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Opinião

Por que Guy J pode ajudar a escrever uma nova página na cena gaúcha

Jonas Fachi

Publicado em

15/06/2017 - 10:53

Jonas Fachi traça uma análise histórica da cena eletrônica do Rio Grande do Sul para defender que a vinda de Guy J pode vir a ser um divisor de águas ao Estado.

Neste sábado, 17, o clube Beehive, de Passo Fundo (a aproximadamente 290km de Porto Alegre), irá receber uma das principais figuras do cenário eletrônico na atualidade. Guy J não só é apontado como líder de toda uma nova geração de DJs e produtores de house progressivo, como também um dos principais responsáveis pelo início da retomada do estilo, que passou a ser um dos mais desejados entre clubbers de todo o mundo. Vale destacar que desta vez o Brasil não está ficando para trás — estamos no mesmo passo dos “trends” cíclicos que têm feito parte da evolução da música eletrônica.

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A tour do israelense ainda tem passagem por São Paulo no D-EDGE, clube historicamente voltado a artistas de techno e minimal, mas que nos últimos tempos tem cedido espaço para propostas sonoras de maior profundidade. Guy J também se apresenta em Campos do Jordão em uma edição do Warung Tour, antes de chegar para um extendend set no “Templo da Praia Brava” em Itajaí; por fim, aterrissa no interior do Estado gaúcho para um set — ainda com tempo indefinido — que pode ajudar a escrever uma nova página na cena eletrônica do Estado.

Mas que história é essa de nova página? A música eletrônica não é tradicional por lá também? Não só tem tradição, como a cena gaúcha foi uma das pioneiras no país. Porém, na última década, eles têm sofrido quando se trata de opções de clubes e festas. Porto Alegre não tem nenhum clube específico voltado à cultura underground, com presença de DJs internacionais. Se por um lado a maioria dos Estados do nosso país passam por essa situação — excetuando Santa Catarina, São Paulo e Paraná —, o RS viveu anos dourados, em que não só não devia em nada pra ninguém, como lançava alguns dos melhores DJs e produtores brasileiros, além de receber grandes nomes com frequência. Então o que aconteceu?

Guy J toca neste sábado, na Beehive

É bem verdade que Passo Fundo tem sido um ponto fora da curva; de alguma maneira, a cidade tem conseguido ter gerações de frequentadores se renovando e transmitindo conhecimento adiante. A Beehive teve entre seus fundadores o DJ e produtor Juan Rodrigues, um dos primeiros a acreditar que era possível existir uma cena desenvolvida no interior do Estado. Mesmo quando novas pessoas assumem a cena de um local, é possivel manter o conceito e a identidade, e por isso o clube está há dez anos em funcionamento. Essa estabilidade proporcionou a vinda de artistas como Guy Gerber, Seth Troxler, Mano Le Tough e o até então produtor conceitual deadmau5, em 2008.

Set do deadmau5 na Beehive, em 2008

Para entendermos por que a ida de Guy J ao RS pode ser um ponto de inflexão, primeiramente devemos fazer uma imersão na história — sem saudosismo — e compreender a força e o pioneirismo da região. Isso pode muito bem estar relacionado com a colonização europeia que o Sul sofreu no final do século XIX e início do século XX. Os três estados do Sul têm semelhanças inegáveis. A personalidade das pessoas somada à distância de onde surgiram os estilos musicais que são reconhecidos como “brasileiros” fez com que quando a música eletrônica ganhasse o mundo nos anos 90, o Sul já começasse a fazer sua própria cena. No final dos anos 80, um lugar deu o pontapé inicial para uma cena que cresceria sem parar até meados de 2010: o clube Fim de Século (FDSC) foi um reduto underground que recebia todo tipo de pessoa disposta a fugir dos padrões sociais e aberta a novas experiências — e convenhamos, música eletrônica clubber nos anos 90 era uma nova experiência e tanto.

+ Relatos de um Fim de Século; a história do último club porto-alegrense a celebrar a cultura DJ

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Lá — como podemos ler melhor na matéria de 2015 de Flávio Lerner —, os primeiros DJs do Estado a se destacar nacionalmente mantinham residência: Fabricio Peçanha, Mozart Riggi, Double S e Eduardo Herrera aprenderam como se fazia uma pista vibrar. Traçando um paralelo da época, enquanto São Paulo tinha o Madame Satã, Curitiba o Club Rave e Balneário Camboriú o Baturité, em POA o FDSC esquentava as noites com momentos que agora são lembrados com reverência.

