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Elements Of Life Festival estreou com pé direito no Brasil

Público e artistas endossaram: o EOL mostrou a que veio com um festão em Curitiba

Nazen Carneiro

Publicado em

14/11/2018 - 20:59
Review EOL Festival
Foto: Gustavo Remor/Divulgação
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Com pompa de festa gringa e alta expectativa envolvida, o Elements Of Life Festival chegou ao Brasil no último sábado, dia 10. Original da Flórida, nos Estados Unidos, a label estreou no Brasil com Claptone, Gui Boratto, Sharam, Yaya, Hector e toda a crew Vatos Locos, além dos “local heroes” de Curitiba.

A cidade, que é um dos principais pólos da música eletrônica no país, e conhecida por ser um tanto fechada, recebeu o novo evento de braços abertos, a considerar pela quantidade de público presente e que prestigiou as três pistas até o amanhecer.

“Foi um festival que investiu em nossa Redoma de forma respeitosa, fazendo ser possível um dia e uma noite em um palco surreal e artístico” — Lourene Nicola, idealizadora e desenvolvedora da irreverente Redoma.

Com o retrospecto fora do país, não era de se esperar nada diferente do que uma chegada bombástica. Com um lineup poderoso, o EOL Festival conseguiu trazer uma mistura relevante de DJs internacionais pesos-pesados com um recorte do que está rolando de mais interessante na capital do Paraná: os núcleos Redoma, Laguna Music e 4×4.

O local escolhido para o evento foi a Usina 5, mais novo espaço dos super eventos em Curitiba — local que abrigou as duas últimas edições do TribalTech, entre outros. Trata-se de uma antiga fábrica abandonada, repleta de galpões e toda uma estética undeground, porém estruturada para receber bem os convidados com banheiros, chapelaria, bares e toda a infra necessária, em quantidade adequada.

“Tudo foi muito bem organizado, os bares todos sem fila, bebidas geladinhas… Os palcos ficaram bonitos, principalmente o Main Stage. Achei foda demais!” — Mayara T., fã de música eletrônica.

No quesito organização e distribuição dos espaços, o festival já começou bem. Os artistas selecionados pela curadoria e a forma como o evento se apresentou ao público mostraram o empenho da produção, inclusive já de olho na próxima festa que rola em dezembro, em Maringá, no interior do Paraná.

O palco principal foi coisa de cinema, montado num mega galpão com farto espaço de bares e camarotes. Uma estrutura no centro deu o tom da cenografia futurista que envolveu a proposta. Nesse palco, comandado pelo mestre Gui Boratto — que destilou toda a sabedoria contida no seu último álbum Pentagram, entre outras de suas pérolas mágicas —, um dos artistas mais esperados não veio: wAFF, cancelado de última hora.

“Foi uma festa única que tivemos o prazer de participar. Muito linda toda a produção e o cuidado com os nossos artistas. Nos sentimos em casa para fazermos o nosso melhor e conseguimos capturar ótimos momentos que ficarão em nossa memória. Ao público que dançou com a gente a noite toda e foi vibrante do início ao fim, só podemos dizer: muito obrigado por tudo!” — Nassur, do núcleo 4×4.

Claptone é sempre destaque. Com uma legião de fãs, o artista saboreou uma pista que sabia o que queria: uma dessas músicas com certeza era “Animal”, com o Clap Your Hands Say Yeah — se você se ainda não escutou, vai escutar por aí. Fato. O italiano Yaya foi o único DJ inédito em Curitiba a se apresentar nessa pista, e também foi um dos melhores, trazendo uma mistura entre house e techno com groove. Todo mundo dançou.

Pertinho dali, no meio da festa — literalmente —, a pista construída sob os alicerces dos núcleos Redoma e 4×4 bombou a noite toda. Loop Room, Gianis, Kontra, Nassur e Nati Macedo têm feito um ótimo trabalho e isso reverberou na pista, pronta para essa noite divertida e contestadora. E não é? Rave é contestação, ainda mais nos dias atuais, com o Brasil bastante dividido. Redoma é contestação também, com toda uma estética específica e que traz à tona os sentidos e sentimentos mais profundos. Curto muito o som da Lourene Nicola, que movimenta-se no eixo Curitiba–Rio–SP com frequência, e sempre traz um som com a identidade dela, cada vez maduro e único. Show.

