* Edição e revisão: Flávio Lerner

Na última sexta-feira, embarcamos rumo a Belém do Pará para conferir de perto mais um evento que começou como uma simples festa para promover uma marca de cerveja e a música eletrônica na região, e que agora definitivamente entra para o nosso calendário como mais um grande festival do Brasil.

Promovido pela cerveja Tijuca, do grupo Cerpa (que vem apostando em cheio na música eletrônica), juntamente com a BJ Produtora e a Roma Eventos, o Tijuca New Experience reuniu mais de oito mil pessoas no estacionamento do shopping Grão Pará — e deu uma aula no quesito produção.

O nome do produto e do próprio festival fez jus ao que fora prometido pela produção: uma nova experiência. Sem dúvidas, foi um dos eventos que mais nos chamou a atenção no Brasil no último ano — começando pela nossa chegada no aeroporto, onde demos de cara com um grande merchandising, que nos fez lembrar bem as ações de grandes festas de Ibiza: na quinta e na sexta, a produção do festival colocou uma cabine com DJ na central de desembarque.

Foto: Monotoshi/Divulgação

Na sexta-feira, na recepção aos artistas, até o Santti deu uma palinha para os sortudos que estavam chegando em Belém. Além disso, o Tijuca New Experience contou com uma mega estrutura e ofereceu ao público um sistema super funcional de open bar e open food, para os frequentadores da pista e do camarote. Wiskhy, vodka, gin, champagne e claro, cerveja Tijuca, além de muito rango liberado pra galera. Havia também food trucks devidamente posicionados para quem quisesse comer algo com mais substância.

Com inicio às 19h, quem abriu a pista foi o DJ RAFFA (vencedor de um contest realizado pela rádio FM O Dia), seguido pela Marina Morais e por Zuffo & Dan Miller, que fizeram um warmup condizente com a proposta da noite.

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Um dos artistas que ganhou nossos olhares pela sua presença de palco foi o Victor Lou. O DJ deixou a pista pulsando com algumas de suas produções autorais, como “Untitled”, “Fucking Party” e “First Time”. Logo na sequência veio a dupla Hugo e Lucas, do Chemical Surf, que dispensa comentários sobre suas apresentações — tendo sido essencial para o grande sucesso da noite.

Após o Chemical, tivemos a grande cereja do bolo: Vintage Culture. O artista, que já tinha tocado na última edição do Tijuca New Experience, em dezembro de 2017, voltou com toda empolgação e fez um set emocionante. No final, Lukas Ruiz se jogou na pista e deu um rolê em meio à multidão, abraçando seus fãs e deixando todos ainda mais eufóricos.

Foto: Monotoshi/Divulgação

Depois do astro, foi a vez de um dos garotos prodígio da música eletrônica nacional: KVSH, que fez história tocando alguns dos seus maiores hits e entregou a pista bombando para o Santti, que finalizou o set com o sol nascendo, a pista lotada e o público pedindo mais. Com o resultado de sucesso absoluto, a produção agradeceu ao final e já deixou claro que em 2020 tem mais.

Nosso primeiro contato com a cena do Norte do país foi através do convite de nosso parceiro Bernard Teixeira, da PUMP, em 2017. Naquele mesmo ano tivemos o prazer de conhecer as edições da PUMP em Manaus e Santarém, e a Tijuca New Experience em Belém. Ao voltar em 2019, notamos uma grande evolução, tanto no quesito de público, quanto de produção.

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Tudo parecia funcionar cem por cento, não deixando nada a dever a grandes eventos do Sul e do Sudeste. Como frequentador assíduo de festivais, posso dizer que o Tijuca New Experience entra para a segunda posição entre os que estive no Brasil nesse último ano — ficando atrás apenas do Só Track Boa Belo Horizonte, organizada pela OTM Produções no ano passado. O Só Track Boa Festival, por sinal, passa agora a contar com patrocínio do grupo Cerpa em todas as suas edições.

Agradecimentos ao Benjamin (BJ), ao Giovanni (Roma) e ao Renato Costa (Cerpa/Tijuca) pelo convite. Vocês estão de parabéns por acreditar e investir cada vez mais na música eletrônica nacional! Até a próxima!

* Luckas Wagg é CEO da Phouse.

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