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O Wesley Safadão se juntou ao “David Guetta do funk carioca” pra fazer um som EDM

Flávio Lerner

Publicado em

08/01/2016 - 20:16

dennis e wesley safadao

A união de dois dos músicos brasileiros mais populares da atualidade resultou num EDM tipicamente nacional.

Dennis DJ: carioca de Duque de Caxias, 35 anos de idade, dez de carreira, produtor de mão cheia, autor de hits como “Vai Lacraia” (MC Serginho) e “Cerol na Mão” e “Um Tapinha Não Dói” (Bonde do Tigrão) e parceiro de caras como DJ Marlboro, Mr. Catra, Cidinho e Doca, MC Guimê, Nego do Borel e Ronaldinho Gaúcho; vem recentemente ascendendo em notoriedade e foi considerado o “David Guetta do Funk Carioca” pelo THUMP, depois de dizer que tem o francês como referência; causou furor nas redes ao ser anunciado como protagonista do próximo Rio Music Carnival [e você pode ver como ele tem tudo a ver com os DJs superstar da atualidade e com o big room nesse aftermovie].

Wesley Safadão: cearense de Fortaleza, cantor e compositor, 27 anos de idade, 12 de uma trajetória musical consistente no meio do forró, explodindo nacionalmente no último ano e virando destaque em dezembro por tornar-se o dono cachê mais caro do Brasil.

Funk carioca: vertente de dance music made in Brazil, descendente direta do Electro de Afrika Bambaataa, do Miami Bass e do hip hop norte-americano; criada nos bailes black da periferia do Rio, famosa pelas letras pesadas de putaria, apologia ao crime ou ostentação [exatamente como o rap mainstream nos EUA]; foi cooptada e também virou som de playba, ao mesmo tempo em que sofre muito preconceito da classe média.

EDM: a faceta mais popular e comercial da história da música de pista até hoje; desenvolvida nos anos 2000, quando os estadunidenses decidiram que house não ia mais ser “som de bicha”; vem dominando a cultura pop mundial em peso nos últimos três anos, fazendo girar uma roda bilionária em eventos megalomaníacos e cheios de pirotecnia [como prega o bom e velho american way of life] e atraindo cada vez mais novos adeptos pra onda PLUR — xóvens que ainda desconhecem a linda história da cultura DJ e esperneiam que baile funk não é música eletrônica.

Natural que, no espertíssimo business do entretenimento, essas quatro peças, cada vez mais em alta, fossem acabar se cruzando. Pois o momento de alinhamento chegou, e o resultado disso é “Na Farra”, single de Dennis e Safadão que foi lançado ontem. O vídeo é uma tosqueira em cromaki quase à lá Hermes e Renato, a letra é aquela velha coisa de sempre — farra, festa, mulheres, bebida, dinheiro, “como é chato ser gostoso” [ou, como o produtor musical Miranda definiu bem à época do sucesso de “Ai Se Eu Te Pego”, é “música pra fazer filhinho”] — e o som, é, de fato, house farofa com os tchu-tchas do funk brasileiro e uma pitadinha de forró.

No aftermovie abaixo você pode conferir um pouco mais do quanto o Dennis vem flertando com a EDM:

Gostemos ou não, amemos ou odiemos; é dance music tipicamente nacional — a resposta brazuca ao EDM —, e cultura de massa no seu nível máximo. David Guetta likes that.

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Com inéditas e remixes, deadmau5 lança coletânea

Phouse Staff

Publicado há

mau5ville
Foto: Reprodução
Escute o primeiro volume de “mau5ville”

O rato mais famoso da dance music lançou hoje o primeiro volume (ou “Level 1”) de sua série mau5ville. O disco é centrado na nova collab entre deadmau5 e Rob Swire (Pendulum/Knife Party), “Monophobia”, que aparece aqui em cinco versões diferentes: no “original mix”, no “extended mix” e nos remixes de Rinzen, Latroit e ATTLAS.

