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“Quando saímos da sombra” – Review 2015 por Maurício Soares (ID&T/Tomorrowland Brasil)

Pedro Fialdini

Publicado em

01/12/2015 - 8:42
Maurício Soares - Vice Presidente de Marketing ID&T Brasil

Maurício Soares – Vice Presidente de Marketing ID&T Brasil

2015 foi um ano marcante para Mauricio Soares. Como vice-presidente de Marketing da ID&T, pertencente ao SFX, o conglomerado que domina a dance music mundial, Mauricio foi um dos principais responsáveis por trazer a primeira edição do Tomorrowland Brasil ao país e hoje desfruta do imenso sucesso desta empreitada. Mas por trás de todo esse sucesso existe uma longa história de trabalho e dedicação ao mundo da música.

Apaixonado por música e fotografia, Mauricio iniciou sua trajetória na dance music em 1999, à época como DJ. Durante 10 anos ele mixou profissionalmente até decidir por abandonar a carreira para se dedicar a outros projetos. Mas Mauricio não seria mantido à distancia da música. Apenas 3 anos depois, ele se juntou ao time da ID&T. Lá, Mauricio Soares pode exercer tanto seu gosto pelo mundo musical quanto seu vasto repertório e talento na área de marketing, na qual realizou diversos trabalhos e projetos em outras empresa influentes do país.

De lá para cá, Mauricio foi responsável por vários dos eventos que fizeram nossa felicidade, como o Skol Sensation, cuja última edição foi em 2013. Mas foi em 2015 que a ID&T e Mauricio conseguiram o sucesso absoluto. Quando durante a comemoração dos 10 anos do Tomorrowland original, na Bélgica, David Guetta anunciou ao mundo a primeira edição do evento no Brasil, começava para Mauricio e sua equipe um período de muito trabalho duro. Meses depois, a recompensa veio. Um fantástico Tomorrowland Brasil realizado com organização impecável e elogios de todas as partes coroaram todo o esforço da equipe ID&T e consagraram Mauricio como um dos personagens mais influentes dos bastidores da dance music.

A partir do inegável sucesso da primeira edição, não se perdeu tempo em anunciar um repeteco para 2016, que já promete ser grandioso com headliners confirmados do calibre de Alesso, Axwell ^Ingrosso, Armin van Buuren e Dimitri Vegas & Like Mike. Em meio ao sucesso e ainda mais trabalho para a próxima edição, Mauricio reservou um tempo para mostra à Phouse sua visão do ano de 2015. Confira agora o que ele nos contou sobre este ano inesquecível.

2015 na visão de Mauricio Soares:


Quando saímos da sombra

Um ano de extremos. Das festas gratuitas, que lembraram as pessoas de que é possível ter iniciativa e ocupar o espaço público com boa música e entretenimento, eventos diversos, dos mais variados tipos, tamanhos e públicos, até os mega-festivais, que mostraram para os céticos que um artista de música eletrônica pode perfeitamente ser headliner de festival de pop/rock e que o Brasil tem, sim, capacidade de receber eventos internacionais de música eletrônica de grande escala.

Se David Guetta abriu os olhos do Brasil para a música eletrônica alguns anos atrás com sua performance no palco principal do Rock in Rio, Calvin Harris arregalou os olhos de muitos no Lollapalooza deste ano, fazendo do seu set o horário mais concorrido de todo o festival. Um mês depois, o sonho de muitos materializa-se na forma do Tomorrowland Brasil, onde 180 mil pessoas de 62 países diferentes foram testemunhas de mais um ponto de virada no nosso mercado: a música eletrônica já não era a coadjuvante que surpreendia, mas sim a protagonista de uma revolução em curso. Saímos da sombra, e já não podemos ser ignorados.

Do lado underground (e a mistureba que esse termo evoca), tivemos por exemplo Marco Carola, Joseph Capriati, Seth Troxler, Maceo Plex e John Talabot num período de 3 dias, em eventos diferentes, apenas em São Paulo. Sem falar da ascensão das vertentes de bass music que movimentam um público crescente, do hardstyle que aos poucos firma seu espaço e se junta aos outros estilos que movimentam pistas e smartphones no Brasil inteiro.

