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“Que porra é essa de new beach?”; O Fatnotronic segue mostrando consistência em seu novo EP

Flávio Lerner

Publicado em

01/09/2016 - 10:22

Com “Mantra” e “New Beach”, a dupla paulistana Fatnotronic — aka Phillipi & Rodrigo — segue na vanguarda brazuca da house music quente, suingada e orgânica.

Em um cenário “underground” [entre aspas porque sigo com restrições com o termo] brasileiro cada vez mais techno, reto e sombrio, a melodia e os arranjos quentes, orgânicos e suingados seguem muitíssimo bem representados pelo duo paulistano Fatnotronic — esses carinhas que têm altos anos de estrada, prestígio de uma caralhada de gente do mais alto nível da cena mundial [entre eles Fatboy Slim, Diplo, Nightmares on Wax e JKriv], mas que seguem ainda meio escanteados no nosso País, e é por isso mesmo que faço questão de escrever sobre eles aqui e trazer seus novos lançamentos.

O Fatnotronic começou em 2014 fazendo belos edits de disco music brasileira, e desde então foi encorpando e ganhando cada vez mais consistência. Neste ano, lançaram suas primeiras faixas autorais no EP Karma/Gueto de Gent pela DEEWEE, selo dos irmãos Dewale, geninhos criativos belgas que integram a dupla 2manydjs. Desde então, graças a uma idiossincrasia dos belgas, passaram a assinar como Phillipi & Rodrigo nas composições 100% próprias [mantendo Fatnotronic pros edits]. É o caso aqui do DEEWEE 017, novo EP da dupla dinâmica que saiu oficialmente nessa última terça-feira.

O disco traz duas faixas, “Mantra” e “New Beach”, que revelam melhor do que nunca a capacidade do Phillipi A. e do Rodrigo Gorky em atuarem em frentes diferentes, brincando com referências das mais variadas, ao mesmo tempo em que mantêm sempre a sua identidade — uma credencial indispensável pra quem quer ser um artista consistente. “Mantra” é fantástica, a faixa mais percussivo-étnica-psicodélica dos caras até hoje; nas palavras do próprio Phillipi, “techno de umbanda devagar com pandeiro”. Perguntei se funcionava como uma espécie de sequência narrativa pra “Karma”, como os nomes sugerem, mas o Gorky garantiu que as semelhanças param por aí. “Musicalmente não [tem a ver], mas acho que isso é o legal da coisa toda; que cada lançamento é uma coisa diferente.”

Na verdade, quem mais conversa musicalmente com “Karma” é o lado B “New Beach”. Introduzida por um “Ow, que porra é essa de new beach? New beach é o caralho, isso aqui é Brasil, merrmão!”, a faixa é também marcada por timbres acid house e frases recitadas aqui e ali. Curioso é que, pra quem não é nativo ou especialista em inglês, a pronúncia de “new beach” [“nova praia”] soa idêntica a “new beat”, nome da vertente de house music lenta e grave [normalmente por volta dos 110 BPM] que foi febre na Bélgica na virada dos anos 80 pros 90. O Phillipi confirmou que a intenção do trocadilho: “Em dezembro, durante a Pommes Frittes Tour, estávamos no DEEWEE STUDIO em Ghent trabalhando e os irmãos Dewale foram ouvir o que eu e o Gorky gravamos. Eu fiz o riff do bass e o Dave [Dewale] na hora falou que estávamos fazendo um som estilo new beat. Curtimos a referência, e new beat feito por brasileiros vira new beach”, brincou.  

Pra esse som, os caras fizeram um videoclipe [assista abaixo] que nada mais é do que uma edição de imagens despretensiosas feitas na última turnê europeia do Fatnotronic — o famigerado aftermovie. “Hoje em dia todo mundo faz vídeo tão, mas tão produzido que achamos legal fazer o nosso na pegada do it yourself”, seguiu contando o Phillipi. O vídeo traz takes das 12 gigs feitas pela dupla em cidades de França, Bélgica e Portugal, além de passeios turísticos da dupla entre os 25 dias da tour. Gringos respeitabilíssimos da cena disco house, como Moullinex, Xinobi, Boston Bun, In Flagranti e DVNO também aparecem nas gravações. Um terceiro EP pela DEEWEE deve sair ainda neste ano; ficamos no aguardo!

