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O DJ de techno Ben Pearce é mais um músico a revelar a gravidade da depressão

Flávio Lerner

Publicado em

20/07/2016 - 14:20

O britânico cancelou todas as suas gigs em 2016 para se tratar da doença; infelizmente, ele não foi o primeiro e nem será o último da indústria a passar pelo problema.

O DJ e produtor de techno Ben Pearce é uma nova vítima da depressão. Na segunda-feira, o artista afirmou, através da sua página no Facebook, que está cancelando todas as suas datas para o resto deste ano para poder tratar o problema.

“É com muita tristeza que estou cancelando todos meus shows em 2016. Tenho lutado contra a depressão nos últimos anos e, mesmo com ajuda profissional, acabei chegando num ponto em que percebi que essa é a única opção que me restou”, escreveu o DJ inglês, salientando não estar encerrando a carreira, mas dando um tempo para tentar recuperar um estado mental saudável. “[A depressão] É um problema real, que não é debatido o suficiente na nossa sociedade ou na indústria musical, e eu espero que meus fãs e colegas entendam a minha decisão. Pode parecer fácil se esconder atrás de redes sociais e drogas e fingir que nada está acontecendo, mas isso não se sustenta no longo prazo.”

Apesar de muita gente desdenhar e considerar um problema menor, “falta de laço” ou frescura, a depressão é uma doença extremamente grave e perigosa, que sem a devida ajuda profissional pode arruinar vidas, carreiras, relacionamentos e até levar ao suicídio — como esquecer do lendário Fausto Fanti, do Hermes & Renato, que nos deixou tragicamente em 2014? Não à toa, o universo dos artistas, sobretudo dos DJs e músicos, é um terreno bastante fértil pra desencadear a depressão e outros tipos de complicações mentais. Ainda assim, o assunto é tabu, e como Pearce falou, não é debatido o suficiente. Neste caso, temos que salientar o bom trabalho que a editoria da VICE tem feito sobre esse tema.

No começo deste mês, Nick Jarvis escreveu para o THUMP [canal de dance music da VICE] a matéria “Como o trabalho de DJ pode ser péssimo para a saúde mental”, que aborda justamente como a rotina quebrada causada por turnês, falta de sono e exercícios físicos, alimentação inadequada e o consumo excessivo de drogas podem levar os DJs a problemas muito graves. O exemplo de Avicii — que teve que ser hospitalizado algumas vezes e neste ano decidiu encerrar a carreira de DJ — é um dos mais notáveis, mas Jarvis também citou Erick Morillo, Benga e deadmau5 como artistas famosos do cenário que enfrentaram problemas semelhantes. A produtora Louisahhh e o italiano Crookers também revelaram ao autor que tiveram que escolher a sobriedade total para conseguir manter suas carreiras em pé.

“A Victoria University publicou um relatório no ano passado, ligando a prevalência de problemas de saúde mental entre os profissionais da arte a baixos salários, excesso de horas extras e problemas de segurança nas condições de trabalho. E 60% dos músicos pequisados pela instituição beneficente inglesa Help Musicians afirmaram já ter sofrido de depressão”, escreveu o autor. “Mas mesmo aqueles que surfam a onda do sucesso correm risco de sofrer com a saúde mental. Sono defasado, isolamento na estrada e longos meses longe das redes de apoio proporcionadas por família e amigos, um círculo de colegas em que a competição é forte e as críticas comem soltas, haters de internet, e um trabalho caracterizado tanto por auges estonteantes quanto por pontos baixos devastadores: tudo isso pode trabalhar em conjunto para tornar muito ruim a vida até mesmo do artista de maior sucesso. Some-se a essa equação também um estilo de vida repetitivo, que muito provavelmente funciona na base de fast food, nenhum exercício físico e consumo exagerado de drogas e álcool, e não falta mais nenhum componente para o desespero.”

Antes desse texto, porém, a VICE já tinha diversas outras publicações a respeito. O NOISEY, sua outra plataforma sobre música, mantém desde 2015 a coluna “The NOISEY Guide To Music and Mental Health” [“O Guia NOISEY Sobre Música e Saúde Mental”], que reúne cerca de 20 publicações sobre o tema, incluindo entrevistas e depoimentos de artistas que enfrentam ou enfrentaram os mais diversos tipos de problemas psicológicos, como ansiedade, bipolaridade, TDA, e a famigerada depressão. No ano passado, Ryan Bassil defendeu que “A indústria da música precisa acordar e apoiar artistas com problemas de saúde mental”.

