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Green Valley Dez. Full

Review Mysteryland Chile

Phouse Staff

Publicado em

25/12/2014 - 17:12

Mysteryland Chile review

O pai do Tomorrowland, o festival Mysteryland desembarcou no Chile, na Fazendo Picarquin,na última sexta-feira, e contou com três dias de festa para todos os amantes de música eletrônica. E, como não poderia faltar, a Revista Phouse estava representada no evento na América do Sul e vai te contar um pouco das atrações do Mysteryland-Chile.

No primeiro dia, o Mainstage contou com importantes nomes da EDM: Blasterjaxx, Sander Van Doorn ,Carnage e Julian Jordan. Apesar de famosos, o duo Blasterjaxx deixou um pouco a desejar e não colocou a galera para pular, quem fez isso com primor foi o Papi Gordo, Carnage. O norte-americano tocou suas famosas tracks com sua pegada trap, como “Bricks”, “The Underground”, “Incredible” e “Bang”. Já os outros produtores se mantiveram com estilos similares: Electro House, House e BigRoom.

Outros destaques da festa estavam no famoso palco Q-Dance. Wildstylez e Max Enforcer levaram o público ao delírio com músicas empolgantes e remixes famosos. Wildstyles reproduziu seus sucessos: “Timeless”, “Falling To Forever” e o remix de Never Say Goodbye, de Hardwell. Já Max, famoso nos eventos de Defqon, tocou algumas de suas criações: “Lost In Paradise”e “Creatures”.

Mas o primeiro dia não foi só de festa para o público que compareceu à Fazenda Picarquin. Os fãs tiveram problemas para curtir todos os dias da festa, já que a organização não deixava ao fim de um dia o participante voltar para cidade e ao hotel. Eles teriam que obrigatoriamente dormir no camping. Então, quem voltou para cidade de Santiago e no outro dia pensou que iria ingressar no festival, se enganou. Outro bilhete deveria ser comprado.

Problemas a parte, o primeiro dia de festa foi marcante. Boa música, qualidade de áudio e bom público foram os diferenciais. E o Chile vem sendo um expoente na América do Sul por receber grandes eventos: Mysteryland, Ultra Music Festival e Lollapalooza são alguns deles.

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REVIEW

Segunda edição do Só Track Boa BH pode ser considerada a melhor de todos os tempos

Opinião foi endossada pelo próprio Vintage Culture

Luckas Wagg

Publicado há

Foto: Fabrizio Pepe
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Nesse último sábado, 29, rolou em Belo Horizonte mais uma edição do Só Track Boa Festival. Com um lineup recheado de grandes nomes, como Vintage Culture, Bruno Be, Malaa, KVSH, CIDVolac, não é exagero dizer que esta foi a melhor edição da franquia.

E vejam bem, não sou apenas eu quem está falando. O comentário do público em geral seguiu essa linha, em opinião compartilhada até pelo Vintage Culture, que nos contou, e depois publicou no Instagram, que esta foi a maior e melhor edição do Só Track Boa já realizada em toda a história — sim, até mesmo melhor que a edição principal, que rolou em São Paulo há pouquíssimo tempo.

Só Track Boa BH
Foto: Imagem Dealers/ Fabrizio Pepe

Ao contrário de SP, que teve dois palcos, a edição mineira contou apenas com o mainstage. Reunindo 20 mil pessoas no Estádio do Mineirão, a festa começou às 16 horas, com o energético set de RDT, seguido por LOthief. O tempo, porém, era chuvoso, o que deixou em cheque a sua possibilidade de sucesso. Mas para a surpresa de todos, nem a chuva nem nada atrapalhou o brilho do evento, que ficou lotado do início ao fim.

