Mais uma vez março ficou marcado pela ilustre presença do grande Lollapalooza. O festival que ocorreu pela quarta vez no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, teve os dias 25 e 26 de Março registrados por inúmeros shows de arrepiar. Dentre os artistas mais aguardados pelo público tivemos Metallica, The XX, The Weekend, The Chainsmokers, Flume, Martin Garrix, Marshmello e The Strokes, entre muitos outros grandes nomes que arrebentaram no evento.

O final de semana acabou, mas o clima ainda é de festa! Não há nada melhor do que a energia que os festivais nos trazem. É muito gostoso poder se desligar um pouco de tudo, sair da rotina e ter uma experiência diferente apenas com música e amigos. É bom ver filhos acompanhados dos pais numa experiência diferente, ver pessoas de todos os lugares do Brasil, de todos os gêneros, estilos, religiões, todos unidos sem preconceitos por um motivo muito claro e muito simples, o amor pela música.

O que eu mais gosto no Lollapalooza é a sua diversidade, a sua busca por representar todo tipo de público trazendo diferentes vertentes e gêneros, unindo desde o frequentador de raves e festivais eletrônicos ao rockeiro mais fanático e o adulto que foi rever aquele artista que ouvia na adolescência, como um Duran Duran.

A imagem pode conter: atividades ao ar livre – Fabrizio Pepe (Foto – Image Dealers)

O festival chama a atenção pelo seu público alternativo. Se tem um festival em que a galera capricha no visual, esse festival é o Lollapalooza! A diversidade de estilos do público é contagiante. Você vê cabelos azuis, roxos, meia calças rasgadas, óculos escuros de todos os tipos e máscaras de todas as espécies. Até unicórnios, tubarões e girafas você é capaz de encontrar!

A imagem pode conter: 2 pessoas, atividades ao ar livre

Numa visão geral sabemos que o Lollapalooza é realmente incrível, mas como todo festival, existem prós e contras em toda edição.

A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé

O festival no inicio foi muito criticado pelo seu preço de R$400 pela meia entrada (Lolla Pass) no primeiro lote. E mesmo assim bateu seu recorde de público contanto com 190 mil pessoas presentes. A alternativa do ingresso Lolla Day (de R$270) colaborou para que as pessoas pudessem ir pelo menos em um dia do festival. Difícil mesmo era escolher qual dia abrir mão.

“Não achei legal aumentar o preço dos ingressos sem aumentar a qualidade dos shows (de verdade, preferi ano passado do que esse). Os shows de eletrônica foram os que mais me deixaram surpresa, porque eu não sou muito fã e me surpreendi MUITO!!” – Fernanda Beres (Participante do Evento)

INTERAÇÕES

O Lollapalooza se superou este ano com relação às atividades interativas! Por todo canto era possível experimentar algo diferente. Tanto pular de uma estrutura de 3 andares montada pela Axe, quanto montar um drink de graça à sua escolha com a Fusion Energy Drinks, ou de repente ganhar um Ray-Ban e uma caixa de som bluetooth na batalha de playback’s! Bastava a coragem de enfrentar as filas!

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O festival contou também com um Kamikaze, um posto da Skol para fazer um pôster seu, uma tabacaria que tirava fotos panorâmicas suas no festival e diversas lojas no Lolla Market. Entre elas a Norma Lee, Ray-Ban, Farm, Capstock, Baderna (da Denise Susuki) e até uma Gocase, onde você podia carregar o seu celular e comprar novas capinhas!

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Você também podia de repente fazer a barba na Cartola Barbearia ou fazer uma tatuagem na Sampa Tattoo.

Duas áreas com redes, diversos bancos de madeira e uma tenda com colchões estavam disponíveis para quem quisesse tirar um descanso entre os intervalos dos shows! Até balanços foram colocados.

“Adorei os novos lugares pra sentar, o Lolla Market e o Chef Stage. Estava bem organizado! Pena que não da tempo de ficar olhando, queria ter ido naquilo do Axe de pular de uma super altura” – Fernanda Beres (Participante do Evento)

ALIMENTAÇÃO

Quem tem fome se deu bem. Quem gosta de degustar, mais ainda! O Lollapalooza já conta com o Chef Stage há alguns anos e neste ano, contando também com opções vegetarianas e veganas, além dos mais de vinte Food Trucks, foram treze chefes, duas bikes de doce e um Bem & Jerry’s!

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A maior parte dos alimentos custaram em torno de uns vinte a trinta reais, numa variedade de comidas que ia do Ragu de Cogumelo do JAM e do escondidinho de carne seca do 5inquentão ao sanduba de Duplo Cheddar Bacon do Rueiro e às pizzas do Roxy Diner.

Mas não foi só isso! Para quem quisesse comer algo mais simples, era só matar a fome com o Hot Dog de R$15 do Master Team ou a batata de cone por R$14 (R$18 se acrescentado cheddar e bacon).

A melhor parte foi a genial ideia de ter diversos vendedores da Kibon espalhados pelo evento para refrescar sua tarde pós show.

