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“Sem solidez, sem profundidade, não há futuro”; uma entrevista com o lendário DJ Meme

Flávio Lerner

Publicado em

15/10/2015 - 18:38

Flávio Lerner bate um papo maroto com o “pai da house music brasileira”, o impagável DJ Meme

Falar sobre Marcello Mansur, o DJ Meme [pronuncia-se Memê], em poucos caracteres é das tarefas mais difíceis. O DJ e produtor musical — produtor mesmo, no sentido de dirigir outros artistas, não apenas como produtor de dance music — tem uma das histórias mais ricas e é um dos caras mais pioneiros da nossa cultura de pista brasileira, sendo considerado o DJ brasileiro mais famoso no exterior. Já se apresentou nos quatro cantos do mundo, foi um dos precursores da house music e da remixagem no Brasil, trabalhou em rádio, discoteca desde os 11 anos em bailinhos do Rio de Janeiro, fez parceria profissional e amizade com gente do calibre de Frankie Knuckles, David Morales, Dimitri From Paris, Gilberto Gil, Lulu Santos [uma de suas mais notáveis parcerias] e Roberto Carlos [o cantor, não o lateral esquerdo] e foi considerado responsável pela explosão internacional da Shakira, graças a seu remix para Estoy Aqui.

Mas não é apenas o passado glorioso que o diferencia; Meme é um dos raros artistas veteranos que está sempre em busca da renovação, trabalhando para manter-se contemporâneo. Mais recentemente, lançou seu primeiro selo, a Memix Recordings, que está usando, em um primeiro momento, para soltar tracks suas sobre diferentes pseudônimos — assinou como Mansur em Sun of a Gun, o primeiro release da label, que lançará no dia 23 Disco Knights, desta vez como Meme.

Com uma história tão rica, é natural que a conversa com ele fosse render — e como rendeu! O papo que você lê abaixo é uma das maiores entrevistas já feitas para a Phouse, mas não se intimide com o tamanho, pois, garanto, cada palavra vale a pena. E isso que esta não é toda a conversa! Há ainda toda uma outra parte da minha prosa com o Meme — que, enquanto publicamos esta matéria, está em Amsterdã, comandando dois workshops dentro do ADE — na qual focamos mais no seu passado, que sairá em breve no LOFT55.

https://soundcloud.com/dj-meme/dj-meme-friends-rock-in-rio

O set mais recente de Meme é de sua gig no RiR, com Kerri Chandler, Barbara Tucker e DJ Q

Oi Meme, como vai? Você segue dormindo todos os dias depois das 06h? Eu, com 25 anos, já não consigo mais fazer isso, fico imprestável no dia seguinte.

Comecei essa vida noturna aos 15 anos. Nunca mais parei. Meu metabolismo nasceu para a noite e eu nem discuto mais. Meus horários são outros.

E como anda a rotina em estúdio? Quando vamos ter aquele segundo lançamento da Memix Recordings? Você assina dessa vez como Meme, não é mesmo?

Sim. Depois que criei o selo parece que tirei uma rolha da criatividade que nem eu mesmo sabia que existia. Fiz três músicas inteiras em uma semana. O próximo lançamento já esta na agulha para este mês. Chama-se DJ Meme – Disco Knights.

O que define um lançamento como Meme de um como Mansur ou outro pseudônimo seu?

A diferença na linha musical. Sou da house desde que ela surgiu, como todos sabem, mas da mesma forma que gosto de jazz, gosto também de bossa nova, drum’n’bass e techno. Dou-me ao direito de explorar e arriscar o que eu quiser dentro de qualquer coisa que me agrade, mas percebi com a minha experiência que o público e a crítica tendem a botar uma etiqueta em você, relacionando-o com este ou aquele estilo musical. Alguns artistas que não conseguem lidar com isso morrem no meio do caminho quando tentam mudar, pois ninguém os aceita, entende? Se você marcou sua carreira com um tipo de sonoridade especifica, a expectativa dos outros sobre o seu trabalho é sempre fechada naquele gênero, e mesmo se a música for ótima, mas não estiver dentro do que esperam de você, a tendência geral é estranhar e repelir.

A experiência lançando uma música como Mansur foi excelente. Cheguei ao 1º lugar em vendas no Traxsource, o maior site de venda de house music no mundo. Mesmo não sendo tão distante do que eu faço, havia diferenças sutis entre Mansur e DJ Meme, e quem nunca ouviu falar de mim saiu aplaudindo Mansur como um artista novo. Meu foco é a música e não o meu nome.

