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Review

Acima de qualquer rótulo, Marcel Dettmann fugiu do script no fechamento do verão

Jonas Fachi

Publicado em

20/03/2018 - 12:07
Marcel Dettmann
Para encerrar a temporada de verão, o Warung trouxe os titãs Marcel Dettmann e Nina Kraviz
Fotos por Gustavo Remor e Ebraim Martini

Outra temporada eletrônica de verão terminou, e mais uma vez estive presente em diversos momentos do club underground considerado uma lenda entre DJs de todo planeta, o Warung Beach Club. Escrevi reviews sobre tudo que melhor aconteceu em noites que contaram com grandes retornos, acontecimentos emblemáticos, showcases e diversidade musical, distribuidas em mais de 15 eventos durante o verão do Templo na Praia Brava. No encerramento, não poderia ficar de fora, pois o club receberia duas das principais figuras da cena techno mundial na atualidade — Marcel Dettmann e Nina Kraviz.

No Inside, a sequência prometia ser arrebatadora, e a expectativa de um público que aprendeu a apreciar techno do mais alto nível nos últimos anos era enorme. Completando o time, outro importante nome de nossa cena techno nacional — Wilian Kraupp — estava de volta após receber elogios do próprio Dettmann em 2016.

+ PREMIÈRE: Ouça em primeira mão a parceria inédita de Wilian Kraupp e Kaiq

O público sentiu falta de não receber o alemão no ano passado, após uma estreia avassaladora como headliner na famosa noite mais gélida da história do club, em junho de 2016. Os pedidos por seu retorno não poderiam ser atendidos em uma data melhor.  O senhor “ice man” seria responsável por apagar um pouco da memória as quentes noites dos três meses anteriores, dando início a um novo momento no Warung.

Eu entendia que, assim como em 2016, ele era um nome para retornar como único headliner. Porém, com o anúncio de Nina Kraviz em conjunto, ficou evidente que seria ela quem iria fechar o Inside. Colocar Dett no Garden com Phonique estava fora de questão, então só sobraria o horário da 01h às 04h — o que de fato veio a acontecer.

Todos sabemos que Nina tem uma história mais longa na casa, bem como uma relação com o nosso público mais estabelecida, além do fato de seu reconhecimento mundial também ser enorme — e isso sempre é preciso respeitar. Foi natural coloca-lá para fechar. Entretanto, o que me surpreendeu positivamente foram os pedidos das pessoas nas mídias sociais por uma improvável inversão entre os dois titãs do techno, ou, em outro cenário, que Nina se apresentasse no Garden — pista em que talvez ela poderia se sentir um pouco mais segura para dar seu melhor. Falarei mais sobre isso à frente.

Wilian Kraupp

Entrei cedo na casa para aproveitar o máximo da noite e um dos meus DJ favoritos no país. Wilian Kraupp se posicionou de forma séria desde o início; concentração e mixagens sutis de um techno com uma leve profundidade, baixos duros e linhas de bateria bem seletas. Para o público, era fácil pisar na pista e já começar a pensar no que viria a seguir. Vale ressaltar que esse é o papel de quem está abrindo a noite — dar os primeiros passos ao clima musical que irá predominar adiante. Nesse caso, Kraupp ainda tinha em mãos a difícil missão de acostumar os ouvidos e o sentido rítmico das pessoas a uma musicalidade mais complexa, ao mesmo tempo não deixando de ter receptividade. Seu set foi ganhando peso bem devagar e terminou com uma carga de energia na medida. Posso arriscar a dizer que ouvi um dos melhores warmups dos últimos anos na casa.

Analisando a ideia da curadoria de trazer um DJ que é um grande conhecedor dessa pista e possui uma excelente capacidade de se adaptar conforme a exigência da noite, Kraupp não poderia ser um nome mais adequado para abrir os trabalhos. Se olharmos para o time de residentes, não há (por questões de estilo, e não de qualidade) alguém capaz de entregar uma pista à altura para um cara do tamanho de Dettmann. O catarinense outra vez cumpriu sua tarefa de forma sublime, em que mesmo não atuando em sua linha tradicional, apresentou uma pesquisa musical que daria inveja a muitos artistas da admirada cena de Berlim.