“Sem palavras pro Elements of Life Festival! Sem dúvida, um grande momento da minha carreira e da Laguna Music, que jamais esquecerei!” — Petri, um dos cabeças da Laguna Music.

Já o terceiro palco teve como anfitrião o projeto Laguna Music, que frequentemente exporta seus artistas Caoak, Thariel B, Petri e Canci para outros estados do Brasil. O som estava alinhado para receber o grande destaque da festa: Vatos Locos, pela primeira vez no Brasil. Formada por David Gtronic, Hector, Randal M, Floog e Chad Andrew, a crew espanhola estreou no BPM Festival 2015, e desde então se tornou sucesso por onde passa — do México a Ibiza a Berlim.

Perguntado sobre uma possível volta do Vatos Locos ao Brasil, David Gtronic respondeu: “Quem sabe, não é mesmo? Esta foi a primeira vez, e esperamos tocar aqui muito mais vezes, assim como rola em outros países da América Latina”. Adivinha quem tocou no after?

A segunda edição do evento rola nos dias 14 e 15 de dezembro, no Fashion Hall de Maringá, com nomes como Gui Boratto, BLANCAh, Dashdot, Leozinho & Leo Janeiro, Shadow Movement, Ellie Kotz, Cat Dealers, Liu, Evokings, Future Class, Sevenn e Fernando Aragon.

Confira mais fotos:

Review EOL Festival
Foto: Gustavo Remor/Divulgação
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Foto: Gustavo Remor/Divulgação
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Foto: Gustavo Remor/Divulgação
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Foto: Gustavo Remor/Divulgação

Nazen Carneiro é colaborador da Phouse.

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Alphabeat lança primeira produção autoral da garota prodígio Rivkah

E mais: sons de Sá com Mxce, ChampZ e Magic Ink, Diefentaler com Alan Maciel e Lipe Forbes com Alfredo Paiva

Alphabeat Records

Publicado há

Rivkah
Foto: Bruno Soares/Divulgação

Nessa sexta-feira, 14, a Alphabeat Records trouxe nada menos que quatro novos lançamentos de uma só vez. E não é apenas a quantidade o nosso destaque desta semana — afinal, entre temos uma bela canção entre amigos, uma mistura incrível entre música eletrônica e música erudita, um som puro alto astral e o primeiro lançamento da menina de dez anos que vem dando o que falar na eletrônica nacional. Vem com a gente: 

Rodrigo Sá vem se destacando em diversas músicas e com parcerias com artistas do meio eletrônico. Desta vez com os amigos Mxce, ChampZ e Magic Ink, fez a música “Chuva”, que traz uma melodia harmônica com a voz de Sá e uma pegada eletrônica envolvente, com pitadas de future bass e trap

 

A garota prodígio Rivkah lançou conosco a sua aguardada primeira produção autoral. Chamada “Carry Me Home”, a collab com os produtores Icy Sasaki e Gaskhan leva a voz e a composição do brasileiro-belga Yves Paquet, conhecido no cenário nacional pelo trabalho com DJs como Alok, Bhaskar e Vintage Culture

 

Em parceria com Alan MacielDiefentaler apresenta “Astral”, single que nasce no calor do verão Brasileiro pra não deixar ninguém parado. A dupla nutre uma amizade de longo tempo, e vinha trabalhando muito para essa parceria, que fala sobre good vibes e positividade.   

 

Por fim, “Sunshine Sonata” é o mais novo som do Lipe Forbes, em parceria com o pianista Alfredo Paiva. Lipe sempre teve a ideia de unir música eletrônica com música clássica, possibilitando a apresentação com uma orquestra erudita. A música transporta conceitos clássicos para o universo contemporâneo, e é bem diferente de tudo que vinha sendo lançado pelo artista.  

