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Review

No 21º ano, XXX cumpre o seu papel: trazer muita música boa em estilos variados

Júlia Gardel

Publicado em

17/11/2017 - 17:46
Review XXXPERIENCE 21
Em mais uma edição principal na Arena Maeda, o festival conseguiu reunir e cativar com sucesso fãs de trance, house music e techno

Pela 21ª vez, a Arena Maeda, em Itu, presenciou  em seu gramado, no último sábado, uma nova edição da XXXPERIENCE, que cada vez mais vem demonstrando evolução em organização e estrutura para receber seus inúmeros artistas e todos aqueles que ali querem passar por uma madrugada inesquecível.

A XXX proporciona uma verdadeira experiência de gêneros, fato que eu gosto muito dentro do festival, onde a cada palco você pode sentir uma energia diferente em cada tipo de som. É uma noite em que os fãs do techno aos fãs do trance são unidos em uma mesma atmosfera por meio de diferentes palcos temáticos, possibilitando que todos possam experimentar um pouco de cada, e que aqueles que curtem mais de uma vertente possam ver vários artistas que admiram.

Union Stage (Foto por Matheus Fialho)

O evento contou com o Love Stage como palco principal; o Peace Stage como palco de trance; o Joy, patrocinado pela Skol Beats, como backstage; e, para finalizar, o Union Stage, com aquela techneira. Neste ano, o evento investiu bastante numa proposta mais tecnológica, carregada no audiovisual. O palco Union, por exemplo, era formado por uma espécie de cadeia de montanhas, que à noite recebeu um imenso show de luzes e projeções, trazendo uma atmosfera inusitada.

O Joy contou com uma proposta semelhante, porém com um “homem árvore” constituindo o palco, e no Love, ao chegarmos perto, podíamos identificar duas cabeças viradas uma de costas para a outra, soltando como se fosse uma espécie de fumaça. O Peace foi o menos decorado e deixou a desejar um pouco no aspecto psicodélico, tão famoso no universo do trance. De resto, foi um palco incrível do começo ao fim.

Joy Stage (Foto por Matheus Fialho)

Ao contrário do que muitos esperavam, a noite foi de céu estrelado e sem um pingo de chuva. Toda a água que teria por vir caiu durante a semana de montagem, o que favoreceu um pouco de lama, mas longe do que foi enfrentado nos anos anteriores diante de chuvas ao longo da noite. A organização se demonstrou bem-feita, mas as revistas separadas por “com mochila” e “sem mochila” gerararam uma grande fila na entrada, apesar de facilitar a vida de quem vem apenas com carteira ou uma pequena bolsa na mão.

A alimentação mais uma vez foi bem completa. A praça estava repleta de opções em food trucks diferentes, que ofereciam desde pastel a sanduiche, hot dog e hambúrguer. Todo o sistema de moeda da XXX foi chamado de XXXPila, em que um XXXPila equivalia a cinco reais. A maioria das coisas giravam em torno de 2 a 5 XXXPilas. Uma água era, por exemplo, 1,50 XXXPila, um energético era 3, e um hambúrguer com bacon, 5. A maioria dos hambúrgueres servidos já estavam prontos, o que prejudicou no sabor, além dele ter muito mais pão do que lanche; em compensação, o espetinho e o pastel estavam uma delícia. Entre os food trucks, estavam Maria Gasolina, Salch & Pão, Batata Legal e Pepa Pizza.

Praça de alimentação (Foto por eimagec)

O evento contou com um lineup recheado de grandes nomes, tanto nacionais quanto internacionais, como ANNA, Art Department, ILLUSIONIZE, Astrix, Stephan Bodzin, Loco Dice, Chemical Surf, Victor Ruiz, Dennis Cruz, Cosmonet, Vini Vici e Alok. E apesar do line do ano passado ter aparentado estar muito mais completo para alguns, em nenhum momento esta seleção deixou a desejar — em qualquer palco você poderia encontrar música boa.

Num festival como esse, é difícil conseguir ver tudo, principalmente quando mais de um artista bom está tocando ao mesmo tempo. Quem tem preferência por apenas um gênero tem mais facilidade, mas para quem gosta de um pouco de tudo, a programação vira uma correria.

Love Stage (Foto por Matheus Fialho)

No palco principal, Kubi, KVSH e VINNE começaram fervendo! Às 18h, todos já estavam no clima e muito bem acompanhados de sets caprichados pro “warmup”. O Liu entrou logo depois, abrindo com sua nova track “Coastline, lançada recentemente pela Spinnin’, e levantou a pista toda com outros dos seus grandes sucessos.

No Peace, o B2B  entre Cosmonet e Groundbass colocou a pista do trance pra pular de verdade; um set sensacional e energético do começo ao fim. Quem gosta de trance sabe como é irresistível passar pelo palco e não sentir uma vontade enorme de entrar. Ali, mais tarde, 1200 Micrograms fez um set muito bom e não deixou a pista parar, enquanto Berg chegou logo martelando com suas melhores tracks.

