REVIEW: Saiba como foi o Awakenings dentro da estrutura do Electric Zoo

Pela segunda vez fazendo um evento fora dos EUA, o Electric Zoo, que acontece anualmente em Nova York, finalmente aconteceu na cidade de São Paulo. Com inicio em 2009, o festival desde então é conhecido por seu tema animalesco e por sua estrutura que busca representar todos os gêneros da música eletrônica, trazendo grandes nomes internacionais.

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé e atividades ao ar livre

A edição brasileira inaugurou com a duração de apenas um dia de evento e não três como o habitual nos EUA. O dia 21 de abril foi registrado por uma variedade de artistas divididos em três palcos: o King Cobra (Mainstage), o Tree House (só com artistas brasileiros) e o Awakenings, que nada mais nada menos foi uma versão do festival holandês traduzida em um palco inédito.

A imagem pode conter: show, noite e multidão

O Awakenings é um dos festivais eletrônicos mais conhecidos da Europa e com mais de 70 mil participantes em um só fim de semana é considerado um dos maiores festivais de Techno ao ar livre do mundo. Com mais de 13 edições, o festival se consolida ano após ano por seu público dedicado e seu line up recheado de grandes nomes da cena. Esse ano, o Awakenings acabou vindo ao Brasil dentro do Electric Zoo, sendo representado em apenas um palco com muito capricho.
Image result for awakenings festival logo

O line up do palco contou com nomes brasileiros como Anna, Eudi, Soldera e Gui Boratto. Apesar de muitos terem criticado dizendo que esperavam mais do line, o que aconteceu naquela noite foi inexplicável! Enrico Sangiuliano em um b2b com Bart Skils, o duo Pig & Dan e Nic Fanciulli completaram o line com chave de ouro. Foi muito difícil sair desse palco, todos queriam ver o espetáculo do Awakenings.

Escolher o melhor set é impossível. A iluminação e decoração da estrutura com diversos painéis de led fizeram do palco um visual muito atraente! Por mim o Awakenings foi o trunfo do Electric Zoo!

O palco de led fez com que a experiência ficasse ainda melhor com as projeções em 3D e a parte pirotécnica sincronizada com a música.” – Giovanni Roque (Participante do Evento)

Os brasileiros Soldera e Eudi começaram o festival em grande estilo. Logo em seguida tivemos Nic Fanciulli que fez um set de tech house extremamente envolvente e dançante do começo ao fim!

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e multidão

Gui Boratto fez uma abertura de prender a atenção de todos e de resto não é nem preciso comentar, Gui Boratto é Gui Boratto.

“Gui Boratto é um produtor que admiro muito, mais uma vez sua apresentação impressionou por toda técnica que ele tem.” – Marcelo Tarifa (Participante do Evento)

O duo Pig & Dan teve apenas um de seus integrantes presente, mas não deixou de representar quem são! Um set intenso, dançante e apaixonante! Um set impactante e cheio de vitalidade! Fez história tocando suas tracks Growler e Capsule com Adam Beyer!

“A pista estava se preparando pra primeira pancada da DRUMCODE que viria, Pig & Dan veio quebrando tudo, techno reto. O set me surpreendeu muito e levantou demais a pista”      – Marcelo Tarifa (Participante do Evento)

“Gui Boratto, Pig & Dan e Anna me mostraram o porque eu não poderia sair daquele palco. O live set alucinante do Gui Boratto, um set de respeito do Pig & Dan e uma apresentação maravilhosa de Anna fizeram da minha experiência a mais agradável possível.” – Giovanni Roque (Participante do Evento)

Para a Anna não tenho nem palavras! O que essa mulher fez não teve explicação. A reação da pista a cada música era de plena admiração e amor. Foi um set de muita maestria! Não é atoa que a Anna é uma grande representante do Brasil mundo à fora. Sua track ‘Haze Moon‘ bombou na pista!

“Vi a apresentação da ANNA que mais uma vez me surpreendeu pela qualidade do som e pela vibe incrível! Outra apresentação impecável, não deixou nada a desejar.” – Thiago Carvalho (Participante do Evento)

“A Anna para mim foi o melhor set da noite. Foi a primeira vez que vi uma gig dela e me surpreendeu demais! Na hora consegui entender o sucesso que ela está fazendo, principalmente fora do Brasil, não deve nada pra nenhum big name da cena!” – Marcelo Tarifa (Participante do Evento)

Para finalizar tivemos um b2b histórico entre Enrico Sangiuliano e Bart Skils que levaram a galera a loucura, principalmente durante o remix do Enrico da música Why Does My Heart Feel So Bad do Moby e a sua música Ghettoblaster.

A Drumcode foi muito bem representada durante a maioria dos sets, até a track ‘Fire Eyes‘ do Layton Giordani tocou na sexta-feira.