 

+ CLIQUE AQUI para conferir mais conteúdo da Alphabeat Records

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Entrevista

Thomas Schumacher fala sobre parceria com Victor Ruiz e volta ao Brasil

Saiba mais sobre o experiente DJ alemão que toca no país neste final de semana

Alan Medeiros

Publicado há

Thomas Schumacher
Foto: Divulgação

Thomas Schumacher é aquele tipo de artista que merece o carimbo de ícone. Ativo na indústria há praticamente três décadas, este importante DJ e produtor alemão já colaborou para o desenvolvimento da cena de seu país em diferentes frentes. Seja como DJ, produtor, empresário ou label boss, sempre esteve estimulando o desenvolvimento do cenário em seu aspecto macro, pois somente dessa maneira é possível evoluir no sentido mais amplo da palavra.

Natural de Bremen, Schumacher iniciou sua jornada na música mais precisamente em 1991. Portanto, não é exagero dizer que ele acompanhou os primeiros passos do desenvolvimento do techno no país, logo após a importação dos primeiros beats importados de Detroit. Na Alemanha, o DJ ajudou na criação do que hoje é uma segunda casa para o gênero — tão ou ainda mais ativa quanto a cidade de origem do estilo.

Até 2011, Thomas fez parte do Elektrochemie, grupo que ainda contava com Stephan Bodzin e a cantora Caitlin Devlin (esposa do artista, a quem ele demonstra uma gratidão gigante, como você poderá ler ao final). O ano de encerramento desse projeto também marca a criação da Electric Ballroom, gravadora que tem sido um dos grandes nortes do trabalho do alemão ao longo das últimas temporadas. Com mais liberdade para lançar suas músicas e conduzir seus projetos, Schumacher se tornou uma espécie de olheiro aguçado para grandes talentos.

 

Quem se beneficiou muito disso foram alguns produtores brasileiros. Os primeiros passos de Victor Ruiz no cenário internacional, por exemplo, foram dados em parceria com Thomas. Através da label alemã, Victor lançou importantes faixas, incluindo o super hit “Apollo”, originalmente lançado em 2015 e revisitado em 2018 através do EP Apollo II.

Com Schumacher, o brasileiro retorna ao seu país natal neste final de semana para duas gigs no formato B2B: sexta no Warung Beach Club e sábado no Audio, como parte da programação dessa edição extra do D-EDGE Festival. Aproveitamos a passagem de Thomas Schumacher pelo Brasil para bater um papo com ele. Confira:

 

Brasil mais uma vez: qual sentimento essa tour com o Victor Ruiz traz para você?

Fazer essa tour especial em B2B com o Victor Ruiz me dá muito orgulho. Victor e eu compartilhamos uma visão quando se trata de techno, o que fica evidente em nossos sets e collabs. O fato de que a faixa “Wonder”, do nosso último lançamento, Apollo II, subiu nas paradas do Beatport e tornou-se nosso primeiro hit número um, torna tudo ainda mais significativo. Celebraremos o sucesso com os nossos fãs no Brasil durante nossos sets no D-EDGE Festival e no Warung.

O techno é um estilo que tem passado por um longo processo de transformação nos últimos anos. Como você enxerga esses ciclos? Para qual caminho esse movimento ruma nos próximos anos?

Mudança e transformação são elementos essenciais da vida e isso se aplica ao techno também. Neste ano vimos a volta da rave e do acid techno, basicamente os sons com os quais cresci nos anos 90. É uma experiência incrível para mim, viver um ciclo completo. Me sinto abençoado por ainda estar aqui e contribuir para o nosso movimento.

 

Música é sobre emoção, e acredito que um DJ pode despertá-la de diferentes frentes na pista. O que você costuma fazer para que o seu trabalho como músico tenha um caráter mais emocionante?

Concordo plenamente com sua declaração. Música é sobre emoção e conexão, e este é exatamente o meu objetivo quando se trata do processo criativo: me expressar e tocar as pessoas. Quando isso acontece, me sinto profundamente realizado e alegre.

Estúdio ou dancefloor: qual desses dois ambientes proporciona a você uma experiência mais prazerosa?