Organizado pelo reconhecido empresário Otacílio Mesquita e sua crew da OTM Produções junto à Entourage, o Só Track Boa Belo Horizonte foi sem dúvidas um dos festivais mais bonitos e bem organizados que pude conferir nos últimos tempos — e olhem que fui em bastante festivais por esse Brasilzão, hein! Apesar de o Mineirão ajudar muito, por ser um estádio novo e bem cuidado (ao contrário do Canindé, em São Paulo), a produção se preocupou com os mínimos detalhes. Desde bares, camarotes, acessos, tudo foi muito bem ornamentado e distribuído.

After do Vintage encerrou a festa. Foto: Fabrizio Pepe

Entre os destaques da noite, começamos pelo superstar e anfitrião Vintage Culture, que marcou presença do início ao fim. Atrás do palco, o artista tinha uma espécie de playground exclusivo para si e seus convidados, que puderam desfrutar de mesa de ping pong, totó, fliperama, bons drinks e uma área de descanso.

Apesar de ser uma das atrações mais esperadas e conhecidas da label, Lukas Ruiz surpreendeu com um set vibrante do início ao fim. Sua apresentação foi recheada de faixas autorais, incluindo os seus novos hits “Pour Over” e “I Will Find” — além de alguns bons clássicos da house music e um ao vivaço de “Cante Por Nós”, com a participação do cantor Breno Miranda. A apresentação do DJ também proporcionou ao público uma experiência única, com um audiovisual diferenciado e muito fogos e efeitos do início ao fim.

Foto: Imagem Dealers / Fabrizio Pepe

Quem também roubou a cena foi o mineiro KVSH, que já estava há oito meses sem “jogar em casa”, conforme declarou em um Stories pelo seu Instagram. O jovem prodígio entrou no palco por volta das 04h30 da manhã e conseguiu manter o público eufórico do início ao fim — que também contou com a apresentação ao vivo de Lagum cantando sua faixa com a DJ Samhara, “Eu Não Valho Nada”. O DJ fez também um tributo ao Avicii com um mashup de “Wake Me Up” com “Don’t You Worry Child” — exatamente como Axwell e Ingrosso fizeram no Ultra Europe.

Outro artista que surpreendeu foi o americano CID, que mandou uma houseira do início ao fim, tocando diversos clássicos e demonstrando toda sua experiência com a pista, em uma performance bem autêntica; além de Dashdot, que fez um set super linear e trouxe ao palco a DJ, produtora e cantora dinamarquesa Ashibah, que fez um live vocal, levando o público ao delírio.

+ CLIQUE AQUI para conferir nosso papo com a Ashibah

Não foi à toa que todos saíram comentando o fato daquela ter sido uma noite histórica. O line ainda contou com “apenas” Volac, Bruno BeMalaa, Chemical Surf com a participação especial do Gabriel o Pensador Gustavo Mota em um b2b insano com a Groove Delight; e fechou tudo com o Vintage retornando ao palco para um super after que foi até as 10h da manhã.

Mas além de lineup e estrutura, talvez o grande diferencial desta edição — e que motivou essa percepção geral de ter sido o melhor Só Track Boa Festival de todos — tenha sido o público, ensandecido, muito mais animado do que de costume. Percebi que na pista tinha muita gente mais nova, galerinha de 16, 17 anos, o que demonstra como a cena em BH está em crescimento, e fomentando um pessoal que virá a ser muito em breve a nova geração da cena eletrônica no Brasil.  

Assim, o Só Track Boa foi mágico, ficou na história da cena mineira e ganhou o coração dos frequentadores de uma vez por todas. Seguindo a sua saga de conquistar os quatro cantos do Brasil, o festival já tem data marcada para acontecer em Belém, no dia 20 de outubro, e Salvador, em 14 de novembro.

Luckas Wagg é CEO da Phouse.

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Notícia

REVIEW: DGTL São Paulo, uma noite inesquecível

Júlia Gardel

Publicado há

O DGTL chegou em São Paulo fazendo história. É difícil colocar em palavras o que foi a noite do último sábado (6). Dizer que foi como uma viagem a um novo universo talvez ajude a resumir a esfera que esse festival criou. Conhecido por seu florear artístico, que conecta a inovação moderna à nostalgia industrial, o DGTL é hoje um dos mais conhecidos festivais de techno da Europa e do mundo. Acontece em Amsterdã, Barcelona e agora no Brasil.

