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Os 05 melhores festivais de música eletrônica do Brasil

Phouse Staff

Publicado em

13/08/2014 - 7:10

A música eletrônica está se tornando cada vez mais aclamada em território brasileiro, e é de se esperar que a cena cresça ainda mais com diversos festivais mundialmente conhecidos que estão prestes a desembarcar pelo país, entre eles o Tomorrowland e Ultra Music Festival.

E quanto aos festivais que tiveram suas origens aqui no Brasil? Você conhece todos? Já frequentou todos? Confira aqui a lista que a revista Phouse preparou com os 05 melhores festivais de música eletrônica do Brasil que você precisa conhecer:

 

01. Dream Valley Festival

Dream valley festival brasil 2014

O Dream Valley teve sua primeira edição em 2012, e já começou impressionando e marcando como um dos melhores festivais de música eletrônica do Brasil. O evento é organizado pelo Green Valley, que atualmente toma a posição de 2º melhor club do mundo segundo o Top 100 da DJ MAG; pela RBS Eventos, organizadora do festival Planeta Atlântida em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul; e também pela Plus Talent, a maior agência de DJs do Brasil.

O Dream Valley Festival acontece no parque de diversões Beto Carrero World, em Santa Catarina, e no ano passado reuniu cerca de 40 mil pessoas em seus dois dias de festival. Já passaram pelo Dream Valley artistas como Hardwell, Armin Van Buuren, Steve Aoki, W&W, Yves V, Nervo e Paul Van Dyk.
Em 2014, o festival prepara sua terceira edição que acontecerá nos dias 14 e 15 de novembro no Beto Carrero World.

Site do festival: http://www.dreamvalleyfestival.com.br

 

02. XXXperience Festival

XXXperience Festival Brasil

O XXXperience Festival é um pioneiro entre os festivais de música eletrônica brasileiros. Chegando à sua edição especial de 18 anos, o festival foi eleito duas vezes consecutivas o “Melhor Festival do Ano”, em 2012 e 2013 na votação popular do Guia Folha, da Folha de S. Paulo.

O festival acontece duas vezes por ano, uma na Arena Maeda, em Itu, interior do estado de São Paulo e também tem sua edição curitibana na Fazenda Heimari, em Curitiba.  O festival já contou com a apresentação de grandes nomes de peso da música eletrônica mundial, como Hardwell, David Guetta, Armin Van Buuren, Dimitri Vegas & Like Mike, Zedd, W&W, TJR e R3hab.
Em 2014 o XXXperience Festival anunciou o chamado XXX Trilogy, que consiste no conjunto de três edições especiais do evento para por fim comemorar os 20 anos de festival, sendo a primeira edição em 2014, a segunda em 2015 e a terceira em 2016. A primeira edição, intitulada “Vale dos Dragões”, já tem data marcada para o dia 15 de novembro deste ano na Arena Maeda.

Site do festival: http://www.nleventos.com.br/xxxperience/

03. Tribe

Tribe Festival Brasil

A Tribe, um dos mais importantes festivais do Brasil, já teve mais de 50 edições espalhadas em diversos estados brasileiros. É um festival com público fiel e uma excelente reputação, e não é a toa. Todas as edições do festival foram muito elogiadas pelo público e pela imprensa. Sua última edição, em maio de 2014 na Arena Maeda, contou com a presença de mais de 30 mil pessoas com um line impecável de mais de 50 artistas das mais diversas vertentes, como por exemplo Martin Garrix, Showtek, Yves V, DVBBS, Astrix, Berg e FTampa.

Não há data marcada para a próxima edição do evento, mas podemos ter certeza que vão novamente impressionar o seu público.

Site do festival: http://www.tribe.art.br

 

04. Kaballah Circus Festival

kabalah

A Kaballah é outro gigante brasileiro que impressiona na estrutura. Desde sua primeira edição, em 2003, o festival já percorreu diversos estados brasileiros levando música eletrônica ao público. Sua edição comemorativa de 10 anos reuniu mais de 20mil apaixonados por música eletrônica no parque de diversões Hopi Hari, em São Paulo, com diversos nomes de peso como Dimitri Vegas & Like Mike, Deniz Koyu, Wolfgang Gartner e Captain Hook.

Atualmente, não há data marcada para uma nova edição do festival, e o retorno da festa ao parque Hopi Hari, no fim do ano passado, foi cancelado por dificuldades na produção do evento, segundo os organizadores.

 

05. Universo Paralello

universo paralello 2015

Não há como falar sobre os melhores festivais de música eletrônica brasileiros e não citar o Universo Paralello, sendo esse provavelmente o mais tradicional e atraente do país. O festival acontece com um intervalo de dois anos entre suas edições, sempre na virada do ano. São 9 dias de muita música eletrônica, cultura e arte que reúnem milhares de pessoas de todo o mundo, mas a verdadeira atração do festival é, com certeza, o local onde é realizado.