Em 2001, a casa recebeu um novo nome, NEO (New Eletronic Order), e teve residentes como Marcelo Nunes, integrante de uma das primeiras agencias de DJs no Brasil, a Sold Out. Nesse período, pode-se dizer que a capital e várias outras cidades viveram o apogeu da cultura eletrônica, com diversas casas noturnas e eventos pelo Estado. O Fabricio Peçanha, que já era reconhecido como um dos melhores DJs do país, iniciou a Fulltronic, evento trimestral que recebia mais de cinco mil pessoas por edição. O cenário gaúcho começou a ser moldado por grupos de amigos com interesses em comum, e que apenas aspiravam fazer as coisas acontecerem.

Raridade: flyer da Off Side de 2007 que trouxe Guy J pela primeira vez ao RS (via acervo pessoal de Alec Araujo)

Em Canoas, o núcleo Fusion teve entre seus residentes o DJ APOENA, hoje um dos produtores brasileiros mais reconhecidos lá fora. O projeto ganhou espaço em locais de Porto Alegre como o Garagem Hermética. Depois, surgiu o lendário clube Spin, que começou a receber grandes artistas internacionais como Richie Hawtin, Layo & Bushwacka, Oxia e Joris Voorn. Com o passar do tempo, uma identidade fortemente ligada ao house progressivo — que pode ser explicada pela intensa vinda de artistas desse estilo na América do Sul — tomou conta do coração das pessoas.

Lugares como o Liquid, Lounge, Moove, Wish, os espaços culturais 4life (em POA) e Evolution e Oxygen (em Novo Hamburgo) e uma efervescente vida noturna nos verões de praias como Xangri-lá e Atlântida, através de clubes como o Jimbaran, Afrika e Cozumel, trouxeram para o Estado nomes como Sasha, Hernan Cattaneo, Deep DishJohn DigweedSteve Lawler, Nick Warren, 16 Bit Lolitas, Sander Kleinenberg, King Unique Christian Smith. Em Passo Fundo, outro clube importante na história da cidade — o Moinho — recebeu nomes como Eelke Kleijn, Luke Fair, Dosem e Ricky Ryan. Fortemente influenciados por esses artistas (e nota-se aqui outro ponto de pioneirismo do RS), os DJs não só queriam tocar aquele estilo, mas também já se interessavam em fazer as próprias músicas.

Caras como Alec Araujo e Fernando Goraieb começaram a produzir seus sons, chegando a lançar pela gravadora Global Underground, considerada a mais importante da época e uma das maiores de todos os tempos. Alec foi um dos artistas mais ativos do cenário. Além de ser residente de clubes como Spin e Oxygen, também produziu eventos como a Fenix, com intuito de apresentar ao público nomes focados em house progressivo, principalmente DJs argentinos. Em 2007, um certo produtor israelense jovem, praticamente desconhecido pelos brasileiros, estava em tour pela Argentina. Com a oportunidade nas mãos, Alec trouxe Guy J pela primeira vez ao Brasil, juntamente de um live act introspectivo que fazia parte do aclamado selo argentino Off Side. J esteve ainda em 2012 no Moinho, na mesma tour de estreia do Warung, porém o cenário no Estado já era outro, com Passo Fundo sendo a última resistência de opções clubbers com grandes nomes mundiais.

Fazer eventos no Brasil não é simples. Muito se fala da burocracia para abrir uma empresa no RS, além das situações que fogem do controle de quem se dispõe a enfrentar adversidades e construir uma comunidade em torno da boa música. Hoje, alguns esforços que devem ser valorizados são núcleos que realizam eventos pontuais. Em Porto Alegre, depois de anos de baixa, a cena tem se rejuvenescido com mais intensidade, através de núcleos como a Levels (que apresentou Barem, em 2015) e de projetos itinerantes como a Base e a Arruaça, que fazem festas em galpões ou nas ruas. Em Caxias do Sul, a Colours, que tem à frente Fran Bortolossi — um dos DJs/produtores que mais se destacaram no país nos últimos anos —, recebeu ninguém menos que Ali Dubfire em 2014. O Muinho, novo clube de Farroupilha, recentemente abraçou a tour do alemão Lake People. Porém, é consenso: ainda é muito pouco.

