Conheça Pontifexx, jovem produtor que vem despontando no mainstream brasileiro

Com apenas 21, Tomas Pontifex já coleciona suporte de gigantes da EDM e lança seu primeiro EP

* Por Rafa Ribeiro | ** Edição e revisão: Flávio Lerner

*** Foto: Image Dealers/Divulgação

A qualidade musical como base e o amor pela pista como diretriz. Essas são as forças motrizes do jovem DJ e produtor Pontifexx, que, com apenas 21 anos, vem se destacando com cada vez mais força no cenário eletrônico nacional.

O paulistano iniciou na música aos 12 anos, quando começou a tocar piano e violão. Esse contato com o piano clássico foi sempre mais íntimo, dando-lhe destreza com o instrumento e qualidade ao tocar. Desse modo, suas produções refletem muito suas referências instrumentais e trazem elementos orgânicos, combinados com toda energia que a música eletrônica desperta.

Inspirado por diversas bandas, como Coldplay e U2, Tomas Pontifex cria uma singularidade energética com suas tracks, em que as construções melódicas e diferentes vertentes convergem, fugindo da mesmice em suas apresentações.

Pontifexx
Pontifexx no Rio Music Carnival 2017. Foto: Gui Urban/Reprodução

O apetite e o interesse de quem vive a música e a cultura eletrônica desde a infância fomenta as sincronicidades e os encontros da carreira de Pontifexx. Constantes elogios por nomes como Martin Garrix, Sam Feldt e Goldfish são estímulos para levá-lo ainda mais longe. É possível notar que as descobertas do jovem produtor crescem a cada dia, e a energia que emana disso pode ser percebida em qualquer um de seus shows.

Um dos resultados diretos de todo esse crescimento é a conquista imediata da programação de rádios em todo o Brasil. O prestígio se consolida com os convites de Zeeba, Autograf e Bakermat para produzir remixes oficiais de suas composições.

Desde 2013, quando lançou o projeto, Tomas passou por diversos lugares-chave em sua carreira, como Music Motion, P12, Cafe de la Musique, Réveillon de Milagres, Milk, Provocateur, Disco e Holi One Festival. Mas o grande feito veio em março, quando foi o artista mais jovem da edição 2019 do Lollapalooza Brasil.

Pontifexx no Lollapalooza Brasil 2019. Foto: Divulgação

Para o artista, poder trabalhar com colegas que ele admira tanto como pessoas e profissionais foi uma experiência incrível e muito gratificante. Em 2017, teve a oportunidade de estar junto com o duo sul-africano Goldfish em um estúdio em São Paulo para gravar a “flauta mágica” do Dave e o baixo e o piano do Dominic. Poder trocar conhecimento com eles foi um grande divisor de águas em sua carreira — fazendo com que percebesse ainda mais que a música eletrônica é um mar infinito a ser explorado.

Outro ponto alto da carreira do jovem brasileiro foi durante o Amsterdam Dance Event daquele ano, a convite dos DJs holandeses De Hofnar e Kav Verhouzer, que o conheceram no ano novo em Milagres–AL (e que posteriormente remixaram sua faixa “Out There”). Algumas semanas antes da viagem para Amsterdã, ele foi surpreendido ao ser chamado para tocar também na festa de lançamento do álbum do Goldfish.

Assim, chamando atenção de tantos destaques dos cenários nacional e internacional, suas produções vêm aumentando em prestígio e número de plays. Saiba mais sobre as principais produções do jovem:

Your Eyes

Gravada em parceria com a cantora Nina Fernandes, foi a primeira track lançada por Pontifexx em uma gravadora major, a Sony Music. Foi também a sua primeira música que entrou na programação das rádios, como Energia 97 e Rede Transamérica, e hoje acumula mais de três milhões de plays em todas as plataformas.

