© Alisson Demetrio | 2016

Rótulos são secundários; o que realmente importa é o impacto que eles podem causar.

No último final de semana, a atual hashtag mais popular — e controversa — da cena eletrônica brasileira aterrissou com tudo na Audio Club, em São Paulo, para uma noite com casa lotada e muita gente bonita. Realizada pela UP Club em parceria com a Plus Talent, a festa Brazilian Bass, como de praxe, contou com um time de DJs que faz jus à sua relevância: Liu, Bhaskar, Dazzo, Illusionize e, claro, o Alok, principal precursor do novo gênero, que levou o seu público ao delírio. Além dele, Liu e Illusionize foram os que mais se destacaram no evento.

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Alok e Liu tocando a faixa “Bolumback”- © Alisson Demetrio | 2016

O novo Brazilian Bass divide muitas opiniões em toda a cena nacional, e aqui na Phouse já foi tema debatido — inclusive com vídeo do DJ Zegon com o Alok, tentando colocar panos quentes na polêmica. Fato é que, quer você ame ou odeie o rótulo, não dá pra negar o barulho que essa cena vem fazendo, e por isso fomos conferir bem de perto pra ver melhor o que ela significa no cenário nacional, sem entrar no mérito da polêmica se o som pode ser enquadrado na paleta do “bass” ou não.

Por mais que parte da galera da bass music vire o olho no Brasil, o Brazilian Bass encontrou o seu nicho, e tem agradado geral dentro dele. A superlotação da festa na Audio foi uma prova disso — muitas pessoas que não garantiram ingresso antecipado tentaram entrar na hora, mas já não tinha mais lugar. Vendo tudo isso de perto, concluímos que as etiquetas, isto é, como vamos chamar o som/gênero/estilo, não são o mais importante; o que realmente importa é o impacto que esse movimento gera na música eletrônica, no Brasil e no mundo. A cena dessa nova revolução nacional está sendo cultuada por muita gente, sobretudo pelo consumidor final, que é quem paga o ingresso pra ir em festas e clubs.

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Isso não quer dizer que você é obrigado a gostar, “engolir” ou mesmo aceitar esse ou qualquer outro estilo, mas ao menos procure fazer mais pela bandeira que você acredita, seja ela techno, deep house, trap, baile funk ou EDM. Por que não criar o seu próprio movimento e ir à luta? Obviamente é muito mais difícil e trabalhoso que ficar apenas odiando e criticando quem você despreza, mas é também muito mais compensador — pra todo mundo. Por bem ou por mal, é isso que a galera da Brazilian Bass vem fazendo (injetados por bastante marketing, é claro, o que não é demérito algum). Moral da história: fazer mais e falar menos. O resultado você sente na pista de dança — e na bilheteria.

Agradecimento especial ao Felipe Lobo e a Taty Cardoso, que nos recepcionaram atenciosamente no evento. Abaixo você confere algumas fotos do evento, cedidas gentilmente pelo incrível fotógrafo Alisson Demétrio:

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