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REVIEW: Novo álbum do The Chainsmokers “parece com tudo, menos com Sertanejo”

Luckas Wagg

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Saiu na última semana o aguardado álbum de estreia da dupla norte-americana The Chainsmokers. Como previsto, não demorou muito para chover críticas e elogios sob o lançamento. Antes de soltar o verbo, decidimos analisar com calma todo o trabalho e opinião de nossos leitores, para assim fazer um review com uma visão mais ampla.

Ao escutar “Memories… Do Not Open”, de cara podemos observar que o álbum veio com uma pegada bem mais pop e radiofônica do que esperávamos, deixando de lado todo aquele lado “Chainsmokers” que conhecemos com faixas como “Selfie”, “Kanye” e “Dont Let Me Down” – que convenhamos; também já era bem pop – porém, um pouquiiiinho mais eletrônica.

“Eles fugiram um pouco da essência EDM e foram para uma linha mais “closer” ou “paris”. Acredito que o intuito deles (pelos snaps e redes sociais que acompanho) seja partir pra algo mais banda do que um duo de DJs. Não é algo inovador mas sem dúvida surpreendeu a quem esperava algo mais EDMzado. Eu curti, deu outra pegada pros Chainsmokers!” – Bruno Campos (Leitor da Phouse)

Como disse o Bruno em seu depoimento em nossa página do Facebook, o trabalho da dupla pode não ter agradado aos fãs que tanto aguardavam por composições mais pesadas, porém, nem por isso deixou de ser bom. Seguindo um posicionamento bem diferente, foi notável que Drew e Alex não se importaram muito com o fato de repetir formulas de próprias crias como “Paris” e “Closer”, dando uma “total guinada para o pop”, como pontuou a leitora Larissa Lima.

Em nossa opinião, o trabalho chega para ser um divisor de águas. Está mais do que claro que eles querem muito mais do que gigs bombásticas em festivais.

Obviamente, há quem tenha se decepcionado com o disco, porém, a nossa crítica não é como fã do The Chainsmokers, nem muito menos como hater, ao exemplo do cara do Portal G1 (Globo), que desde o Lollapalooza Brasil vem ridiculamente pegando no pé da dupla.

Chainsmokers lança 1º disco com candidatas a megahit e letras que lembram sertanejo”manchete do mesmo autor no portal da Globo.

De duas coisas uma, ou esse cara não entende nada de música e está carente por atenção, ou é um fã encubado e mal-amado que o Chainsmokers adquiriu durante apresentação no Brasil. Enfim, vamos pular isso e voltar ao que realmente interessa…

Eu achei que faltou os singles que colocaram eles na mídia! Pois os trabalhos anteriores eram E.P… E no álbum oficial deveriam reunir eles… Nem que fosse num deluxe ! O álbum ficou sem atrativos na minha opinião… – Marcio Veiga (Leitor da Phouse)

Acreditamos que essa ausência de “Don’t Let Me Down”, “Roses” e outras de suas manjadas tracks foi proposital. Embora muitos tenham sentido falta, está na cara que isso foi pura estratégia dos caras, que comprovadamente queriam dar um ar de “novidade” ao trabalho. Não faz tanto sentido colocar músicas quais já bombaram em algo que é para ser “novo”. Mas, como o Mario citou acima, uma versão “Deluxe” poderia cair muito bem.

Por fim, o álbum não nos surpreendeu nem soou como algo inovador. É um de fato um bom trabalho, algo já esperado pelo que vinham tocando em seus shows.

“Memories… Do Not Open” mostrou uma proposta ousada e totalmente diferente do que vem rolando, com músicas que estão muito mais para se cantar do que para se dançar. Muito recomendado para o dia a dia. Por fim, o álbum é cheio de influências do mundo pop e parece com um pouco de tudo, menos com sertanejo.

Oremos e aguardemos pelos bons remixes.

