Protesto Raving Riot

Clubes de Berlim farão protesto contra partido político de direita

A manifestação será realizada neste domingo

O coletivo de clubes alemão Reclaim Club Culture está organizando um ato público em Berlim para este domingo, 27. A ideia é mobilizar uma grande festa eletrônica de rua para se manifestar contra a passeata dirigida pelo partido político alemão de direita Alternative für Deutschland (AfD), que acontece no mesmo dia. Segundo o Resident Advisor, a passeata do AfD pode reunir até dez mil pessoas pelo país, no que seria “uma das maiores mobilizações da extrema direita dos últimos anos”.

A iniciativa conta ainda com vários contraprotestos pela cidade, unindo representantes de dezenas de clubes e partidos no bairro central de Mitte, em Berlim. “Não estamos dispostos a tolerar a pressão contínua da extrema direita contra tudo o que a cena clubber de Berlim representa”, disse uma fonte anônima ao RA.

É possível que esse ato político tenha relação com os protestos recentes na Geórgia, que surgiram depois da polícia local ter agido com violência em operações contra o narcotráfico em dois clubes do país.

Manifestação na Georgia. Foto: Vakho Kareli/Georgian Journal

Rave protesto

No dia 12 de maio, milhares de manifestantes protestaram dançando em frente ao parlamento da Geórgia, no que eles chamaram de “rave protesto”. A rave protesto começou espontaneamente logo após ataques policiais aos clubes Bassiani e Café Gallery, que ficam em Tbilisi, capital do país.

Os atos se dividiram em dois dias: um iniciado na noite do ataque e outro organizado na tarde do dia seguinte. As reivindicações dos manifestantes incluíram a renúncia do Ministro do Interior da Geórgia, Giorgi Gakharia, que ordenou os ataques, assim como o Primeiro-Ministro Giorgi Zirakashvili, além de uma mudança na política de combate às drogas. O manifesto contou com os DJs da programação de sexta-feira no Bassiani, Ateq, Sa Pa e DJ Dustin, que tocaram para uma multidão estimada em milhares de pessoas.

A polícia georgiana alegou que os ataques foram uma tentativa de prender oito traficantes em resposta a cinco recentes mortes relacionadas ao consumo de drogas em Tbilisi. Um defensor público que trabalhava no caso, porém, afirmou que os traficantes em questão já haviam sido presos previamente no mesmo dia, horas antes dos ataques, levantando suposições para o motivo real da ação.

A mídia local ainda informou que 70 pessoas foram presas nos atos — inocentes, de acordo com os manifestantes. Segundo o Ministério do Interior, os que não tinham acusações criminais foram liberados. O Bassiani ainda alegou que as ações de opressão contra o funcionamento do local não se limitam ao ataque de 12 de maio.

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