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Review

Bem-sucedida, a elrow mostrou que a noite brasileira pode ser mais criativa

Júlia Gardel

Publicado em

08/12/2017 - 18:21
elrow brasil
Trazendo o tema “Bollywood”, a primeira edição brasileira da festa espanhola foi além da boa música, revelando como o conceito, o ambiente e a interação com o público também são fundamentais
* Fotos por FlashBang

Novidade. Era disso que o Brasil precisava. A elrow é única, e se alguém não sabia, com certeza passou a saber. Trazida no último sábado pela Plusnetwork ao Estádio do Canindé, em São Paulo, já de cara a festa chegou no país pedindo passagem e mostrando a que veio.

Evento tradicional na Espanha, a elrow é conhecida principalmente por seu conceito de entreter, de modo bastante peculiar, os seus participantes em qualquer lugar do planeta onde se estabelece. A edição principal ocorre em Viladecans, uma cidade próxima a Barcelona, e durante o verão sempre rola na Amnesia Ibiza.

Diversos lugares mundo afora — como Nova Iorque, Londres e Boom, onde esteve na edição deste ano do Tomorrowland — já abriram portas para receber esta que, mais do que uma festa, é também um conceito, uma bandeira que busca sempre levantar alegria, música, cultura, espetáculo e muita cor por onde passa.

Trabalhando sempre dentro de temas diversificados, a capital paulista recebeu a edição Bollywood, que remete ao cinema indiano — que por si só também tem características muito particulares. A elrow brasileira, portanto, foi em sua totalidade decorada em mínimos detalhes que fazem alusão a esse conceito.

+ Jamie Jones, andhim, Soldera e outros compõem o lineup da elrow em SP

O design do palco foi de uma produção rara e muito bem-feita aqui no Brasil, deixando de lado o conceito de palco com LED e pirotecnias, trazendo um verdadeiro cenário indiano que mesmo sem canhões de fogo e CO2, não deixou de ser encantador e articulado, numa estrutura repleta de cor e enfeites por todo o ambiente — das colunas até o teto. Ao pisar ali, já era possível sentir-se parte de um universo diferente; era de se acreditar estar realmente em uma festa tradicional de outro país.

A balada foi a mais contagiante possível: eram luzes, cores e confetes para todo lado. Surgiram diversos personagens por toda a pista usando fantasias e andando em pernas de pau; um enorme “tapete voador” rodeado por odaliscas veio entregar um mar de apetrechos e fantasias para completar o look do público — fato que inclusive surpreendeu a todos: nunca se viu tanto brinde entregue em uma festa no Brasil.

O evento não economizou em presentear todo mundo. Foram muitos e muitos objetos distribuídos, e a diversão nessa hora tomou conta. Tinha até tartaruga com rabo de tigre e um turbante indiano!

A organização e produção merece uma parabenização à parte: foi tudo muito bem elaborado, sem filas enormes, sem bares caóticos, e a essência foi brilhantemente transmitida. A maioria dos participantes não reclamou de nada, a não ser em relação ao soundsystem, que para alguns, deixou um pouco a desejar. Houve também certa reclamação sobre o energético TNT e a cerveja Itaipava, mas trata-se de marcas patrocinadoras do evento, que vêm buscando investir na cena e têm sido de grande importância. O que fez falta mesmo foi a Roweglia, mascote oficial da elrow, que por aqui apareceu muito brevemente, apenas uma vez.

O espaço coberto protegeu grande parte da festa da garoa. O chão nas áreas externas foi coberto de areia, e o piso de 90% do ambiente era artificial. A chapelaria teve um preço um pouco salgado — R$ 20,00 — e houve três ativações de marcas: uma da Absolut, com drinks especiais, uma tenda só da Itaipava, com paletes e almofadas para quem quisesse descansar, e a tradicional área de tabacaria, próxima aos food trucks.

