Claudinho Brasil: “Não preciso ter vergonha de ser pop”

Lançamento de "Ondas Sobre o Mar" marca uma nova era para o DJ, produtor, cantor e compositor brasileiro

A nova década marca uma virada de página importante para Claudinho Brasil. Seu primeiro single do período, que saiu nesta sexta-feira, é um dos mais importantes da sua carreira de mais de 25 anos.

Isto porque “Ondas Sobre o Mar” marca o lançamento oficial de sua gravadora, PopTrance Records [que será a casa de todos os seus próximos releases]; é a primeira música em que ele arriscou mostrar sua voz; e, principalmente, é seu primeiro som de apelo mais pop, em formato direcionado às rádios — a canção tem pouco mais de dois minutos e mistura pop rock e MPB às batidas do psytrance.

Assim, Claudinho mira seguir um caminho semelhante ao de Alok, que veio do trance e se tornou o DJ mais popular do Brasil. Mas, como destacou à reportagem, sem jamais deixar de lado o psy e os sons para as pistas. “Vou continuar lançando as coisas que eu lançava antes. Só quero poder mostrar às pessoas meu lado mais leve, pop. Eu acredito na música pop. Eu sou um compositor de pop. Queria também que conhecessem meu lado cantor. Tenho 15 anos de trance e nunca tinha lançado uma música cantando. Então, porra, eu canto desde criança, mano!”, declarou.

“Essa música fala da minha alma, sabe? Cara, eu tenho uma relação muito forte com a natureza, com o mar. Então ela saiu do fundo do meu coração, e eu resolvi cantar. A princípio nem era pra eu cantar, mas eu fui pro estúdio e tudo fluiu tão naturalmente… Foi tudo tão gostoso que acho que quando a pessoa escuta a canção, ela sente isso. Ela sente essa fluidez. Tem um momento da gravação que eu dou até um leve sorriso. É uma música muito good vibes, com a cara do verão, e que reflete a fase que eu tô da minha vida”, seguiu.

“Quero trilhar o caminho do pop, mas não é porque eu quero ser rico. Eu quero ser pop porque eu sou pop. Porque eu não preciso ter vergonha de ser pop.”

Claudinho admitiu que no momento de planejar o lançamento da música, seu manager na época sugeriu que ele criasse um projeto paralelo para sua faceta mais popular, mas ele recusou. “Esse é o Claudinho Brasil. Por que eu tenho que criar um novo projeto para ser eu mesmo? ‘Ah, mas agora todas as músicas vão ser assim?’ Claro que não! Vai sair agora um remix pro Felguk que eu fiz de ‘2nite’ que é uma pancada, um som bem pista… Então o Claudinho Brasil é isso: é pop, é trance, é pop trance, é psy… É música! Eu sou músico.”

Assim, ele faz questão de ressaltar que está abraçando uma nova faceta, mas com calma, sem deixar de ser o artista que todos já conhecem. “É um caminho sutil. Vamos testando, sentindo a vibe. Estou surpreso. Achei que a galera ia criticar bem mais, mas pelo contrário, tá tendo uma puta aceitação. Então sim, eu quero seguir o caminho do pop, mas não só ele. Eu vou mesclar”, acrescentou.

“A gente demora a vida inteira pra ser a gente mesmo. E ser a gente mesmo é o caminho da felicidade.”

“E eu quero trilhar esse caminho, que pode ser o caminho que o Alok trilhou — mas o Alok é o Alok, eu sou eu —, mas não é porque eu quero ser rico. Eu quero ser pop porque eu sou pop. Porque eu não preciso ter vergonha de ser pop. Eu nasci pop, eu componho pop, eu escuto pop. Por isso que gosto mais da palavra ‘pop’ do que da palavra ‘comercial’, que parece que visa o dinheiro”, frisou, com a animação e energia de sempre.

“E o pop é o popular. Quem é o rei do pop? É o Michael Jackson. Quem não gosta dele? Eu quero ser igual ao Michael Jackson. Só não quero ser louco como ele (risos)! Eu quero muito que a empregada doméstica saiba quem é o Claudinho Brasil. Mas em hipótese nenhuma pelo dinheiro, e sim por uma satisfação pessoal. A gente demora a vida inteira pra ser a gente mesmo. E ser a gente mesmo é o caminho da felicidade”, finalizou o DJ.

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

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