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Resident Advisor Top 100

Decisão ousada: Resident Advisor encerra seu Top 100 de melhores DJs do ano

O conceituado portal admite que o ranking influenciava negativamente no mercado e não refletia a diversidade da cena eletrônica global

O Resident Advisor, um dos sites mais conhecidos e conceituados por cobrir parte importante da cena eletrônica, anunciou nesta quarta-feira que não fará mais seus tradicionais rankings anuais, que, criados em 2006, passaram desde 2008 a convidavar os leitores a elegerem os 100 DJs e Live Acts de maior destaque em cada temporada.

Se você acompanha a Phouse há alguns anos, deve ter lido nossos artigos e matérias em relação a esses rankings, que geram listas de popularidade que acabam ganhando muito peso no mercado, acirrando uma corrida por posições que levam a cachês mais altos, por exemplo.

A linha de raciocínio adotada pelo RA é bastante semelhante ao que defendemos. Partindo da ideia de não querer interferir no jogo mercadológico e percebendo que as listas não eram mais um reflexo real do cenário atual, o RA decidiu encerrar seu poll, e, em vez disso, irá trazer conteúdo com curadoria interna com dicas sobre quem eles consideram os melhores.

+ OPINIÃO: O Top 100 do Resident Advisor é melhor que o Top 100 da DJ Mag?

Isso não significa que eles têm a palavra final e nem que a palavra do site representa alguma verdade definitiva — trata-se de uma elaboração crítica que reconhece o fato de que o mundo da música é muito diversificado, e prestigiar os 100 ou 50 “melhores” acaba perdendo o sentido, já que em cada canto existe uma cena diferente da outra, sendo impossível criar um ranking objetivo que catalogue esses artistas.

Uma olhada nos melhores lives, álbuns, selos, VAs e mixes de 2015, segundo o Resident Advisor

“Se nosso objetivo era refletir o ano passado da música eletrônica, nossas listas de DJ e Live Acts de 2016 foram o ápice de um sentimento crescente: que a homogeneidade dos resultados não representava a diversidade da cena. Mais urgente ainda, a lista de DJs era massivamente dominada por homens, em sua maioria dos Estados Unidos e da Europa, enquanto a lista de live acts não continha nem uma única mulher. Essas listas não representaram a realidade da música eletrônica em 2016, uma cena em que incontáveis mulheres talentosas tocaram para clubs lotados todo fim de semana”, defenderam, em editorial.

RELEMBRE AQUI o posicionamento da Phouse sobre o Top 100 da DJ Mag

“Basicamente, decidimos que não queremos mais rankear artistas. Colocá-los em uma suposta ordem decrescente de qualidade é um disserviço a eles, mesmo os que figuram nas primeiras posições, e cria uma atmosfera de ego e competição. Por esse motivo, também vamos acabar com as listas ordenadas nos rankings elaborados pelo staff — isto é, os de melhores faixas, selos, álbuns e mixes/compilações/podcasts.”

+ OPINIÃO: Nós precisamos parar de dar moral pro Top 100 da DJ Mag

O novo formato de destaques do ano, portanto, virá em três matérias que irão cobrir artistas e álbuns que o RA considera terem feito algo significativo para a música eletrônica no ano. Você pode conferir a nota completa no próprio Resident Advisor.

We’re no longer running the RA polls. Here’s why.

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