Tomorrowland 2018

“Quando saímos da sombra” – Review 2015 por Maurício Soares (ID&T/Tomorrowland Brasil)

Maurício Soares - Vice Presidente de Marketing ID&T Brasil
Maurício Soares – Vice Presidente de Marketing ID&T Brasil

2015 foi um ano marcante para Mauricio Soares. Como vice-presidente de Marketing da ID&T, pertencente ao SFX, o conglomerado que domina a dance music mundial, Mauricio foi um dos principais responsáveis por trazer a primeira edição do Tomorrowland Brasil ao país e hoje desfruta do imenso sucesso desta empreitada. Mas por trás de todo esse sucesso existe uma longa história de trabalho e dedicação ao mundo da música.

Apaixonado por música e fotografia, Mauricio iniciou sua trajetória na dance music em 1999, à época como DJ. Durante 10 anos ele mixou profissionalmente até decidir por abandonar a carreira para se dedicar a outros projetos. Mas Mauricio não seria mantido à distancia da música. Apenas 3 anos depois, ele se juntou ao time da ID&T. Lá, Mauricio Soares pode exercer tanto seu gosto pelo mundo musical quanto seu vasto repertório e talento na área de marketing, na qual realizou diversos trabalhos e projetos em outras empresa influentes do país.

De lá para cá, Mauricio foi responsável por vários dos eventos que fizeram nossa felicidade, como o Skol Sensation, cuja última edição foi em 2013. Mas foi em 2015 que a ID&T e Mauricio conseguiram o sucesso absoluto. Quando durante a comemoração dos 10 anos do Tomorrowland original, na Bélgica, David Guetta anunciou ao mundo a primeira edição do evento no Brasil, começava para Mauricio e sua equipe um período de muito trabalho duro. Meses depois, a recompensa veio. Um fantástico Tomorrowland Brasil realizado com organização impecável e elogios de todas as partes coroaram todo o esforço da equipe ID&T e consagraram Mauricio como um dos personagens mais influentes dos bastidores da dance music.

A partir do inegável sucesso da primeira edição, não se perdeu tempo em anunciar um repeteco para 2016, que já promete ser grandioso com headliners confirmados do calibre de Alesso, Axwell ^Ingrosso, Armin van Buuren e Dimitri Vegas & Like Mike. Em meio ao sucesso e ainda mais trabalho para a próxima edição, Mauricio reservou um tempo para mostra à Phouse sua visão do ano de 2015. Confira agora o que ele nos contou sobre este ano inesquecível.

2015 na visão de Mauricio Soares:


Quando saímos da sombra

Um ano de extremos. Das festas gratuitas, que lembraram as pessoas de que é possível ter iniciativa e ocupar o espaço público com boa música e entretenimento, eventos diversos, dos mais variados tipos, tamanhos e públicos, até os mega-festivais, que mostraram para os céticos que um artista de música eletrônica pode perfeitamente ser headliner de festival de pop/rock e que o Brasil tem, sim, capacidade de receber eventos internacionais de música eletrônica de grande escala.

Se David Guetta abriu os olhos do Brasil para a música eletrônica alguns anos atrás com sua performance no palco principal do Rock in Rio, Calvin Harris arregalou os olhos de muitos no Lollapalooza deste ano, fazendo do seu set o horário mais concorrido de todo o festival. Um mês depois, o sonho de muitos materializa-se na forma do Tomorrowland Brasil, onde 180 mil pessoas de 62 países diferentes foram testemunhas de mais um ponto de virada no nosso mercado: a música eletrônica já não era a coadjuvante que surpreendia, mas sim a protagonista de uma revolução em curso. Saímos da sombra, e já não podemos ser ignorados.

Do lado underground (e a mistureba que esse termo evoca), tivemos por exemplo Marco Carola, Joseph Capriati, Seth Troxler, Maceo Plex e John Talabot num período de 3 dias, em eventos diferentes, apenas em São Paulo. Sem falar da ascensão das vertentes de bass music que movimentam um público crescente, do hardstyle que aos poucos firma seu espaço e se junta aos outros estilos que movimentam pistas e smartphones no Brasil inteiro.

Temos também nossa safra de pioneiros renovados, que mostraram ao longo do ano, no estúdio e na cabine, o refinamento e a sabedoria que os anos de estrada proporcionam. A eles se junta uma geração de DJs e produtores talentosos, alçando voos cada vez mais altos e expandindo os limites de suas propostas criativas. Não vou nomeá-los porque essa resposta cabe a quem está na pista, seja ela pequena, média ou grande, em qualquer lugar do país.   

Para o bem ou para o mal, nosso universo ficou muito maior – e muito mais diverso. Já não podemos ser definidos como um nicho homogêneo de música ou comportamento. Do sertanejo ao funk, passando pelo gospel, muita gente está flertando conosco. Marcas perceberam o valor de estarem presentes no segmento (ou o prejuízo por estarem fora dele). O holofote está sobre nossas cabeças, o que nos traz uma responsabilidade sem precedentes.

Precisamos entender este momento de “chegada à fase adulta” como um período de reflexão no qual, entre outras coisas, temos que encarar de frente e buscar soluções conjuntas para questões como a promoção do divertimento saudável e da consciência do indivíduo, sustentabilidade pragmática, segurança nos eventos, convivência harmônica com autoridades e a sociedade – ou mesmo a promoção dos valores fundamentais de paz, amor, união e respeito sobre os quais se ergueu a música eletrônica – e parecem esquecidos não apenas nos discursos dos minoritários mas onipresentes haters, como também no mundo em que vivemos.

Num período de crises ética, ambiental, econômica, (geo)política, social e humana, a missão de levar alegria às pessoas e proporcionar momentos de união pela música é mais importante do que nunca. A todos aqueles que trabalharam e trabalham para isso com verdade e respeito, saúde!

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