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Ben Klock inspirado, artistas e público em sintonia; saiba como foi o 1º aniversário do Caos

Alan Medeiros descreve sua primeira experiência na casa campineira, que recebeu o alemão como headliner para celebrar seu primeiro ano

Alan Medeiros

Publicado em

27/12/2018 - 14:37
Caos 1 ano
Foto: Divulgação
* Edição e revisão: Flávio Lerner

A primeira sexta-feira de dezembro marcou o aniversário de um ano do Caos. Nesse primeiro ano de jornada, nomes como Laurent Garnier, Recondite, Guy J, Ryan Elliott, Efdemin e um timaço de artistas nacionais ajudaram a posicionar o club como um dos expoentes máximos do underground eletrônico nacional. Na linha de frente, Eli Iwasa e seus sócios não mediram esforços para colocar a cidade de Campinas na rota oficial dos principais artistas internacionais.

Quando confirmaram minha viagem, confesso que busquei não criar grandes expectativas, a fim de fazer a melhor observação possível da noite e dos acontecimentos. Sou um grande fã dos artistas do Berghain, mas até então tinha uma aptidão maior por outros residentes, apesar de admirar muito toda obra do Ben Klock, headliner da noite.

Ben Klock. Foto: Image Dealers/Reprodução

O que mais me chama atenção em seu perfil artístico é a regularidade frente a uma intensa tour mundial que ele já está envolvido há pelo menos uma década. A parte nacional do lineup também me chamou bastante atenção — isso porque estavam confirmados dois dos meus DJs preferidos no Brasil, Caio T e Eli Iwasa, além do Lucas Freire, reconhecido por amigos próximos e referências da cena como um precursor do hard techno no país.

Cheguei em Campinas à tarde, aproveitei o tempo livre no hotel para finalizar alguns trabalhos e encontrei o grande Andre Salata para um jantar antes da noite. Parti para o club um pouco mais tarde do que gostaria, o que me fez perder a primeira metade do set do Caio T, DJ parte do coletivo paulistano Gop Tun. O fim do sua apresentação estava bem melódico, com faixas que se confundiam entre as linhas da house e do techno — uma atmosfera de princípio de caos que, como o próprio nome já sugere, casou super bem com a noite.

Caio T. Foto: Image Dealers/Reprodução

Eli Iwasa entrou na sequência e mostrou por que a figura do DJ residente é tão importante para a construção do perfil sonoro de um club. Concentrada no momento e vivendo a pista do Caos de maneira intensa, Eli passeou por diferentes linhas do techno ao decorrer das suas duas horas e meia de set. Momentos de introspecção e melodia se alternaram com alguns picos de pressão de pista. Um set de quem é protagonista, mas com a devida construção de um ótimo warmup.

Com a entrega de Eli, Ben não precisou “recomeçar” a noite, contando uma história do zero. O DJ e produtor berlinense apenas deu a devida continuidade ao que estava sendo proposto; claro que com uma notável diferença que se dá por conta de seu estilo de discotecagem. Em pouco mais de quatro horas de set, Ben Klock mostrou por que é um dos grandes nomes da história contemporânea do techno — e olha que eu não gosto de usar esse tipo de clichê afirmativo, mas nesse caso se faz necessário.

Eli Iwasa. Foto: Image Dealers/Reprodução

Seu set pode ser dividido em momentos. Na primeira parte, ele preparou o terreno para o que viria a seguir, com intensidade, poucos breaks longos e um som mais limpo. Na sequência, vieram os efeitos, uma construção um pouco mais suja, breaks mais trabalhados e, novamente, pressão. A penúltima parte foi destinada a uma abordagem do techno bastante precisa e contundente, aquele estilo de faixas que você sabe que não é todo artista que consegue desenvolver. Já com o dia amanhecendo, ele tocou sua clássica “Subzero”, mixada com o vocal chiclete de “Freak Like Me”.

Antes de se despedir do público e já com os raios de sol na pista, Klock pisou no acelerador e entregou a melhor hora de sua apresentação — mental e vibrante, um closing perfeito para um set brilhante até ali. Era nítida a animação do artista com a pista que se construiu a sua frente. Lucas Freire assumiu a missão de dar números finais à noite, uma tarefa difícil após a excelente performance do alemão.

