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No 21º ano, XXX cumpre o seu papel: trazer muita música boa em estilos variados

Júlia Gardel

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Review XXXPERIENCE 21
Em mais uma edição principal na Arena Maeda, o festival conseguiu reunir e cativar com sucesso fãs de trance, house music e techno

Pela 21ª vez, a Arena Maeda, em Itu, presenciou  em seu gramado, no último sábado, uma nova edição da XXXPERIENCE, que cada vez mais vem demonstrando evolução em organização e estrutura para receber seus inúmeros artistas e todos aqueles que ali querem passar por uma madrugada inesquecível.

A XXX proporciona uma verdadeira experiência de gêneros, fato que eu gosto muito dentro do festival, onde a cada palco você pode sentir uma energia diferente em cada tipo de som. É uma noite em que os fãs do techno aos fãs do trance são unidos em uma mesma atmosfera por meio de diferentes palcos temáticos, possibilitando que todos possam experimentar um pouco de cada, e que aqueles que curtem mais de uma vertente possam ver vários artistas que admiram.

Union Stage (Foto por Matheus Fialho)

O evento contou com o Love Stage como palco principal; o Peace Stage como palco de trance; o Joy, patrocinado pela Skol Beats, como backstage; e, para finalizar, o Union Stage, com aquela techneira. Neste ano, o evento investiu bastante numa proposta mais tecnológica, carregada no audiovisual. O palco Union, por exemplo, era formado por uma espécie de cadeia de montanhas, que à noite recebeu um imenso show de luzes e projeções, trazendo uma atmosfera inusitada.

O Joy contou com uma proposta semelhante, porém com um “homem árvore” constituindo o palco, e no Love, ao chegarmos perto, podíamos identificar duas cabeças viradas uma de costas para a outra, soltando como se fosse uma espécie de fumaça. O Peace foi o menos decorado e deixou a desejar um pouco no aspecto psicodélico, tão famoso no universo do trance. De resto, foi um palco incrível do começo ao fim.

Joy Stage (Foto por Matheus Fialho)

Ao contrário do que muitos esperavam, a noite foi de céu estrelado e sem um pingo de chuva. Toda a água que teria por vir caiu durante a semana de montagem, o que favoreceu um pouco de lama, mas longe do que foi enfrentado nos anos anteriores diante de chuvas ao longo da noite. A organização se demonstrou bem-feita, mas as revistas separadas por “com mochila” e “sem mochila” gerararam uma grande fila na entrada, apesar de facilitar a vida de quem vem apenas com carteira ou uma pequena bolsa na mão.

A alimentação mais uma vez foi bem completa. A praça estava repleta de opções em food trucks diferentes, que ofereciam desde pastel a sanduiche, hot dog e hambúrguer. Todo o sistema de moeda da XXX foi chamado de XXXPila, em que um XXXPila equivalia a cinco reais. A maioria das coisas giravam em torno de 2 a 5 XXXPilas. Uma água era, por exemplo, 1,50 XXXPila, um energético era 3, e um hambúrguer com bacon, 5. A maioria dos hambúrgueres servidos já estavam prontos, o que prejudicou no sabor, além dele ter muito mais pão do que lanche; em compensação, o espetinho e o pastel estavam uma delícia. Entre os food trucks, estavam Maria Gasolina, Salch & Pão, Batata Legal e Pepa Pizza.

Praça de alimentação (Foto por eimagec)

O evento contou com um lineup recheado de grandes nomes, tanto nacionais quanto internacionais, como ANNA, Art Department, ILLUSIONIZE, Astrix, Stephan Bodzin, Loco Dice, Chemical Surf, Victor Ruiz, Dennis Cruz, Cosmonet, Vini Vici e Alok. E apesar do line do ano passado ter aparentado estar muito mais completo para alguns, em nenhum momento esta seleção deixou a desejar — em qualquer palco você poderia encontrar música boa.

