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Bem-sucedida, a elrow mostrou que a noite brasileira pode ser mais criativa

Júlia Gardel

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elrow brasil
Trazendo o tema “Bollywood”, a primeira edição brasileira da festa espanhola foi além da boa música, revelando como o conceito, o ambiente e a interação com o público também são fundamentais
* Fotos por FlashBang

Novidade. Era disso que o Brasil precisava. A elrow é única, e se alguém não sabia, com certeza passou a saber. Trazida no último sábado pela Plusnetwork ao Estádio do Canindé, em São Paulo, já de cara a festa chegou no país pedindo passagem e mostrando a que veio.

Evento tradicional na Espanha, a elrow é conhecida principalmente por seu conceito de entreter, de modo bastante peculiar, os seus participantes em qualquer lugar do planeta onde se estabelece. A edição principal ocorre em Viladecans, uma cidade próxima a Barcelona, e durante o verão sempre rola na Amnesia Ibiza.

Diversos lugares mundo afora — como Nova Iorque, Londres e Boom, onde esteve na edição deste ano do Tomorrowland — já abriram portas para receber esta que, mais do que uma festa, é também um conceito, uma bandeira que busca sempre levantar alegria, música, cultura, espetáculo e muita cor por onde passa.

Trabalhando sempre dentro de temas diversificados, a capital paulista recebeu a edição Bollywood, que remete ao cinema indiano — que por si só também tem características muito particulares. A elrow brasileira, portanto, foi em sua totalidade decorada em mínimos detalhes que fazem alusão a esse conceito.

+ Jamie Jones, andhim, Soldera e outros compõem o lineup da elrow em SP

O design do palco foi de uma produção rara e muito bem-feita aqui no Brasil, deixando de lado o conceito de palco com LED e pirotecnias, trazendo um verdadeiro cenário indiano que mesmo sem canhões de fogo e CO2, não deixou de ser encantador e articulado, numa estrutura repleta de cor e enfeites por todo o ambiente — das colunas até o teto. Ao pisar ali, já era possível sentir-se parte de um universo diferente; era de se acreditar estar realmente em uma festa tradicional de outro país.

A balada foi a mais contagiante possível: eram luzes, cores e confetes para todo lado. Surgiram diversos personagens por toda a pista usando fantasias e andando em pernas de pau; um enorme “tapete voador” rodeado por odaliscas veio entregar um mar de apetrechos e fantasias para completar o look do público — fato que inclusive surpreendeu a todos: nunca se viu tanto brinde entregue em uma festa no Brasil.

O evento não economizou em presentear todo mundo. Foram muitos e muitos objetos distribuídos, e a diversão nessa hora tomou conta. Tinha até tartaruga com rabo de tigre e um turbante indiano!

A organização e produção merece uma parabenização à parte: foi tudo muito bem elaborado, sem filas enormes, sem bares caóticos, e a essência foi brilhantemente transmitida. A maioria dos participantes não reclamou de nada, a não ser em relação ao soundsystem, que para alguns, deixou um pouco a desejar. Houve também certa reclamação sobre o energético TNT e a cerveja Itaipava, mas trata-se de marcas patrocinadoras do evento, que vêm buscando investir na cena e têm sido de grande importância. O que fez falta mesmo foi a Roweglia, mascote oficial da elrow, que por aqui apareceu muito brevemente, apenas uma vez.

O espaço coberto protegeu grande parte da festa da garoa. O chão nas áreas externas foi coberto de areia, e o piso de 90% do ambiente era artificial. A chapelaria teve um preço um pouco salgado — R$ 20,00 — e houve três ativações de marcas: uma da Absolut, com drinks especiais, uma tenda só da Itaipava, com paletes e almofadas para quem quisesse descansar, e a tradicional área de tabacaria, próxima aos food trucks.