A imagem pode conter: noite e show

O que rolou em São Paulo foi inesquecível. Como diz o próprio festival, através da música, arte e produção, o evento consegue cumprir seu objetivo de manter o público sempre na sede por mais, proporcionando uma sensação inspiradora, cheia de descobertas e surpresas. Uma experiência única.

A imagem pode conter: 3 pessoas, multidão (Foto do DGTL /Facebook)

Sua preocupação em mesclar os maiores nomes da arte, da música e as melhores tecnologias dentro de um espaço inovador e industrial foi perfeitamente concluída. Começando pelo local — uma fabrica abandonada que possui historia desde 1950 —, a chamada Fábrica DGTL foi o lugar perfeito, como eles já haviam antecipado:

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“A Fábrica DGTL é um gigantesco complexo de galpões que já abrigaram diversos tipos de fábricas. Espaçoso, com uma arquitetura bruta e atmosfera industrial, é o lugar ideal para receber não apenas alguns dos melhores artistas do planeta como para exibir as instalações e projetos artísticos que fazem parte do festival” — DGTL Festival (Site).

Para o DGTL, projetos culturais e artísticos possuem um papel muito importante na sua proposta de envolver e engajar seus visitantes. Por isso, durante o evento, várias instalações de arte foram vistas. A de Muti Randolph buscava observar as relações entre linhas que se sobrepõem no espaço. À medida que as pessoas iam caminhando, as sobreposições iam mudando.

A imagem pode conter: área interna

Modular Dreams, da dupla Priscilla Cesarino e Danilo Barros, era uma parede mapeada digitalmente com projeções ao vivo. A Sala 28, formada pelo duo paulistano Junior Costa Carvalho e Rodrigo Machado, foi responsável por dois projetos: o do corredor luminoso e o do palco Modular, onde foram utilizados 180 metros de LED digital, controlados pixel a pixel por meio de um software áudio reativo desenvolvido pelo próprio estúdio. As luzes eram projetadas por meio de quatro espelhos motorizados em constante movimento.

A imagem pode conter: noite e atividades ao ar livre(Modular Dreams – foto do DGTL/Facebook)

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé e área interna (Corredor de LED’s feito pelo projeto da Sala 28)

Foram três palcos muito bem localizados: o Modular, o Generator e o Frequency, que alimentaram o evento com muita música boa durante as quatorze horas de festival, sem nenhuma interferência de som. Da entrada, o palco mais próximo era o Modular, que contou com um design incrivelmente lindo, todo de LED, como citado, trazendo como primeira impressão uma sensação de dimensão e profundidade sem igual. Era realmente apaixonante olhar a estrutura. Uma grande viagem hipnotizante admirar toda aquela dimensão de lâmpadas de LED.

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“No palco Modular não era apenas ouvir a música, era conectar-se com o lugar!” – Michelly Pomini (Participante do Evento)

O palco Generator conteve painéis de LED e o maior atrativo foi a iluminação da pista. Várias fileiras de luz foram dispostas, com diversas configurações durante todo seu funcionamento, trazendo um aspecto de iluminação bem diferente ao público.

Já quem gosta de um ambiente aberto, gostou do Frequency — um palco decorado com madeira e folhas, formando um ambiente bem natureza, criado por Beto Tancredi. Entre grandes árvores e por cima de um gramado, contou com uma decoração natural e três “arquibancadas” de acesso livre ao público, para diferentes perspectivas: uma atrás do palco e duas em suas laterais. Todas as árvores foram iluminadas, e durante alguns momentos eram inclusive sincronizadas com o som da pista.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, multidão, noite e atividades ao ar livre

“O palco Frequency foi bem diferente dos outros, principalmente na questão da música em si. Passei horas lá sem conseguir sair, o som estava maravilhoso, cativou todas a pessoas presentes. O ambiente estava lindo, o público sensacional e os DJs estavam ARREBENTANDO” — Arthur Peixoto (Participante do Evento).