O lineup era pequeno, mas fez por merecer. andhim foi o nome da noite, com um set muito bem executado e uma seleção completa, sendo um dos DJs mais comentados pelo público. Música boa teve do começo ao fim, com Eagles & Butterflies, Patrick Topping, Jamie Jones, Toni Varga, Soldera e Bastian Bux completanto o time. Todos fizeram da festa um acontecimento repleto de ritmo, dança e energia positiva.

andhim

De cara, Patrick já entrou com seu remix de Dem A Pree”, do Raumakustik, levando a pista à loucura total. O artista comandou outro set marcante, principalmente para quem gosta de um ritmo mais acelerado, para não ficar com os pés no chão. Já Jamie Jones, como sempre, mandou bem, mas para muitos deixou a desejar se comparado ao seu set do último Ultra Brasil.

Soldera, Eagles & Butterflies e Bastian Bux aqueceram a pista da melhor maneira possível, e Toni Varga, responsável pelo encerramento, não deixou ninguém ir embora. Outro detalhe muito positivo foi o de que nenhuma transição entre os DJs foi interrompida pelo silêncio; os sets foram contínuos, e isso não deixou a festa parar por nada.

Havia quatro food trucks na elrow. O RUEIRO serviu um sanduiche maravilhoso, feito na hora, suculento e um pouco caro, mas que valia o preço pago. O duplo cheddar bacon, por exemplo, custou R$ 30,00, mas vinha com dois hambúrgueres de fraldinha, somando 240 gramas de carne. E as opções Dijon e o Baconbôla eram feitas com hambúrguer de fraldinha, diferentes tipos de maionese, queijo e outros acompanhamentos.

O Viva Espetos e o Pizza Roots também foram boas opções. Os espetos custavam em torno de R$ 10,00 a R$ 12,00 entre sete opções, e um lanche de churrasco e queijo por R$ 18,00; as pizzas custavam R$ 16,00. E por último, o Meet’s & Beer, que serviu sanduíches diversos, de carne a pernil desfiado, além de uma opção vegana com berinjela, abobrinha e cenoura — tudo isso por volta de R$ 15,00 a R$ 20,00, fora as porções de fritas e onion rings a R$ 12,00.

As opções veganas, aliás, foram um pouco escassas, o que tem sido comum em grande parte dos festivais pelo Brasil — algo que precisa ser melhorado, afinal, cada vez mais pessoas são adeptas a não consumir produtos de origem animal.

Em suma, a elrow foi muito bem executada, e o saldo é, sem dúvidas, positivo. Conversando com as pessoas que a frequentaram, as críticas são raras. O que permanece é a sensação de lembrança de uma noite repleta de entretenimento, música boa, risadas e a vontade de voltar.

Foi de fato um conceito de festa inédito no país, que fez muitos se sentirem num grande e místico carnaval eletrônico. Assim, a elrow veio para somar no cada vez maior leque de opções da cena eletrônica nacional, mostrando que a noite pode ser mais criativa e oferecer experiências cada vez mais diferentes entre si. O que resta agora é torcer pelo evento voltar no ano que vem e ainda maior, porque quem perdeu, com certeza não se arriscará a perder de novo!

Júlia Gardel cobre eventos para a Phouse.

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Notícia

Burning Man pede que frequentadores parem de cagar na areia

Phouse Staff

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Burning Man
Foto: Reprodução
Solução inclui sacos sanitários e mais sinalização

A organização do Burning Man vem enfrentando problemas sanitários por falta de educação por parte dos participantes do festival. Para tentar manter limpo o deserto de Black Rock, os participantes da cidade temporária serão incentivados a utilizar sacolas higiênicas e garrafas para não defecar e urinar no chão. O problema chegou a tal ponto que motivou um artigo no Reno Gazette, jornal de cidade próxima ao evento, e chamou a atenção de portais de dance music como a Mixmag e o YourEDM.