Com samples da clássica Pump of the Jam, Sun of a Gun é o primeiro release da Memix

Cara, o que você acredita que lhe tornou um DJ e produtor musical tão consagrado? Isto é, sem contar a parte do amor pela música, porque isso uma cambada de gente também tem e não faz um trigésimo do seu sucesso…

Primeiro, muito trabalho. Minha energia para a musica despertou aos 11 anos de idade, quando descobri que eu podia controlá-la de alguma forma e usá-la para mudar as coisas à minha volta. Desde então meu entusiasmo é o mesmo. Não houve nenhuma razão ou frustração para me tirar do caminho.

Em segundo lugar, acho que a quantidade de oportunidades que eu tive me deu uma experiência que nenhum DJ no Brasil ainda alcançou: comecei na década de 70 tocando disco underground; parti para a house quando ainda era underground e nem as rádios tocavam; fiz bailes de subúrbio nos anos 80, quando o funk eletrônico ainda nem existia. Depois veio a etapa “adulta”, quando entrei para rádios enquanto ao mesmo tempo ainda segurava pistas.

Aprendi sobre música pop e simultaneamente tive programas de rádio de vanguarda que tocavam o que nenhum outro programa tocava, mostrando a house music via satélite para todo o Brasil. Depois, por conta da soma do meu aprendizado em rádios com pistas, acabei ganhando a oportunidade de ser um dos pioneiros do remix no Brasil. Eu e mais quatro pessoas abrimos as portas dessa arte para todos, antes mesmo de existir o termo “DJ/Produtor”, e justamente por ser remixer na década de 80 e aprender sobre estúdios antes de todos, o som que eu fazia nos remixes encantou artistas e gravadoras, que me chamaram para produzir discos a partir do zero. Dei a sorte de ter discos que venderam milhões e aprender mais ainda com gente grande dentro de estúdio. Quando “estou” produtor de música brasileira, vou de A à Z. De Gil a Roberto Carlos. De Shakira a Lulu Santos. De Gabriel o Pensador à Paula Lima.

Enquanto nascia a cena eletrônica brasileira na década de 90, lá estava eu ajudando a construí-la. Criei junto com Iraí Campos o primeiro curso para DJs do Brasil; participei dos primeiros Skol Beats; fui do casting da nossa primeira agência de DJs, a Hypno. No início do ano 2000, com o surgimento da internet, conectei-me às gravadoras do exterior e comecei a fazer remixes e lançar músicas fora do Brasil por selos que eu mesmo idolatrava, como a Defected e a Soulfuric, e virei o jogo sendo artista deles, também colocando uma música em 2º lugar na DJ MAG Hype Charts, a parada mais importante naquele momento em 2004. Esse acontecimento gerou um interesse mundial da cena house pelo meu nome, e caí na estrada iniciando idas e vindas para tocar em outros países que queriam ouvir o som daquele cara que fez aquela track que deu certo. Hoje vou da Colômbia à Coreia, de Nova Iorque a Bali, e volto para tocar em Maringá no fim de semana seguinte.

Todo esse aprendizado é único e certamente me deu uma bagagem que não se compra e não se aprende em cursos, e pode ter certeza de que eu a uso muito bem.  Fatidicamente isso me coloca com certa vantagem em relação à “cambada de gente” que você citou, até porque algumas dessas oportunidades jamais existirão de novo, pois o mundo mudou e as experiências hoje são mais fugazes e menores. É a ordem do século 21.

Pegue isso tudo e faça uma limonada. Eis a resposta à sua pergunta!

dj meme

Assim como nomes como Mau Mau, Magal e Marky, você leva muita fama e reconhecimento por ser um dos pioneiros da dance culture no Brasil. Atualmente, a maioria esmagadora dos DJs consolida suas carreiras pela produção musical. Não parece que um DJ, para fazer sucesso, sempre precisa se destacar em algo além dos seus DJ sets?

Bem, que um DJ precisa ter um hit próprio para se destacar, isso todo mundo já sabe. É um caminho sem volta e não adianta espernear, mas concordo com você que é triste ver que quanto mais importantes ficaram os DJs, menos importante ficou a música. Isso é de doer.