Temos também nossa safra de pioneiros renovados, que mostraram ao longo do ano, no estúdio e na cabine, o refinamento e a sabedoria que os anos de estrada proporcionam. A eles se junta uma geração de DJs e produtores talentosos, alçando voos cada vez mais altos e expandindo os limites de suas propostas criativas. Não vou nomeá-los porque essa resposta cabe a quem está na pista, seja ela pequena, média ou grande, em qualquer lugar do país.   

Para o bem ou para o mal, nosso universo ficou muito maior – e muito mais diverso. Já não podemos ser definidos como um nicho homogêneo de música ou comportamento. Do sertanejo ao funk, passando pelo gospel, muita gente está flertando conosco. Marcas perceberam o valor de estarem presentes no segmento (ou o prejuízo por estarem fora dele). O holofote está sobre nossas cabeças, o que nos traz uma responsabilidade sem precedentes.

Precisamos entender este momento de “chegada à fase adulta” como um período de reflexão no qual, entre outras coisas, temos que encarar de frente e buscar soluções conjuntas para questões como a promoção do divertimento saudável e da consciência do indivíduo, sustentabilidade pragmática, segurança nos eventos, convivência harmônica com autoridades e a sociedade – ou mesmo a promoção dos valores fundamentais de paz, amor, união e respeito sobre os quais se ergueu a música eletrônica – e parecem esquecidos não apenas nos discursos dos minoritários mas onipresentes haters, como também no mundo em que vivemos.

Num período de crises ética, ambiental, econômica, (geo)política, social e humana, a missão de levar alegria às pessoas e proporcionar momentos de união pela música é mais importante do que nunca. A todos aqueles que trabalharam e trabalham para isso com verdade e respeito, saúde!

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Notícia

Gui Boratto lança “Pentagram”, seu quinto álbum de estúdio

Phouse Staff

Publicado há

Gui Boratto Pentagram
Foto: Reprodução
Disco sucede “Abaporu”, de 2014

Nesta sexta-feira, enfim foi lançado via Kompakt o aguardado quinto álbum de estúdio de Gui BorattoPentagram. Em menos de uma hora, o LP traz 12 faixas de um Boratto inspirado e que parece saber exatamente o que está fazendo e onde quer chegar, em um caldeirão de referências que vão desde as bandas de synth pop dos anos 80 (como New Order, Depeche Mode e Tears For Fears) a produtores vanguardistas de hoje em dia, como James Holden — passando ainda, é claro, pela escultora brasileira Lygia Clark, que influenciou no conceito visual do disco.

No BRMC, o músico já havia falado das influências estéticas que o levaram ao conceito da obra, que carrega uma ampla bagagem de arquitetura (formação acadêmica de Gui), geometria e design. “Eu queria transmitir o ponto de vista do pentagrama científico: não é algo religioso“, disse agora, em release de imprensa. A última faixa do disco, “618”, tem exatos seis minutos e 18 segundos, e iguala com a proporção áurea do pentagrama.

+ No BRMC, Gui Boratto revela detalhes de seu quinto álbum de estúdio

A música é dinâmica, maximalista e viajante, repleta de musicalidade. Como já havia dito — também no painel do BRMC —, este é seu álbum mais orgânico, recheado de instrumentos acústicos, sobretudo cordas e instrumentos de orquestra, mais notáveis em “Scene 2”, que tem uma pegada jazz. Há também sintetizadores modulares, como o clássico Buchla. Em “Overload”, Luciana Villanova, que já participou em canções como “Beautiful Life” e “No Turning Back”, volta a emprestar sua voz a uma produção do marido.

Ouça Pentagram:

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Entrevista

Casal que faz techno unido, permanece unido: como o amor gerou o Binaryh

Phouse Staff

Publicado há

Dia dos namorados
Foto: Acervo pessoal
Camila Giamelaro conta a história do seu relacionamento com o parceiro de vida e de estúdio, Rene Castanho 

Música eletrônica boa é sempre feita com amor, certo? E o que dizer quando esse amor é compartilhado? Neste dia dos namorados, convidamos Camila Giamelaro, metade do duo de techno etéreo Binaryh — projeto que ela divide com sua cara-metade, o Rene Castanho — pra contar pra gente como foi que tudo surgiu: de um relacionamento que parecia que nunca ia rolar ao nascimento de um dos projetos mais frutíferos da cena underground nacional.