O Burning Man visa sustentabilidade, e prega por não deixar nenhum rastro de sujeira no ambiente — e isso inclui todas as formas de poluição, inclusive cocô. Porém, a recorrência de fezes numa das áreas do festival chamada “Deep Playa” tem preocupado os órgãos ambientais e sanitários da região. A principal causa do problema é a distância entre a Deep Playa e a Black Rock City, onde fica a maior parte da estrutura, inclusive os banheiros químicos. Imagine ter que andar um quilômetro, no meio do deserto, com aquele desconforto intestinal…

Burning Man

Essa galera não parece ter problema pra encontrar um vaso no deserto. Foto: Reprodução

Segundo a imprensa americana, a Bureau of Land Management, agência federal que supervisiona o Burning Man, fez um relatório sobre o problema. O documento aborda não só a questão das fezes, mas alerta também para ocorrências de vômito e urina. Que delícia! Segundo a agência, os funcionários do festival devem estar preparados para atender as necessidades sanitárias do evento e disponibilizar os itens de higiene necessários, tanto no camping quanto nas demais áreas.

Para tentar resolver a cagada, os organizadores do Man propuseram o uso de sacolas (tipo aquelas que usamos quando o cachorro vai passear) e garrafas de água para quando não tiver jeito de segurar. Após o uso, os itens podem ser descartados em locais adequados dentro do festival. Haverá também mais sinalizações sobre localização e incentivo para as pessoas usarem os banheiros químicos.

E para reduzir a probabilidade de utilização das sacolas e garrafas, o festival vai rever a logística de posicionamento dos banheiros químicos e fornecer o material sanitário necessário.  No ano passado, havia 1.700 banheiros químicos disponíveis para um público estimado em 69 mil pessoas. Esperamos que neste ano as pessoas caguem nos lugares certos…

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Santti e Kiko Franco somam forças no remix de “Bird”

Alphabeat Records

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Bird
Santti e Kiko Franco. Foto: Divulgação
Faixa foi lançada nesta sexta pela Alphabeat Records

O remix de “Bird”, faixa de Time com Olivia Dawn, lançada em março pela GreenEye Music, é o lançamento da vez da Alphabeat. A produção é resultado da parceria entre Kiko Franco e Santti. Com uma base sólida voltada para a house music e um saxofone marcante em seu drop, a música é uma promessa de sucessos para as pistas.

Kiko Franco, que desde o início do ano de 2018 vem lançando várias músicas, se uniu com o prodígio Santti, que já soma milhões de plays no Spotify com os hits “Sober” e “Sunshine”. O remix de “Bird” é a mistura certa do estilo desses dois artistas.

Além do remix dos dois brasileiros, a Alphabeat Records também lançou um “vocal remix” do produtor nova-iorquino MITCH LJ. Confira as duas tracks:

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Após conquistar outras cidades, festa dos Cat Dealers chega em BH

Phouse Staff

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Foto: Reprodução
Cat House invadirá a capital mineira no começo de agosto

No dia 04 de agosto, um sábado, o Clube Serra da Moeda, em Belo Horizonte, vai receber a primeira edição da Cat House, a festa autoral dos Cat Dealers, que já conquistou cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Na beira da Lagoa dos Ingleses, o clube tem toda uma ambientação em meio à natureza, conforme destaca Otacílio Mesquita, da OTM Produções.

“Esta é primeira edição da Cat House em BH, e o local escolhido é especial, pois está em meio a natureza e à beira da Lagoa dos Ingleses, no Clube Serra da Moeda! O Cat Dealers está em um momento muito importante e tem uma legião de fãs na capital, e a festa deles vem no momento certo”, comentou.

Pra saber mais sobre as origens da Cat House e sobre o que esperar para a edição mineira, Pedrão e Lugui bateram um papo com a Phouse TV, falando sobre a festa. Confira no player abaixo!

Além da dupla carioca, estão escalados Beowülf, o duo Elekfantz, Gustavo MotaJØRD. Via Sympla, os ingressos já estão no segundo lote, a partir de R$ 110,00.

Confira também o video promocional do evento com destaque para o Clube Serra da Moeda:

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