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Dez anos após uma estreia ao acaso, Guy J estará novamente aterrisando em terras sulistas, e se pode existir um tipo de música capaz de despertar novos olhares para um nicho musical que vinha definhando no RS, é o seu. Assim como na primeira década deste século, quando o progressive que J ajudou a modernizar esteve em seu auge, o artista, com o destaque mundial que tem recebido, mais uma vez pode ajudar a colocar o Estado no eixo eletrônico do Sul, que nasce em Curitiba e corta o litoral catarinense.

A nova onda de house progressivo segue em marcha. Existe um enorme público carente e que anseia por recebê-lo novamente em casa, afinal, nem sempre é possível viajar até SC para ver seus artistas favoritos. O Beehive fez sua aposta; cabe ao público mostrar apoio para assim inspirar novos eventos que, obtendo resultado, podem criar algo concreto outra vez. Um bom recomeço pode estar naquilo que já deu certo. Como diria o poeta: “Em livros de história, seremos a memória dos dias que virão”.

* Jonas Fachi é colunista na Phouse; leia mais de seus textos.

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Perfil

Entenda a ascensão internacional do DJ e produtor brasileiro Kalil

Lançamentos por grandes labels fazem do paulista um dos principais nomes do techno no Brasil

Alan Medeiros

Publicado há

Kalil
Foto: Divulgação

Nos últimos anos a cena techno brasileira tem servido ao mundo alguns talentos em ascensão, como o caso do talentoso produtor paulista Kalil. O começo de sua carreira foi justamente em um período de grandes inovações relacionadas à forma de consumo de música, e isso foi fundamental para o desenvolvimento não só dele, mas de toda uma geração.

Na virada da última década, a internet passou a representar um capítulo importante na disseminação de conteúdo por parte de artistas independentes, principalmente através de plataformas como SoundCloud e YouTube, que de certa forma reduziram a importância de uma grande gravadora para o start de uma carreira consolidada. Em paralelo com o Facebook e outras redes, colocaram uma ferramenta poderosa na mão de alguns artistas.

      

Kalil claramente soube aproveitar esse momento e foi capaz de construir uma base de fãs engajada, e o mais importante: evoluir seu próprio perfil artístico ao longo dos anos. Desde o começo se comentava que suas produções tinham algo diferenciado, e hoje isso não se trata de uma aposta — estamos falando de algo concreto, especialmente se levarmos em consideração os últimos acontecimentos de sua carreira.

Com uma presença mais forte no mercado nacional, Kalil passou a alçar voos internacionais também, seja através de gigs em países como França, Suíça e Alemanha, ou através de lançamentos por labels como Noir Music, Senso Sounds e Sprout — referências absolutas dentro do techno. Algumas de suas últimas conquistas incluem suportes de nomes como Carl Cox, Maceo Plex, Monika Kruse, Karotte e outros big names da dance music internacional.

     

Ainda é cedo para dizer se Kalil se tornará em breve uma grande estrela do estilo a nível global. Não há como negar, porém, que o brasileiro está mostrando maturidade para guiar sua própria jornada de evolução com sabedoria e inteligência, sempre influenciado pelas batidas inspiradoras de seu próprio coração.

Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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Notícia

Nevoeiro desfalca XXXPERIENCE e TribalTech; entenda o caso

Artistas que iriam de um festival para o outro acabaram não conseguindo viajar

Flávio Lerner

Publicado há

XXXPERIENCE e TribalTech
Foto: Sigma F/Reprodução

Nesse sábado, 22, dois dos mais aguardados festivais da cena eletrônica nacional aconteceram simultaneamente: XXXPERIENCE e TribalTech. Tentando evitar o mau tempo que atrapalhou anos anteriores de ambos os eventos — o que justamente motivou a XXX para transferir sua data de novembro para setembro —, os dois rolaram numa boa, sem temporal nenhum pra acabar com a vibe. Mesmo assim, a zica climática atacou por outro lado, e acabou desfalcando as duas festas.

