Com lineup estelar, XXXPERIENCE atingiu novo patamar em 150ª edição

#XXX150 teve gigantes do techno ao psytrance, novidades e estrutura bem organizada
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Comemorando 23 anos de resistência em um mercado super volátil, no qual poucos festivais têm conseguido sobreviver por tanto tempo, a XXXPERIENCE mais uma vez mostrou a sua força e cumpriu o papel de entregar ao público uma experiência correspondente a todo hype da sua marca — que vem fazendo sucesso por mais de duas décadas, somando 150 edições.

Com artistas para todos os gostos, do techno ao psytrance, do deep house à EDM, Itu recebeu no dia 21 de setembro mais de 50 nomes de peso, divididos em cinco palcos espalhados pela Fazenda Maeda: Love Stage, Union Stage, Peace Stage, Joy Stage e UP Club —  que é fruto de uma nova parceria com o festival Universo Paralello.

Love Stage. Foto: João Chesine/Reprodução

Mesmo com o dólar em alta, o que influência bastante na contratação dos artistas internacionais, a produtora No Limits, liderada por Erick Dias e Edson Bolinha, não se acomodou e não só manteve o seu padrão de excelência, como o aumentou. Para a #XXX150, trouxeram grandes ícones internacionais, como Stephan Bodzin, Charlotte de Witte, ARTBAT, Michael Bibi, Pawsa, Vini Vici, Showtek, Joyride, Timmy Trumpet, Astrix, Phaxe e muitos outros.

Foi uma noite histórica, e tivemos muita dificuldade para elencar os melhores sets. Era muita sonzeira para um só dia de festival, muito artista brilhante se apresentando ao mesmo tempo em diferentes palcos — quase uma tortura para o nosso psicológico (risos), mas o bom é que deu para aproveitar muito bem um pouco de tudo o que rolou.

Union Stage. Foto: Sigma F/Reprodução

Chegamos no rolê por volta das 18 horas e corremos direto para o Union Stage, onde se apresentava uma das mais completas e interessantes artistas do nosso Brasil: Patricia Laus, popularmente conhecida como BLANCAh. A estreia da catarinense com seu techno hiper-melódico foi encantadora. Representou muito bem o nosso país, em um palco onde a maioria dos artistas eram gringos.

Foi muito dificil arredar o pé do Union, afinal, olhem só que sequência veio depois:  D-Nox, ARTBAT, Stephan Bodzin com seu live interplanetário, a princesa do techno Charlotte de Witte — que era uma das atrações mais aguardadas da noite —, o nova-iorquino Layton Giordani e o faixa preta Renato Ratier. Pense aí. A vontade de sair desse ambiente era zero. Mas o legal mesmo de um festival dessa magnitude é exatamente explorar novos sons e ter novas experiências. E foi isso que fizemos; não paramos quietos por um minuto. Era de um palco para o outro, o tempo inteiro.

UP Club Stage. Foto: Adriana Valeije/Reprodução

No Love Stage, área restrita apenas a quem comprou o ingresso na modalidade backstage, pegamos um pequeno tumulto para conseguir entrar. Era muita gente correndo para ver o menino Pedrinho, vulgo ILLUSIONIZE, que pelo segundo ano foi visto como um dos grandes protagonistas do festival. Além de moer a pista do Love, mais tarde o goiano também foi responsável por fechar o palco UP Club, que ainda recebeu Doksu, Dre Guazzelli, Clubbers, Santti, Bhaskar, Liu, Flow & Zeo e DJ Glen.

Após vivenciar um pouco da xxxperiência do Love, seguimos para o Peace Stage, famoso palco psicodélico do festival, onde filho chora e mãe não vê (risos). No comando, ninguém menos que o icônico israelense Astrix. A sequência aqui também era bem pesada: Vegas, Ranji, Reality Test, Blastoyz, Phaxe, Berg, Mandragora e Zanon.  

Peace Stage. Foto: Sigma F/Reprodução

Como a nossa missão era explorar ao máximo o festival, lá fomos bater perna novamente. Dessa vez, nada de agitação; paramos para fazer algo super importante: nos alimentarmos bem para aguentar o rolê inteiro. A estrutura montada para a praça de alimentação estava bem legal, com várias opções e tudo funcionando corretamente.

Barriga cheia, partimos para mais um rolê, desta vez prestando atenção aos pequenos detalhes, explorando a experiência proporcionada pela estrutura do local. Entre ornamentação, sinalização, bares e etc., tudo parecia funcionar normalmente. O festival estava cheio de luzes e cores, uma verdadeira viagem audiovisual.

Joy Stage. Foto: Sigma F/Reprodução

Nesta edição, a XXXPERIENCE agregou ao seu espaço andaimes em que o público podia ter o privilégio de ver o festival de cima, com uma vista panorâmica bem bonita. Novidade super interessante, até mesmo pelas mensagens que foram expostas, como “Sobre deixar fluir” e “Respeite a mãe natureza” — que pelo jeito, pode ter passado um pouco despercebida pelo público, que no final do evento deixou a Fazenda Maeda com um grande acúmulo de lixo pelo chão.

Obviamente, a produção limpou tudo após o festival, mas tá na hora do público também entender o seu papel e mudar os seus hábitos nos rolês, né?

Foto: Adriana Valeije/Reprodução

Nas redes sociais do festival, a maioria dos comentários do público foi positivo. Em mais um ano, a XXX fez história e deixou a grande maioria de seus frequentadores com aquele gostinho de quero mais. Afinal, não poderíamos esperar um resultado diferente de quem vem fazendo um excelente trabalho há mais de 20 anos. Parabéns a No Limits e a todos os envolvidos na produção! Nos vemos na edição 2020, que já está agendada para o dia 19 de setembro, em Itu — antes, vai ter turnê por Rio de Janeiro (04 de abril), Itajaí (1º de maio) e Brasília (23 de maio).

Abaixo, um top 10 com os melhores sets que tivemos a oportunidade de assistir. Vale lembrar que essa lista reflete a opinião pessoal deste autor. Você também pode montar a sua e deixar nos comentários ;)

01 – Charllote de Witte
02 – Phaxe
03 – Vini Vici
04 – Stephan Bodzin
05 – Michael Bibi B2B Pawsa
06 – BLANCAh
07 – DJ Glen
08 – Vegas
09 – Gabe
10 – ILLUSIONIZE

Veja mais fotos da #XXX150:

Luckas Wagg é CEO da Phouse.

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