1200 Micrograms, Raja Ram e GMS (Foto por Pedro Pini [Image Dealers])

Enquanto isso, no Joy, Gabriel Morais e Gabe chegaram botando tudo pra quebrar, sem nem deixar a pista cogitar ficar parada. A vibe do Gabe estava realmente insana, mas infelizmente tive que interromper seu set para presenciar a abertura de uma dos momentos mais emocionantes da noite no Union, o set do Boris Brejcha.

Tem quem fale e ache o que quiser sobre ele por sua grande quantidade de vezes no Brasil, em uma certa saturação; gosto é gosto, mas a mim ele continua surpreendendo. A energia do Union estava extremamente contagiante e calorosa pra recebê-lo, e sua apresentação me trouxe uma energia que eu não sentia há tempos! De todos os shows que já vi dele, talvez esse tenha sido o melhor no quesito emoção.

Boris Brejcha no Union Stage (Foto por Sigma F)

Infelizmente, depois do Boris a pista durante o set do Chris Liebing deu uma esvaziada, mas isso não significa que ele não fez também um grande set — pelo contrário, representou e muito bem, com um som mais pesado. ANNA e Victor Ruiz, como sempre, honraram o nosso Brasil, sendo também grandes nomes da noite.

Voltando ao Love, ainda deu tempo de pegar o fim do Oliver Heldens, que assim como no Lollapalooza, tocou um mashup de sua música “Koala” junto com o vocal de “S&M”, da Rihanna, a melodia de “Destination Calabria”, do Alex Gaudino, e a base de “Hang Up”, da Madonna. Diferentemente da visão que eu tive no Lolla, desta vez essa mistura soou um pouco estranha.

Love Stage (Foto por Sigma F)

O holandês encerrou o set com sua música em parceria com o Alok, “Alien Technology”. Logo depois, o próprio brasileiro entrou com uma abertura impactante, que fez o palco todo parar. A pista estava lotada para vê-lo, e ele abriu seu set com “Fuego”.

Já o menino ILLUSIONIZE comandou a pista no ritmo do seu grave, com um set repleto de tracks novas do seu próximo álbum, fazendo o público esquecer que a hora passava. Na sequência, Chemical Surf estreou na XXX com estilo, também lançando mão de músicas novas e  de alguns dos seus bootlegs mais conhecidos.

ILLUSIONIZE no Love Stage (Foto por Thiago Xavier [Image Dealers])

Finalizando a noite e durante o amanhecer, tivemos no Union o mestre Stephan Bodzin, nome que, por mais que alguns considerem hoje repetitivo, sempre sabe como conduzir e tocar o público com seu live. Segurar a emoção foi difícil quando seu remix de “Moments”, do Tale of Us com o Vaal, começou a tocar. Em um momento que foi acompanhado por outras atrações do festival, como o próprio ILLUSIONIZE, Bodzin fez um show para fechar com chave de ouro esta edição da XXXPERIENCE.

Stephan Bodzin no Union Stage (Foto por Thiago Xavier [Image Dealers])

Mas não acabou por aí: Astrix e Vini Vici ainda chegaram para encerrar o Peace e o Love, respectivamente. Astrix teve seu horário modificado duas vezes — além de uma primeira, por atraso no voo, o início do seu set, remanejado para a manhã, também acabou atrasando. Mesmo assim, o israelense trouxe muita alegria a todos que o aguardavam. Já o Vini Vici fez o que sabe fazer de melhor. Por tocar no mainstage, o seu set pedia por um som um pouco mais comercial, mas ainda assim terminou a XXX em grande estilo.

Astrix no Peace Stage (Foto por Sigma F)

* Júlia Gardel cobre eventos para a Phouse.

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Notícia

Após conquistar outras cidades, festa dos Cat Dealers chega em BH

Phouse Staff

Publicado há

Foto: Reprodução
Cat House invadirá a capital mineira no começo de agosto

No dia 04 de agosto, um sábado, o Clube Serra da Moeda, em Belo Horizonte, vai receber a primeira edição da Cat House, a festa autoral dos Cat Dealers, que já conquistou cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Na beira da Lagoa dos Ingleses, o clube tem toda uma ambientação em meio à natureza, conforme destaca Otacílio Mesquita, da OTM Produções.

“Esta é primeira edição da Cat House em BH, e o local escolhido é especial, pois está em meio a natureza e à beira da Lagoa dos Ingleses, no Clube Serra da Moeda! O Cat Dealers está em um momento muito importante e tem uma legião de fãs na capital, e a festa deles vem no momento certo”, comentou.

Pra saber mais sobre as origens da Cat House e sobre o que esperar para a edição mineira, Pedrão e Lugui bateram um papo com a Phouse TV, falando sobre a festa. Confira no player abaixo!

Além da dupla carioca, estão escalados Beowülf, o duo Elekfantz, Gustavo MotaJØRD. Via Sympla, os ingressos já estão no segundo lote, a partir de R$ 110,00.