O lineup era pequeno, mas fez por merecer. andhim foi o nome da noite, com um set muito bem executado e uma seleção completa, sendo um dos DJs mais comentados pelo público. Música boa teve do começo ao fim, com Eagles & Butterflies, Patrick Topping, Jamie Jones, Toni Varga, Soldera e Bastian Bux completanto o time. Todos fizeram da festa um acontecimento repleto de ritmo, dança e energia positiva.

andhim

De cara, Patrick já entrou com seu remix de Dem A Pree”, do Raumakustik, levando a pista à loucura total. O artista comandou outro set marcante, principalmente para quem gosta de um ritmo mais acelerado, para não ficar com os pés no chão. Já Jamie Jones, como sempre, mandou bem, mas para muitos deixou a desejar se comparado ao seu set do último Ultra Brasil.

Soldera, Eagles & Butterflies e Bastian Bux aqueceram a pista da melhor maneira possível, e Toni Varga, responsável pelo encerramento, não deixou ninguém ir embora. Outro detalhe muito positivo foi o de que nenhuma transição entre os DJs foi interrompida pelo silêncio; os sets foram contínuos, e isso não deixou a festa parar por nada.

Havia quatro food trucks na elrow. O RUEIRO serviu um sanduiche maravilhoso, feito na hora, suculento e um pouco caro, mas que valia o preço pago. O duplo cheddar bacon, por exemplo, custou R$ 30,00, mas vinha com dois hambúrgueres de fraldinha, somando 240 gramas de carne. E as opções Dijon e o Baconbôla eram feitas com hambúrguer de fraldinha, diferentes tipos de maionese, queijo e outros acompanhamentos.

O Viva Espetos e o Pizza Roots também foram boas opções. Os espetos custavam em torno de R$ 10,00 a R$ 12,00 entre sete opções, e um lanche de churrasco e queijo por R$ 18,00; as pizzas custavam R$ 16,00. E por último, o Meet’s & Beer, que serviu sanduíches diversos, de carne a pernil desfiado, além de uma opção vegana com berinjela, abobrinha e cenoura — tudo isso por volta de R$ 15,00 a R$ 20,00, fora as porções de fritas e onion rings a R$ 12,00.

As opções veganas, aliás, foram um pouco escassas, o que tem sido comum em grande parte dos festivais pelo Brasil — algo que precisa ser melhorado, afinal, cada vez mais pessoas são adeptas a não consumir produtos de origem animal.

Em suma, a elrow foi muito bem executada, e o saldo é, sem dúvidas, positivo. Conversando com as pessoas que a frequentaram, as críticas são raras. O que permanece é a sensação de lembrança de uma noite repleta de entretenimento, música boa, risadas e a vontade de voltar.

Foi de fato um conceito de festa inédito no país, que fez muitos se sentirem num grande e místico carnaval eletrônico. Assim, a elrow veio para somar no cada vez maior leque de opções da cena eletrônica nacional, mostrando que a noite pode ser mais criativa e oferecer experiências cada vez mais diferentes entre si. O que resta agora é torcer pelo evento voltar no ano que vem e ainda maior, porque quem perdeu, com certeza não se arriscará a perder de novo!

Júlia Gardel cobre eventos para a Phouse.

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SoundCloud passa a oferecer estatísticas em tempo real para usuários

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Soundcloud tempo real
Com a nova opção, é possível conferir estatísticas mais apuradas sobre as faixas upadas na plataforma

O blog do SoundCloud anunciou nesta semana que agora os usuários podem acompanhar suas estatísticas em tempo real. A medida significa mais conhecimento sobre o público, ferramenta-chave para os artistas, selos e suas equipes profissionais.

Antes era possível visualizar os plays, reposts, likes e comentários até os últimos sete dias, mas agora foi introduzida a opção “Today”, que mostra os dados da meia-noite em diante, e com mais detalhes. É possível conferir de qual país saem seus plays, quem são os perfis que mais lhe escutam, se os plays vieram do site ou das versões mobile, ou até do Facebook, entre outras estatísticas.

Segundo o blog, “os artistas sabem da importância de monitorar a performance de uma faixa, particularmente em momentos-chave como um novo lançamento ou durante uma campanha promocional. A cultura se move rápido e você precisa estar de olho em suas faixas, aproveitando e capitalizando a cada oportunidade”.