Porque casal que faz techno unido, permanece unido. Conta pra gente, Camila:

Rene e Camila no primeiro Natal juntos. Foto: Acervo pessoal

Eu e o Rene nos conhecemos em 2009, quando eu estava procurando um lugar para aprender a tocar e acabei encontrando a DJ Ban. Na época, fiz o curso de DJ e o Rene dava aulas de produção musical, por isso a gente nunca se cruzou pelos corredores. No final do meu curso, acabei fazendo amizade com o pessoal da escola, então vez ou outra aparecia por lá pra bater papo. Foi nessas idas que o conheci, mas naquela época ambos estávamos namorando outras pessoas.

Em 2012, por mera coincidência, estávamos os dois solteiros. Eu continuava indo à escola, mas com menos frequência. Quando o Rene descobriu o meu “estado civil” ele começou a investir, me convidando pra ir mais vezes à DJ Ban, chamando pra sair… Com o final do relacionamento recente, eu não tava muito interessada, e quis apenas manter amizade, mas ele, como bom brasileiro, não desistiu, e seguiu firme e forte nas investidas.

O casal Rene e Camila formou o Binaryh em 2016. Foto: Acervo pessoal

No início de 2013, o próprio Ban Schiavon me convidou pra conhecer as novas instalações da escola, que ainda estava em reforma. Quando cheguei ao último andar, um pessoal da DJ Ban trabalhava em ajustes — entre eles, claro, o Rene. Quando o Ban me perguntou o que achei da nova escola, respondi brincando:

— Achei demais, e inclusive quando eu comprar minha casa vou contratar vocês pra reformar tudo: você, Ban, vai ser o mestre de obras, o Rafa vai cuidar da parte elétrica, a Dani vai supervisionar tudo… E você Rene, que tá parado, o que você pode fazer?

— Eu vou morar com você — respondeu, em tom muito sério.

Camila e Rene na DJ Ban. Foto: Acervo pessoal

Enquanto todo mundo ria, eu fiquei sem palavras, morrendo de vergonha porque nós não éramos tão íntimos pra uma resposta daquelas. O Ban desconversou, e o assunto morreu por aquele dia. Na semana seguinte, combinei com alguns amigos de ir a um club ver o Marc Houle tocar. O Rene ficou sabendo e ligou oferecendo carona (ele morava no bairro do Tatuapé, em São Paulo, e eu em São Bernardo do Campo — totalmente fora de mão). Ainda com um pouco de vergonha da resposta sobre a brincadeira da casa, agradeci e neguei o convite.

Na noite da balada a gente se encontrou na porta, e foi bastante constrangedor. Foi aí que apareceu do nada um amigo de longa data e não me largou mais, deixando o Rene totalmente de escanteio. A partir daquela noite ele começou a repensar se valia a pena ou não continuar investindo, já que só dava bola fora.

Camila e Rene no famoso Berghain, em Berlim. Foto: Acervo pessoal

Em fevereiro, comemorei meu aniversário no D-EDGE, com um lineup que prometia ninguém menos que Richie Hawtin e Matador — infelizmente o primeiro não apareceu, por causa de uma forte nevasca que rolou no Canadá e atrasou o voo dele. O Rene foi de “all in”: resolveu que aquela seria sua última investida, tudo ou nada. Cheguei cedo pra aproveitar o club ainda vazio com os amigos, e no meio da noite ele aparece. Não sei bem explicar, mas ali foi o momento em que comecei a olhar pra ele de uma forma diferente. Papo vai, papo vem, um cigarro aqui e outro ali, e finalmente acontece o nosso primeiro beijo.

