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Em e-mail vazado, Porter Robinson traz visão crítica sobre a cena eletrônica

Phouse Staff

Publicado em

31/01/2018 - 14:21
Porter Robinson crítica
Originalmente endereçado a amigos e players da indústria, Porter Robinson introduziu o primeiro EP do Virtual Self com uma visão crítica da cena atual

Um e-mail de Porter Robinson destinado a amigos e figuras-chave da indústria para apresentar seu novo projeto, Virtual Self, vazou na semana passada.

O mais interessante dele é o insight que o produtor traz sobre a cena eletrônica atual. Ao falar sobre o Virtual Self, Porter diz que ambiciona resgatar “algumas coisas” que foram perdidas nesse cenário nas últimas décadas. “[Meu objetivo] É empurrar a música eletrônica para um caminho diferente. Como ela convergiu com a música pop em 2016 (pela segunda vez nos últimos dez anos, a outra foi em 2011), acho que isso levou muitos artistas para longe de projetos apaixonados e ousados, que corram riscos. Nos últimos dois anos, tudo que a maioria dos produtores tinha que fazer para tentar emplacar um hit era comprometer o seu estilo próprio em uns 30% e acrescentar um vocal tropical seguro e inofensivo”, escreveu.

+ Porter Robinson lança primeiro EP de seu projeto paralelo, Virtual Self

“Eu considero que o melhor e mais saudável ponto da música eletrônica é quando coisas novas e inesperadas acontecem. Esse é um gênero que triunfa na novidade. E eu definitivamente não acho que o Virtual Self, o trance dos anos 2000 ou a arte digital abstrata são a solução ou o futuro, mas eu acredito que esse estilo é algo inesperado, e algo que eu esteja preparado para fazer, porque eu o amo. Esse é o precedente que eu quero estabelecer, ou ao menos a abordagem que quero que os outros artistas tenham em mente. Eu amo muito, muito, muito a música eletrônica, e quero que ela seja a melhor possível. Espero que ao fazer algo inesperado, eu possa dar uma sacudida nas coisas, e com sorte, inspirar outros artistas a fazerem algo estranho.”

Em um tweet, o músico admitiu que era um e-mail privado que foi vazado à imprensa, mas não parece ter se importado muito. “Não me importo que as pessoas leiam o que escrevi. De qualquer forma, eu já deveria ter dito algumas dessas coisas publicamente”.

+ Porter Robinson presenteia colega com computador novinho

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Ouça os 3 lançamentos da Alphabeat feitos no feriadão

EP de remixes de “Bonita Demais”, collab de The Otherz, Kiko Franco e Ralk e single do francês Michael Canitrot

Alphabeat Records

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Alphabeat
Arte: Divulgação

A Alphabeat Records aproveitou o feriadão pra trazer três lançamentos para embalar os fãs de música eletrônica no Brasil. 

O primeiro deles saiu na quinta-feira: um EP de remixes de “Bonita Demais”, faixa de Joe Kinni e João Mar com participação do Marcelo Adnet, que já havíamos lançado em maio. O disco traz duas versões future bass moderníssimas — a primeira do CLOCKTAPE, a segunda resultado da collab entre o WADD e o Low Disco — e um deep house groovado do DeepDelic.

    

Já na sexta, trouxemos dois novos singles: “Fogo”,  junção do duo The Otherz com Kiko Franco e Ralk, e vocal de Maciel, e “Mad Over Nothing”, do famoso DJ e produtor francês Michael Canitrot.

Envolvente e dinâmica, “Fogo” mistura beats da house com um free style de sax. Já “Mad Over Nothing” vem numa pegada mais pop e tropical, conduzida por riffs de piano que remetem aos sons clássicos da house music. Ouça as duas abaixo:

    
    

+ CLIQUE AQUI para conferir mais conteúdo da Alphabeat Records

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Kraftwerk é indicado ao “Rock and Roll Hall of Fame”

Grupo pode ser o primeiro nome da música eletrônica a entrar para o Hall

Phouse Staff

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Rock and Roll Hall of Fame
Foto: Reprodução

Instituído em 1986, o “Rock and Roll Hall of Fame” escolhe cerca de cinco artistas anualmente para integrar sua cada vez mais ampla galeria com lendas do rock e da música pop de forma geral. 

Desta vez, um nome histórico da música eletrônica está concorrendo ao voto popular: o Kraftwerk. Os alemães disputam votos ao lado de Def Leppard, Devo, Janet Jackson, John Prine, LL Cool J, MC5, Radiohead, Rage Against the Machine, Roxy Music, Steve Nicks, The Cure, Todd Rundgren, Rufus & Chaka Kahn e The Zombies.

Se eleito, o Kraftwerk pode ser o primeiro nome da música eletrônica a entrar no “Hall of Fame”. Para ser indicado atualmente, um artista deve ter lançado sua primeira música ao menos 25 anos antes do ano corrente. Os nomes serão anunciados em dezembro.

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Fundador do Fyre Festival é condenado a 6 anos de cadeia

Sentença foi deferida nesta quinta-feira, nos Estados Unidos

Phouse Staff

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Fyre Festival
Foto: Reprodução

Saiu nesta quinta-feira, 11, em Nova Iorque, a sentença judicial contra Billy McFarland, o produtor de eventos de 26 anos que ficou famoso pelo fiasco do seu Fyre Festival em 2017. O empresário vai pegar seis anos de prisão, não apenas por este episódio, em que provocou um prejuízo de mais seis milhões de dólares a diversas pessoas, mas também por outras múltiplas fraudes cometidas.

Segundo a VICE, os advogados de McFarland tentaram liberá-lo da cadeia defendendo que ele foi diagnosticado recentemente com transtorno bipolar, que não o deixaria saber diferenciar o certo do errado.

A juíza Naomi Buchwald não comprou a ideia, e acabou aplicando a sentença, justificando que Billy sabia exatamente o que estava fazendo, e que se trata de um “fraudulento em série”. Ainda assim, a pena pode até ser considerada branda, já que ele corria o risco de pegar até 20 anos.

Ainda de acordo com a VICE, o americano disse sentir um profundo remorso. “Tenho vivido todos os dias da minha vida com o peso de saber que eu literalmente destruí as vidas de meus amigos e da minha família”, teria declarado.

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