Sua atuação foi sintetizada pelos pedidos de aplauso de Dettmann ao final, pontualmente à 01h. Essa parada, mesmo com a música alinhada com o início do set, já estava nos dizendo algo sobre o que viria a seguir — um primeiro sinal de demonstração do quão à vontade o alemão estava para construir sua ideia musical.

Receber uma pista a ponto de explodir emocionalmente te abre uma série de possibilidades, inclusive a de alimentar ideias que talvez não estivessem nos scripts — por exemplo, expandir o horizonte musical. Porém, é preciso estar disposto para fazer uma mudança em cima da hora. O que quero dizer é que praticamente todos os grandes DJs preparam seus sets detalhadamente antes de iniciar uma nova tour de várias datas em sequência. Geralmente, acabam por seguir um modelo quase pronto e funcional, alternando algumas faixas aqui e ali, afinal, tocar dias seguidos não permite tempo de parar e ouvir novas promos.

Ao mesmo tempo, todos sempre têm uma série de músicas preparadas para alguns lugares ou momentos específicos — aqueles em que o artista se sente confiante para se distanciar de sua zona de conforto. Tudo isso que expliquei agora talvez seja o grande tema deste review, pois foi exatamente o que o alemão fez em sua apresentação no Templo. Inovou, experimentou, e, principalmente, surpreendeu. Havia em sua face de leves sorrisos um desejo latente de compartilhar suas influências.

O DJ iniciou com sua linha de techno tradicional, mecânica e envolvente. No primeiro build up, a pista soltou as mãos para cima. Nesse momento, até mesmo um cara com tanta bagagem como ele se sentiria desafiado. O detalhe é que nomes como Marcel crescem quando se veem diante de uma pista tão “em cima”. São como os grandes jogadores de futebol, que não se escondem na hora da final — ao contrário, se levantam e mostram toda a sua personalidade. Dett olhou para o lado e sorriu como se estivesse falando: “que energia f*..!”.

Na primeira meia-hora, o destaque veio através de Nocow, em “Stop”. Depois, sem pedir licença, joga um breakbeat quente e cheio de balanço; a reação de todos foi vibrante. Volta para sua linha e aos poucos entra em um ciclo cada vez mais frequente dessas alternações — disco, house, techno, músicas com vocais… A cada nova mixagem, ele renovava a pista de dança. Você pode se perguntar: “Mas ele não estava perdido ou fazendo a famosa ‘salada de frutas’?”. Definitivamente, não! Fazer o que Dettmann fez em suas três horas de set é algo extremamente difícil, e perigoso também, pois abre um precedente para uma possível parcela da pista de dança não entender nada e terminar na pergunta acima.

Primeiro, há de se pontuar que mixar esses estilos de forma perfeita não é pra qualquer um. Mas, não se esqueça, estamos falando de um DJ de club, criado e moldado em ambientes escuros e cheios de possibilidades, desenvolvido frente a frente com pistas extremamente cerebrais e dispostas ao novo. Sua habilidade em transitar em ritmos distintos é o grande segredo para manter a pista unida e ainda potencializá-la. Mixagens rápidas fazem parte da receita, porém, o talento de colocar tudo em sintonia e “esquentar” os arranjos é algo totalmente dependente da capacidade do DJ, e isso Marcel tem em um nível de poucos no planeta.

No auge do set, quando ninguém iria questionar mais nada, ele ressurge com “Enjoy the Silence” — talvez o maior clássico da banda Depeche Mode —, através de um edit que preservava muito da faixa original, dando um toque ainda mais natural ao momento. Ninguém imaginaria o cara do Berghain, criado no calabouço da pista mais underground do planeta, soltando um som pop (porém conceituado dentro da cena) e fazendo todos cantarem juntos. Nesse momento, me veio à mente os tempos em que Leozinho jogava “The World is Mine”, do David Guetta, e a pista ia abaixo. Naquela época, lá por 2006, não existia distinção entre “comercial vs. underground” — eram apenas músicas boas e o feeling artístico de colocá-las no momento ideal.

