música eletrônica sonha em lançar por labels internacionais, mas por vezes a resposta chega de forma negativa com três palavrinhas: “Not for us”, ou, trazendo para o português, “não serve para nós”. Foi a partir desse insight que o mato-grossense Rods Novaes (foto), junto com Wender A. — hoje apenas parceiros de estúdio —, fundou o seu próprio selo, Not For Us.

Segundo Rods, em 2011, ele e Wender tinham um EP com alguns remixes engatilhado para sair em uma label brasileira, mas por contratempos, acabou não rolando. “Ficamos esperando os caras se resolverem por um longo período e nada, fomos atrás de outros selos e também não tivemos sucesso. Tinha um que sempre nos respondia com ‘not for us’, então resolvemos fazer nossa própria gravadora, justamente com esse nome”, contou.

Lançada por Kleber em 2015, “Slaved” já foi tocada por Richie Hawtin

Atualmente se aproximando da primeira década de trabalho, a gravadora fundada no Centro-Oeste já soma um número expressivo de mais de 220 releases, recebendo artistas de todos os cantos do mundo. “Nossa ideia desde o início foi lançarmos nossas músicas, mas no começo abraçamos até alguns produtores estrangeiros. O objetivo central sempre foi soltar música boa, que realmente chamasse nossa atenção, independentemente de gêneros”, seguiu.

Entre os artistas mais expressivos que já deixaram sua marca no catálogo da NFU estão Renato Ratier, Ney Faustini e o francês Alexkid, nomes com uma abordagem musical forte, que sabem traduzir sonoramente o que dá resultado nas pistas. Os suportes de big names comprovam o material de alto nível lançado pelo selo brasileiro. Richie Hawtin já tocou faixas como “Interlude”, de Nik Ros, e “Slaved”, de Kleber, e outros DJs internacionais, como Maceo Plex, Marco Carola, Luciano e Loco Dice, também fazem parte dessa lista.

Marco Carola tocando “Let’s Rock”, de Rods Novaes e Wender A., no Sunwaves Festival, Romênia, em 2016

Para promover a boa música e mostrar a identidade sonora adotada pela Not For Us — voltada ao house e ao techno com característica atemporal —, alguns showcases começaram a ser realizados desde 2013. “Comecei a organizar eventos com o objetivo de trazer nomes que já tinham lançado conosco, mas hoje também convido artistas que eu gosto particularmente”, disse Rods. A preocupação principal é, de fato, entregar uma experiência positiva ao público por meio da música, tanto que um evento realizado neste ano reuniu um B3B de respeito entre Renato Cohen, Anderson Noise e Mau Mau.

Com lançamentos mensais, o selo pavimenta uma estrada de sucesso ajudando a enaltecer e reafirmar a música underground na cultura brasileira. Com o desejo de alcançar novas conquistas e lançar o que existe de melhor no estilo, Rods não pretende estagnar tão cedo. “Esses mais de 200 releases são apenas o começo. Agradeço a todos que lançaram com a gente, nos dão suporte e levam o nome da Not For Us pelo mundo. Estaremos sempre focados em compartilhar o melhor da house, do techno e suas vertentes para o maior número de amantes da eletrônica”, finaliza.

* Marllon Gauche é colaborador da Phouse.

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