Hoje, os DJs estão mais preocupados com seus aftermovies do que com seus sets. O que ainda não perceberam é que já chegamos num ponto em que todos os aftermovies estão iguais, com a mesma fórmula. É o momento EDM do aftermovie. Cada vez que eu faço um, fico me perguntando se deveria ter feito mesmo, mas faz parte. Não sou eu que dito regras, mas procuro segui-las de maneira bem diferente. O meu destaque estará aí. Não sou de obedecer a regras quando tratamos de arte.

De quando você começou a tocar aos dias de hoje; o que melhorou e o que piorou na cena DJ mundial e na brasileira?

Olha, não sou saudosista. Não sou de discutir se “DJ de verdade toca vinil” ou se “a cena está cheia de coxinhas”, mas acho que a tecnologia é o ponto alto da discussão, pois suas vantagens são benéficas e maléficas ao mesmo tempo. Ela permitiu que eu melhorasse muito a minha técnica e facilitou para que eu tivesse mais rapidez e maior acesso a músicas que antes não eram possíveis de conseguir. Isso mudou a minha vida e me deu um supergás para tocar, mas essa vantagem em mãos erradas pode causar desastres. Pense que um dia o preço de uma Ferrari vai ser igual ao de um Corsa e que todos poderão tê-la em suas garagens. Certamente os bons motoristas vão ficar melhores, mas os ruins vão bater no primeiro poste porque vão achar que já são fodas. É o que vem acontecendo.

No momento em que as facilidades aparecem, o cara que antes não virava DJ por nunca conseguir juntar uma batida com outra compra um laptop vagabundo, bota um programa que junta os beats, leva 30 músicas de sucesso para duas horas de set e sobe ao pódio como se fosse o Tiesto — e como esses caras são muitos e em maior número, tal fato acaba por gerar uma imagem pública errada do DJ. No momento em que um palhaço que não sabe tocar tem a brilhante ideia de comer alguém famoso e subir na mesa pra rebolar e levantar os braços — e todos como ele vêm atrás —, o público começa a cobrar a mesma coisa dos bons DJs, e aí o establishment muda. O foco muda. Outro dia fui cobrado por uma menina por estar “desanimado” na cabine, somente porque eu não estava bebendo champanhe no gargalo ou levantando o braço junto com a música. Vai pá porra, né?

Uma pequena seleção entre os mais de 150 remixes já produzidos pelo DJ

Fala-se muito também sobre esse lance de música comercial e EDM… Vendo de fora, a gente tem a impressão que você respeita, mas não gosta dessa esfera mais farofeira da música. Ao mesmo tempo, como você mesmo diz, aprendeu com a rádio a formatação da música pop. Como se dá pra você esse equilíbrio entre música enquanto arte e enquanto produto?

Acredito no equilíbrio. Essa é a chave para diversas culturas e métodos coexistirem. Eu procuro usar no meu trabalho medidas diferentes para objetivos diferentes de tudo o que eu aprendi. Se fui comissionado por alguém para fazer um remix para rádios, vou usar uma porção pop um pouco maior. Caso esse remix seja para pista, uso outros ingredientes. Caso seja algo para o exterior, também já peso tudo em outra balança. Nesse momento é que vale a experiência e o bom uso dela, mas claro, isso não quer dizer que eu acerte sempre, né?  Ninguém tem a fórmula.

Você vê muita gente de sucesso pensando mais no dinheiro do que na arte?

Ô! Mas isso não é exclusivo da nossa cultura clubber, né? O dinheiro move o mundo e também empurra a arte. Ainda bem que nem todo mundo pensa somente no dinheiro. Os que mudam o mundo são chamados de loucos antes de serem chamados de gênios. Sorte é ver que muitos desses loucos continuam mantendo suas visões artísticas depois que ganham dinheiro.

Na fanpage da Phouse, li esses tempos um comentário certeiro, que me marcou: “brasileiro tem que começar a apreciar melodia, não só grave depressivo e sombrio”. Como apreciador nato de melodia, você concorda que, estranhamente, ela está em baixa na nossa cultura clubber?

Neste momento acho justamente o oposto. Vejo as melodias voltando. Vejo cada vez mais músicas cantadas e o povo levando isso pra casa. Antes, você saía de um club e não conseguia lembrar porra nenhuma do que havia tocado. Era uma briga por quem vestia mais roupa preta — que eu amo — ou tocava mais estranho. Hoje vejo tudo voltando às melodias. Até o house mais cabeçudo esta trazendo isso de volta. Sempre tem uma melodiazinha “pra você e eu e todo mundo cantá juntoooo”.