Escute abaixo na íntegra:

 

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DJ Marky leva sua festa Influences para novo espaço cultural em SP

Flávio Lerner

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Tokyo
Foto: Reprodução
Inaugurado em maio, o Tokyo ocupa um prédio de nove andares com diversas atividades

Nesta sexta-feira, 18, o lendário DJ Marky estreia um novo ambiente para sua já tradicional Influences, noite em que usa toda sua técnica nos decks para passear pelas músicas que moldaram seu caráter musical — da música brasileira, passando pela disco, soul, funk e jazz à house music e ao drum’n’bass, sobretudo em discos antigos e raros, que o DJ vem colecionando em países como Japão, Portugal, Austrália e Inglaterra.

No ano passado, quando o entrevistei, o Marky falou sobre o conceito da Influences: “É uma festa em que toco todos os estilos que foram essenciais na minha carreira. É mais do que uma noite, é uma aula. As pessoas têm que ir com a cabeça aberta. E direto recebo vários DJs, justamente porque é uma noite diferente, que falta no circuito, já que a maioria das noites é só o mesmo estilo de música”.

Em 2014, o DJ Marky mandou um set de influências no Boiler Room

A festa, que nasceu no Vegas e depois mudou para o Pan-Am, será hoje no Tokyo, espaço cultural e gastronômico inaugurado neste mês no centro da capital. Longe do conceito tradicional de casa noturna, o Tokyo ocupa um prédio inteiro de nove andares na Rua Major Sartório; os andares reúnem karokê, bar, restaurante, instalações e oficinais de economia criativa durante o dia. Na cobertura, uma pista de dança com vista para o Copan e o Edifício Itália — e é nela que Marky comandará a noite, a partir das 23h.

A ideia da Influences, que teve sua última edição realizada em março de 2017, é voltar a fixar uma periodicidade a cada um mês e meio, quando o artista está no Brasil. Apesar de as possibilidades serem boas, o Tokyo ainda não está confirmada como nova casa oficial da festa. Você pode conferir mais detalhes da noite de hoje na página do evento.

Vídeo promocional revela mais detalhes do funcionamento do Tokyo

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Notícia

Parceria entre Boiler Room e Ballantine’s retorna ao Brasil em novo projeto

Flávio Lerner

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Boiler Room São Paulo
Foto: Reprodução
Série “Hybrid Sounds” mescla artistas eletrônicos com nomes orgânicos 

Juntos há cinco anos, Boiler Room e a marca de uísque Ballantine’s já montaram projetos ousados e incríveis no cenário musical. A partir de 2016, a união foi ainda mais longe com o lançamento da série Stay True, que visitava diversos países com lineups cuidadosamente curados para celebrar a cultura de cada nacionalidade. Naquele ano, tivemos nada menos que o Boiler Room Stay True Brazil — o lendário Boiler Room de Recife, que fez história em nosso país. Em 2017, a parceria voltou rebatizada como True Music, trazendo nomes como Seth Troxler e Little Louie Vega a Salvador, junto a expoentes brazucas como Fatnotronic e Renato Ratier, e agora, em 2018, a Stay True traz seu novo projeto, Hybrid Sounds, para São Paulo.

A proposta da Hybrid Sounds é trazer lives inéditos e inesperados, colocando no mesmo palco artistas de música eletrônica com projetos acústicos, que provavelmente nunca se encontrariam em outra oportunidade. Em SP, isso será visto através do conceituado grupo do underground paulistano Teto Preto, que tocará em conjunto com a produtora berlinense rRoxymore. Expoente da Chicago house, Derrick Carter é o headliner do evento, enquanto a MC Linn da Quebrada e o cantor e compositor Tom Zé — um dos grandes nomes da música brasileira — completam o lineup.