O que mais admirei em todo o planejamento foi a preocupação do festival com alguns detalhes, os quais fizeram toda a diferença. Primeiro no seu engajamento: a cada semana um vídeo novo era publicado nas redes sociais, gerando expectativa e chamando atenção. Essa proximidade com o público, o suspense e a interação foram fundamentais — inclusive na parte de deixar cada detalhe do evento devidamente explicado.

Além disso, uma das propostas do DGTL é ter um impacto sustentável no universo dos festivais. Conscientes do impacto social e ambiental que possuem, trabalham com parceiros para espalhar essas mensagens cada vez mais. O festival trouxe, por exemplo, o seu conceito dos copos e garrafas não descartáveis: você comprava um copo personalizado por quatro reais e o reutilizava, evitando o descarte. No final, se você quisesse o seu dinheiro de volta, era só devolvê-lo.

As garrafas custavam quatro reais a mais no preço da água, na segunda, ao devolve-la ao bar você não pagava novamente. Esquema semelhante foi visto com os cartões do sistema cashless, que tem se feito cada vez mais presente nos festivais. O cartão custava cinco reais.

A estrutura, enfim, foi perfeitamente planejada. A quantidade de bares foi suficiente e a de caixas também, principalmente por causa dos caixas moveis. Embora houvesse nove mil pessoas, a demanda foi muito bem atendida, os atendimentos foram rápidos e tudo em ordem. Uma grande quantidade de banheiros foi disponibilizada, tanto químicos quanto em contêineres, com espelho e até mesmo pias. Mas poderiam ter sido do lado de fora para evitar o mau cheiro.

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Um fato me surpreendeu. Na área de alimentação havia três food trucks, porém todos veganos. É muito difícil ver em grandes festivais opções vegetarianas e principalmente veganas. Pela primeira vez em um festival no Brasil o público vegetariano foi privilegiado — com direito a barraca de batata frita, pra quem se perdeu nas opções.

“Quando percebi que a comida da barraca era vegetariana fiquei feliz demais! Eu me senti muito realizada. Não só por me ver representada no evento, mas por ele ter ideologia sustentável.” – Lorena Camargo (Participante do Evento)

O cardápio foi variado: batatas fritas com molho e um topping de sua escolha (como bacon de soja); tacos mexicanos com salada de repolho, guacamole e pimenta; hambúrgueres de tofu, de feijão vermelho ou de shitake, entre vários outros ingredientes, a vinte reais; e falafel no pão sírio ou na folha de couve, por dezoito reais.

A imagem pode conter: 2 pessoas, noite

A parte difícil chega quando tento citar o melhor set da noite, o que obviamente é impossível. Foram quatorze horas repletas de grandes nomes, tanto nacionais quanto internacionais, que trouxeram em três palcos diferentes perspectivas do nosso amado techno, em diferentes proporções de emoção, amor e vibração pela música. Foi encantador — uma honra e um prazer — poder presenciar tantos nomes incríveis juntos no DGTL; foi arrepiante da cabeça aos pés.

Carol Mattos fez corações palpitarem de emoção no palco Modular. Juntando a emoção de se viver um dia histórico à energia do seu set e ao cenário hipnotizante, nada poderia ter sido mais perfeito.