De 2005, Chanson Du Soleil (Sun is Coming Out) é um dos maiores hits do DJ Meme

Li no blog do amigo Carlinhos Kunde que você tava curtindo muito o Claes Rosen, e fiquei felizaço porque eu também gosto bastante — já cansei de tocar Tortuga por aí… Que mais você tem curtido de bom?

Incrivelmente no momento ando tocando e aplaudindo nossos conterrâneos que estão arrasando e fazendo bonito — alguns nas pistas daqui e outros já chegaram lá fora. Chemical Surf, Dakar Carvalho, Keskem e o casal Nana Torres e Glen fazem a minha cabeça agora.

Ficou famoso o episódio em que você “defendeu o Alok”, chamando-o até de herói nacional. Tem essa safra da nova geração que vem bombando por aí — Alok, Fabo, HNQO, Vintage Culture —, mas também parecem ser sempre os mesmos nomes e o mesmo tipo de som. Como você enxerga isso?

Defendi o Alok não pelo som dele, até porque eu não conheço a música que ele faz, mas porque como todos no País eu me senti atingido por aquele babaca do Amine Edge e, além disso, naquele exato momento o Alok representava um ponto de referência na nossa cena local que precisa sim de heróis nacionais para dividir a babação pelos gringos.

Quando eu recebi o prêmio RMC Personalidade Do Ano, em 2011, eu fiz meu discurso de agradecimento aproveitando que todos os donos de club estavam ali. Alertei a todos para que começassem a aumentar os nomes dos nossos DJs no flyer e valorizassem um pouco mais o que temos aqui, pois no dia em que alguma coisa impedi-los de trazer os gringos, o público não teria conhecimento dos nossos próprios DJs, que estão sempre com nomes menores. Não deu outra. O dólar tratou de fazer isso agora.

Quanto ao produto brasileiro, como eu já disse, bato palmas para quem é de verdade. Aos que ao invés de gerar música preferem focar mais no corte da barba, nas fotos e nos aftermovies, eu infelizmente prevejo dificuldades pela frente. O público que ama isso não é fiel, e muda instantaneamente para o outro lado da rua quando algo novo aparece. Sem solidez, sem profundidade, não há futuro. Só existe um ingrediente que faz um artista cair, levantar e subir de novo. Chama-se talento… E pra isso, não há plugin.

Pra finalizar, o que podemos esperar do Meme para o final deste ano e para 2016?

Que eu consiga dormir um pouquinho mais [risos].

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ENTREVISTA

“A saúde vem em 1º lugar, e é difícil lembrar quando você está se divertindo”; membro do Sevenn é mais um DJ a dar um tempo

Irmão mais velho e fundador do projeto, Sean Brauer é outro DJ que saturou da vida de turnês

Flávio Lerner

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Entrevista Sevenn
Kevin e Sean Brauer. Foto: Divulgação

Se a morte de Avicii teve um impacto positivo, foi no fato de que nunca se conversou tanto sobre saúde mental, depressão e o lado desgastante — fisica e psicologicamente — que a vida de um DJ de sucesso muitas vezes impõe.

As consequências estão sendo vistas: além dos debates sobre o tema em conferências e redes sociais, e de iniciativas que arrecadam fundos para instituições que trabalham na saúde mental de músicos, alguns expoentes perceberam que era hora de dar um tempo. O caso mais notável foi o de Hardwell, que anunciou hiato dos shows por tempo indeterminado. Também chamou atenção o deadmau5, que depois de tanto polemizar nas redes, se afastou delas e procurou ajuda psicológica.

No cenário nacional, temos um exemplo a partir do Sevenn — dupla formada pelos irmãos americanos Sean e Kevin Brauer, mas baseada no Brasil. No último final de semana, o duo anunciou nas redes que Sean, o irmão mais velho e fundador do projeto, estava se retirando por tempo indeterminado das apresentações. Sean volta a morar nos Estados Unidos, mas garante seguir fazendo parte do Sevenn nas produções.

Para entender melhor essa história, troquei uma ideia com os irmãos, em papo que você confere abaixo.

Sean, você pode nos contar melhor o que foi que aconteceu? O que tem rolado na sua vida e na sua carreira que te levou a tomar essa decisão?