Já neste ano, a VICE dedicou a terceira semana de maio para ser a “Semana da Conscientização da Saúde Mental”, focando na indústria da música. A partir daí, eles produziram o minidocumentário A Light Went Out: A Short Film About Mental Health in the Music Industry [veja acima], que traz dois músicos independentes e seus relatos sobre problemas de ansiedade, deslocamento social e depressão na infância e juventude, e como a música pode ajudar com essas questões, mas também servir de escape, junto com as drogas.

Um mês antes, em abril, o jornalista e músico John Doran escreveu sobre como a indústria musical está repleta de gente completamente despirocada das ideias — pessoas que provavelmente não prosperariam em outros mercados, mas que mesmo lunáticas, conseguem certo sucesso. O próprio Doran é autor do livro autobiográfico Jolly Lad, no qual conta como se recuperou de alcoolismo, problemas com drogas e transtornos psíquicos.

O fato é que Ben Pearce não foi o primeiro e não será o último artista a ter que interromper a carreira por problemas psicológicos — e não podemos esquecer de casos emblemáticos dentro da música, como Ian Curtis, do Joy Division, e Kurt Cobain, do Nirvana, que cometeram suicídio e se transformaram em espécie de mártires, ou outros como Amy Winehouse e Michael Jackson, que possuíam vidas e psiques completamente problemáticas e turbulentas, o que também eventualmente os levou à morte. De fato, o mundo da música é um prato mais do que cheio para Freud.

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Notícia

Marisco Festival tem programação diversa na próxima semana

Flávio Lerner

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Marisco Festival
Em 2017, o Marisco Festival rolou no Colégio do Jockey Club. Foto: Reprodução/Facebook
Terceira edição do festival mescla música, conversas e oportunidade para produtores

Organizado pela label Mareh Music, de Guga Roselli, o Marisco Festival traz uma programação bastante diversa para este ano, em São Paulo. A terceira edição do evento foi dividida em quatro datas: um show especial que rolou nessa última quarta [30], com banda em tributo ao lendário maestro brasileiro Lincoln Olivetti; dois dias da chamada “Talks”, que traz painéis, conversas e até juri para avaliar produtores brasileiros [dias 06 e 07]; e o festival em si, no dia 09, que traz Ed Motta como principal atração, além de DJs e produtores como Nuts, Selvagem, Edu Corelli e Roger Weekes e Ashley Beedle [Inglaterra].

Um dos destaques da Talks é uma grande oportunidade para novos talentos nacionais que produzem sons que casam com a proposta da Mareh — isto é, música eletrônica groovada e tropical, mais voltada à disco music, disco house, sons baleáricos e brasilidades. A mesa “New kids on the block” vai trazer dez músicas de produtores brasileiros para serem tocadas e julgadas ao vivo por três DJs experientes: Caio Taborda [Gop Tun], Mari Rossi [We Sounds] e Benjamin Ferreira [Stay Free].

+ Um mergulho na rica discoteca de Chaves e Chapolin

As faixas serão selecionadas mediante seleção prévia do DJ Camilo Rocha, um dos curadores do evento. Para participar, basta enviar até as 18h do dia 05 sua faixa em 320 kbps para o camilorocha68@gmail.com e ficar na torcida. Os dez escolhidos serão convidados a participar do evento — segundo o Camilo, quem não estiver em Sampa poderá assistir posteriormente à sessão em vídeo.

Além da mesa, haverá ainda inúmeros outros painéis com grandes expoentes da cena nacional, como Tessuto, Claudia Assef, L_cio, Carrot Green e Sonia Abreu.

Expoente do groove nacional, Marcos Valle foi atração em 2017. Foto: Reprodução/Site oficial

Confira a programação completa da Talks e do Festival:

Marisco Talks: Conversas e escutas sobre música

Local: Cobertura do Excelsior Hotel — Av. Ipiranga 770, Centro

QUARTA – 6 de junho

A cidade e a música 17h – 18h

Pena Schmidt, consultor de produção musical, Fabiana Batistela, diretora do SIM São Paulo, e Paulo Tessuto (DJ e fundador da festa Capslock) falam sobre desafios e oportunidades nas relações entre as cidades e a música que é vivenciada nelas.