Um verdadeiro paraíso tropical, a praia de Pratigi, ao sul da Bahia, é uma maravilhosa faixa de mar aberto, rodeada por manguezais onde há grande variedade de vida marinha e silvestre, isolada de áreas populosas. Somando-se isso ao verão quente da Bahia e a um line-up de peso, o Universo Paralello é literalmente um festival de música eletrônica no paraíso.
A próxima edição do Universo Paralello já tem data marcada, e acontecerá do dia 27 de dezembro de 2015 ao dia 3 de janeiro de 2016 na praia de Pratigi, Bahia.

Site do festival: http://www.universoparalello.org

 –

Por: Jorge Dutra

*Todas as fotos contidas na matéria foram coletadas no Google.

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LIFT OFF

Psytrance raiz: Mindbenderz lança álbum transcendental pela Iono Music

Review do debut do duo suíço-alemão é o primeiro texto da nova coluna da Phouse

Nazen Carneiro

Publicado há

Mindbenderz
Foto: Reprodução
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Instalar foguetes, preparar motores, verificar comunicação, iniciar sequência de lançamento. Cinco, quatro, três, dois, um… LIFT OFF!

Estreamos aqui a coluna LIFT OFF, que, escrita por Nazen Carneiro, traz um olhar sobre a indústria fonográfica psytrance nacional e internacional — estilo da música eletrônica que se manifesta como uma cultura vibrante e com muitos adeptos no Brasil.

De tempos em tempos a cena eletrônica se transforma e, como um organismo vivo, cresce e se reproduz. Um de seus pilares, o psy se reproduziu e está mais presente do que nunca, com “astronautas” consagrados mantendo-se relevantes, assim como novos “cosmonautas” surgem, evidenciando uma realidade produtiva e frutífera para a criação musical.

Com o crescimento do público, as festas também se multiplicaram Brasil adentro, e os produtores passaram a ter mais espaço para caírem no gosto do público da terrinha e de além-mar. Hoje, o psy mantém viva sua cena underground, enquanto estica seus tentáculos a outros nichos, influenciando — e sendo influenciado — até mesmo pela EDM.

Sem mais delongas, confira o primeiro texto abaixo, sobre o novo álbum do Mindbenderz.

 

Formado pelo alemão Matthias Sperlich e o suíço Philip Guillaume, o Mindbenderz traz, sem dúvida, um dos principais lançamentos do ano no cenário psytrance. Os veteranos, que são muito respeitados na cena eletrônica individualmente como Cubixx e Motion Drive, juntos ficam ainda mais fortes. É o que se vê no álbum Tribalism, lançado em 31/10, pela Iono Music.

O álbum conta com nove faixas que somam mais de 75 minutos. A primeira, “A New Dawn”, traz desde o primeiro minuto muita energia e reflexão num som que conduz o ouvinte a outra dimensão. A segunda faixa dá sentido a expressão “lineup” numa ascendente contínua, revelando uma verdadeira jornada ao desconhecido que segue até meados da faixa seis — “Hybrids” —, causando aquele frio na espinha. Nesse momento de percepção cósmica, uma pausa reconecta o corpo e mente à nossa tribo, e há de fato uma sensação híbrida de se estar em ambas as realidades ao mesmo tempo.

A essa altura, o álbum apresenta suas três últimas faixas no ápice de uma jornada espiritual, e nos encontramos num momento épico em que as características sonoras do psytrance alcançam sua maior amplitude, com uma ampla gama de efeitos numa base transcendental. É puro trance. A mente processa essas informações e a energia flui na forma de dança.

Voltamos para a Terra, mas a memória do que acaba de acontecer permanece. Tontura; excitação… O reator psicodélico agora transforma a energia através de instrumentos humanos. A última faixa dá nome ao álbum. “Tribalism” une percussões especiais, agogô, psy, Ayahuasca e vocais de xangô. Todos no mesmo pitch, como uma onda. Algo nos une, nos traz ao dancefloor, tornando-nos verdadeiramente uma tribo.

Tribalism revela uma composição muito bem realizada, fruto de meses de trabalho e muito detalhismo. Cada segundo do álbum revela a ação do Mindbenderz em promover um som extraordinário e comprometido com aquele pegada tribal, sem deixar de lado os elementos mais futuristas.

No momento do fechamento deste artigo, o álbum ocupava a primeira posição no Top 10 de psy do Beatport, o que mostra a força desse som mais ligado às raízes do estilo entre os DJs e produtores.

Nazen Carneiro é colaborador da Phouse.

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Perfil

Entenda a ascensão internacional do DJ e produtor brasileiro Kalil

Lançamentos por grandes labels fazem do paulista um dos principais nomes do techno no Brasil

Alan Medeiros

Publicado há

Kalil
Foto: Divulgação

Nos últimos anos a cena techno brasileira tem servido ao mundo alguns talentos em ascensão, como o caso do talentoso produtor paulista Kalil. O começo de sua carreira foi justamente em um período de grandes inovações relacionadas à forma de consumo de música, e isso foi fundamental para o desenvolvimento não só dele, mas de toda uma geração.