A imagem pode conter: noite (Patrice Bäumel tocando no palco Modular)

Tati Pimont aqueceu muito bem a sua pista, que aguardava pelo espetáculo do Teto Preto, um show que reuniu diversos fãs e que surpreendeu a muitos com sua apresentação intensa e única, envolvendo também um show corporal por parte da vocalista Laura Diaz e do dançarino Loic Koutana. Como sempre, Teto Preto fazendo um show fora da caixa.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e noite

“A todos aqueles que disseram não ir cedo para o DGTL, sinto muito, mas perderam a identidade incrivelmente poderosa do expoente da cena de Techno paulista do Teto Preto, um live instrumental arrasador misturado com performances de cair o queixo!” – Gustavo Binembaum (Participante do Evento)

A grande Eli Iwasa, por sua vez, mais uma vez deixou a pista sem palavras. Trouxe tudo do bom e do melhor durante suas duas horas de set que pré-aqueceram nossas mentes ao Patrice Bäumel, que verdadeiramente deu um show no Modular! Um show intenso do começo ao fim.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas no palco e show

Tama Sumo em seu b2b com Lakuti fez um set de três horas muito bem construído, alternando bem as tracks e fazendo a pista toda dançar sem parar por um instante. Apparat conseguiu administrar muito bem seu set mantendo o estilo do Patrice no começo e aos poucos introduzindo seu ar mais alternativo e melodico até entregar a pista ao Mind Against. Encerrou com chave de ouro tocando três tracks que fizeram a pista ir aos céus.

A imagem pode conter: 1 pessoa, sentado, barba e área interna

“Apparat veio numa pegada bem diferente dos outros djs, o que me agradou muito. Teve breakdown, downtempo, techno, o cara conhece demais!” – Melanie Havens (Participante do Evento)

Sobre o Mind Against, o dia que eu conseguir explicar para mim mesma o que foi aquele set, eu conto para vocês. Estou até agora tentando entender o que eu ouvi, um verdadeiro espetáculo dessa dupla que realmente fez todo mundo se emocionar.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

Carl Craig, o rei do techno de Detroit, lotou o Generator de gente até não poder mais. Ninguém conseguiu ficar parado e todos fizeram o máximo para ver todo o seu set bem de pertinho. De fato fez historia — principalmente quanto tocou “Sweet Dreams”.

A imagem pode conter: 1 pessoa, sentado

“O que esse cara fez foi indescritível, não é a toa que é o rei de Detroit. Em todas as tracks a galera ia à loucura, principalmente quando ele tocou ‘Wings‘ do Armand Van Helden, que tem um vocal super antigo da música ‘I won’t let you down’ de Ph.D. Craig soube comandar a pista e fazer todos dançarem sem parar. Para mim foi o melhor da noite.” – Melanie Havens (Participante do Evento)

Derrick May, não preciso nem dizer, foi um sucesso. Fez um set sensacional, que junto com toda aquela iluminação segurou a pista até o fim. Para muitos, foi bem difícil sair de lá para ver o Recondite.

“Derrick May foi sem duvidas, para mim, o nome da noite! Trazendo para nós aquele pedacinho de Detroit em seu Techno industrialmente inconfundível e mixagens de tirar o folego.” – Gustavo Binembaum (Participante do Evento)

Agora, Recondite é Recondite, não tinha como perder. Quem conseguiu e saiu do Derrick May para ver o careca botar para quebrar, provavelmente não se arrependeu. Resultado? Não está escrito no céu o que foi essa live. O produtor colocou a pista no chão e levou as mentes para o espaço. Um live impecável, imperdível e memorável.

A imagem pode conter: 1 pessoa, noite

“Seu live foi porrada do começo ao fim, transições perfeitas e tracks impressionantes que deixaram todos de queixo caído. Quando ele tocou Phalanx (minha track favorita) só faltou eu pular a grade para beijar sua careca, ele superou todas as minhas expectativas junto com DGTL.” – Diego Freitas (Participante do Evento)

Vril foi mais um que trouxe ao público do Generator um live de responsabilidade. Dividiu seu horário com Âme, que também não tem nem o que comentar. Âme deu vida ao amanhecer de domingo com suas tracks melódicas e ao mesmo tempo intensas, do jeitinho que seus fãs gostam. Foi um belo começo de manhã.