Ambos me dão formas muito diferentes de prazer e ambos são essenciais para o que estou fazendo. O processo de criar música é bastante íntimo, é como uma jornada pelo meu mundo interior. Quanto mais eu puder estar em contato comigo mesmo, melhor será o resultado. Já tocar é sobre conectar-se com as pessoas. A interação com o público através da música que eu toco é única — diz respeito a se perder no momento e esquecer do mundo lá fora.

A Electric Ballroom representa um capítulo importante na sua história enquanto artista. Quão importante ter seu próprio selo foi para o desenvolvimento de sua carreira a nível internacional?

Vejo meu selo como um playground criativo. Gosto muito da liberdade que isso me dá e abraço o fato de não ter que me comprometer quando se trata da música lançada por mim.

 

Berlim: na sua visão, o que há de melhor e pior para DJs e produtores na apoteótica cena da capital alemã?

Onde não há escuridão, não pode haver luz. Berlim tem muito a oferecer para pessoas criativas, as opções são ricas e diversas, tudo é possível. Para alguns, essa riqueza de oportunidade pode parecer intimidadora e outros podem se perder por um tempo, mas no fim, não há lugar melhor para nós do que essa cidade.

Como você lida com a pressão de se manter no topo? Essa questão tem impactado a forma como você cria suas músicas?

Quero viver de acordo com meus valores centrais e compartilhar com as pessoas através da música. Isso é o que importa para mim. Aprendi que colocar pressão sobre mim não me aproxima de nenhum dos meus objetivos. Muito pelo contrário. Uma prática de meditação diária é uma forma de me alinhar e me preparar para uma sessão criativa.

Olhando para trás, quais ensinamentos obtidos através de conversas com outros artistas você considera fundamental para ter chegado aonde está hoje?

Minha esposa Caitlin é cantora, compositora e pintora. Ela me ensinou mais sobre mim, música e vida do que qualquer outra pessoa. Sem ela, eu não estaria nem perto de onde estou hoje, e por isso sou profundamente grato a ela.

* Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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Notícia

Clipe para o hit de Calvin Harris com Dua Lipa é o mais visto do ano na MTV

Single foi um dos grandes sucessos do ano

Phouse Staff

Publicado há

One Kiss
Foto: Reprodução

Ela tem sido onipresente nas rádios, baladas e academias do mundo todo, e foi pedida até pelo craque da seleção inglesa no Fantástico. E se não chegou a ficar em primeiro nos charts da americana Billboard (chegou quase lá), “One Kiss”, do Calvin Harris com a Dua Lipa, foi mais um hit do escocês a chegar forte no primeiro lugar das paradas do Reino Unido — ajudando o produtor a bater um recorde nesta década.

Lançado em maio, o vídeo também foi sucesso. Em lista publicada ontem (13) no seu site, a MTV rankeou os videoclipes mais tocados em sua transmissão global durante o ano — em contagem de 1º de janeiro a 3 de dezembro. O portal não revelou, entretanto, os números de vezes em que cada vídeo foi ao ar.

 

Além de Calvin Harris, outros astros da música eletrônica emplacaram clipes no Top 20, como marshmello (duas vezes), Rudimental, David Guetta e Zedd. Confira a lista completa:

01. Calvin Harris, Dua Lipa – One Kiss 
02. Clean Bandit feat. Demi Lovato – Solo
03. Marshmello & Anne-Marie – FRIENDS
04. Rudimental feat. Jess Glynne, Macklemore & Dan Caplen – These Days
05. Bruno Mars feat. Cardi B – Finesse (Remix)
06. Ariana Grande – no tears left to cry
07. David Guetta & Sia – Flames
08. Drake – God’s Plan
09. Dua Lipa – IDGAF
10. Maroon 5 ft. Cardi B – Girls Like You
11. Jonas Blue ft. Jack & Jack – Rise
12. Selena Gomez, Marshmello – Wolves
13. Drake – In My Feelings
14. Zedd, Maren Morris, Grey – The Middle
15. Luis Fonsi, Demi Lovato – Échame La Culpa
16. Ed Sheeran – Perfect
17. Rita Ora – Anywhere
18. Nicky Jam x J. Balvin – X
19. Post Malone Ft. Ty Dolla $ign – Psycho
20. Jax Jones ft. Ina Wroldsen – Breathe

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