Num festival como esse, é difícil conseguir ver tudo, principalmente quando mais de um artista bom está tocando ao mesmo tempo. Quem tem preferência por apenas um gênero tem mais facilidade, mas para quem gosta de um pouco de tudo, a programação vira uma correria.

Love Stage (Foto por Matheus Fialho)

No palco principal, Kubi, KVSH e VINNE começaram fervendo! Às 18h, todos já estavam no clima e muito bem acompanhados de sets caprichados pro “warmup”. O Liu entrou logo depois, abrindo com sua nova track “Coastline, lançada recentemente pela Spinnin’, e levantou a pista toda com outros dos seus grandes sucessos.

No Peace, o B2B  entre Cosmonet e Groundbass colocou a pista do trance pra pular de verdade; um set sensacional e energético do começo ao fim. Quem gosta de trance sabe como é irresistível passar pelo palco e não sentir uma vontade enorme de entrar. Ali, mais tarde, 1200 Micrograms fez um set muito bom e não deixou a pista parar, enquanto Berg chegou logo martelando com suas melhores tracks.

1200 Micrograms, Raja Ram e GMS (Foto por Pedro Pini [Image Dealers])

Enquanto isso, no Joy, Gabriel Morais e Gabe chegaram botando tudo pra quebrar, sem nem deixar a pista cogitar ficar parada. A vibe do Gabe estava realmente insana, mas infelizmente tive que interromper seu set para presenciar a abertura de uma dos momentos mais emocionantes da noite no Union, o set do Boris Brejcha.

Tem quem fale e ache o que quiser sobre ele por sua grande quantidade de vezes no Brasil, em uma certa saturação; gosto é gosto, mas a mim ele continua surpreendendo. A energia do Union estava extremamente contagiante e calorosa pra recebê-lo, e sua apresentação me trouxe uma energia que eu não sentia há tempos! De todos os shows que já vi dele, talvez esse tenha sido o melhor no quesito emoção.

Boris Brejcha no Union Stage (Foto por Sigma F)

Infelizmente, depois do Boris a pista durante o set do Chris Liebing deu uma esvaziada, mas isso não significa que ele não fez também um grande set — pelo contrário, representou e muito bem, com um som mais pesado. ANNA e Victor Ruiz, como sempre, honraram o nosso Brasil, sendo também grandes nomes da noite.

Voltando ao Love, ainda deu tempo de pegar o fim do Oliver Heldens, que assim como no Lollapalooza, tocou um mashup de sua música “Koala” junto com o vocal de “S&M”, da Rihanna, a melodia de “Destination Calabria”, do Alex Gaudino, e a base de “Hang Up”, da Madonna. Diferentemente da visão que eu tive no Lolla, desta vez essa mistura soou um pouco estranha.

Love Stage (Foto por Sigma F)

O holandês encerrou o set com sua música em parceria com o Alok, “Alien Technology”. Logo depois, o próprio brasileiro entrou com uma abertura impactante, que fez o palco todo parar. A pista estava lotada para vê-lo, e ele abriu seu set com “Fuego”.

Já o menino ILLUSIONIZE comandou a pista no ritmo do seu grave, com um set repleto de tracks novas do seu próximo álbum, fazendo o público esquecer que a hora passava. Na sequência, Chemical Surf estreou na XXX com estilo, também lançando mão de músicas novas e  de alguns dos seus bootlegs mais conhecidos.

ILLUSIONIZE no Love Stage (Foto por Thiago Xavier [Image Dealers])

Finalizando a noite e durante o amanhecer, tivemos no Union o mestre Stephan Bodzin, nome que, por mais que alguns considerem hoje repetitivo, sempre sabe como conduzir e tocar o público com seu live. Segurar a emoção foi difícil quando seu remix de “Moments”, do Tale of Us com o Vaal, começou a tocar. Em um momento que foi acompanhado por outras atrações do festival, como o próprio ILLUSIONIZE, Bodzin fez um show para fechar com chave de ouro esta edição da XXXPERIENCE.