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“O live do Vril foi de longe um dos momentos mais marcantes da noite de sábado, ele conseguiu superar toda e qualquer expectativa que eu tinha. Ele conseguiu dominar a pista e levar a galera à loucura a cada track que ele virava mixada com outra e essa mistura sempre resultava em algo extremamente impactante! Fui surpreendida, mal posso esperar para ver ele denovo!” – Jéssika Rodrigues (Participante do Evento)

Ryan Elliott, Speedy J e Davis parecem ter finalizado as três pistas da melhor maneira possível. Para quem conseguiu escolher em qual dos três palcos encerrar a noite, meus parabéns, porque realmente foi difícil.

A imagem pode conter: 1 pessoa, no palco, show e área interna

“Transitando do techno ao house com extrema técnica e maestria, com ênfase na house music, Ryan Elliott mostrou para o que veio. Foi uma finaleira digna de um palco tão bonito quanto foi o Frequency. Ryan resgatou tracks clássicas difíceis de serem tocadas nos dias de hoje e ao mesmo tempo mesclou com novas, o resultado foi de um set impecável. A emoção do americano foi tão grande que acabou tocando 1 hora a mais do que o esperado com um grande sorriso no rosto e de alma lavada.” – Lucas Lifschitz (Participante do Evento)

Em suma, apesar de não estar cem por cento expresso em palavras o que foi realmente a sensação de vivenciar essa experiência, é fundamental encerrar parabenizando todos os responsáveis e organizadores do DGTL São Paulo por toda a produção e organização do evento. O festival foi realmente indescritível e muito bem articulado do começo ao fim. O lineup foi montado de uma maneira preciosa com grandes produtores do mundo todo.

“Meses de espera nunca valeram tanto a pena. Um festival em que sua essência foi a fusão de uma organização europeia de ponta ao som de um techno vibrante que cada vez mais conquista nossos corações.” – Gustavo Binembaum (Participante do Evento)

Acredito que o evento tenha alcançado a expectativa da maioria de seus participantes, e isso não é algo fácil de fazer. Por isso, os parabéns, e que tenha uma vida longa no Brasil, pois o público aguarda ansioso uma próxima edição. Vai ser difícil alguma festa superar tão cedo a sensação e a experiência que o DGTL nos trouxe.

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REVIEW: Saiba como foi o Awakenings dentro da estrutura do Electric Zoo

Júlia Gardel

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Pela segunda vez fazendo um evento fora dos EUA, o Electric Zoo, que acontece anualmente em Nova York, finalmente aconteceu na cidade de São Paulo. Com inicio em 2009, o festival desde então é conhecido por seu tema animalesco e por sua estrutura que busca representar todos os gêneros da música eletrônica, trazendo grandes nomes internacionais.

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé e atividades ao ar livre

A edição brasileira inaugurou com a duração de apenas um dia de evento e não três como o habitual nos EUA. O dia 21 de abril foi registrado por uma variedade de artistas divididos em três palcos: o King Cobra (Mainstage), o Tree House (só com artistas brasileiros) e o Awakenings, que nada mais nada menos foi uma versão do festival holandês traduzida em um palco inédito.

A imagem pode conter: show, noite e multidão

O Awakenings é um dos festivais eletrônicos mais conhecidos da Europa e com mais de 70 mil participantes em um só fim de semana é considerado um dos maiores festivais de Techno ao ar livre do mundo. Com mais de 13 edições, o festival se consolida ano após ano por seu público dedicado e seu line up recheado de grandes nomes da cena. Esse ano, o Awakenings acabou vindo ao Brasil dentro do Electric Zoo, sendo representado em apenas um palco com muito capricho.
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O line up do palco contou com nomes brasileiros como Anna, Eudi, Soldera e Gui Boratto. Apesar de muitos terem criticado dizendo que esperavam mais do line, o que aconteceu naquela noite foi inexplicável! Enrico Sangiuliano em um b2b com Bart Skils, o duo Pig & Dan e Nic Fanciulli completaram o line com chave de ouro. Foi muito difícil sair desse palco, todos queriam ver o espetáculo do Awakenings.