Futuro do pretérito 18h15 – 19h15

Os produtores musicais L_cio e Carrot Green falam sobre os passos da criação do edit/remix, da recriação ao licenciamento, a partir de suas experiências nessa área.

Os discos mais raros do Brasil pt. 1 19h30 – 20h30

Os DJs Nuts e Paulão tocam e comentam raridades nacionais das suas coleções enquanto conversam com o público sobre música brasileira, colecionismo e garimpagem de discos. Mediação de Renata Simões.

Dancing queens: as mulheres da disco brasileira 20h45 – 21h45

Duas mulheres icônicas da disco music brasileira, a DJ Sonia Abreu e Vivian Costa Manso (Harmony Cats) falam sobre suas experiência como artistas femininas na indústria musical e na noite dos anos 70. Mediação de Claudia Assef.

QUINTA – 7 de junho

Disquecidos 16h – 17h

Há quatro anos a Vice Brasil vem contando as histórias por trás de discos que não estouraram em seus lançamentos, mas que se tornaram referências musicais, fetiches de colecionadores e raridades no mercado de vinis. O repórter Peu Araújo fala sobre os bastidores desses papos.

New kids on the block 17h15 – 18h15

Diante do público e um júri, novos produtores exibem faixas para julgamento ao vivo de três DJs com tarimba de anos de pista: Caio Taborda, Mari Rossi e Benjamin Ferreira.

REGRAS:

1) Cada produtor pode enviar apenas uma música

2) A música tem de ser em arquivo MP3 320 kbps. Para a seleção final, que será executada no evento, pediremos uma versão em WAV.

3) Preferimos que o estilo musical esteja coerente com a proposta do Marisco Festival, que fica no meio do caminho entre disco music, house e música brasileira.

4) Só serão aceitas músicas enviadas até 5 de junho às 18h.

5) Envie música ou link para camilorocha68@gmail.com

6) Os produtores selecionados serão avisados individualmente e convidados a ir ao evento.

Qual é a cara desse som? 18h30 – 19h30

Por que é importante construir uma identidade musical? E como se faz e não se faz isso? Venha ouvir as experiências e opiniões de três artistas sobre o tema: os DJs Max Underson, da Coletividade Namíbia e Capslock, Luanda Baldijão e Mauricio Fleury, do Bixiga 70.

Os discos mais raros do Brasil pt. 2 19h45 – 20h45

Augusto Olivani, da Selvagem, e Tata Ogan falam sobre pérolas da música brasileira da sua coleção, tocando discos e conversando com a plateia sobre coleção, pesquisa e recantos obscuros da música do país. Mediação de Guilherme Menegon.

Entrevista no palco – Ashley Beedle 21h00 – 22h00

Protagonista da música e pista britânica desde a acid house, participante de projetos históricos da house music como X-Press 2 e Black Science Orchestra, Beedle vai falar sobre história e carreira com Camilo Rocha. Uma oportunidade única de conhecer de perto os saberes e experiências de um dos mais celebrados veteranos da cena eletrônica.

Marisco Festival: Sábado, 09 de junho

Local: ainda a ser anunciado

Atrações:

Ed Motta (Baile do FlashBack)

Lincoln Olivetti BAND

Ashley Beedle

DJ Nuts

Selvagem

Edu Corelli 

Roger Weekes

Benjamin Ferreira

Vitor Kurc

DJ Paulão

Tata Ogan

Marcelo Dionisio

+ Mais nomes a serem anunciados

Os ingressos estão disponíveis via Event Brite. Mais informações podem ser encontradas no site oficial.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Entrevista

Grupo Laroc revela detalhes sobre novo clube underground

Flávio Lerner

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Laroc underground
Nova casa terá projeto arquitetônico semelhante ao Laroc. Foto: Divulgação
Nova casa ficará exatamente ao lado do Laroc Club, em Valinhos
* Atualizado em 28/05/2017, às 19h47

O Grupo Laroc anunciou recentemente que está abrindo uma nova casa noturna, totalmente voltada à música eletrônica underground. A partir daí, a Phouse entrou em contato com Mario Sergio de Albuquerque, sócio-diretor do Laroc Club, que, além de confirmar a inauguração do empreendimento para 2018, revelou à coluna mais detalhes sobre o novo espaço.

