Marky, Meme, Nana Torres, Marcelo CIC, Nedu Lopes, Cinara, KL Jay, Ney Faustini…  No Dia do DJ, dezessete disc-jóqueis de destaque dão a sua visão sobre o ofício.

Chegamos a mais um dia do DJ e, diferentemente do ano passado, em que escrevi #textão refletindo sobre o que essa sigla e toda a arte, a dedicação, o profissionalismo e, sobretudo, a simbologia histórica que ela evoca significam, neste ano achei mais adequado deixar a cargo deles, os protagonistas dessas duas letrinhas. Assim, lancei a pergunta — clichê, é verdade, mas nem por isso menos valorosa — a uma pequena seleção homogênea de DJs-destaque do nosso país sobre o que eles entendem que ser um disc-jóquei representa. Teve frase curta, reflexão profunda, depoimento emocionado e até mesmo poesia à lá Shakespeare. Com vocês, o DJismo, pelos DJs:

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Marky: Ser DJ é um monte de coisas: é o meu amor pela música, é o meu amor por descobrir coisas novas, por tentar fazer um trabalho diferente, ensinar as pessoas… É levá-las numa viagem bacana com muita música, alegria, diversão e devoção — quando elas me vêm tocando, elas veem isso estampado no meu rosto. Eu sou um cara que vivo música, respiro música, e ser DJ é tudo isso e muito mais; é um fato meio inexplicável. Se eu não fosse DJ, eu não sei o que eu seria, o que eu ia fazer da minha vida. Eu não sou DJ por moda, comecei a tocar com nove anos de idade, e hoje tenho 43. E o meu reconhecimento tá aí, no mundo inteiro.

Nana Torres: Ser DJ é despertar sentimentos e se conectar com as pessoas através da música.

Meme: Música é sem dúvida o meu grande amor, e a profissão de DJ é de alguma forma o meu contrato de casamento e fidelidade com ela, onde eu sempre dou tudo e não peço nada em troca.

KL Jay: Ser DJ é ser… eis a questão. É um privilegio e uma missão.

Ney Faustini: Ser DJ é respirar música, e um exercício continuo em tocar a faixa
certa, na hora certa.

Marcelo CIC: Vida — essa é a melhor resposta que posso deixar aqui. Tudo que sou, tudo que conquistei e tudo que construí até o momento foi a música que me deu. Hoje, não imagino minha vida sem a música. Ser DJ é algo muito valioso, deveria estar sendo levado mais a sério hoje em dia.

Omulu: É a divertida arte de entreter pistas, balançar quadris e educar ouvidos.

Nedu Lopes: Significa poder trabalhar com que eu amo! É um hobby de adolescente que se transformou naturalmente em profissão. Ser DJ é ter o fascinante poder de conduzir o humor das pessoas usando músicas.

Tati Pimont: Ser DJ é poder passar sentimentos bons em forma de músicas que te fazem bem, através da escolha certa, no momento ideal, dando sequência a uma história que marcará a vida das pessoas que estão ali pela música, pela dança e pela diversão.

Leo Justi: É a hora do desafio, de botar meu som, buscando algo profundamente pessoal mas que também se conecte ao máximo de pessoas na pista.

Fran Bortolossi: Ser DJ representa primeiramente amar música e escolher viver dela, por mais difícil e incerta que às vezes essa decisão possa ser, e participar da vida das pessoas num dos momentos mais especiais, que é quando elas buscam diversão e escape de suas realidades do dia a dia. Nós, DJs, temos grande responsabilidade e devemos ser profissionais e artistas para entregar as melhores experiências nesses momentos.

Tahira: O DJ é um contador de história que se expressa em forma de música.

Dre Guazzelli: Significa transformar o amor que eu sinto através da música. Significa trazer excelentes momentos bonitos para as pessoas. Significa conversar com olhos fechados. Música, assim como o amor, é linguagem universal, e isso representa a vida.

Leonardo Ruas: Poucos diferenciam o amor pelo OFÍCIO do amor pelo NEGÓCIO. Ser DJ é amar o ofício e viver uma cultura. Discotecar é uma comunicação, uma forma de contar histórias pessoais, e não simplesmente executar “músicas-de-BPMs-idênticos”.

Cinara: Não me imagino não sendo DJ, posso dizer que minha vida é ser DJ. Trabalhar com o que amo, conhecer lugares e pessoas pelo mundo e proporcionar a elas um momento para esquecer problemas e só sentir todos em volta ressoando na mesma frequência; tem coisa melhor?

Magal: Ser DJ é um modo de vida. É ir além de fazer as pessoas dançarem. É ter o poder de passar a informação.

Camilo Rocha: O DJ, primeiramente, é quem move a festa ou sonoriza seu mundo — a maior parte dos DJs que ouvimos hoje são através de sets na internet, e nem todos são para dançar. O DJ é também um escavador, historiador e curador, acho que não existe outro tipo de profissional que mergulhe tão exaustivamente no grande acervo musical da humanidade. Por fim, ele é divulgador, propagador de informação musical, ou seja, peça-chave no caminho entre quem faz música e quem ouve.

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