Não é segredo pra ninguém que estamos vivendo o momento dos streamings, em que os tocadores de música virtuais legalizados estão bombando nas opções da galera, independentemente de estilo musical. A partir daí, muda-se o pelo, mas o animal segue o mesmo: se antes os charts eram quantificados por vendas de discos, hoje a unidade de medida corresponde ao número de plays dos artistas em serviços como Spotify, Rdio e Apple Music.

Pensando nisso, o editor-chefe da Phouse Luckas Wagg conduziu uma pesquisa pra ver quais os DJs/produtores brasileiros que mais bombam no Spotify. Os dados se referem ao número de ouvintes mensais, e podemos observar alguns movimentos bem curiosos. Por exemplo, quem você imagina como primeiro lugar da lista? Provavelmente, embora já seja um fenômeno, o nome do Tropkillaz nem tenha passado pela sua cabeça, certo? Pois o duo de trap — que já teve música em comercial de TV e vai sair na trilha do Need For Speed —, apesar de meio periférico ao cenário EDM, está nas cabeças.

O Alok, por sua vez, único DJ brazuca no Top 100 DJ Mag, não ficou nem entre os dez mais ouvidos. Claro, temos que ressaltar que o Spotify não serve como parâmetro absoluto, porque a gente não pesquisou o comportamento do fã brasileiro de dance music — isto é, quais os principais meios que ele usa para ouvir música —, mas de qualquer forma é peculiar que o artista mais popular do nosso País (segundo a DJ Mag) não esteja no pódio de plays do serviço com mais usuários no mundo todo.

Se não é de se estranhar que o Gui Boratto esteja na segunda posição (muita gente deve ter pensado que ele estaria em primeiro), a terceira traz outra surpresa: Amon Tobin, DJ carioca radicado em Londres e que atualmente mora no Canadá. Talvez o fato de ele ter saído cedo do Brasil explique ele ser pouco conhecido por aqui — além de sua pegada mais experimental, sedimentada em breakbeats, drum’n’bass, IDM e jazz/bossa nova, o que passa bem longe do mercado pop. Com uma extensa discografia iniciada em 1996 e consolidada em selos importantes como Ninja Tune, é dele a medalha de bronze da nossa lista, com uma maioria de plays gringos.

Do quarto ao décimo lugar, menos surpresas, com nomes mais conhecidos do cenário mainstream brasileiro: Marcelo CIC, que tem sua track Superfãs entre as dez mais tocadas do México; FTAMPA, que recentemente alcançou o Top 1 do Beatport com Strike it Up; Felguk, a dupla de electro house que figurou no Top 100 da DJ Mag entre 2013 e 2014; Johnny Glövez, mais um carioca, que teve recentemente músicas em duas novelas da Globo; Vintage Culture, um dos DJs mais populares do novo deep house brasileiro; o duo Natema, que emplacou diversos hits nos charts do Beatport na categoria indie dance/nu disco (que hoje em dia é bem diferente do que costumava ser indie dance/nu disco); e Flow & Zeo, dupla pioneira da vertente house/techno, e que recentemente fez um live transmitido diretamente do ADE para o mundo inteiro, via Beatport. 

Confira a lista dos produtores brasileiros mais ouvidos no Spotify, com todos os respectivos dados, na íntegra:

#01 – Tropkillaz: 286.312 ouvintes mensais

#02 – Gui Boratto: 189.754 ouvintes mensais

#03 – Amon Tobin: 122.306 ouvintes mensais

#04 – Marcelo CIC: 116.864 ouvintes mensais

#05 – FTAMPA: 94.587 ouvintes mensais

#06 – Felguk: 93.296 ouvintes mensais

#07 – Johnny Glövez: 70.970 ouvintes mensais

#08 – Vintage Culture: 66.310 ouvintes mensais

#09 – Natema: 41.805 ouvintes mensais

#10 – Flow & Zeo: 35.160 ouvintes mensais

BONUS: Demos uma olhadinha mais além e conferimos as cinco posições seguintes, que conta com nomes como o DJ Marky, o duo Elekfantz (um dos nossos entrevistados de outubro) e, agora sim, o Alok.

#11 – Wrechiski: 34.773 ouvintes mensais

#12 – DJ Marky: 33.486 ouvintes mensais

#13 – Victor Ruiz: 26.605 ouvintes mensais

#14 – Alok: 26.137 ouvintes mensais

#15 – Elekfantz: 16.126 ouvintes mensais

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