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Em local ainda mantido em segredo, o Boiler Room True Music: Hybrids Sounds São Paulo rola no dia 23 de maio, uma quarta-feira, e terá transmissão ao vivo pela plataforma, como de praxe. O evento sucede as edições que rolaram em Moscou e em Beirut, no Líbano, e antecede a edição de Valência, na Espanha, que encerra o projeto. Ao final, um EP da série Hybrid Sounds será lançado, com faixas inéditas dos artistas que colaboraram em cada região (Teto Preto X rRoxymore em SP; Overmono X Solo Operator em Moscou; Dollkraut X Zeid & Maii em Beirut; e KiNK com um artista ainda não revelado, em Valência).

Para quem quer participar da festa, é necessário se inscrever no site e torcer para ganhar o convite por e-mail.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Análise

O indie dance original respira com a volta do Friendly Fires

Flávio Lerner

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Friendly Fires
Foto: Reprodução
Depois de mais de seis anos sem lançamentos, o trio britânico que marcou os anos 2000 está de volta

Fundado em 2006, o trio britânico de dance-rock/indie danceFriendly Fires foi importantíssimo para uma guinada mais eletrônica e dançante à cena indie da década passada, que encontrava-se em sua era de ouro com a ascensão de bandas como The Killers, Franz Ferdinand, The Strokes e Bloc Party. Seu surgimento — somado à ascensão de grupos como Klaxons, Chromeo, Cut CopyMetronomy e o brasileiro Cansei de Ser Sexy — fez com que aquele cenário mais centrado nas guitarras passasse a ter um foco maior nos sintetizadores e nas batidas. O LCD Soundsystem não estava mais sozinho.

Comandando pelo carismático e rebolativo Ed Macfarlane — com suas dancinhas impagáveis ao vivo e nos videoclipes —, o Friendly Fires explodiu mesmo em 2008, com o primeiro e homônimo álbum, e desde então acumulou milhões de fãs no mundo inteiro. Nunca fizeram exatamente música eletrônica de pista, mas bebiam claramente de fontes como a house e o synth pop de grupos como New Order e Depeche Mode. E não só isso: a batida e a vibe ensolarada das músicas trazia muito da música brasileira. Singles como “Jump in the Pool” e “Kiss of Life” surgiram com fortes elementos de percussão de samba — e em 2008 e 2009, o grupo chegou a realizar apresentações em conjunto com uma escola de samba.

Em 2011, às vésperas do lançamento do segundo álbum, Pala, que se afastava ainda mais do indie rock, foram capa da conceituada revista inglesa NME, e tiveram a ousadia de dizer que preferiam escutar Justin Timberlake do que Morrissey — antigo líder do grupo The Smiths, que dominou a cena indie nos anos 80. Pra roqueiros britânicos que levam esse tipo de comparação muito a sério [o que, arrisco dizer, seja boa parte do público da revista], uma declaração do tipo soava como heresia.

O trio seguiu sua vida muito bem, obrigado. Pala também fez sucesso, e o FF seguiu apresentando-se em shows lotados no mundo inteiro nos próximos anos. Mas pararam de fazer música. Em 2014, deram um tempo de vez, e só foram voltar agora, quatro anos depois, com shows de retorno na Inglaterra realizados nas últimas semanas. E claro, novo single — o primeiro em mais de seis anos.

“Love Like Waves” foi lançada no último dia 05, e segue a linha do Friendly Fires que já estamos acostumados, sem grandes alterações na estrutura sonora. É uma canção boa e agradável, que resgata o saudosismo dos fãs e empolga pelas novas possibilidades, mas também não chega a ser dos melhores sons já feitos pelo trio.

Novos singles devem surgir nas próximas semanas, culminando, em breve, com o aguardadíssimo terceiro álbum. Se mantiver a qualidade dos LPs do passado, tem tudo para ser um dos grandes lançamentos de 2018.

Bóra relembrar outros grandes singles do grupo:

* Nota do Autor: Indie dance/nu disco, assim como progressive house e deep house, foi mais um dos estilos que caiu naquela salada de tags do Beatport, na década passada, e acabou passando a ser usado para se referir a uma sonoridade completamente diferente. Aqui, evidentemente, falo sobre o indie dance original, que vai de bandas como o Cut Copy a produtores como o Tensnake.

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