Na virada da última década, a internet passou a representar um capítulo importante na disseminação de conteúdo por parte de artistas independentes, principalmente através de plataformas como SoundCloud e YouTube, que de certa forma reduziram a importância de uma grande gravadora para o start de uma carreira consolidada. Em paralelo com o Facebook e outras redes, colocaram uma ferramenta poderosa na mão de alguns artistas.

      

Kalil claramente soube aproveitar esse momento e foi capaz de construir uma base de fãs engajada, e o mais importante: evoluir seu próprio perfil artístico ao longo dos anos. Desde o começo se comentava que suas produções tinham algo diferenciado, e hoje isso não se trata de uma aposta — estamos falando de algo concreto, especialmente se levarmos em consideração os últimos acontecimentos de sua carreira.

Com uma presença mais forte no mercado nacional, Kalil passou a alçar voos internacionais também, seja através de gigs em países como França, Suíça e Alemanha, ou através de lançamentos por labels como Noir Music, Senso Sounds e Sprout — referências absolutas dentro do techno. Algumas de suas últimas conquistas incluem suportes de nomes como Carl Cox, Maceo Plex, Monika Kruse, Karotte e outros big names da dance music internacional.

     

Ainda é cedo para dizer se Kalil se tornará em breve uma grande estrela do estilo a nível global. Não há como negar, porém, que o brasileiro está mostrando maturidade para guiar sua própria jornada de evolução com sabedoria e inteligência, sempre influenciado pelas batidas inspiradoras de seu próprio coração.

Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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Notícia

Nevoeiro desfalca XXXPERIENCE e TribalTech; entenda o caso

Artistas que iriam de um festival para o outro acabaram não conseguindo viajar

Flávio Lerner

Publicado há

XXXPERIENCE e TribalTech
Foto: Sigma F/Reprodução

Nesse sábado, 22, dois dos mais aguardados festivais da cena eletrônica nacional aconteceram simultaneamente: XXXPERIENCE e TribalTech. Tentando evitar o mau tempo que atrapalhou anos anteriores de ambos os eventos — o que justamente motivou a XXX para transferir sua data de novembro para setembro —, os dois rolaram numa boa, sem temporal nenhum pra acabar com a vibe. Mesmo assim, a zica climática atacou por outro lado, e acabou desfalcando as duas festas.

Por causa do forte nevoeiro que atingiu Curitiba, os dois aeroportos da capital [Afonso Pena e Bacacheri] fecharam, além do Aeroporto Municipal de Ponta Grossa e do Aeroporto Internacional de Navegantes, em Santa Catarina. Com isso, a aeronave particular — contratada em parceria entre os dois festivais — que sairia no começo da madrugada de São Paulo para levar Len Faki, Dubfire e Tessuto ao TribalTech, e posteriormente Ben Klock e Gabe para São Paulo, não conseguiu decolar.

+ “O festival vai ficar muito mais interativo”; Erick Dias fala sobre a #XXX22

Além deles, Guy Gerber cancelou anteriormente com os dois festivais, alegando na última quinta-feira que teve sua casa invadida e pertences roubados, incluindo seu passaporte. Já o voo comercial que levava o sueco Gaudium, atração do palco de trance 3DTTRIP, do TribalTech, atrasou, o que fez com o que o artista não chegasse a tempo para tocar. 

A XXX contornou o problema colocando Renato Ratier para estender o seu set, que já encerraria o Union Stage, por quatro horas, assumindo também o horário de Ben Klock, enquanto o Joy Stage, que fecharia com o Gabe, acabou terminando mais cedo; já o Guy Gerber foi substituído por um B2B entre ANNA e Patrice Bäumel, que já eram atrações do Union. 

+ TribalTech Enlighten: confira detalhes da próxima edição do festival

No TribalTech, Len Faki e Dubfire, que seriam as últimas atrações do TribalTech Stage, foram substituídos por Ben Klock [que estendeu seu set em meia hora] e Anthony Parasole, que originalmente tocaria no Timetech [e acabou sendo substituído por um segundo set do alemão Sammy Dee]. Já no Secret Stage, um B2B entre Renato Cohen e RHR fechou o palco, no lugar de Tessuto. O festival acabou sendo encerrado uma hora antes do programado.

Em contato com a Phouse, a assessoria do TT afirmou que já está em contato com as agências dos artistas para tentar trazê-los novamente a Curitiba. Enquanto isso, a produção da XXX afirma também ter a intenção de trazer Ben Klock para a edição do ano que vem.

Antes, ambas as labels já haviam pedido desculpas ao público e explicado o problema em suas respectivas redes sociais.

NOTA OFICIAL.

Posted by Tribaltech on Sunday, September 23, 2018

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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