Sean Brauer: Já tem 16 anos que toco como DJ, mas nada havia sido como o que eu e meu irmão fizemos nos últimos três. Aí eu me dei conta que eu não tenho mais 18 anos, e de que talvez fosse hora de mudar de estilo de vida.

Você chegou a desenvolver algum problema de saúde?

SB: Não, mas eu reparei que as viagens constantes, as turnês e os shows começaram a me desgastar com mais facilidade do que antes. Então achei melhor para minha saúde dar esse passo para trás neste momento.

E agora, como imagina sua vida profissional? Vai seguir produzindo normalmente com o Kevin?

SB: Por ora, só preciso descansar. Vou passar muito mais tempo com a minha família e pessoas queridas — também conhecidas como a lenda das lendas no quesito ser mãe, Jodie Brauer. Serei sempre um membro do Sevenn, e nada vai mudar isso. Só não participarei mais das apresentações com o meu irmão.

Acho que às vezes a gente esquece o quão frágeis realmente somos, e tentamos superar nossos limites sem perceber o quão fácil e rápido tudo pode mudar— Sean Brauer.

Kevin, como vai ser o Sevenn agora sem o Sean? Como foi o seu processo na tomada de decisão do seu irmão?

Kevin Brauer: Quando o Sean me contou sobre sua decisão, eu fiquei um pouco chocado, mas o Sevenn é o filhinho dele e eu pretendo criá-lo e dá-lo a devida educação — talvez até formar uma família com dois filhos ilegítimos.

Quais as principais mudanças que o projeto passa agora que é capitaneado por você?

KB: A única mudança significativa é que eu agora estou loiro #loirossedivertemmais. O Sean vai continuar sendo uma parte muito importante de tudo o que fazemos como Sevenn. Acho que tenho muita sorte que ele me chamou pro projeto há três anos. Vou fazer ele e a mamãe muito orgulhosos.

A morte do Avicii parece ter desencadeado um alerta na cena eletrônica, de modo geral. Você acha que foi influenciado também por essa onda, Sean?

SB: Claro, o caso do Avicii foi um choque pra todos na indústria musical, não só no mundo da música eletrônica. Acho que às vezes a gente esquece o quão frágeis realmente somos, e tentamos superar nossos limites sem perceber o quão fácil e rápido tudo pode mudar. Precisamos nos lembrar que a saúde vem em primeiro lugar, e às vezes é difícil quando você está se divertindo.

“Se eu pudesse, teria uma sessão de meia hora de conversa, sete shots e pizza com cada um dos fãs nas nossas gigs” — Kevin Brauer.

Você vê o seu caso como o de alguém que está dando um tempo e logo deve voltar, como o Hardwell, ou mais como o Calvin Harris, que desistiu das turnês e tem o foco nos estúdios, tocando apenas eventualmente em Vegas?

SB: Estar no palco, tocando minhas músicas e tendo a oportunidade de dividir os sentimentos com outras pessoas é como eu mais me sinto eu mesmo, e nunca vou abrir mão disso. Só não sei te dizer em relação às frequências dos shows. Talvez eu possa aparecer de surpresa com meu irmão em uma apresentação do Sevenn, talvez com outro projeto, ou mesmo as duas coisas. Quem sabe?

Kevin, você não chegou a passar também por um momento de saturação da rotina intensa de DJ? Não sente vontade de tirar um período sabático?

KB: Às vezes eu fico um pouco cansado, mas conhecer o tipo de pessoa que a gente encontra e trocar energia é a coisa mais realizadora para mim. Se eu pudesse, teria uma sessão de meia hora de conversa, sete shots e pizza com cada um dos fãs nas nossas gigs.

Vocês dois foram criados numa comunidade de cristãos missionários. Como foi essa experiência e como isso moldou o caráter de vocês?

SB: Acho que ter estudado em casa nos deu mais liberdade para crescer emocionalmente e criativamente. O nosso grupo era baseado em amor e paz, então temos um pouquinho da vibe hippie conosco (risos). Somos uma família de nove irmãos, e cada um teve que encontrar um jeito de ser melhor que o outro. Essa competição sadia nos fez mais fortes juntos.

“Estar no palco, tocando minhas músicas e tendo a oportunidade de dividir os sentimentos com outras pessoas é como eu mais me sinto eu mesmo, e nunca vou abrir mão disso” — Sean Brauer.