Escolher o melhor set é impossível. A iluminação e decoração da estrutura com diversos painéis de led fizeram do palco um visual muito atraente! Por mim o Awakenings foi o trunfo do Electric Zoo!

O palco de led fez com que a experiência ficasse ainda melhor com as projeções em 3D e a parte pirotécnica sincronizada com a música.” – Giovanni Roque (Participante do Evento)

Os brasileiros Soldera e Eudi começaram o festival em grande estilo. Logo em seguida tivemos Nic Fanciulli que fez um set de tech house extremamente envolvente e dançante do começo ao fim!

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Gui Boratto fez uma abertura de prender a atenção de todos e de resto não é nem preciso comentar, Gui Boratto é Gui Boratto.

“Gui Boratto é um produtor que admiro muito, mais uma vez sua apresentação impressionou por toda técnica que ele tem.” – Marcelo Tarifa (Participante do Evento)

O duo Pig & Dan teve apenas um de seus integrantes presente, mas não deixou de representar quem são! Um set intenso, dançante e apaixonante! Um set impactante e cheio de vitalidade! Fez história tocando suas tracks Growler e Capsule com Adam Beyer!

“A pista estava se preparando pra primeira pancada da DRUMCODE que viria, Pig & Dan veio quebrando tudo, techno reto. O set me surpreendeu muito e levantou demais a pista”      – Marcelo Tarifa (Participante do Evento)

“Gui Boratto, Pig & Dan e Anna me mostraram o porque eu não poderia sair daquele palco. O live set alucinante do Gui Boratto, um set de respeito do Pig & Dan e uma apresentação maravilhosa de Anna fizeram da minha experiência a mais agradável possível.” – Giovanni Roque (Participante do Evento)

Para a Anna não tenho nem palavras! O que essa mulher fez não teve explicação. A reação da pista a cada música era de plena admiração e amor. Foi um set de muita maestria! Não é atoa que a Anna é uma grande representante do Brasil mundo à fora. Sua track ‘Haze Moon‘ bombou na pista!

“Vi a apresentação da ANNA que mais uma vez me surpreendeu pela qualidade do som e pela vibe incrível! Outra apresentação impecável, não deixou nada a desejar.” – Thiago Carvalho (Participante do Evento)

“A Anna para mim foi o melhor set da noite. Foi a primeira vez que vi uma gig dela e me surpreendeu demais! Na hora consegui entender o sucesso que ela está fazendo, principalmente fora do Brasil, não deve nada pra nenhum big name da cena!” – Marcelo Tarifa (Participante do Evento)

Para finalizar tivemos um b2b histórico entre Enrico Sangiuliano e Bart Skils que levaram a galera a loucura, principalmente durante o remix do Enrico da música Why Does My Heart Feel So Bad do Moby e a sua música Ghettoblaster.

A Drumcode foi muito bem representada durante a maioria dos sets, até a track ‘Fire Eyes‘ do Layton Giordani tocou na sexta-feira.

“Pra fechar a noite, veio mais uma pancada da DRUMCODE, agora em dose dupla, b2b do Enrico Sangiuliano, que na minha opinião é um dos melhores produtores da atualidade, com o grande Bart Skils. Ambos souberam levar a pista muito bem e fecharam a festa com maestria!” – Marcelo Tarifa (Participante do Evento)

O festival aconteceu no Autódromo de Interlagos e teve sua estrutura bem colocada. Apesar do grande espaço que o Autódromo possui, os palcos não eram longe um do outro. Uma grande quantidade de bares e caixas foi distribuída, as filas não eram tão grandes, os atendimentos foram rápidos e sem grandes transtornos. O que provavelmente incomodou a muitos foram os preços.