BEBIDAS

A bebida infelizmente foi um problema. Não tanto em questão dos preços, porque todo festival tem preços nesse patamar ou até mais caros, mas houve reclamações. Apesar da grande quantidade de bares e dos vários vendedores de Skol Beats espalhados por todo o autódromo (o que foi uma ideia genial inclusive), as filas foram intermináveis. Muitas pessoas desistiram de beber, pois perderiam seus shows. Eu mesma abri mão de comprar água inúmeras vezes.

“A melhor mudança esse ano foi a pulseira, achei bem mais prático, porém não ajudou em NADA na hora das filas, eu fiquei sem brincadeira uma meia hora pra conseguir uma água! E falando nisso, faltou ambulante de água também, só achava de Skol Beats…” – Fernanda Beres (Participante do Evento)

“O bar no sábado estava ridículo, meu amigo cronometrou 2 horas e meia para pegar bebida. Meio absurdo perder 2 sets pra comprar algo”Felipe Esteves (Participante do Evento)

ESTRUTURA

O que falar do palco Perry? Pela segunda vez descoberto, o palco finalmente recebeu um design novo e diferente de todos os outros palcos do evento! Com um layout cheio de hexágonos, o palco Perry pela primeira vez recebeu destaque pelo seu visual alternativo, com muito jogo de iluminação e telões que foram preenchidos por belos áudio visuais.

“Nesses dois últimos anos que o Perry mudou de fechado para aberto melhorou muuito!! Antes era muito quente, hoje é bem melhor e mais bonito!” – Fernanda Beres (Participante do Evento)

“Eu adorei a estrutura que eles montaram, da pra ver que cada vez o palco está ficando maior. Com todo esse show de luzes que eles fazem, fica uma coisa meio mágica hahaha” Tatiana Cersosimo (Participante do Evento)

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e multidão

Com relação a banheiros, além de bem localizados foram colocados em grande quantidade, o que não gerou grandes filas ou o desconforto de grande locomoção até um banheiro mais próximo.

A logística de posicionamento das coisas me chamou a atenção. A sinalização dos palcos e estruturas foram ruins. Placas mais simples e diretas teriam facilitado à locomoção.

Por exemplo, a entrada do palco Perry acontecia somente por um lado e a saída por outro. A falta de sinalização fez com que diversas pessoas se confundissem e tentassem entrar pela saída, avisadas somente na metade do caminho. Este mesmo fator fez com que a entrada do Perry’s fosse interditada minutos antes da apresentação de Vintage Culture, uma vez que a demanda de gente para a decida das escadas foi enorme e por isso foi necessário fechar a entrada para uma reorganização. Mesmo assim muitos não conseguiram assistir ao show.

“Única coisa que poderia melhorar era a esquematização dos caminhos, tinha que dar uma baita volta. Você não podia ir direto pro Perry, você tinha que passar pelo Chef Stage e pelo palco Skol”Santiago Cruz (Participante do Evento)       

PERFORMANCES

Sábado

Victor Ruiz. Um set um tanto quanto desafiador considerando que foi após o Haikaiss e anterior ao Don Diablo, no meio de um festival onde o Techno não é o seu maior público alvo, mas não poderia ter sido melhor! Ele conseguiu tornar o momento ainda mais especial quando tocou seu remix de ‘Natural Blues do Moby e a nova track ‘Resistence’ do Alex Stein. Fora o lindo remix da música ‘Caminhando e Cantando’. Victor Ruiz sabe realmente conduzir um público!

Don Diablo chegou abrindo seu set quebrando tudo para uma galera que parecia estar na sede por um show daqueles! Um set extremamente arrepiante diante de tanta vibração de público! Me fez ver o quanto o público sente falta do house, do mainstream, do big room e etc, no Brasil.

A imagem pode conter: noite, fogos de artifício e atividades ao ar livre

– Fabrizio Pepe (Foto – Image Dealers)

Vintage Culture causou tensão antes mesmo de entrar em cena. Um baita áudio visual incrementou toda a apresentação durante sua uma hora de set. Um grande show de luzes e fogos fez a adrenalina da galera ir aos céus. Ficar perto da grade era quase se igualar a uma lata de sardinha, ou você pulava ou você pulava.

Não pude deixa de notar que o Lukas pela primeira vez usou o microfone em sua apresentação. Parece ter dado certo, o público se exaltou ainda mais a cada fala! Será que a partir de agora ele vai passar a usar os microfones também?

Marshmello sem mais nem menos chegou pra quebrar tudo! A energia vibrante do seu set fez arrepiar cada fio de cabelo. Mesmo eu não gostando tanto da vertente, eu pude sentir toda a energia do público!

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Até começar o show dos The Chainsmokers eu resolvi assistir o Metallica e com certeza foi a melhor decisão que eu tomei! É sempre bom ouvir coisas novas e diferentes. Foi inesquecível a interação daquele público interminável com a banda! Uma baita entrada e um baita espetáculo!

The Chainsmokers definitivamente chegou para dançar com a pista inteira. Apesar de eu ter sentido falta de ouvir coisas um pouco mais no estilo atual de som que eles produzem, o show foi elogiado por muita gente! Foi realmente uma bela apresentação.