O estilo de vida nestas comunidades — sem tecnologia, sem curtição, sem álcool e drogas — parece ser o extremo oposto de um lifestyle de um DJ. Como foi que vocês saíram de um extremo ao outro?

KB: É exatamente o oposto. Acho que nunca vamos nos sentir completos em sociedade. O Sean foi expulso da comunidade quando ele tinha 16 anos, por ter uma namorada “de fora”. E aí ele foi pra sua primeira rave, onde se apaixonou por música eletrônica. Eu odiava o estilo, porque eu fazia metal progressivo “da Disney” e nunca tinha ido a uma balada. Em 2013, o Sean me mostrou “Spectrum”, do Zedd, e também acabei me apaixonando.

Vocês são religiosos? Há alguma espiritualidade que influencia a obra de vocês dois?

KB: Temos muita experiência de vida e lidamos com todo o tipo de pessoa que você consegue imaginar. Mas definitivamente não somos religiosos — a não ser que você considere o Nicholas Cage um deus, como eu considero.

O que podemos esperar do Sevenn em 2019?

KB: Mais turnês internacionais e collabs loucas. Também quero passar boa parte dos shows no meio da galera, conhecer todo mundo e fazer festa com eles. E também long sets allll the timeeee!

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

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17 rolês de música eletrônica para virar o ano numa boa

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Phouse Staff

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Réveillon 2019
Foto: Divulgação

A virada de ano é sempre um momento muito especial. Para aqueles que gostam de curtir de maneira mais agitada, separamos alguns dos principais eventos de Réveillon da cena eletrônica que acontecem no Brasil. Se você quer iniciar o de 2019 ouvindo boa música, é só escolher uma das festas abaixo e curtir o rolê.

Réveillon Sundance Festival

Foto: CB Fotografia/Divulgação

Pelo sétimo ano consecutivo, o Réveillon Sundance prepara uma festa com grandes nomes nacionais; Vintage Culture, Cat Dealers, Dashdot, Dubdogz e KVSH são apenas alguns. A virada acontece no Uíki Parracho, uma pequena vila localizada na praia de Arraial D’Ajuda, na Bahia, e claro, contará com um open bar de muita qualidade. Saiba mais.

D-EDGE & OSCI Réveillon

D.ESBRAVE // D.ECLARE // D.ESAFIE // D.ESCUBRA 2019 // D.EDGE & OSCI RÉVEILLON //Ingressos limitados. Garanta o seu![www.oscimusic.com]

Posted by OSCI on Friday, November 23, 2018

Na Ilha da Magia acontecem diversas festas para os amantes da música eletrônica — e uma delas é graças à união de dois núcleos, D-Edge e OSCI. A organização do Réveillon será feita na belíssima praia do Campeche, em um evento que contará com dois palcos, soundsystem Funktion-One e DJs do underground nacional como Renato Ratier, BLANCAh, Willian Kraupp, Binaryh, Mezomo, entre outros.

Réveillon Green Valley

Réveillon Green Valley
Foto: Diego Jarschel/Divulgação

O Green Valley também está apostando em atrações brasileiras para comandarem a festa. Estão escalados Bhaskar, o duo Jetlag, Doozie, RADIØMATIK, Breno Miranda e Aline Rocha. O Réveillon de uma das baladas mais prestigiadas do Brasil acontece no Estaleiro Guest House — casa que fica à beira-mar da Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú, e terá sistema all-inclusive (com bebida e comida à vontade). Saiba mais.

Réveillon Essential 2019

Foto: Reprodução

Pra quem quer começar 2019 com os pés na areia e curtindo um psytrance de qualidade, a escolha certa é o Réveillon Essential. A festa acontece em Recife e terá mais de 18 horas de música com artistas renomados do cenário, como Astrix, Captain Hook, Freedom Fighters, Morten Granau e muitos outros.