Dettmann atuou dentro de todas as linhas que o definem como artista, e só o fez porque se sentia confiante, percebendo o público e o momento ideal para jogar um tipo de set assim. Ou seja, ele não iria tocar até o fim, era uma peça da noite, e sabia que o público iria ter os ouvidos massivamente explodidos pelo acid techno sem descanso de Nina Kraviz pelo resto da noite em seguida. Isso é importante ressaltar: Dett só jogou algo “menos techno” porque tinha outro artista à sua frente com uma seleção do mais alto nível.

Não me entenda mal, não quero dizer que ele não poderia “competir” (se é que cabe usar essa palavra) com Nina por quem faria o melhor set de techno reto, pesado e dark. É obvio que ele, apenas com sua habilidade — sem entrarmos no mérito de qualidade musical —, já deixaria o jogo sem graça. Na verdade, fez isso sem nem abrir a pasta com as faixas da hora da verdade. Deu uma aula de como se pode ir na contramão do esperado e apresentar algo diferente, apenas com o respaldo de sua tremenda capacidade de construção de set e, mais uma vez, habilidade técnica. Talvez a ideia mais simplista desse pensamento seja: “vou ir à contramão do óbvio”. Terceira vez que o vejo tocando, três sets marcantes de diferentes formas, e ainda sinto que não sei nada sobre Marcel Dettmann. Que volte logo.

Às 04h, Nina subiu ao palco com todo seu carisma, e logo na primeira faixa percebi que o sistema de som foi forçado a um volume muito superior do que é habitual. A pista obviamente estava em chamas, porém notei pequenos estalos junto da música e sentia que algo não estava certo. Ela ainda não havia virado a segunda faixa e de repente o grave sumiu — no lugar, apenas aquele ruido de sub estourado irritando meus ouvidos. Era isso mesmo, as caixas da primeira metade da pista haviam derretido, e no mesmo instante eu soube que a noite havia terminado.

Logo depois, os técnicos do sistema baixaram o volume para pelo menos equacionar as frequências, recuperando algum vestigio das linhas de grave. O que me preocupa, no entanto, é que boa parte dos presentes sequer notou tudo isso — apenas sentiram que a música não estava mais “batendo no peito” como antes. Ainda assim, insisti em ficar na pista; não gostaria de perder a oportunidade de assistir a Dettmann e Nina fazendo um back to back inesperado. Alternaram em uma boa sintonia.

A faixa de Joey Beltram, “Life Force”, foi evidente, porém, a DJ russa mais uma vez parece ter sentido a pressão do club. Errou mixagem bobas, deu um leve pause/play e, mesmo sorrindo, transparecia um nervosismo que não condiz com o tempo de carreira que possui. Ela se sai bem em festivais, longe do público, mas definitivamente a cena clubber não é seu forte, pelo menos no Inside do Templo.

Resolvi ceder ao Garden por algum tempo, e a energia por lá estava bem mais leve e alegre. Diogo Accioly e Phonique possuem uma parceria de longa data e conhecem aquela pista como poucos. Estavam alternando entre deep house, techno progressivo e algo de house tradicional também, soltando alguns clássicos pontuais que é sempre legal ouvir na pista de dança.

Após o Warung, só se falava de uma coisa: o set do Marcel Dettmann não estava linkado com a esperada escola alemã. Marcel não resume a isso, seria um desperdicio de talento. Sua construção musical deixou tudo muito claro — é um DJ acima de qualquer rótulo.

* Jonas Fachi é colunista na Phouse; leia mais de seus textos.

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LIFT OFF

Psytrance raiz: Mindbenderz lança álbum transcendental pela Iono Music

Review do debut do duo suíço-alemão é o primeiro texto da nova coluna da Phouse

Nazen Carneiro

Publicado há

Mindbenderz
Foto: Reprodução
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Instalar foguetes, preparar motores, verificar comunicação, iniciar sequência de lançamento. Cinco, quatro, três, dois, um… LIFT OFF!

Estreamos aqui a coluna LIFT OFF, que, escrita por Nazen Carneiro, traz um olhar sobre a indústria fonográfica psytrance nacional e internacional — estilo da música eletrônica que se manifesta como uma cultura vibrante e com muitos adeptos no Brasil.

