O Wesley Safadão se juntou ao “David Guetta do funk carioca” pra fazer um som EDM

dennis e wesley safadao

A união de dois dos músicos brasileiros mais populares da atualidade resultou num EDM tipicamente nacional.

Dennis DJ: carioca de Duque de Caxias, 35 anos de idade, dez de carreira, produtor de mão cheia, autor de hits como “Vai Lacraia” (MC Serginho) e “Cerol na Mão” e “Um Tapinha Não Dói” (Bonde do Tigrão) e parceiro de caras como DJ Marlboro, Mr. Catra, Cidinho e Doca, MC Guimê, Nego do Borel e Ronaldinho Gaúcho; vem recentemente ascendendo em notoriedade e foi considerado o “David Guetta do Funk Carioca” pelo THUMP, depois de dizer que tem o francês como referência; causou furor nas redes ao ser anunciado como protagonista do próximo Rio Music Carnival [e você pode ver como ele tem tudo a ver com os DJs superstar da atualidade e com o big room nesse aftermovie].

Wesley Safadão: cearense de Fortaleza, cantor e compositor, 27 anos de idade, 12 de uma trajetória musical consistente no meio do forró, explodindo nacionalmente no último ano e virando destaque em dezembro por tornar-se o dono cachê mais caro do Brasil.

Funk carioca: vertente de dance music made in Brazil, descendente direta do Electro de Afrika Bambaataa, do Miami Bass e do hip hop norte-americano; criada nos bailes black da periferia do Rio, famosa pelas letras pesadas de putaria, apologia ao crime ou ostentação [exatamente como o rap mainstream nos EUA]; foi cooptada e também virou som de playba, ao mesmo tempo em que sofre muito preconceito da classe média.

EDM: a faceta mais popular e comercial da história da música de pista até hoje; desenvolvida nos anos 2000, quando os estadunidenses decidiram que house não ia mais ser “som de bicha”; vem dominando a cultura pop mundial em peso nos últimos três anos, fazendo girar uma roda bilionária em eventos megalomaníacos e cheios de pirotecnia [como prega o bom e velho american way of life] e atraindo cada vez mais novos adeptos pra onda PLUR — xóvens que ainda desconhecem a linda história da cultura DJ e esperneiam que baile funk não é música eletrônica.

Natural que, no espertíssimo business do entretenimento, essas quatro peças, cada vez mais em alta, fossem acabar se cruzando. Pois o momento de alinhamento chegou, e o resultado disso é “Na Farra”, single de Dennis e Safadão que foi lançado ontem. O vídeo é uma tosqueira em cromaki quase à lá Hermes e Renato, a letra é aquela velha coisa de sempre — farra, festa, mulheres, bebida, dinheiro, “como é chato ser gostoso” [ou, como o produtor musical Miranda definiu bem à época do sucesso de “Ai Se Eu Te Pego”, é “música pra fazer filhinho”] — e o som, é, de fato, house farofa com os tchu-tchas do funk brasileiro e uma pitadinha de forró.

No aftermovie abaixo você pode conferir um pouco mais do quanto o Dennis vem flertando com a EDM:

Gostemos ou não, amemos ou odiemos; é dance music tipicamente nacional — a resposta brazuca ao EDM —, e cultura de massa no seu nível máximo. David Guetta likes that.

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