Lucas Freire. Foto: Image Dealers/Reprodução

Seu set iniciou com uma linha densa e criativa, com BPM acelerado e uma busca constante pela conexão com a pista. Acompanhei a fase inicial e resisti no dancefloor até que o cansaço me venceu. Saí do Caos com a sensação de ter pego uma das melhores pistas do ano, com sets bem executados, amigos na pista e aquele clima de coletividade que é tão importante para o desenvolvimento sustentável da cena.

Confira mais cliques da noite:

Foto: Image Dealers/Reprodução
Foto: Image Dealers/Reprodução
Foto: Image Dealers/Reprodução
Foto: Image Dealers/Reprodução
Foto: Image Dealers/Reprodução
Foto: Image Dealers/Reprodução

* Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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Filme do Netflix sobre o Fyre Festival está disponível no Brasil

Com subtítulo digno de “Sessão da Tarde”

Phouse Staff

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Fyre Fiasco no Caribe
Foto: Reprodução

Nem sempre o que está disponível no Netflix nos Estados Unidos ou na Europa acaba chegando aqui no Brasil. O filme do Avicii, que recentemente voltou à plataforma — mas ainda não por aqui —, é um bom exemplo.

Por sorte, Fyre, o documentário da própria companhia de streaming sobre o maior #fail da história dos festivais, foi disponibilizado pra gente por aqui, e pode ser assistido em todo o país — com direito a legendas em português e subtítulo digno de Sessão da Tarde: Fyre: Fiasco no Caribe.

Pra quem quer saber mais sobre a história que prometeu luxo e entregou lixo, que levou seu produtor à cadeia por fraude, deu uma queimada na reputação do rapper Ja Rule e arruinou algumas outras vidas, é só acessar aqui.

+ Hulu fura o olho do Netflix com documentário sobre o Fyre Festival

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Paul van Dyk é indenizado por queda no ASOT de 2016

Processo tramitou por quase três anos na justiça holandesa

Phouse Staff

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Paul Van Dyk
Foto: Reprodução

Depois de quase três anos em disputa, Paul van Dyk venceu na justiça o processo contra a ALDA Events B.V., produtora responsável pelo A State of Trance em Utreque, na Holanda, que culminou com a queda do DJ de uma altura de mais de seis metros no palco principal, em fevereiro de 2016.

Segundo reportagem do Blast, Paul recebeu uma indenização de mais de 12,5 milhões de dólares (em torno de R$ 48,5 milhões, na cotação de hoje). O valor total chega à quantia de $12.588.643,45, para cobrir despesas médicas (passadas e futuras), danos materiais (cancelamento de shows pelo período que foi hospitalizado) e danos morais.

À época, Paul chegou a sofrer uma concussão grave e quebrou sua espinha dorsal em dois lugares. Consideradas todas as circunstâncias, é praticamente um milagre que ele tenha saído com vida e sem sequelas. “Na sentença, ficou constatado que a ALDA não trabalhou na segurança do palco. Eles admitiram que a área frontal não era segura, mas não avisaram o DJ antes do show. Nunca o comunicaram sobre esse perigo, mesmo sabendo que ele fazia sets bem agitados”, explica a matéria.

A queda de Paul van Dyk, em 2016

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Os 4 singles que antecedem o novo álbum de ILLUSIONIZE

“X” está previsto para o começo de fevereiro

Phouse Staff

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ILLUSIONIZE
Foto: Reprodução

Com o lançamento de “What’s Up” nessa sexta-feira, o ILLUSIONIZE encerrou a série de singles que promovem X, seu novo álbum. Com quatro músicas, a série iniciou lá em agosto, com “Down” (quando revelamos com exclusividade o planejamento do disco — relembre aqui) e seguiu com “Here We Go” e “Eruption”, até chegar à quarta e derradeira parte.

Com isso, já é possível ter um panorama do que vem por aí em X (dez, em algoritmos romanos). Via Elevation, o disco que celebra seus dez anos de carreira está previsto para o dia 1º de fevereiro no Beatport, e no dia 15 nas outras plataformas. Os quatro singles correspondem às quatro primeiras faixas, de um total de dez.

Cabalístico, não?

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