Quando e onde

Segundo Mario Sergio, já está definido: o clube abre entre outubro e novembro deste ano. A localização será literalmente ao lado do Laroc, no quilômetro 118 da Rodovia D. Pedro I, em Valinhos, SP. Logo, o complexo que já abriga o Laroc Club e a casa de shows Folk Valley ganhará um novo membro dentro de poucos meses.

“O novo club vem pra ser a terceira casa do grupo, dentro de um complexo que praticamente estamos criando de entretenimento na cidade de Valinhos. É exatamente ao lado do Laroc, numa área mais elevada, mais alta, com uma visão 360 das montanhas, bem mais verde, super bacana”, revela o business man. “É como se fosse uma segunda pista, mas não é. As conversas surgiram dessa maneira, mas decidimos que é outro clube, outro nome, outra identidade, outra história”, continua.

Por estar em fase final de desenvolvimento, o nome ainda não foi revelado.

“A nova casa vai prezar muito pela capacidade musical e liberdade para experimentações, com identidade forte no underground. Assim, deixamos o Laroc com o estigma do pop.”

Por quê

Criado há dois anos e meio, o Laroc costuma dar muito espaço a artistas da cena house/techno underground, abrindo noites completamente voltadas a esse nicho. Essas noites, porém, não costumam encher a casa, que tem capacidade para até seis mil pessoas. Assim, Mario Sergio explica que em um ambiente menor, diminuindo o tamanho e o custo operacional, fica muito mais viável seguir trazendo essas atrações — e também mais interessante do que a ideia inicial de abrir uma segunda pista. Segundo ele, a casa terá capacidade para cerca de duas mil pessoas.

“A gente sabe que tem umas cinco datas no ano que aceitam uma segunda pista e que têm público suficiente pra acomodar mais do que as seis mil pessoas. Mas a gente também entende que abrir uma pista apenas cinco vezes no ano seria algo ocioso, então não seria tão interessante, já que a ideia é aumentar o volume de operações. O Laroc abre hoje em 18 datas no ano, vai passar a abrir 14 — uma por mês mais duas durante o Carnaval —, e o club novo vem pra abrir mais 12 datas. Com isso, os dois clubes passam a ter 26 datas, o que nos dá mais oito eventos no ano, e com maior pluralidade de atrações. Praticamente, de quatro finais de semana de um mês, o grupo abre em três: Laroc, club novo e Folk”, explica.

“A nova casa vai prezar muito pela capacidade musical e liberdade para experimentações, com identidade forte no underground. Assim, deixamos o Laroc com o estigma de mais mainstream, mais comercial, mais pop. Esse é o principal motivo da abertura de um novo espaço: entender que a gente tem um público muito bom de techno/tech house, mas que o Laroc ainda é muito grande.”

Isso não significa, no entanto, que a sonoridade do Laroc será sempre a mesma. “Sempre bati na tecla de que o Laroc era um club multicultural que poderia atender qualquer tipo de evento, e isso continua existindo”, segue de Albuquerque. “Não é porque vamos ter um club menor que eu vou deixar de trazer artistas de techno pro Laroc. Se eu tiver um Carl Cox, um Solomun, vou fazer ali.”

Laroc underground

Complexo de entretenimento em Valinhos tem Folk Valley, Laroc e espaço mais à direita para o novo clube. Foto: Divulgação

Identidade

Mario Sergio revela que o novo espaço traz a mesma assinatura visual das outras duas casas do complexo em Valinhos, mas adaptada para traduzir seu próprio conceito. “Todas as casas do grupo têm as mesmas características. Elas são conceituadas a partir da tenda, que é nosso artigo principal. Tanto Laroc quanto Folk têm a mesma característica arquitetônica, e o clube novo vem na mesma linha, inclusive de layout e acabamentos”, revela.

“O público é exigente em todas as vertentes, não é porque é underground ou mainstream, e a gente manterá esse nível de excelência, de qualidade, no clube novo. Vamos agregar bastante em produção, que é um diferencial da nossa parte, porque os clubes do underground são mais minimalistas, não têm tanto esse nível de exigência. Então este é mais um motivo pra trazermos esse conceito novo pro underground, com características fortes do nosso grupo.”

