RHR

Conheça RHR, DJ que conquistou o underground nacional com seu som freestyle

Depois de tocar em eventos como Dekmantel e DGTL, o artista é uma das atrações deste sábado no Caos
* Por Pollyanna Assumpção
** Edição e revisão: Flávio Lerner

Roniere, a persona por trás do projeto RHR, é um nome em ascensão. Criado em Morro Grande, distrito da Grande São Paulo, vindo de uma família nada tradicional — com capoeiristas e cheia de festa, forró e música latina —, o produtor vive a arte desde muito jovem. Hoje o paulistano mora em Londrina–PR, onde começou sua carreira em 2012, tocando num barracão chamado Casillero, espécie de warehouse no meio de Higienópolis.

“RHR nasceu de uma brincadeira de amigos na primeira vez que eu toquei. Eles me falavam: ‘Roniere só manda os sons da hora’. Aí pensando no momento e em como foi simbólico, ficou assim: ‘R’, de Roniere, e ‘HR’ representando as horas, o tempo. O que significa que o Roniere está ali com você, curtindo o momento”, conta o DJ à Phouse.

De lá pra cá, Roni desenvolveu o seu próprio estilo musical. Após lançar sua primeira música em 2013, o produtor preferiu não se rotular em uma única vertente, já que gosta de experimentar diferentes nuances que a música proporciona para sua inspiração. Roniere diz acreditar ser muito tendencioso um artista se definir dentro de um estilo e ficar preso a essas amarras.

Para um produtor com tantas influências, é aceitável o receio da expectativa de criar apenas um tipo de som. “Minhas principais referências são baile funk, rap nacional, old school, forró, dancehall, house e techno. Eu gosto de experimentar, prefiro não rotular meu som e ter um approach freestyle”, continua. Mesmo sem uma vasta discografia, sua música já o garantiu um lugar especial na cena nacional, conseguindo residência na festa Tantša e gigs em importantes festivais underground, como as versões paulistanas do DGTL e do Dekmantel que rolaram no ano passado.

“Maloca”, o primeiro disco de RHR, foi lançado em setembro, pela GOWPE

Os planos de 2019 do produtor incluem o lançamento de um disco em vinil pelo selo Omnidisc, do Danny Daze, um dos grandes nomes de Miami, conhecido pela mistura de techno com ritmos latinos — e com quem o jovem já lançou duas músicas. RHR segue seu estilo livre de criação musical, e quando perguntado sobre a concepção do EP, avisou que “vai ser um disco com quatro faixas, e os sons são uma mistura de electro, techno e saturações de tape”. Além do lançamento desse EP, o segundo de sua carreira, ainda há planos para o lançamento de um remix para uma track do Data Assault, DJ e produtor de Brasília.

Além de tocar em novas edições da Tantša e da Collective, que vão rolar nas próximas semanas em São Paulo, RHR é uma das atrações da abertura do Caos neste sábado, 16, que traz na mesma noite nomes consolidados como o italiano Fango (pela primeira vez em Campinas), Tessuto e Eli Iwasa. Juntando o old school e o atual, será a oportunidade perfeita para o artista mostrar para um público tão exigente como é possível não se definir e ainda assim chamar tanta atenção.

* Pollyanna Assumpção é colaboradora da Phouse.

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