Você pode sacar mais sobre a história do new beat aqui. Não deixe de ler também os outros artigos que escrevi sobre o Fatnotronic:

Em meio à primeira turnê europeia, o duo paulistano Fatnotronic finaliza seu segundo EP

O novo clipe do Fatnotronic é um WTF absurdo que retrata o caos urbano de São Paulo

Com suporte do Fatboy Slim, o Fatnotronic segue surfando na boa onda


 

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Falando sobre a volta do Swedish House Mafia, Ingrosso revela hiato de duo com Axwell

DJ confirmou volta do trio ao estúdio e explicou por que retomaram o projeto

Phouse Staff

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Axwell & Ingrosso
Foto: Rukes/Reprodução

Apesar de serem chegados num mistério, os suecos do Swedish House Mafia já deixaram bem claro que estão voltando com tudo em 2019. Mas e os seus projetos paralelos, como vão ficar no ano que vem? Se Steve Angello ainda não se manifestou sobre como vai lidar com a carreira solo, Sebastian Ingrosso revelou para o jornal sueco Metro, em entrevista publicada hoje, que o seu duo com o Axwell vai dar um tempo.

“Não vamos seguir [com o Axwell Λ Ingrosso], vamos colocar esse projeto na prateleira. Como eu costumo dizer, são três pontos, não dois pontos mais um. Mas definitivamente vamos continuar nossos projetos individuais”, declarou, em alusão ao logotipo do SHM.

+ Steve Angello confirma novas músicas do Swedish House Mafia

O DJ também confirmou que o trio terá novas produções, como revelado recentemente por Angello (“vamos nos juntar [no estúdio] depois do verão [no Hemisfério Norte] e tentar criar algo divertido”), e explicou que não acha que a reunião do grupo demorou pouco tempo para acontecer:

“Eu e o Axwell fizemos o nosso lance por cinco anos, assim como o Steve. Sentimos que já era hora, ficamos com saudades. E acima de tudo, os fãs queriam que nos reuníssemos”.

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Fortaleza será palco do primeiro BURN Residency Showcase no Brasil

Evento promove a competição de DJs da marca, que está em sua reta final

Manoel Cirilo

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BURN Residency Showcase
Praia do Futuro, em Fortaleza. Foto: Reprodução

Como parte do plano de expansão da marca, a BURN promoverá uma série de showcases do BURN Residency em diferentes cidades do território nacional. Para dar início a essa ação, o primeiro destino escolhido foi Fortaleza.

A capital do Ceará foi estrategicamente selecionada para descentralizar os esforços da cena eletrônica no país, normalmente concentrados entre São Paulo, Curitiba e Santa Catarina. Essa percepção do projeto é extremamente valiosa para toda a indústria eletrônica nacional, por fomentar o desenvolvimento de diferentes pólos dentro do mercado brasileiro e aumentar ainda mais a notoriedade do país  dentro da indústria mundial.

+ CLIQUE AQUI para saber mais sobre o BURN Residency

A decisão também conversa intimamente com o propósito do Residency, que é justamente abrir espaço dentro da indústria para diferentes artistas mostrarem o seu trabalho. Fortaleza ainda possui o privilégio de estar localizada em uma das regiões litorâneas mais estonteantes do Brasil. Com paisagens naturais de tirar o fôlego e um forte apelo cultural, a cidade faz um paralelo perfeito com a sede do projeto, localizada em Ibiza. A ilha espanhola é o destino final do competição de DJs da marca, onde os dez finalistas participam das últimas etapas que elegerão o grande vencedor, no começo de setembro.

O BURN Residency Showcase Fortaleza acontece neste sábado, 25 de agosto, no Sunrise Beach Club, que fica na Praia do Futuro. Quem comanda a festa são os embaixadores do projeto no Brasil, Morttagua e Alexiz BcX, ao lado dos convidados Lennox Hortale e Pedro Poyart, que formam o duo Mumbaata. Completam o line os DJs locais Levi Lenz, Davi Fiuza e o duo Dub Mode. Para saber mais detalhes sobre o evento, basta clicar aqui.

* Manoel Cirilo é colaborador da Phouse.

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Avicii ganha prêmio no VMA

Vídeo para “Lonely Together” foi premiado na cerimônia da MTV

Phouse Staff

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Avicii
Foto: Reprodução

A edição de 2018 do MTV Video Music Awards, que rolou na noite de ontem, em Nova Iorque, premiou apenas um nome da música eletrônica: Avicii. O falecido produtor ganhou a estatueta de “Melhor Vídeo de Dance Music” pelo videoclipe de “Lonely Together”, com Rita Ora

O vídeo ganhou a parada concorrendo com “One Kiss” (Calvin Harris e Dua Lipa), “Everybody Hates Me” (The Chainsmokers), “Flames” (David Guetta e Sia), “Silence” (marshmello) e “Get Low” (Zedd e Liam Payne). “Lonely Together” também concorreu na categoria Melhores Efeitos Visuais”, perdendo para “All the Starts”, de Kendrick Lamar.

Muitos fãs do sueco, entretanto, reclamaram da falta de uma homenagem maior ao músico, como tem sido praxe nas cerimônias do mundo da música desde o seu falecimento.

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