De tempos em tempos a cena eletrônica se transforma e, como um organismo vivo, cresce e se reproduz. Um de seus pilares, o psy se reproduziu e está mais presente do que nunca, com “astronautas” consagrados mantendo-se relevantes, assim como novos “cosmonautas” surgem, evidenciando uma realidade produtiva e frutífera para a criação musical.

Com o crescimento do público, as festas também se multiplicaram Brasil adentro, e os produtores passaram a ter mais espaço para caírem no gosto do público da terrinha e de além-mar. Hoje, o psy mantém viva sua cena underground, enquanto estica seus tentáculos a outros nichos, influenciando — e sendo influenciado — até mesmo pela EDM.

Sem mais delongas, confira o primeiro texto abaixo, sobre o novo álbum do Mindbenderz.

 

Formado pelo alemão Matthias Sperlich e o suíço Philip Guillaume, o Mindbenderz traz, sem dúvida, um dos principais lançamentos do ano no cenário psytrance. Os veteranos, que são muito respeitados na cena eletrônica individualmente como Cubixx e Motion Drive, juntos ficam ainda mais fortes. É o que se vê no álbum Tribalism, lançado em 31/10, pela Iono Music.

O álbum conta com nove faixas que somam mais de 75 minutos. A primeira, “A New Dawn”, traz desde o primeiro minuto muita energia e reflexão num som que conduz o ouvinte a outra dimensão. A segunda faixa dá sentido a expressão “lineup” numa ascendente contínua, revelando uma verdadeira jornada ao desconhecido que segue até meados da faixa seis — “Hybrids” —, causando aquele frio na espinha. Nesse momento de percepção cósmica, uma pausa reconecta o corpo e mente à nossa tribo, e há de fato uma sensação híbrida de se estar em ambas as realidades ao mesmo tempo.

A essa altura, o álbum apresenta suas três últimas faixas no ápice de uma jornada espiritual, e nos encontramos num momento épico em que as características sonoras do psytrance alcançam sua maior amplitude, com uma ampla gama de efeitos numa base transcendental. É puro trance. A mente processa essas informações e a energia flui na forma de dança.

Voltamos para a Terra, mas a memória do que acaba de acontecer permanece. Tontura; excitação… O reator psicodélico agora transforma a energia através de instrumentos humanos. A última faixa dá nome ao álbum. “Tribalism” une percussões especiais, agogô, psy, Ayahuasca e vocais de xangô. Todos no mesmo pitch, como uma onda. Algo nos une, nos traz ao dancefloor, tornando-nos verdadeiramente uma tribo.

Tribalism revela uma composição muito bem realizada, fruto de meses de trabalho e muito detalhismo. Cada segundo do álbum revela a ação do Mindbenderz em promover um som extraordinário e comprometido com aquele pegada tribal, sem deixar de lado os elementos mais futuristas.

No momento do fechamento deste artigo, o álbum ocupava a primeira posição no Top 10 de psy do Beatport, o que mostra a força desse som mais ligado às raízes do estilo entre os DJs e produtores.

Nazen Carneiro é colaborador da Phouse.

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Perfil

Entenda a ascensão internacional do DJ e produtor brasileiro Kalil

Lançamentos por grandes labels fazem do paulista um dos principais nomes do techno no Brasil

Alan Medeiros

Publicado há

Kalil
Foto: Divulgação

Nos últimos anos a cena techno brasileira tem servido ao mundo alguns talentos em ascensão, como o caso do talentoso produtor paulista Kalil. O começo de sua carreira foi justamente em um período de grandes inovações relacionadas à forma de consumo de música, e isso foi fundamental para o desenvolvimento não só dele, mas de toda uma geração.

Na virada da última década, a internet passou a representar um capítulo importante na disseminação de conteúdo por parte de artistas independentes, principalmente através de plataformas como SoundCloud e YouTube, que de certa forma reduziram a importância de uma grande gravadora para o start de uma carreira consolidada. Em paralelo com o Facebook e outras redes, colocaram uma ferramenta poderosa na mão de alguns artistas.