Out There

Outro lançamento pela Sony, “Out There” contou com participação do ganhador do Grammy latino Gustavo Bertoni. Essa foi a primeira de três collabs entre os dois, e que rendeu até hoje mais de quatro milhões e meio de plays em todas as plataformas.

“Out There” usa muito os sons orgânicos do banjo, e o videoclipe, que sozinho tem mais de 500 mil visualizações, foi gravado no icônico deserto do Atacama. Ela ganhou visibilidade em diversas rádios e, pela primeira vez, ficou em destaque no VEVO mundial por uma semana. Por fim, ainda ganhou remixes de projetos brasileiros como Future Class e Beowülf, além de gringos como o francês DIMMI e os já mencionados Kav Verhouzer & De Hofnar.

Rising Sun

A segunda parceria com o cantor Gustavo Bertoni, e desta vez em collab com o Goldfish. O single faz parte do quinto álbum do duo sul-africano, Late Night People, e foi lançado pela Armada Music. Eles gravaram todos os instrumentos acústicos no estúdio, como piano e flauta, e o resultado foi incrível. Essa música traz uma sensação de voltar para casa, de descobrir um pedaço do mundo que ainda não tinha sido conquistado, e hoje já acumula 3,6 milhões de plays em todas as plataformas.

Light Years Away

Essa foi a terceira collab com Bertoni, composta por ambos despretensiosamente. A inspiração foi a avó de Pontifexx, que havia falecido recentemente. A intenção era presentear a família com uma composição especial, e a letra conta a história dela. Hoje com quase três milhões de plays somados em todas as plataformas, a track é considerada outro sucesso da discografia do DJ.

Get Away

Produzida com BWAXX e João Piccoli, é atualmente a faixa mais popular de Pontifexx no Spotify. Ela levou vários meses no estúdio para ser feita e é bem orgânica. O paulistano a considera especial, pois, segundo ele, toca fundo no sentimento de quem ouve — o que pode ser visto pelos mais de 2,7 milhões de plays em todas as plataformas. De presente, a track ganhou seis remixes especiais, com destaque para o do conterrâneo Deadline.

Tempus

Após lançamentos por Sony e Armada Music, “Tempus” levou Pontifexx de volta à Glorie Records. Trata-se de uma track sensorial, em que o músico experimenta uma nova abordagem, mas mantendo os elementos orgânicos e as melodias marcantes como parte de sua identidade. Meses depois, “Tempus” ganhou uma releitura do DJ com Bhaskar, que fez ainda mais sucesso.

Alien Nation

Lançada com Lucas Paiva pela Austro Music, a track é uma canção bastante pop que dosa arranjos instrumentais de piano e guitarras com elementos eletrônicos, que juntos acabam atingindo seu ápice no drop. Carregada de emoção, “Alien Nation” remete à adolescência de Paiva, quando foi morar em outro país.

Remixes

Dentre os seus remixes, destaca-se a música “Dead Soon”, do duo Autograf, o primeiro produzido por Pontifexx para um artista gringo — bem como o remix de “Late Night People”, do Goldfish, e o recém-lançado “Learn to Lose”, original do holandês Bakermat.

The Light

O primeiro EP da carreira musical de Pontifexx, produzido inteiramente em colaboração com Deadline, encanta e surpreende por mostrar tamanha identidade e qualidade de um artista tão novo. Lançado na última sexta-feira pela Austro Music, o conjunto começa com a faixa que dá nome a ele: “The Light”.

Sem muita semelhança com o material prévio de Pontifexx, a track possui uma pegada misteriosa, mas envolvente em sua melodia. A subsequente, “Refraction”, é mais enérgica e com timbres mais abertos, sendo perfeita para as pistas. Já a terceira música,“The Ground”, é também uma parceria com a cantora inglesa Cammie Robinson, e apresenta uma pegada mais fresh e com um pezinho na EDM. O disco fecha com “You & Me”, quarta e mais emotiva faixa de The Light.

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