+ Dopping virtual: como a compra de plays prejudica o mercado da música

Para acessar a nova opção, basta clicar em seu nome, à direita da barra de menu superior, escolher a opção “Stats” e alterar o período de visualização para “Today”.

+ CLIQUE AQUI para ler mais notícias sobre o SoundCloud

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Line fechado e expectativa alta: Sunflower Festival rola em fevereiro

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Armin van Buuren, Bruno Martini, Chemical Surf e ILLUSIONIZE são algumas das atrações do Carnaval eletrônico de Belo Horizonte

Depois de anunciar Armin van Buuren como sua grande atração para 2018, o Sunflower Festival fechou o time com mais sete expoentes brasileiros: Bruno Martini, ILLUSIONIZE, Chemical Surf, KVSH, Joy Corporation, Nato Medrado e o duo Two Birds.

A terceira edição do festival rola no dia 11 de fevereiro, um domingo, a partir das 16h, no Mirante Beagá, em Belo Horizonte. Além do lineup completo, a produção anunciou recentemente um open bar premium, com vodka Ketel One, cerveja Amstel, refrigerante, suco e água.

“Esperamos agora a continuidade do sucesso das últimas edições: 2016 com Hardwell e 2017 com Vintage e Afrojack. A cada ano que passa, o Carnaval de BH fica melhor, e a Sunflower acompanha essa evolução”, declarou o fundador do evento, Otacílio Mesquita. “A expectativa é a melhor possível. Vamos entregar mais uma vez o melhor Carnaval eletrônico do país.”

A playlist preparada pela produção do evento leva músicas dos artistas que compõem o line

O Sunflower Festival foi criado em 2016 pela Box EntretenimentoOTM Produções, de Mesquita, e se inspira no “Verão do Amor”, o embrião do movimento hippie (e que, por sua vez, gerou o conhecido “Segundo Verão do Amor”, que envolveu a explosão do movimento raver no Reino Unido). Para 2018, vem com o tema “Carnaval do Amor”, relembrando toda estética da época.

Atualmente no segundo lote, os ingressos estão disponíveis via Sympla.

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Dupla brasileira abandona o peso e se reinventa em projeto pop; conheça o GUDI

Phouse Staff

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GUDI
Depois de três anos como Marc Zmile, Daniel Victorino e Marcel Colpani perceberam a necessidade de se reinventar em faceta mais comercial

Os produtores paulistanos Daniel Victorino e Marcel Colpani são parceiros há um bom tempinho. Depois de três anos crescendo como Marc Zmile — que apostava em um som mais pesado, ancorado em estilos como electro housedubstep, trap e hardstyle —, entenderam que os BPMs mais altos e os sons mais rasgados estavam em baixa, e seriam necessárias mudanças.

Assim, a dupla se reinventou, começando do zero com o projeto GUDI, que, como eles mesmos dizem, foca na house comercial. “Hoje transitamos pelo future house e tropical house, e com foco em sons mais comerciais. Temos como principais referências os produtores Don Diablo, Sam Feldt, Jonas Blue, Kungs, Lost Frequencies e Lucas & Steve”, declararam, em contato com a Phouse.

Apesar de o projeto já ter cinco meses de estrada — já se apresentaram em alguns Estados do Brasil, como Recife, Rio Grande do Norte e Belo Horizonte, além de terem sido uma das atrações do Réveillon do Gostoso —, foi na sexta-feira passada que o GUDI fez sua estreia oficial, com o lançamento de “All Your Love”. Lançado pela Sony Music, o single traz a voz de Rhea Raj, cantora americana que se destacou no reality show American Idol, em 2016. Rhea também escreveu a letra da música.

“Com o grande crescimento das day parties e sunset parties, a necessidade por sons relacionados a essa clima aconchegante e a consolidação do tropical house serviram de inspiração para a criação da ‘All Your Love’”, continuam. “A mescla de elementos variados da música eletrônica, com a melodia marcante e uma bassline bem definida, além da inserção do vocal da talentosíssima Rhea Raj, tinha como objetivo formar uma música com clima dançante, tonalidade alegre e vibe única.”

Será que agora, completamente repaginados, os rapazes encontram um novo lugar ao sol? Somente o tempo poderá dizer.

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