O sócio-diretor também explicou como se divide a construção do projeto gráfico: “A concepção do Laroc, os projetos, desenhos, foi feita por nós, os sócios. Somente a parte de stage design, light design e video content foi produzida por um escritório holandês, o TWOFIFTYK, que provavelmente estará conosco nesse projeto também, desenvolvendo a parte interna da tenda, de palco e tudo o mais. A gente deve ter um pouco mais de pegada cenográfica na parte externa, brincando com o ambiente, e deixar a casa com características diferentes — mais luz, menos led, menos papel picado, mas ao mesmo tempo com bastante efeito visual.”

“Não é porque vamos ter um club menor que eu vou deixar de trazer artistas de techno pro Laroc. Se eu tiver um Carl Cox, um Solomun, vou fazer ali.”

O Laroc não corre riscos?

Em pouco tempo de existência, o Laroc vem sendo considerado por muitos — de artistas a frequentadores — como um dos melhores clubes do mundo. Perguntei ao Mario Sergio se, agora que o clube vai mais ou menos se dividir em dois, deixando a parte mais pop/comercial ao Laroc, ele não corre o risco de perder um pouco do seu charme e prestígio. O empresário foi acertivo:

“Não, muito pelo contrário. A gente ganha força como grupo agindo em bloco, a gente vê cases de sucesso pelo mundo como o próprio Hï Ibiza, que é um derivado do Ushuaïa — que é um pouco diferente, lá um é clube dia e o outro é noite… Nós manteremos o club novo também como sunset club, porque o ambiente segue tendo bastante a agregar, mantendo a história do pôr do sol como atrativo. Isso atrai mais fatores positivos e deixa o Laroc ainda mais exclusivo, porque diminui o número de aberturas: uma por mês dá pra ficar com saudade e querer ir de novo. Ao mesmo tempo, cria mais uma opção pra outra vertente musical, outro tipo de público, o que também será um diferencial nosso”.

A nova casa deve ter seu nome e mais detalhes revelados dentro dos próximos meses.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Notícia

DJ Marky leva sua festa Influences para novo espaço cultural em SP

Flávio Lerner

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Tokyo
Foto: Reprodução
Inaugurado em maio, o Tokyo ocupa um prédio de nove andares com diversas atividades

Nesta sexta-feira, 18, o lendário DJ Marky estreia um novo ambiente para sua já tradicional Influences, noite em que usa toda sua técnica nos decks para passear pelas músicas que moldaram seu caráter musical — da música brasileira, passando pela disco, soul, funk e jazz à house music e ao drum’n’bass, sobretudo em discos antigos e raros, que o DJ vem colecionando em países como Japão, Portugal, Austrália e Inglaterra.

No ano passado, quando o entrevistei, o Marky falou sobre o conceito da Influences: “É uma festa em que toco todos os estilos que foram essenciais na minha carreira. É mais do que uma noite, é uma aula. As pessoas têm que ir com a cabeça aberta. E direto recebo vários DJs, justamente porque é uma noite diferente, que falta no circuito, já que a maioria das noites é só o mesmo estilo de música”.

Em 2014, o DJ Marky mandou um set de influências no Boiler Room

A festa, que nasceu no Vegas e depois mudou para o Pan-Am, será hoje no Tokyo, espaço cultural e gastronômico inaugurado neste mês no centro da capital. Longe do conceito tradicional de casa noturna, o Tokyo ocupa um prédio inteiro de nove andares na Rua Major Sartório; os andares reúnem karokê, bar, restaurante, instalações e oficinais de economia criativa durante o dia. Na cobertura, uma pista de dança com vista para o Copan e o Edifício Itália — e é nela que Marky comandará a noite, a partir das 23h.

A ideia da Influences, que teve sua última edição realizada em março de 2017, é voltar a fixar uma periodicidade a cada um mês e meio, quando o artista está no Brasil. Apesar de as possibilidades serem boas, o Tokyo ainda não está confirmada como nova casa oficial da festa. Você pode conferir mais detalhes da noite de hoje na página do evento.

Vídeo promocional revela mais detalhes do funcionamento do Tokyo

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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