“Pra fechar a noite, veio mais uma pancada da DRUMCODE, agora em dose dupla, b2b do Enrico Sangiuliano, que na minha opinião é um dos melhores produtores da atualidade, com o grande Bart Skils. Ambos souberam levar a pista muito bem e fecharam a festa com maestria!” – Marcelo Tarifa (Participante do Evento)

O festival aconteceu no Autódromo de Interlagos e teve sua estrutura bem colocada. Apesar do grande espaço que o Autódromo possui, os palcos não eram longe um do outro. Uma grande quantidade de bares e caixas foi distribuída, as filas não eram tão grandes, os atendimentos foram rápidos e sem grandes transtornos. O que provavelmente incomodou a muitos foram os preços.

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Não que os preços fossem muito mais altos do que já estamos acostumados a ver em festivais ou baladas, mas os preços foram de acordo com a moeda do Electric Zoo. “50 centavos” da moeda do Electric Zoo, equivalia a dois reais, portanto uma água no valor de duas moedas do Electric Zoo, equivaliam a oito reais. Isso confunde um pouco com relação a saber o quanto está de fato gastando. O sistema era cashless, você carregava um cartão cujo valor era de 6 reais, devolvidos no final do evento se solicitado no caixa.

A área vip estava bem estruturada, porém muito baixa, quase da mesma altura que a pista e longe do palco. Haviam lockers próprios no local, mas por quarenta e seis reais ($11,50 na moeda do Electric Zoo) e os banheiros eram ótimos.

Como ponto negativo do evento, o caminho planejado da saída da estação de trem até os portões do evento, se comparado ao do Lollapalooza e EDC por exemplo, foi muito mais perigoso. Passava no meio do bairro, por ruas muito escuras e quase nada policiadas. A chuva também prejudicou um pouco o evento, apesar de dois dos palcos serem cobertos e isso ter colaborado muito pro conforto do público, o chão acabou virando uma lama total.

Apesar de tudo isso, o festival foi muito bom, mas para um festival internacional, esperava-se muito mais. Tiveram varias opções de food truck, variando desde espetinhos à crepe, churros e temaki, saindo um pouco do tradicional x-burguer. Assim como no Lollapalooza, os sorvetes Kibon e a atividade da Fusion Energy Drink de criar o próprio drink em um copo personalizado estavam por lá. Os frozen’s de Skol Beats que tiveram no Tomorrowland Brasil também voltaram!

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e noite

O evento conteve um line up com muitos nomes brasileiros, o que desanimou alguns, mas agradou a outros. Grandes nomes como Liu, Illusionize, Vintage Culture, KVSH, Elekfantz, Dazzo, Junior C, Chemical Surf e Dubdogz estiveram por la e fizeram grandes shows! Hardwell, R3hab e KSHMR mataram a saudade de quem ainda é muito fã da cena Mainstream. Alan Walker com toda sua personalidade, fez um set bem autoral e diferente do que se escuta na maioria dos outros sets, já que suas produções têm uma identidade singular.

“Vi o set do Illusionize e foi impecável, perfeito do começo ao fim! Assisti também o set do Vintage Culture. Esperava bem mais pelo tamanho da festa, deixou um pouco a desejar. Já vi o Vintage várias vezes e ele já tocou sets melhores. “Fui para o Tree House ver o Chemical Surf, a apresentação mais esperada por mim e como sempre me surpreenderam” – Thiago Carvalho (Participante do Evento)

“Tenho que dar parabéns ao Bruno Martini que fez um BAITA de um set, misturando desde Brazilian Bass até Bass House. KSHMR me deixou sem palavras e Hardwell não preciso nem descrever né? Como sempre um espetáculo.” – Nicolas Nespatti (Participante do Evento)

DEPOIMENTOS

“O palco do Mainstage estava maravilhoso, mas temos que concordar que o som deixou MUITO a desejar.” “Perto do palco sobrava grave em excesso, mais para o meio da pista faltava volume e a falta de constância do mesmo não dava vontade de dançar e muito menos de pular” – Nicolas Nespatti (Participante do Evento)

“Pela propaganda que fizeram e tratando-se de um festival gringo pela primeira vez no Brasil, eu esperei muito mais com relação a sua estrutura. Faltou muita coisa, achei o line muito fraco. Fui mais pelo set de alguns artistas e todos brasileiros.” – Thiago Carvalho (Participante do Evento)

“Tinha me programado para ficar apenas no palco Tree House e assistir só o set do Illusionize no Main Stage. Devido à chuva muito forte e ao Tree House estar cheio, decidi conhecer o espaço e achar um lugar coberto. Achei o Awakenings e o som estava muito bom. Acabei ficando no palco e não consegui sair mais… Não sou fã de techno, mas os sets estavam tão bem executados e o som me impressionou tanto que fiquei por lá.” – Giovanni Roque (DJ e Participante do Evento)

Faça parte da maior plataforma de música eletrônica do Brasil! Curta nossa página no Facebookinscreva-se em nossa newsletter.

Deixe um comentário