      

Kalil claramente soube aproveitar esse momento e foi capaz de construir uma base de fãs engajada, e o mais importante: evoluir seu próprio perfil artístico ao longo dos anos. Desde o começo se comentava que suas produções tinham algo diferenciado, e hoje isso não se trata de uma aposta — estamos falando de algo concreto, especialmente se levarmos em consideração os últimos acontecimentos de sua carreira.

Com uma presença mais forte no mercado nacional, Kalil passou a alçar voos internacionais também, seja através de gigs em países como França, Suíça e Alemanha, ou através de lançamentos por labels como Noir Music, Senso Sounds e Sprout — referências absolutas dentro do techno. Algumas de suas últimas conquistas incluem suportes de nomes como Carl Cox, Maceo Plex, Monika Kruse, Karotte e outros big names da dance music internacional.

     

Ainda é cedo para dizer se Kalil se tornará em breve uma grande estrela do estilo a nível global. Não há como negar, porém, que o brasileiro está mostrando maturidade para guiar sua própria jornada de evolução com sabedoria e inteligência, sempre influenciado pelas batidas inspiradoras de seu próprio coração.

Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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Notícia

Nevoeiro desfalca XXXPERIENCE e TribalTech; entenda o caso

Artistas que iriam de um festival para o outro acabaram não conseguindo viajar

Flávio Lerner

Publicado há

XXXPERIENCE e TribalTech
Foto: Sigma F/Reprodução

Nesse sábado, 22, dois dos mais aguardados festivais da cena eletrônica nacional aconteceram simultaneamente: XXXPERIENCE e TribalTech. Tentando evitar o mau tempo que atrapalhou anos anteriores de ambos os eventos — o que justamente motivou a XXX para transferir sua data de novembro para setembro —, os dois rolaram numa boa, sem temporal nenhum pra acabar com a vibe. Mesmo assim, a zica climática atacou por outro lado, e acabou desfalcando as duas festas.

Por causa do forte nevoeiro que atingiu Curitiba, os dois aeroportos da capital [Afonso Pena e Bacacheri] fecharam, além do Aeroporto Municipal de Ponta Grossa e do Aeroporto Internacional de Navegantes, em Santa Catarina. Com isso, a aeronave particular — contratada em parceria entre os dois festivais — que sairia no começo da madrugada de São Paulo para levar Len Faki, Dubfire e Tessuto ao TribalTech, e posteriormente Ben Klock e Gabe para São Paulo, não conseguiu decolar.

+ “O festival vai ficar muito mais interativo”; Erick Dias fala sobre a #XXX22

Além deles, Guy Gerber cancelou anteriormente com os dois festivais, alegando na última quinta-feira que teve sua casa invadida e pertences roubados, incluindo seu passaporte. Já o voo comercial que levava o sueco Gaudium, atração do palco de trance 3DTTRIP, do TribalTech, atrasou, o que fez com o que o artista não chegasse a tempo para tocar. 

A XXX contornou o problema colocando Renato Ratier para estender o seu set, que já encerraria o Union Stage, por quatro horas, assumindo também o horário de Ben Klock, enquanto o Joy Stage, que fecharia com o Gabe, acabou terminando mais cedo; já o Guy Gerber foi substituído por um B2B entre ANNA e Patrice Bäumel, que já eram atrações do Union. 

+ TribalTech Enlighten: confira detalhes da próxima edição do festival

No TribalTech, Len Faki e Dubfire, que seriam as últimas atrações do TribalTech Stage, foram substituídos por Ben Klock [que estendeu seu set em meia hora] e Anthony Parasole, que originalmente tocaria no Timetech [e acabou sendo substituído por um segundo set do alemão Sammy Dee]. Já no Secret Stage, um B2B entre Renato Cohen e RHR fechou o palco, no lugar de Tessuto. O festival acabou sendo encerrado uma hora antes do programado.

Em contato com a Phouse, a assessoria do TT afirmou que já está em contato com as agências dos artistas para tentar trazê-los novamente a Curitiba. Enquanto isso, a produção da XXX afirma também ter a intenção de trazer Ben Klock para a edição do ano que vem.

Antes, ambas as labels já haviam pedido desculpas ao público e explicado o problema em suas respectivas redes sociais.

NOTA OFICIAL.

Posted by Tribaltech on Sunday, September 23, 2018

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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