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À revista, Guetta fala sobre ascensão do underground e desgaste com a EDM

Enquanto começava sua temporada em Ibiza, David Guetta trocou uma ideia com a revista britânica Independent. Entre assuntos como a residência na ilha espanhola, seu aniversário de 50 anos, os singles mais recentes e a produção do sétimo álbum, o DJ deu sua visão sobre a cena eletrônica atual — David vê um “underground” cada vez mais popular.

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“[A cena] Mudou muito em relação aos clubes. Acho interessante que nos últimos anos as festas underground se tornaram ‘trendy’. Sempre rolou uma cena underground grande em Ibiza, mas agora é interessante ver clientes VIP, ostentadores, modelos, que sempre iam às minhas festas na Pacha, indo agora ver o Solomun ou o Marco Carola. Virou tendência, e é bastante surpreendente”, declarou o astro ao jornal, também revelando, ele mesmo, ter saturado da cena EDM — ideia que ele já tinha transmitido há um ano, na faixa “The Death of EDM”, com o Showtek.

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“Vou ser honesto: nos últimos dois anos, eu estava ficando cansado da mesma EDM de 128 BPM de sempre. Todo mundo estava tocando aquilo. Então agora estou feliz, acho um momento incrível pra música porque é o fim de um ciclo e o começo de outro. E acho que todos nós podemos experimentar — as pessoas querem sons novos e estão prontas pra eles. É disso que se trata a dance music, e eu amo isso. Lembro-me que quando comecei a fazer house, era porque não gostava de como a música pop era tão formatada. Quando a EDM se tornou mais cheia de fórmula que o pop, eu pensei: ‘isso é loucura!’.”

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Sobre o novo álbum, Guetta não entregou detalhes de data ou qualquer pista sobre o som, mas falou sobre o processo de se fazer um long play, usando “Titanium” como exemplo. “Se quisesse, eu poderia viver dos meus singles, mas ainda amo o álbum enquanto uma obra de arte, contando uma história, fazendo sentido. Quando você lança singles, é como se você fosse obrigado a conquistar resultados. Com um álbum, eu posso me permitir fazer músicas que não sejam o hit mais óbvio, mas que ao mesmo tempo eu saia muito satisfeito. Se eu só pensasse em fazer grandes hits, talvez nunca teria lançado ‘Titanium’. Hoje ela é um dos meus maiores sucessos, mas quando eu a lancei, era o quinto single do disco, ou algo assim. Nunca achamos que fosse emplacar dessa forma.”

Você pode ler a entrevista na íntegra na página do Independent.

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