Passamos a nos falar todos os dias, e o primeiro encontro depois daquela noite foi tão natural que a gente parecia estar namorando há muito tempo. Alguns meses depois, o Rene decidiu que era hora de realizar aquela profecia: fomos morar juntos, já que nos dávamos tão bem e estávamos trabalhando no mesmo lugar — eu havia sido recém-contratada pela DJ Ban também.

Primeira apresentação do Binaryh Live. Foto: Acervo pessoal

Em 2014, tivemos nosso primeiro filho: um selo de techno que serviu para nos mostrar que realmente temos uma sintonia excelente nas ideias e tomadas de decisões. Naquele ano, o Rene montou seu estúdio na sala de estar do apartamento, e eu comecei a participar das produções, apenas dando algumas ideias de como as músicas poderiam ficar melhores.

Com o passar do tempo e mais duas lindas vira-latas pra conta da nossa família, a minha participação naturalmente foi aumentando, e foi assim que surgiu o Binaryh, com o intuito de apenas de lançar música. Mas tudo muda quando a gente conhece a BLANCAh, e nossa amizade cresce. Não demorou pra que ela nos apresentasse pra Steyoyoke, label alemã em que ela já atuava, e foi uma grata surpresa quando o selo nos acolheu super bem também.

Em setembro de 2016, lançamos nosso primeiro EP, Primary Code. O resto, como vocês já sabem — ou já leram aqui — é a história do casal acontecendo.

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Entrevista

Grupo Laroc revela detalhes sobre novo clube underground

Flávio Lerner

Publicado há

Laroc underground
Nova casa terá projeto arquitetônico semelhante ao Laroc. Foto: Divulgação
Nova casa ficará exatamente ao lado do Laroc Club, em Valinhos
* Atualizado em 28/05/2017, às 19h47

O Grupo Laroc anunciou recentemente que está abrindo uma nova casa noturna, totalmente voltada à música eletrônica underground. A partir daí, a Phouse entrou em contato com Mario Sergio de Albuquerque, sócio-diretor do Laroc Club, que, além de confirmar a inauguração do empreendimento para 2018, revelou à coluna mais detalhes sobre o novo espaço.

Quando e onde

Segundo Mario Sergio, já está definido: o clube abre entre outubro e novembro deste ano. A localização será literalmente ao lado do Laroc, no quilômetro 118 da Rodovia D. Pedro I, em Valinhos, SP. Logo, o complexo que já abriga o Laroc Club e a casa de shows Folk Valley ganhará um novo membro dentro de poucos meses.

“O novo club vem pra ser a terceira casa do grupo, dentro de um complexo que praticamente estamos criando de entretenimento na cidade de Valinhos. É exatamente ao lado do Laroc, numa área mais elevada, mais alta, com uma visão 360 das montanhas, bem mais verde, super bacana”, revela o business man. “É como se fosse uma segunda pista, mas não é. As conversas surgiram dessa maneira, mas decidimos que é outro clube, outro nome, outra identidade, outra história”, continua.

Por estar em fase final de desenvolvimento, o nome ainda não foi revelado.

“A nova casa vai prezar muito pela capacidade musical e liberdade para experimentações, com identidade forte no underground. Assim, deixamos o Laroc com o estigma do pop.”

Por quê

Criado há dois anos e meio, o Laroc costuma dar muito espaço a artistas da cena house/techno underground, abrindo noites completamente voltadas a esse nicho. Essas noites, porém, não costumam encher a casa, que tem capacidade para até seis mil pessoas. Assim, Mario Sergio explica que em um ambiente menor, diminuindo o tamanho e o custo operacional, fica muito mais viável seguir trazendo essas atrações — e também mais interessante do que a ideia inicial de abrir uma segunda pista. Segundo ele, a casa terá capacidade para cerca de duas mil pessoas.

“A gente sabe que tem umas cinco datas no ano que aceitam uma segunda pista e que têm público suficiente pra acomodar mais do que as seis mil pessoas. Mas a gente também entende que abrir uma pista apenas cinco vezes no ano seria algo ocioso, então não seria tão interessante, já que a ideia é aumentar o volume de operações. O Laroc abre hoje em 18 datas no ano, vai passar a abrir 14 — uma por mês mais duas durante o Carnaval —, e o club novo vem pra abrir mais 12 datas. Com isso, os dois clubes passam a ter 26 datas, o que nos dá mais oito eventos no ano, e com maior pluralidade de atrações. Praticamente, de quatro finais de semana de um mês, o grupo abre em três: Laroc, club novo e Folk”, explica.