Stephan Bodzin no Union Stage (Foto por Thiago Xavier [Image Dealers])

Mas não acabou por aí: Astrix e Vini Vici ainda chegaram para encerrar o Peace e o Love, respectivamente. Astrix teve seu horário modificado duas vezes — além de uma primeira, por atraso no voo, o início do seu set, remanejado para a manhã, também acabou atrasando. Mesmo assim, o israelense trouxe muita alegria a todos que o aguardavam. Já o Vini Vici fez o que sabe fazer de melhor. Por tocar no mainstage, o seu set pedia por um som um pouco mais comercial, mas ainda assim terminou a XXX em grande estilo.

Astrix no Peace Stage (Foto por Sigma F)

* Júlia Gardel cobre eventos para a Phouse.

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Kaballah Festival anuncia os palcos para São Paulo

Phouse Staff

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Kaballah palcos
Confira as cinco labels responsáveis pela curadoria da edição principal de 15 anos da Kaballah

A produção da Kaballah divulgou ontem à noite os selos que assinam os palcos de sua edição comemorativa de 15 anos, que vai rolar em maio, em São Paulo.

Foram escalados o selo Só Track Boa, The Masquerade — label do DJ e produtor Claptone, que já esteve recentemente na edição da Kaballah no Green Valley e lançou novo single na semana passada —, a espanhola elrow, que em dezembro pintou pelo Brasil pela primeira vez, o palco de psytrance PsychoRoots, que também estará presente na edição Summer, em Floripa, e a label Michael Deep, assinada pelas agências Fun2U, Entourage e Today.

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D-EDGE inaugura festival para comemorar seus 18 anos

Phouse Staff

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D-EDGE Festival
O evento espera atrair dez mil pessoas para o estádio do Canindé, em abril

Para comemorar seus 18 anos de vida, o D-EDGE está lançando o D-EDGE Festival, evento que espera atrair dez mil pessoas para o estádio do Canindé, em 14 de abril. A informação foi trazida em primeira mão pelo Music Non Stop.

Até agora, o festival confirmou atrações do calibre de BLANCAh, Anhanguera, Leo Janeiro, Mezomo, Ney Faustini, Stekke, Wilian Kraupp, Adnan Sharif, Alex Justino, VAntonio e Gromma — sem falar nos DJs internacionais, como Abdulla Rashim, SLAM, Ryan Elliot e DJ Heather. Mais nomes devem ser revelados em breve.

Os ingressos já estão disponíveis pelo ingresse.com.

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Com surpresa, Tomorrowland revela primeiros artistas de 2018

Phouse Staff

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Tomorrowland 2018 lineup
Depois de ficar de fora das últimas duas edições, Hardwell volta a integrar o lineup do festival belga

O Tomorrowland anunciou as primeiras atrações de sua edição deste em ano, em Boom, na Bélgica. A primeira fase traz nomes como Armin van Buuren, Axwell λ Ingrosso, REZZ, Claptone, Solomun, Sven Väth, Ben Klock e Stephan Bodzin, mas a principal surpresa fica pela presença de Hardwell.

O DJ ficou de fora das últimas duas edições do festival, depois de tretar com Dimitri Vegas & Like Mike em 2015, quando a dupla tomou o primeiro lugar do astro holandês no controverso Top 100 da DJ Mag. Como Vegas e Mike são residentes e têm proximidade com os produtores do Tomorrowland, teriam boicotado a presença de Hardwell nas edições de 2016 e 2017, segundo informações de bastidores.

Em junho do ano passado, porém, Like Mike publicou uma foto de um almoço com seu parceiro de projeto e o próprio Hardwell, indicando que os três haviam se acertado. Em dezembro, o DJ chegou a dividir palco com a dupla — o que ajuda a entender a sua ao Tomorrowland em 2018.

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Confira todos os nomes confirmados e seus respectivos palcos e datas:

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