Por causa do forte nevoeiro que atingiu Curitiba, os dois aeroportos da capital [Afonso Pena e Bacacheri] fecharam, além do Aeroporto Municipal de Ponta Grossa e do Aeroporto Internacional de Navegantes, em Santa Catarina. Com isso, a aeronave particular — contratada em parceria entre os dois festivais — que sairia no começo da madrugada de São Paulo para levar Len Faki, Dubfire e Tessuto ao TribalTech, e posteriormente Ben Klock e Gabe para São Paulo, não conseguiu decolar.

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Além deles, Guy Gerber cancelou anteriormente com os dois festivais, alegando na última quinta-feira que teve sua casa invadida e pertences roubados, incluindo seu passaporte. Já o voo comercial que levava o sueco Gaudium, atração do palco de trance 3DTTRIP, do TribalTech, atrasou, o que fez com o que o artista não chegasse a tempo para tocar. 

A XXX contornou o problema colocando Renato Ratier para estender o seu set, que já encerraria o Union Stage, por quatro horas, assumindo também o horário de Ben Klock, enquanto o Joy Stage, que fecharia com o Gabe, acabou terminando mais cedo; já o Guy Gerber foi substituído por um B2B entre ANNA e Patrice Bäumel, que já eram atrações do Union. 

+ TribalTech Enlighten: confira detalhes da próxima edição do festival

No TribalTech, Len Faki e Dubfire, que seriam as últimas atrações do TribalTech Stage, foram substituídos por Ben Klock [que estendeu seu set em meia hora] e Anthony Parasole, que originalmente tocaria no Timetech [e acabou sendo substituído por um segundo set do alemão Sammy Dee]. Já no Secret Stage, um B2B entre Renato Cohen e RHR fechou o palco, no lugar de Tessuto. O festival acabou sendo encerrado uma hora antes do programado.

Em contato com a Phouse, a assessoria do TT afirmou que já está em contato com as agências dos artistas para tentar trazê-los novamente a Curitiba. Enquanto isso, a produção da XXX afirma também ter a intenção de trazer Ben Klock para a edição do ano que vem.

Antes, ambas as labels já haviam pedido desculpas ao público e explicado o problema em suas respectivas redes sociais.

NOTA OFICIAL.

Posted by Tribaltech on Sunday, September 23, 2018

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Notícia

Marisco Festival tem programação diversa na próxima semana

Flávio Lerner

Publicado há

Marisco Festival
Em 2017, o Marisco Festival rolou no Colégio do Jockey Club. Foto: Reprodução/Facebook
Terceira edição do festival mescla música, conversas e oportunidade para produtores

Organizado pela label Mareh Music, de Guga Roselli, o Marisco Festival traz uma programação bastante diversa para este ano, em São Paulo. A terceira edição do evento foi dividida em quatro datas: um show especial que rolou nessa última quarta [30], com banda em tributo ao lendário maestro brasileiro Lincoln Olivetti; dois dias da chamada “Talks”, que traz painéis, conversas e até juri para avaliar produtores brasileiros [dias 06 e 07]; e o festival em si, no dia 09, que traz Ed Motta como principal atração, além de DJs e produtores como Nuts, Selvagem, Edu Corelli e Roger Weekes e Ashley Beedle [Inglaterra].

Um dos destaques da Talks é uma grande oportunidade para novos talentos nacionais que produzem sons que casam com a proposta da Mareh — isto é, música eletrônica groovada e tropical, mais voltada à disco music, disco house, sons baleáricos e brasilidades. A mesa “New kids on the block” vai trazer dez músicas de produtores brasileiros para serem tocadas e julgadas ao vivo por três DJs experientes: Caio Taborda [Gop Tun], Mari Rossi [We Sounds] e Benjamin Ferreira [Stay Free].

+ Um mergulho na rica discoteca de Chaves e Chapolin

As faixas serão selecionadas mediante seleção prévia do DJ Camilo Rocha, um dos curadores do evento. Para participar, basta enviar até as 18h do dia 05 sua faixa em 320 kbps para o camilorocha68@gmail.com e ficar na torcida. Os dez escolhidos serão convidados a participar do evento — segundo o Camilo, quem não estiver em Sampa poderá assistir posteriormente à sessão em vídeo.

Além da mesa, haverá ainda inúmeros outros painéis com grandes expoentes da cena nacional, como Tessuto, Claudia Assef, L_cio, Carrot Green e Sonia Abreu.