“A nova casa vai prezar muito pela capacidade musical e liberdade para experimentações, com identidade forte no underground. Assim, deixamos o Laroc com o estigma de mais mainstream, mais comercial, mais pop. Esse é o principal motivo da abertura de um novo espaço: entender que a gente tem um público muito bom de techno/tech house, mas que o Laroc ainda é muito grande.”

Isso não significa, no entanto, que a sonoridade do Laroc será sempre a mesma. “Sempre bati na tecla de que o Laroc era um club multicultural que poderia atender qualquer tipo de evento, e isso continua existindo”, segue de Albuquerque. “Não é porque vamos ter um club menor que eu vou deixar de trazer artistas de techno pro Laroc. Se eu tiver um Carl Cox, um Solomun, vou fazer ali.”

Laroc underground

Complexo de entretenimento em Valinhos tem Folk Valley, Laroc e espaço mais à direita para o novo clube. Foto: Divulgação

Identidade

Mario Sergio revela que o novo espaço traz a mesma assinatura visual das outras duas casas do complexo em Valinhos, mas adaptada para traduzir seu próprio conceito. “Todas as casas do grupo têm as mesmas características. Elas são conceituadas a partir da tenda, que é nosso artigo principal. Tanto Laroc quanto Folk têm a mesma característica arquitetônica, e o clube novo vem na mesma linha, inclusive de layout e acabamentos”, revela.

“O público é exigente em todas as vertentes, não é porque é underground ou mainstream, e a gente manterá esse nível de excelência, de qualidade, no clube novo. Vamos agregar bastante em produção, que é um diferencial da nossa parte, porque os clubes do underground são mais minimalistas, não têm tanto esse nível de exigência. Então este é mais um motivo pra trazermos esse conceito novo pro underground, com características fortes do nosso grupo.”

O sócio-diretor também explicou como se divide a construção do projeto gráfico: “A concepção do Laroc, os projetos, desenhos, foi feita por nós, os sócios. Somente a parte de stage design, light design e video content foi produzida por um escritório holandês, o TWOFIFTYK, que provavelmente estará conosco nesse projeto também, desenvolvendo a parte interna da tenda, de palco e tudo o mais. A gente deve ter um pouco mais de pegada cenográfica na parte externa, brincando com o ambiente, e deixar a casa com características diferentes — mais luz, menos led, menos papel picado, mas ao mesmo tempo com bastante efeito visual.”

“Não é porque vamos ter um club menor que eu vou deixar de trazer artistas de techno pro Laroc. Se eu tiver um Carl Cox, um Solomun, vou fazer ali.”

O Laroc não corre riscos?

Em pouco tempo de existência, o Laroc vem sendo considerado por muitos — de artistas a frequentadores — como um dos melhores clubes do mundo. Perguntei ao Mario Sergio se, agora que o clube vai mais ou menos se dividir em dois, deixando a parte mais pop/comercial ao Laroc, ele não corre o risco de perder um pouco do seu charme e prestígio. O empresário foi acertivo:

“Não, muito pelo contrário. A gente ganha força como grupo agindo em bloco, a gente vê cases de sucesso pelo mundo como o próprio Hï Ibiza, que é um derivado do Ushuaïa — que é um pouco diferente, lá um é clube dia e o outro é noite… Nós manteremos o club novo também como sunset club, porque o ambiente segue tendo bastante a agregar, mantendo a história do pôr do sol como atrativo. Isso atrai mais fatores positivos e deixa o Laroc ainda mais exclusivo, porque diminui o número de aberturas: uma por mês dá pra ficar com saudade e querer ir de novo. Ao mesmo tempo, cria mais uma opção pra outra vertente musical, outro tipo de público, o que também será um diferencial nosso”.

A nova casa deve ter seu nome e mais detalhes revelados dentro dos próximos meses.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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