Confira também o video promocional do evento com destaque para o Clube Serra da Moeda:

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Premiere

PREMIÈRE: Gezender, Moebiius – Samadhi (BLANCAh Remix)

Phouse Staff

Publicado há

BLANCAh Hernan Cattaneo
Foto: Reprodução
Faixa será lançada em EP pela Neurom Records

Hoje tem lançamento de faixa exclusivo aqui pela Phouse. Trata-se do remix de BLANCAh para “Samadhi”, collab entre os produtores brasileiros Gezender e Moebius. A faixa faz parte do EP Tantra, que será lançado oficialmente no próximo dia 26, pelo selo berlinense Neurom Records. Além da original e da produção da BLANCAh, o disco traz remixes dos projetos paulistanos TessutoTeto Preto.

“A BLANCAh é nossa amiga há muitos anos. Ela é de Florianópolis, de onde eu vim, e onde o Moebiius mora, e nosso trabalho tem muitas coisas em comum”, explicou Gezender à imprensa. “Eu mostrei a música para ela, que adorou e topou fazer o remix.” Em contato com a Phouse, a artista complementou: 

“Geralmente quando eu aceito fazer remixes para outros artistas, tenho uma tendência de colocar muito da minha identidade, a ponto de quase parecer outra música. No caso desse remix específico, foi diferente. Foi o trabalho mais generoso que eu fiz porque fiz pensando no Tiago Franco [Gezender]. Pelo carinho que eu tenho por ele, pelo fato de eu já conhecê-lo há um tempão, por conhecer um pouquinho do gosto musical dele, da cena que ele criou em Floripa…”, declarou a BLANCAh. “Então eu tentei usar os sintetizadores um pouco mais rasgadinhos, alguns momentos lembrando de leve um electro, pensando bastante nas lembranças que eu tinha dele. Eu não criei muitas viagens etéreas nele, fui mais específica e direto ao ponto.”

E apesar de o EP só chegar daqui a sete dias, é nesta noite de quinta que vai rolar a festa de lançamento do EP. O rolê é no Tokyo, em São Paulo, a partir das 23h. O lineup traz os autores de Samadhi e dois dos remixers do EP: BLANCAh e Tessuto.

“Convidamos dois dos artistas que fizeram remixes para a ‘Samadhi’, com sets que passeiam entre house, electro e techno”, complementa Gezender. “As influências japonesas presentes no Tokyo, onde acontece a festa, passeiam também pelas nossas produções, e o local escolhido pra este lançamento vem muito a calhar. Vai ter pista fervendo até as 6h da manhã!”

Você pode conferir mais informações na página do evento.

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Notícia

Reconhecimento gringo: DJs brasileiras vão tocar em importante noite de techno no ADE

Phouse Staff

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ANNA e Eli Iwasa
ANNA e Eli Iwasa. Montagem: Phouse
Evento é produzido pelo selo Ipso, de Kölsch, e pelo selo holandês straf_werk

O DJ Kölsch e a label holandesa straf_werk estão no comando de uma das baladas mais esperadas do circuito do ADE neste ano. Chamada “straf_werk x Kölsch presents Ipso”, a festa traz uma grande novidade para os brasileiros: a presença das nossas DJs ANNA e Eli Iwasa no lineup, o que evidencia o crescimento da representatividade brasileira na cena internacional.

O Amsterdam Dance Event é a semana mais importante da dance music mundial, e já recebeu muitos artistas do Brasil. Porém, nossos DJs costumam tocar em festas de labels nacionais, como Warung e D-EDGE. Esta é a primeira vez que artistas brasileiros são chamados para um evento da Ipso (label de Kölsch) e da straf_werk no ADE — ANNA, entretanto, já tocou em noites do selo holandês em outros países.

“Senti uma alegria tremenda, e também bateu o sentimento de responsabilidade, a vontade de entregar um baita set. O straf_werk é um dos selos do grupo que também organiza o DGTL — onde toquei em 2017, na edição de SP —, e sou muito grata a todas pessoas envolvidas em fazer isto acontecer”, comentou Eli, em contato com a Phouse, sem deixar de destacar a evolução da cena brazuca no mundo. “A produção musical e a cena no Brasil amadureceram muito, e isso reflete no mercado internacional. Sempre tivemos grandes talentos por aqui, e naturalmente, os artistas nacionais começaram a ganhar mais e mais espaço, tanto na Europa quanto nos EUA”, acrescentou.

Não é a primeira vez que elas tocam na gringa, entretanto. Residente de Barcelona já há alguns anos, ANNA tem a maior parte de seu campo de atuação centralizado na Europa. Já a Eli acaba de voltar de mais uma temporada no continente, onde tocou em clubs importantes do techno mundial, como Egg, em Londres, Watergate, em Berlim, e na Pacha de Barcelona, em uma turnê de showcases do Warung — clube em que ela se tornou residente recentemente.

Além das duas e de um super set de Kölsch, a noite ainda conta com um grande time de astros do techno: Tiga, Recondite num B2B com Marcus Worgull, Denis Horvat e Bas Dobbelaer. A “Straf_Werk x Kölsch presents Ipso” está marcada para 19 de outubro, no Centro de Convenções De Kromhouthal, em Amsterdã. Os ingressos já estão disponíveis a partir de €27,50.

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