rock_in_rio-2013

Que o Rock In Rio já deixou de ser “In Rio” tem muito tempo, todos já sabiam. Que deixou de ser “Rock” também, mas calma aí, se ele não é mais “Rock” nem é “In Rio”, por que então o nome é esse? Simples meus amigos, são quase 30 anos de festival, criou-se uma marca, a equação é igualmente simples, mais ou menos isso: marca = marketing = retorno garantido = + dinheiro no bolso da produção.

Bom, acho que isso que falei não é novidade pra muita gente, mas continuemos. Segundo o próprio site do RIR (inclusive essa abreviação é perfeita pro evento porque atualmente parece mesmo que é pra rir), ele é o maior festival de música do mundo… huuum, será? Por que?

Vamos comparar com outros grandes festivais como SWU e Loolapalooza, só falando em nível Brasil e de festivais com uma grande diversidade musical. O número de palcos do RIR nesta edição ganha do SWU, 4 X 3 (não considerei o palco street dance do RIR pois como o nome já diz, não se trata de música e sim de dança), mas do Lollapalooza perde, pois foram 6 palcos na última edição em março. Em quantidade de dias ganha dos dois, são 7 nesta edição, contra 3 dos outros, parabéns Rock In Rio!

Mas espera aí, por que falar apenas desses dois festivais? E os de música eletrônica, que também tem uma variedade imensa de estilos musicais, mas dentro da e-music (se você não entende a diferença de um estilo pra outro sinto muito, se quiser entender estude!). Vamos falar de nível Brasil também? O famoso Universo Paralelo que acontece no reveillon durante quantos dias? 7 não é? Empatou, RIR são 7 também! Sendo que o UP são 7 dias seguidos! E a quantidade de palcos? 5 do UP contra 4 do RIR, é, mais uma vez o Rock in Rio ficou pra trás.

Agora se a gente for falar de público, em termos numéricos, aí você vai pensar: “ah nessa agora o Rock In Rio ganha de todos esses né?”. É, pode ser, mas falar em quantidade de público de um evento é um problema, porque a produção sempre aumenta o número, SEMPRE! Agora, se for pra entrar realmente nesse mérito, vamos comparar com outro festival de música eletrônica, beeeem mais comercial que o UP e portanto uma comparação mais justa com o RIR.

 

Tomorrowland, na Bélgica, já ouviu falar? Em 2013 foram 3 dias, perdeu para os 7 do RIR. E quantidade de palcos? Bom, eu contei 15, me corrijam se eu tiver me perdido na conta, porque gente, é muito palco hein?! Ganhou de lavada! E o público? Bom, aí entra naquele mérito, em que muitas vezes as fontes não são tão confiáveis, mas basta dar uma olhada em alguns videos de ambos, em que se tenha imagens “aéreas” do público nos festivais, para tirarem suas próprias conclusões.

Fato é que, o maior (segundo a sua própria produção) ou não, o melhor fica claro pra mim que não é, basta dar uma rápida olhada no line up de todos esses festivais que citei. E isso vale pra qualquer que seja o seu gosto, pop, rock ou eletrônico em se falando dos 3 primeiros citados, e em relação aos dois últimos, tenha você um gosto mais comercial ou mais underground na música eletrônica, acredito que você vá chegar a mesma conclusão! (Claro que se você é fã da Anitta, Naldo, Michel Teló etc, eu não preciso nem dizer que esse texto não é pra você.)

Pois bem, esquecemos o auto intitulado “maior” e vamos focar em música. Essa frase “o Rock In Rio deixou de ser Rock”, produz respostas como “Na verdade, nunca foi só Rock, sempre houve essa mistura de estilos”. Bem, há controvérsias. É fato que sim, sempre foi uma mistura de estilos, indo do Pop ao Rock… Opa, espera aí! Se a gente olhar lá o line up da primeira edição, chega-se a conclusão que o primeiro (1995) não era bem assim não. De fato foi o único ROCK in rio mesmo, afinal de contas, não se pode comparar o que teve de mais popular nessa época, como Lulu Santos, Alceu Valença entre outros, com o que vinha depois na edição seguinte (1991), como New Kids On The Block, Hanoi Hanoi, e daí pra pior, já que, sem contar as edições de outros países, em 2001 se teve um dia SÓ pro Pop, e agora em 2013 são 2 dias! Bom, também são 2 dias pro Metal certo? Sim, são, mas isso não é mais do que a obrigação de um festival que usa o ROCK no nome não é mesmo?

Finalizando, mais uma vez, um palco do qual eu não tenho muito o que falar é o eletrônico, cujo a produção acerta em quase todas as vezes no line up, de acordo com o estilo do dia, do mais comercial ao mais conceitual, com exceção dos dias do metal, que eu não sei porque, a produção cisma com o novo e barulhento electro, sério que vocês acham que o público do Iron Maiden e Metallica curte Felguk e Steve Aoki?

 

Fontes:

www.rockinrio.com

www.swu.com.br

www.lollapaloozabr.com

www.universoparalello.org

www.tomorrowland.com

www.wikipedia.org

 

Leo Mendes – DJ, Produtor Musical e de Eventos
https://www.facebook.com/leomendeslive

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