Hear Me Now

O poder da música: “Hear Me Now” ajuda jovem de Joinville a sair do coma

Faixa de Alok e Bruno Martini é uma das favoritas de Lucas de Souza

Na última semana, a TV Record de Joinville, Santa Catarina, contou a história de Lucas de Souza, de 23 anos, que sofreu um grave acidente de moto em 10 de abril de 2018. A colisão com uma árvore lhe causou fraturas por todo o corpo, traumatismo craniano e uma grave lesão no córtex frontal, região do cérebro responsável por processar as informações dos movimentos que executamos.

O jovem ficou em coma durante os primeiros 15 dias de tratamento no hospital São José de Joinville, e ao que tudo indica, um dos fatores que o fez sair dessa condição foi o hit “Hear Me Now”.“Quando ele estava já há dez dias na UTI eu comecei a pesquisar, correr atrás, porque nesses dez primeiros dias a gente não sabia o que fazer, não comia não bebia, não fazia nada”, contou Odair José de Souza, pai de Lucas. A reportagem foi ao ar no último final de semana, no Domingo Espetacular, e depois, na segunda-feira, exibida no Balanço Geral, para toda a região norte do Paraná, e no telejornal RIC Notícias, para todo o estado.

“Eu pesquisei que a música em algumas ocasiões na UTI ajuda o subconsciente do paciente, aí eu fui no sábado e pensei: vou colocar as músicas que eu gosto de curtir, ouvir e ele também”, segue narrando. O pai conta que a tentativa não obteve sucesso. Os batimentos cardíacos não tiveram alteração e o jovem não esboçou nenhuma reação.

Foi então que Maria Eduarda, irmã mais nova de Lucas, se lembrou da faixa de Alok e Bruno Martini com Zeeba, uma das favoritas do rapaz. A música fez os seus batimentos cardíacos dispararem e ele, pela primeira vez desde o acidente, mexesse a mão para se comunicar com o pai.

Lucas respondia às perguntas e atendia as suas recomendações. “Se tu tiver ouvindo o pai agora, aperta a mão do pai”, pediu Odair. “E ele apertou! Ele apertou a minha mão”, descreveu. “Eu falei: ‘então para’, e ele parou. ‘Agora faz carinho no pai’, e com o dedão ele começou a fazer carinho em mim”, completa.

Neurologista consultado pela reportagem da Record, Felipe Ibiapina explicou: “Tem sido provado em alguns estudos de ressonância magnética funcional e eletroencefalograma que determinadas músicas, principalmente aquelas que faziam parte da bibliografia musical do indivíduo, que já tinham algum vínculo emocional com aquele indivíduo, têm um efeito positivo na ativação cerebral de determinadas áreas, principalmente de memórias e emoções”.

Alok compartilhou a reportagem em suas redes sociais, se disse extremamente feliz com a história e anunciou que vai se encontrar com Lucas nesta sexta-feira, dia 18, quando se apresentará na cidade catarinense. Confira abaixo:

À Phouse, o astro brasileiro falou sobre sua relação mais profunda com a música, em sua busca por fazer o bem e impactar positivamente a vida das pessoas. “Acho que tudo faz sentido quando eu vejo que a música cria uma relação muito além da diversão, mas de resultados provenientes de todo o trabalho envolvido ao longo desses anos”, declarou.

“Antes eu procurava respostas e não encontrava; acabei encontrando no sorriso das pessoas que de alguma forma contribuímos para uma melhoria na qualidade de vida delas. Saber que nossa felicidade depende da felicidade dos outros é o primeiro passo pra termos um pouco mais de compaixão com o próximo. Hoje tudo faz sentido, e convido a todos verem sentido ajudando alguém também. Seja como for…”

Coprodutor de “Hear Me Now”, Bruno Martini também deu seu depoimento pra gente: “Eu sempre falo que quando escuto música, não é só com os ouvidos. Acho que acabo escutando sempre pelo corpo inteiro, sabe? E é realmente muito bonito de ver essas coisas. A conexão que as pessoas têm com a música, como elas se conectam, e a sensação que causa dentro delas.

“Se é pra uma ou pra cem milhões de pessoas, é muito gratificante saber que de alguma forma você conseguiu tocar os outros com a sua arte. Sempre que faço as músicas, coloco tanto coração que fico muito feliz quando vejo que as pessoas se conectam com essa emoção que coloco em cada faixa”.

Filantropia

Alok também parece estar cada vez mais engajado em ajudar as pessoas mais necessitadas. Recentemente ele também divulgou em suas redes um vídeo com ações de sua visita à na comunidade Rio do Vigário, em Canudos, no interior da Bahia, mostrando como ficou emocionado com a transformação do local. 

O DJ é padrinho da ONG Fraternidade sem Fronteiras, que promove o Retratos da Esperança. O projeto presta assistência a famílias em situação de extrema pobreza no sertão nordestino.

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