Revolution Day
“Rave protesto” rolou por 12 horas no Soho

A cena eletrônica britânica também participou do “Stop Trump”, ato de manifestações contra o presidente dos Estados Unidos que cobriu Londres nessa última sexta-feira. Como anunciado há um tempinho, o chamado “Revolution Day” foi a resposta clubber ao movimento, reunindo diversos expoentes da dance music em uma “balada protesto”.

O evento, que contou também com a comunidade LGBTQ+, aconteceu em razão da visita diplomática do presidente americano ao Reino Unido. Os manifestantes se encontraram nos arredores da Soho Radio, em Londres, e expressaram sua revolta contra o que consideram “uma postura misógina, racista e intolerante” do presidente dos Estados Unidos. O Brexit também foi objeto de protesto.

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Com duração de 12 horas, a balada de rua trouxe alguns dos melhores DJs do mundo para tocar dia e noite na Rádio Soho, com a transmissão reproduzida ao vivo para as ruas do bairro homônimo — que é considerado referência de liberdade de expressão e respeito a todas as classes, etnias, gêneros e opções sexuais. Nomes como Seth Troxler, Jackmaster, Eats Everything, Prosumer, Hannah Holland, Midland e Breach  tocaram de graça para que centenas de pessoas se reunissem para dançar em manifesto contra o presidente republicano.

“Festejar é um meio efetivo de resistência, especialmente resistindo ao fascismo, porque a liberdade é o que eles estão tentando restringir. Precisamos expressar nossa liberdade de viver e de ser quem somos como pessoas”, declarou Troxler, em reportagem da Mixmag. “Neste momento estamos no Soho, o bairro gay. Esta área é uma Meca cultural da resistência, e ela poder ficar de pé é essencial. […] A música é política, a arte é política, a vida é política e, se você não estiver envolvido, será apenas um desperdício de espaço.”

O DJ Gideön, apresentador da Soho Radio e curador e organizador do movimento, se disse “revoltado com o sequestro do sistema político por idiotas de direita motivados pelo dinheiro, pelo interesse próprio e pelo ódio de qualquer coisa fora de seu estreito espectro do ‘normal'”. Ele também incitou a necessidade de protestar: “Estamos vendo uma onda crescente de nacionalismo e ódio do ‘estrangeiro’ no mundo ocidental. Eu sinto que os jovens deste país precisam se unir urgentemente e resistir a essa besteira”.

Segundo a imprensa britânica, o “Stop Trump” reuniu cerca de 250 mil pessoas nas ruas da capital inglesa, incluindo algumas a favor do presidente. Também foram identificadas manifestações, pró e contra Trump, em outras cidades do país.

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