Qual o problema dos festivais nacionais com a bass music?

marky

De fato, atualmente, o Brasil é um recinto de música eletrônica, mas será um lugar em que a EDM – Electronic Dance Music – possa se propagar em todas as suas vertentes? A Phouse vai mostrar algumas provas que o país ainda não dá chances para que talentos da bass music nacionais e internacionais possam se apresentar, pelo menos, nos tempos atuais.

No passado não tão distante, o estilo recebia um bom apoio de eventos nacionais, mais precisamente o Skol Beats e a Spirit Of London, que tinham tendas próprias para produtores do estilo, a Movement e a Marky & Friends, respectivamente. Mas com o passar dos anos e a evolução dos outros estilos em solo nacional, o bass acabou tendo uma grande queda por aqui.

Indo nesta toada, o final deste ano chega com diversos festivais de grandes portes por aqui, como Xxxperience, Zoo Marine, em São Paulo, Dream Valley, em Santa Catarina, entre outros e não vemos uma atração de Trap, Drum & Bass, Dubstep e Bassline em suas listas de artistas, os famosos lineups. E mesmo os que aconteceram no primeiro semestre, como a Tribe, por exemplo, o bass não foi lembrado.

Uma das “desculpas” dos organizadores está no pouco apresso desses artistas junto ao público brasileiro, porém isso não é demonstrado nas redes sociais. Há pedidos constantes de nomes como Skrillex, Nero, Diplo, Jack Ü, Flux Pavilion, Andy C, Flosstradamus, Yellow Claw, entre outros para que sejam atrações nestes festivais. Mas é de se admitir que a concorrência com os estilos Electro, Electro-House, Progressive-House e o House é um tanto desleal. As rádios e veículos de imprensa exploram mais o “pop”, os famosos assuntos “comerciais”, natural para o país que vivemos.

Além dos gringos, no próprio Brasil temos artistas com capacidade na bass music, como o DJ Marky e Tropkillaz, de Drum & Bass e Dubstep, respectivamente. Ambos recebem um ótimo feedback dos fãs e da crítica. Marky foi um dos maiores propulsores do estilo no Brasil e até no mundo, com indicações em rádios famosas, como a BBC Radio One, da Inglaterra. Já Tropkillaz, constantemente, está em turnê pela Europa.

E, para não ser injusto, temos um festival que, mesmo não tendo suas raízes no Brasil, vem há anos apostando na bass music em solo nacional. Estamos falando do Lollapaloza que já trouxe Skrillex, Krewella, Baauer, Flux Pavilion e muitos outros. Além do Lola, o bass será lembrado em um novo festival, o aclamado Tomorrowland Brasil, os organizadores do evento sempre confiaram em nomes da vertente em suas edições na Bélgica e nos Estados Unidos, por aqui não deve ser diferente.

Os fãs da vertente podem esperar por novidades pelo menos nestes dois festivais e clamar por mudanças nos de origens nacionais, já que a EDM tem um grande universo a se explorar.

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