Disclosure
Disclosure pose for a portrait at the Red Bull Beat Boat in Vienna, Austria on August 30th, 2013 // Matthias Heschl/Red Bull Content Pool // P-20130831-00041 // Usage for editorial use only // Please go to www.redbullcontentpool.com for further information. //

Às vésperas da prova mortal do segundo álbum, o duo britânico volta a surpreender; desta vez, contudo, não é pela música.

Distopia é o exato oposto de utopia: um cenário caótico, decadente; a antítese da perfeição. Por ser conquistador de espaços cada vez mais autênticos na dance music atual — agradando tanto os gregos como os troianos do duelo mainstream X underground —, o duo britânico Disclosure é, ao menos por ora, um grande sucesso, e parece estar longe de futuro tão nebuloso.

Vamos recapitular: os jovens irmãos Lawrence, nos primeiros anos desta década, foram pouco a pouco criando burburinhos com suas produções, que se destacavam cada vez mais no cenário hipster-underground da música de pista. Em 2013, a confirmação veio com Settle, álbum repleto de hits prontos para a pista de dança a partir de uma pegada garage repaginada, afiada e cool. Não demorou muito e os caras já começaram a ser comparados até aos Chemical Brothers, e, quando percebemos, já estavam por toda a parte: você dançava F For You na balada descolada e ouvia Latch na playlist [gratuita] de Spotify da sua academia, ao lado dos maromba do Whey. Mérito total dos garotos, que atingiram o pop sem precisar fazer qualquer coisa que soasse remotamente EDM.

Dois anos depois e chegou a hora da verdade conhecida como “o desafio segundo álbum”: a prova de fogo que separa os fogo de palha dos gente grande. E se tem um momento em que a limonada deu sinais de que poderia azedar para os inglesinhos, foi a partir daí. Primeiramente, lançaram Bang That, uma experiência musical ousada, completamente diferente do que fizeram anteriormente; não empolgou, nem para a crítica especializada, nem para os fãs. Aí parece que os irmãos se assustaram e deram uma recuada: voltaram atrás, dizendo que Bang That não era single novo coisa nenhuma, e pouco tempo depois vieram com Holding On, produzida a partir da mesma fórmula de Settle — vibe garage revival, batidas empolgantes, vocais soulful [quem empresta a voz é o vencedor do Grammy de melhor álbum de jazz em 2014, Gregory Porter] e ganchos poderosos. Foi o suficiente para agradar geral, mas não deixou de ser uma cópia piorada de tudo de bom que o Disclosure já fez anteriormente. E aí mora o perigo.

Quando parecia que o Disclosure estava, portanto, fadado a falhar em seu disco novo, ao tentar repetir a fórmula de sucesso que o consagrou e assim cair em certo ostracismo, eles conseguiram surpreender mais uma vez. Poucos dias depois de soltar na web um trailer de menos de um minuto chamado “Caracal Film Trailer”, saiu clipe novinho para Holding On, seguido pela agradabilíssima notícia: pra promover Caracal, o tal segundo álbum que chega em setembro, os irmãos Lawrence estão lançando um curta-metragem homônimo, que será dividido em quatro videoclipes dirigidos por Ryan Hope. E eu não sei vocês, mas me amarro demais em clipes bacanas — tanto os que contam com tramas envolventes quanto aos que apenas dispõem de imagens bonitas e abstratas sincronizadas com a música.

Vendo o vídeo novo, voltei a me empolgar com os caras: ainda acho a música nova meio sem sal, mas ela certamente parece mais interessante. Na produção audiovisual — a primeira parte, portanto, do curta —, temos finalmente a tal da distopia: um futuro sombrio à lá, em que as pessoas são quase escravas da tecnologia; soldados-máquina vigiam tudo e todos, e uma pessoa é a esperança dos rebeldes para reverter esse cenário nebuloso: a medium Mariela, que parece adquirir novos poderes sensoriais ao tatuar, com uma tinta especial, o rosto do felino caracal em suas costas. Eu sei, soa bem cliché; uma fórmula narrativa que já foi usada incansavelmente em romances e blockbusters — de Blade Runner a Matrix, passando por Star Wars. Mas ainda assim funciona bem demais, não é não?

Se o futuro do Disclosure penderá mais para a utopia ou para a distopia, só a partir de 25 de setembro para sabermos melhor; até lá, porém, o que empolga mesmo é a ficção distópica criada para promover o novo álbum da dupla.

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