Expoente do groove nacional, Marcos Valle foi atração em 2017. Foto: Reprodução/Site oficial

Confira a programação completa da Talks e do Festival:

Marisco Talks: Conversas e escutas sobre música

Local: Cobertura do Excelsior Hotel — Av. Ipiranga 770, Centro

QUARTA – 6 de junho

A cidade e a música 17h – 18h

Pena Schmidt, consultor de produção musical, Fabiana Batistela, diretora do SIM São Paulo, e Paulo Tessuto (DJ e fundador da festa Capslock) falam sobre desafios e oportunidades nas relações entre as cidades e a música que é vivenciada nelas.

Futuro do pretérito 18h15 – 19h15

Os produtores musicais L_cio e Carrot Green falam sobre os passos da criação do edit/remix, da recriação ao licenciamento, a partir de suas experiências nessa área.

Os discos mais raros do Brasil pt. 1 19h30 – 20h30

Os DJs Nuts e Paulão tocam e comentam raridades nacionais das suas coleções enquanto conversam com o público sobre música brasileira, colecionismo e garimpagem de discos. Mediação de Renata Simões.

Dancing queens: as mulheres da disco brasileira 20h45 – 21h45

Duas mulheres icônicas da disco music brasileira, a DJ Sonia Abreu e Vivian Costa Manso (Harmony Cats) falam sobre suas experiência como artistas femininas na indústria musical e na noite dos anos 70. Mediação de Claudia Assef.

QUINTA – 7 de junho

Disquecidos 16h – 17h

Há quatro anos a Vice Brasil vem contando as histórias por trás de discos que não estouraram em seus lançamentos, mas que se tornaram referências musicais, fetiches de colecionadores e raridades no mercado de vinis. O repórter Peu Araújo fala sobre os bastidores desses papos.

New kids on the block 17h15 – 18h15

Diante do público e um júri, novos produtores exibem faixas para julgamento ao vivo de três DJs com tarimba de anos de pista: Caio Taborda, Mari Rossi e Benjamin Ferreira.

REGRAS:

1) Cada produtor pode enviar apenas uma música

2) A música tem de ser em arquivo MP3 320 kbps. Para a seleção final, que será executada no evento, pediremos uma versão em WAV.

3) Preferimos que o estilo musical esteja coerente com a proposta do Marisco Festival, que fica no meio do caminho entre disco music, house e música brasileira.

4) Só serão aceitas músicas enviadas até 5 de junho às 18h.

5) Envie música ou link para camilorocha68@gmail.com

6) Os produtores selecionados serão avisados individualmente e convidados a ir ao evento.

Qual é a cara desse som? 18h30 – 19h30

Por que é importante construir uma identidade musical? E como se faz e não se faz isso? Venha ouvir as experiências e opiniões de três artistas sobre o tema: os DJs Max Underson, da Coletividade Namíbia e Capslock, Luanda Baldijão e Mauricio Fleury, do Bixiga 70.

Os discos mais raros do Brasil pt. 2 19h45 – 20h45

Augusto Olivani, da Selvagem, e Tata Ogan falam sobre pérolas da música brasileira da sua coleção, tocando discos e conversando com a plateia sobre coleção, pesquisa e recantos obscuros da música do país. Mediação de Guilherme Menegon.

Entrevista no palco – Ashley Beedle 21h00 – 22h00

Protagonista da música e pista britânica desde a acid house, participante de projetos históricos da house music como X-Press 2 e Black Science Orchestra, Beedle vai falar sobre história e carreira com Camilo Rocha. Uma oportunidade única de conhecer de perto os saberes e experiências de um dos mais celebrados veteranos da cena eletrônica.

Marisco Festival: Sábado, 09 de junho

Local: ainda a ser anunciado

Atrações:

Ed Motta (Baile do FlashBack)

Lincoln Olivetti BAND

Ashley Beedle

DJ Nuts

Selvagem

Edu Corelli 

Roger Weekes

Benjamin Ferreira

Vitor Kurc

DJ Paulão

Tata Ogan

Marcelo Dionisio

+ Mais nomes a serem anunciados

Os ingressos estão disponíveis via Event Brite. Mais informações podem ser encontradas no site oficial.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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