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Review

Edição de 20 anos do Ultra foi boa, mas entregou menos do que prometeu

Luckas Wagg

Publicado em

03/04/2018 - 19:41
Review Ultra 2018
O UMF segue como um dos festivais mais espetaculares do mundo, mas pagou pelo marketing inadequado
* Com colaboração, revisão e edição de Flávio Lerner
** Fotos: Daniel Cunha (The Brotherhoodie)

Em parceria com a agência paulistana Clube de Turismo e o seu programa Music FSTVL, embarcamos na última semana rumo a Miami para curtir mais uma edição de um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo, o Ultra Music Festival — que neste ano celebrou os seus 20 anos de história com o emocionante retorno do Swedish House Mafia.

Embora o festival tenha sido um grande sucesso, como era de se esperar, voltamos da terra do Tio Sam com uma pontinha de frustração. Não entendam mal: o Ultra segue sendo um dos maiores festivais do mundo, com uma estrutura que sempre faz cair o queixo. Acontece que desta vez, não bastasse o marco dos 20 anos já sugerir algo de diferente por si, a campanha de marketing pecou ao indicar que este seria o Ultra dos Ultras.

O slogan “espere o inesperado” veio acompanhado de uma promessa de atrações e surpresas especiais, fazendo a imaginação dos fãs viajar para longe, fantasiando com as infinitas possibilidades. Sets diferentes dos usuais? Tiësto mandando um set de trance? O retorno do Jack Ü? Uma aparição do Daft Punk? David Guetta dando um tempo na farofa e voltando às origens? Combinações históricas e improváveis, como Tiësto com Martin Garrix e Afrojack? Avicii de volta aos palcos? Nada disso.

Para além do fechamento com o Swedish House Mafia — que, não me entendam mal, foi épico, mas que de inesperado não tinha mais nada —, esta edição do UMF não mostrou nada fora da caixa além dos mesmos sets de sempre de Tiësto, Guetta, Afrojack e companhia. E como alguém que acompanha o Ultra há muitos anos, sinceramente gostaria de poder voltar a 2014/2015, quando sem criar muitas expectativas o festival entregava em seu mainstage apresentações arrebatadoras de nomes como deadmau5 e Pendulum, e participações inusitadas, como Madonna ao lado de Avicii. Tire o retorno do SHM da equação — um dos momentos mais emocionantes que vivi como fã de música eletrônica — e você não encontra mais nada memorável, do tipo divisor de águas, que fica marcado para sempre na história.

Talvez esse fechamento teria sido o suficiente se eles tivessem conseguido esconder o segredo até o último minuto, e, principalmente, se não tivessem prometido o que prometeram. Esse slogan nos levou a procurar exageradamente pelo “inesperado”, o que acabou sendo um tanto quanto frustrante, mas felizmente não o bastante a ponto de estragar os sets incríveis que pudemos presenciar em alguns palcos. No primeiro dia, caímos de paraquedas no palco Live, onde estava tocando ninguém menos que Porter Robinson com o seu novo projeto Virtual Self. Porter é um dos produtores mais criativos dessa nova geração, e ali apresentou uma sonoridade bastante diferente e eclética, misturando gêneros como deep house, techno, trance e até drum’n’bass.

Além do trio sueco, havia outro nome mantido em segredo, que fecharia o palco A State of Trance. Esse nome acabou se revelando como o Above & Beyond, grupo fantástico, mas que também esteve longe de ser inesperado — era um nome até óbvio, que não poderia faltar naquele line. Naquele ambiente, além do set do king Armin van Buuren, que não deixou nada a desejar, a surpresa boa ficou por conta de Eric Prydz. Infelizmente, cheguei para ver apenas 15 minutos, mas foram os 15 minutos mais bem gastos no Bayfront Park. O artista fez uso de uma projeção incrível e teve a pista totalmente em suas mãos, levando a galera à loucura.

Trecho final do set do Virtual Self

Já na zona da RESISTANCE, dividida entre a Megastructure de Carl Cox e a Arcadia Spider, pudemos ver também grandes nomes como Sasha & John Digweed, Matador, Nastia e Joseph Capriati, entre muitos outros, que não deixaram a desejar em nada. A estrutura e organização do Ultra foi outro de seus pontos fortes. Todos os palcos estavam impecáveis. O Arcadia (popularmente conhecido como “Palco da Aranha”) estava surreal, apresentando algo totalmente fora da nossa realidade.

Outro detalhe que chamou a atenção foi o uso de drogas, que aparentou estar sob controle. Dificilmente você via alguém esparrando o uso de qualquer substância em público — diferente do Brasil, em que é comum observar um uso desenfreado de drogas nos festivais. Dentro do Ultra, não eram vendidos nem cigarros, e o sistema de bebida alcoólica também era muito funcional. QUALQUER pessoa, de QUALQUER idade — fosse um tiozão ou um garotão de 21 —, teria que apresentar documento para poder obter uma pulseira de consumo. Era possível encontrar também caixas eletrônicos, uma grande variedade de drinks e comidas, e uma super loja com diversos produtos do festival.