O VA ainda traz outra original de mau5, “Nyquist”, além de faixas de GTA e Getter com nothing,nowhere. Confira:

+ CLIQUE AQUI para ler mais notícias sobre o deadmau5

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Ibiza e Maiorca querem limitar consumo de álcool em voos

Phouse Staff

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Álcool
Foto: Marten Bjork/Reprodução
Passageiros de Reino Unido e Irlanda são os principais problemas

Parece que a galera vem exagerando nos drinks na hora de viajar para Ibiza e Maiorca. A situação chegou a tal ponto que os governos regionais de ambas as ilhas querem organizar uma cúpula para tratar do consumo de álcool dos passageiros das companhias aéreas que fazem voos para as Ilhas Baleares.

Segundo matéria do Daily Mail, as piores situações com passageiros bêbados são de voos do Reino Unido e da Irlanda com destino a Palma e a Ilha Branca. A partir daí, autoridades de turismo, companhias aéreas, aeroportos e a organização de saúde pública Eurocare vão buscar soluções para impedir esse mau comportamento. A conferência será realizada assim que a temporada de verão terminar.

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Em entrevista ao Diario de Mallorca, Antoni Vicens, vice-diretor do Centro Balears Europa, pede “que o consumo seja restrito antes da chegada aos aeroportos de destino, que é onde temos o problema”, explicou. Porém as soluções para regularizar adequadamente a ingestão de álcool de um passageiro antes de embarcar nesses voos permanece um mistério. Vai rolar bafômetro no check-in?

Segundo a imprensa internacional, não é a primeira vez que as autoridades de turismo tentam reduzir o álcool nos voos para Ibiza. Em uma estratégia para reduzir a embriaguez de passageiros em seus voos, a Ryanair decidiu proibir bebidas isentas de impostos. Será que atingir os bolsos evita as festinhas “open bar” a bordo?

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Membro do Above & Beyond é mais um artista a se abrir sobre saúde mental

Phouse Staff

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Paavo Siljamäki
Foto: Reprodução
Paavo Siljamäki postou texto através do Instagram do trio

“A mais profunda solidão é aquela que você sente quando cercado por pessoas amorosas. A tristeza mais forte é a que você sente em torno de pessoas cheias de alegria.” Estas são as primeiras palavras de Paavo Siljamäki, do Above & Beyond, na postagem “You are not alone” (“Você não está sozinho”), compartilhada pelo Instagram do trio.

A saúde mental tem sido um dos assuntos mais discutidos na cena desde o suicídio de Avicii. O tópico envolve tanto a abertura de um diálogo na indústria da música entre artistas e público, quanto no mundo em geral. Diante desse momento de reflexão e preocupação, Paavo também se abriu, revelando, além do choque pelos suicídios recentes — citando, inclusive, a morte de Bill Hamel, do Fatum —,  já ter passado por dois momentos críticos.

+ Produtor indicado duas vezes ao Grammy, Bill Hamel morre nos EUA

“Estou me recuperando do meu segundo caso de esgotamento mental”, escreveu. “Por um lado, eu fui levado a isso pela forma como eu funciono; por outro, devido às pressões de artista, vida pessoal e familiar, e a traumas do passado”. Ele adiantou ainda que procurou ajuda em janeiro através do Processo Hoffman — um retiro de terapia em grupo, de uma semana, oferecido pelo Instituto Hoffman —, e destacou que a experiência lhe deu um espaço para refletir e aprender a lidar com o estresse e a ansiedade em sua vida diária.

Assim como diversas outras iniciativas que buscam atacar a depressão e outras doenças do tipo, o DJ também recomenda que os que passam por esses problemas procurem se abrir com pessoas próximas, sugerindo que o compartilhamento de sentimentos possa preencher “os vazios” internos. “Compartilhar nossas histórias não trará de volta os entes queridos que já perdemos, mas pode inspirar outras pessoas a se abrirem sobre suas próprias lutas”, continua.

Ao final, o artista à “família Anjuna” por apoiar e estar sempre aberta ao diálogo. E termina falando sobre “aptidão mental”, que é a capacidade de ver a estabilidade e a felicidade como algo que podemos “treinar, trabalhar e melhorar”.

You Are Not Alone. Text & Photo @paavoab

Uma publicação compartilhada por Above & Beyond (@aboveandbeyond) em

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