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Não que os preços fossem muito mais altos do que já estamos acostumados a ver em festivais ou baladas, mas os preços foram de acordo com a moeda do Electric Zoo. “50 centavos” da moeda do Electric Zoo, equivalia a dois reais, portanto uma água no valor de duas moedas do Electric Zoo, equivaliam a oito reais. Isso confunde um pouco com relação a saber o quanto está de fato gastando. O sistema era cashless, você carregava um cartão cujo valor era de 6 reais, devolvidos no final do evento se solicitado no caixa.

A área vip estava bem estruturada, porém muito baixa, quase da mesma altura que a pista e longe do palco. Haviam lockers próprios no local, mas por quarenta e seis reais ($11,50 na moeda do Electric Zoo) e os banheiros eram ótimos.

Como ponto negativo do evento, o caminho planejado da saída da estação de trem até os portões do evento, se comparado ao do Lollapalooza e EDC por exemplo, foi muito mais perigoso. Passava no meio do bairro, por ruas muito escuras e quase nada policiadas. A chuva também prejudicou um pouco o evento, apesar de dois dos palcos serem cobertos e isso ter colaborado muito pro conforto do público, o chão acabou virando uma lama total.

Apesar de tudo isso, o festival foi muito bom, mas para um festival internacional, esperava-se muito mais. Tiveram varias opções de food truck, variando desde espetinhos à crepe, churros e temaki, saindo um pouco do tradicional x-burguer. Assim como no Lollapalooza, os sorvetes Kibon e a atividade da Fusion Energy Drink de criar o próprio drink em um copo personalizado estavam por lá. Os frozen’s de Skol Beats que tiveram no Tomorrowland Brasil também voltaram!

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e noite

O evento conteve um line up com muitos nomes brasileiros, o que desanimou alguns, mas agradou a outros. Grandes nomes como Liu, Illusionize, Vintage Culture, KVSH, Elekfantz, Dazzo, Junior C, Chemical Surf e Dubdogz estiveram por la e fizeram grandes shows! Hardwell, R3hab e KSHMR mataram a saudade de quem ainda é muito fã da cena Mainstream. Alan Walker com toda sua personalidade, fez um set bem autoral e diferente do que se escuta na maioria dos outros sets, já que suas produções têm uma identidade singular.

“Vi o set do Illusionize e foi impecável, perfeito do começo ao fim! Assisti também o set do Vintage Culture. Esperava bem mais pelo tamanho da festa, deixou um pouco a desejar. Já vi o Vintage várias vezes e ele já tocou sets melhores. “Fui para o Tree House ver o Chemical Surf, a apresentação mais esperada por mim e como sempre me surpreenderam” – Thiago Carvalho (Participante do Evento)

“Tenho que dar parabéns ao Bruno Martini que fez um BAITA de um set, misturando desde Brazilian Bass até Bass House. KSHMR me deixou sem palavras e Hardwell não preciso nem descrever né? Como sempre um espetáculo.” – Nicolas Nespatti (Participante do Evento)

DEPOIMENTOS

“O palco do Mainstage estava maravilhoso, mas temos que concordar que o som deixou MUITO a desejar.” “Perto do palco sobrava grave em excesso, mais para o meio da pista faltava volume e a falta de constância do mesmo não dava vontade de dançar e muito menos de pular” – Nicolas Nespatti (Participante do Evento)

“Pela propaganda que fizeram e tratando-se de um festival gringo pela primeira vez no Brasil, eu esperei muito mais com relação a sua estrutura. Faltou muita coisa, achei o line muito fraco. Fui mais pelo set de alguns artistas e todos brasileiros.” – Thiago Carvalho (Participante do Evento)

“Tinha me programado para ficar apenas no palco Tree House e assistir só o set do Illusionize no Main Stage. Devido à chuva muito forte e ao Tree House estar cheio, decidi conhecer o espaço e achar um lugar coberto. Achei o Awakenings e o som estava muito bom. Acabei ficando no palco e não consegui sair mais… Não sou fã de techno, mas os sets estavam tão bem executados e o som me impressionou tanto que fiquei por lá.” – Giovanni Roque (DJ e Participante do Evento)

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