Por fim, estamos com a mesma visão da polícia de Miami: o Ultra foi super seguro. Não presenciamos nenhuma confusão nem discussão durante os três dias — não só dentro, mas como também em toda região no entorno. Notamos a presença de muitos policiais na rua em um raio de cinco quilômetros ou mais.

Deixamos também registrados os agradecimentos a Junio Rocha e Gabriel Guilen, do Music FSTVL, que nos deu todo o apoio nessa trip pra Miami — e Wilian Cardoso, da Destination Mexico. Nós fomos os primeiros passageiros desse novo programa da Clube Turismo / Music FSTVL, que em breve abrirá para o público geral, com pacotes com custos acessíveis para os maiores festivais do mundo.

* Luckas Wagg é CEO da Phouse.

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Notícia

Rock in Rio anuncia datas para 2019

Festival será no segundo semestre do ano que vem

Phouse Staff

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Rock in Rio 2019
Foto: Reprodução

A produção do Rock in Rio anunciou hoje as datas para sua próxima edição em solo nacional. O bombado festival carioca vai rolar nos dias 27, 28 e 29 de setembro e 03, 04, 05 e 06 de outubro de 2019. O local será o mesmo deste ano: o Parque Olímpico, na capital fluminense.

A única atração confirmada até este momento é Anitta. Além disso, outra novidade é o chamado “Espaço Favela”, que deve trazer uma programação voltada ao funk carioca. O palco eletrônico, desta vez, será assinado pelo empresário Claudio da Rocha Miranda Filho (sócio-diretor do Brazil Music Conference), que assume a direção artística do espaço.

As vendas do Rock in Rio Card (uma espécie de “early bird tickets”) abrem no dia 12 de novembro, a partir das 19h, pelo ingresso.com.

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Aftermovie do Ultra traz imagens inéditas do Swedish House Mafia

Ingressos para a edição de 2019 já estão à venda

Phouse Staff

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Ultra Aftermovie 2018
Foto: Screenshot

Depois de alguns filmes menores, a produção do Ultra Music Festival enfim liberou o aftermovie oficial e em alta qualidade da sua edição especial de 20 anos.

Em quase 15 minutos, o filme dirigido por Charly Friedrichs traz aquele roteiro que já estamos acostumados, ilustrando bem os momentos de chegada, desenvolvimento (com seus mais diversos palcos) e final apoteótico do festival, com highlights tanto nos artistas quanto no público que fez a festa naqueles três dias de março.

+ CLIQUE AQUI para ler mais notícias sobre o Swedish House Mafia

O final, como não poderia deixar de ser diferente, traz diversas cenas de um dos momentos mais importantes para a cena EDM no ano: o retorno do Swedish House Mafia. O vídeo intercala imagens de fãs acompanhando a transmissão ao vivo pelo mundo inteiro com cenas inéditas da apresentação dos três suecos — que agora, além de momentos de bastidores, podem ser vistos bem de pertinho, diferentemente do live stream.

Curiosamente, a trilha das cenas finais não é “Don’t You Worry Child”, “Save the World” ou qualquer outro som dos caras, mas “Tim”, o som feito por ARTY para homenagear Avicii. E casou muito bem. Assista: 


Além do aftermovie, o Ultra iniciou hoje as vendas para a edição de 2019. A situação de impasse em relação ao Bayfront Park está marcada para ser resolvida nesta quinta-feira, 27 — isto é, se não for adiada mais uma vez.

Para quem está pensando em embarcar nessa viagem, confira aqui os pacotes da GoFestivals.

Tracklist do aftermovie:

  1. Yves V & Futuristic Polar Bears – Running Wild (feat. PollyAnna)
  2. Kid – Piñata
  3. Armin van Buuren feat. Conrad Sewell – Sex, Love & Water (Sunnery James & Ryan Marciano Remix)
  4. Reebs – Back Again 
  5. Toby Green – Control
  6. Adam Beyer & Bart Skils – Your Mind
  7. FISHER – Losing It
  8. Magnificence & Steff da Campo – Out Of My Mind 
  9. Nicky Romero – Duality
  10. ARTY – Tim

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Doozie e MOJJO remixam hit colombiano

“Soy Yo” foi um dos destaques do game “FIFA 16”

Phouse Staff

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Soy Yo
Foto: Reprodução

Expoentes nacionais, Doozie e MOJJO se juntaram para lançar um remix destruidor de “Soy Yo” — hit da banda colombiana Bomba Estéreo, que acabou conquistando o mundo ao integrar a trilha do game FIFA 16

Conservando a melodia original — o que inclui o vocal de Li Saumet e o famoso riff de flauta —, os produtores brasileiros imprimiram um ritmo ainda mais dinâmico e dançante, auxiliado por uma batida houseira frenética e uma bassline cheia de groove.

Segundo a assessoria, a ideia surgiu como uma brincadeira do Doozie, que é muito fã da franquia FIFA, reconhecida há anos não apenas por simular partidas de futebol no videogame, mas também por sua curadoria musical. Aos poucos, essa brincadeira foi ficando séria, e acabou virando esse remix oficial, lançado pela Sony Music. Ouça e compare com a original logo abaixo.

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