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Domingo

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Illusionize mesmo em quarenta e cinco minutos de set conseguiu mostrar sua identidade e colocar todos pra dançar! Fez o grave tomar conta da pista com tracks e remix novos! Momento devastador foi quando ele tocou Bass!

Tchami fez o que parece ter sido uma performance incrível! Com uma pista vibrante ele fez história no domingo!

“Sou muito fã do cara e pude estar la pra ver de perto. Achei irado demais poder curtir ao vivo tracks pelas quais me apaixonei nos últimos 4 anos e que me levaram a apreciar um estilo de eletrônico pouco explorado/conhecido aqui no Brasil.” “No conjunto da obra, achei o set bem envolvente.” “Gostaria de poder ver mais DJs em nossos festivais como Tchami, Mercer, Don diablo, dentre outros.” – Artur Bittencourt (Participante do Evento)

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e multidão

Oliver Heldens deu um verdadeiro espetáculo! Não há palavras para o quanto esse show me surpreendeu. Um repertório repleto de mashup’s e remix que deram muito certo! Rolou um remix da clássica ‘What a Fuck’ do Funk Agenda, um mashup da sua track ‘Gecko‘ com o vocal brasileiro da música ‘E Samba’ de Junior Jack e um mashup de ‘Koala’ com S&M da Rihanna que levou a pista à loucura. Até ‘Hung Up’ da Madonna ele tocou com uma versão instrumental de ‘Destination Calabria’!

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Flume Martin Garrix tiveram seus shows no mesmo horário e ambas as apresentações foram um verdadeiro espetáculo! Flume foi elogiado do começo ao fim por sua performance. E Martin Garrix fez a galera se lembrar do porque um dia já fomos muito mais ligados ao “EDM”, um show que despertou a emoção em todos! Vibrante até o último segundo!

“O set do Flume foi de outro mundo” – Giovanna Nakayama (Participante do Evento)

Organização falhou em colocar grandes nomes como Martin Garrix, Marshmello e ate o Vintage Culture no Perry’s. São atrações que tem um publico gigante, precisam de espaço. De resto achei tudo ótimo!” – Felipe Esteves (Participante do Evento)

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DEPOIMENTOS FINAIS

“Foi a primeira vez que fui no Lolla e minha experiência em geral foi bem boa. A estrutura de palco e de som estavam ótimas e as apresentações não deixaram a desejar.” “O sistema cashless agilizou bastante o atendimento no bar, mas foi mal planejado. A pouca quantidade de caixas não supriu a demanda e as filas ficaram enormes.” “A entrega dos artistas e a vibe da galera foram inexplicáveis! O famoso: “só quem tava lá pra ver”. Cada um pode citar um problema, mas no fim das contas acho que todo mundo curtiu!” – Fernando Cruz (Diretor da Phouse)

“A vibe da galera estava incrível!!! Vi pessoas de todos os tipos e idades curtindo e todos com o mesmo propósito de curtir a música. Sou apaixonado por ambientes assim e é essa vibe que me faz voltar pro Lolla todo ano” – Felipe Esteves

“Já é meu quarto Lolla e com certeza foi um dos mais especiais para mim, o line tava cheio de atrações e como fã da música eletrônica e DJ, ver um line tão diverso, fez a experiência ser incrível! O Lolla tem uma produção que supera as expectativas com inovações a cada ano.” – Santiago Cruz

“Eu sempre gostei do Lolla pela energia positiva que ele tem. Todo mundo se respeita. Durante os 4 anos seguidos que fui, não vi nenhuma briga.” “O Lolla é um momento meu sabe? Fui sozinha nos dois dias e encontrei o pessoal lá. Eu não ligaria de ficar sozinha o festival todo, música pra mim é muito importante, em show eu descarrego minhas energia. Depois de um fim de semana desse eu me renovo.” – Tatiana Cersosimo

“O Lollapalooza vêm cada vez mais surpreendendo o público pela evolução do festival. A música eletrônica, mais especificamente, foi conquistando seu espaço durante as 5 edições no Brasil. Hoje, fico muito feliz em poder ver a música eletrônica tocando corações de crianças, jovens, adultos e idosos, todos juntos a levando para um outro patamar” – Gabriel Minardi

“Sou frequentador do Lolla desde 2015 e posso dizer que esse ano foi o pior dos anos por dois motivos. O bar estava insuportável, cheguei a perder um show por causa disso. E o Line up não me agradou tanto quanto os outros anos. Sem falar no preço do ingresso né.” – Nicolas Nespatti

“O lounge teve um open bar INCRÍVEL (grey goose, jack daniels, bombay, chopp e varias misturas, alem de alguns drinks montados) e os bartenders não economizam na hora de fazer o seu copo.” “Além das bebidas, tinham várias comidinhas gostosas e serviços como massagem, maquiagem e até um estúdio de tatuagem a sua disposição. A única coisa ruim é que a fila pra fazer uma tatuagem era ridícula de cheia” “Eu fui em todas as edições do Lolla desde 2012 e a cada ano que passa o festival melhora mais” – Giovanna Nakayama

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