Réveillon Silk 2019

Reveillon Silk 2019 : OPEN BAR / OPEN FOOD

Réveillon SILK BÚZIOS! 💙(OPEN BAR / OPEN FOOD) 😍.☀ CONFIRME SUA PRESENÇA:[ todas as infos ]https://www.facebook.com/events/272608076820092/.☀VENDAS:[ festas avulsas ou passaporte ]( virada de lote em breve )https://www.ingressocerto.com/viva-mais-buzios.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀🔊 PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA: (Música Eletrônica / Hip-Hop / Open Format)⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀► PISTA CLUB- BRUNO MARTINI- Arthur & Yan- Dan Mattos- Igor Kelner- Gabriel Mattos- RV- Sarah Ferreira- Marvin⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀► PISTA PRAIA- GABE- LOVE SESSIONS CREW (D-Groov & Galck)- Blacksheepz- Class G- Zaaitar⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀=============================⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀- 02 Ambientes (Duas pistas/ Open Air).- 03 Bares.- 06 estações gastronômicas.- Decoração.- Espaço coberto (Em caso de chuva).- Fogos de artificio.- Localização na exclusiva Praia Brava – Búzios.- 3000 m² de espaço com segurança.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀=============================⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀🍾OPEN BAR- Vodka Ciroc- Whisky Red Label- Espumante Chandon- Cerveja Stella- Cerveja Corona- Energético Red Bull- Suco LIV- Água- Drinks Diversos (servidos à base de Gin Tanqueray e Tequila)⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀=============================⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀🍴 OPEN FOOD:- Risoto de Filé Mignon (04 queijos)- Paella Mineira- Salada Caeser- Massa ao molho pariense⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀🍣 COMIDA JAPONESA:- Sashimi: Salmão, Atum ou Namorado .- Sushi (makimono): kani com Manga, Pepino com Manga e Salmão.- Negiri: Camarão, Salmão, Kani e Skin.- Sunomono: Gengibre e Pepino com Kani.- Hot Filadélfia – Camarão Empanado – Rolinho primavera ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀🍮 SOBREMESA:- Mousse de chocolate e Maracujá.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀☕ CAFÉ DA MANHÃ:Pães, Frios, Doces, Bolos, Leite, achocolatado e mesa de frutas⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀=============================☀ CAMAROTES E MESAS:Tel / Whats App: (21) 96836-9000/ (22) 99869-2661=============================⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀SAVE THE DATE… 31/12/2018.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀GARANTA seu ingresso antecipado, virada de lote em breve

Posted by Silk Beach Club on Thursday, October 11, 2018

Aos cariocas e turistas que estão pelo Rio de Janeiro, uma boa opção para curtir a virada é no Silk Beach Club, na praia de Búzios. Também com sistema all-inclusive e open bar premium, Gabe e Bruno Martini fazem as honras de headliners, prometendo muita música boa para proporcionar ao público uma experiência de gala.

Réveillon do Gostoso

Quer curtir um evento de ano-novo pra lá de gostoso? Então o destino é o Rio Grande do Norte, onde rola a terceira edição do Réveillon do Gostoso. Serão cinco festas open bar e um lineup recheado de atrações para todos os gostos. No dia 30, quem se apresenta é o Vintage Culture, em um sunset apresentado pela Corona. Já no último dia do ano, o responsável pela festa será o DJ holandês Sam Feldt.

Réveillon Subaúma

Foto: Reprodução

Diversão garantida também no litoral baiano com o Réveillon Subaúma. O Nanö Beach Club se unirá com o Tree Bies Resort para organizar mais de quatro dias de festa, entre 29 de dezembro e 02 de janeiro. Michael Canitrot, AJ Perez, Kesia e Gueri serão os responsáveis pelo comando do som na virada. Saiba mais sobre o Nanö.

Réveillon Virada Mágica

A Praia do Rosa, em Santa Catarina, já é um local muito conhecido quando o assunto é festa de ano-novo. Para esta edição, a Virada Mágica vem em um total de quatro datas, sendo três sunsets: dia 28 com Gabe, 29 com Chemical Surf e dia 30 com Elekfantz e Gui Boratto. Já a grande celebração do dia 31 terá Kolombo, Long Brothers e Fran Bortolossi.

MAREH NYE 2019

Pra quem curte uma pegada mais alternativa, com muita disco music e brasilidades em meio a dunas, águas límpidas e natureza, a pedida é a nova edição do festival de ano-novo da MAREH. Neste ano, a festa desembarca na vila do Atins, região dos deslumbrantes lençóis maranhenses. Grandes nomes gringos e nacionais estarão presentes, como Detroit Swindle, JKriv, DJ Nuts, Tahira, Horse Meat Disco, CC:DISCO, Roger Weekes, Joutro Mundo e Joakim.

Réveillon Cafe de La Musique

Foto: Reprodução

É claro que a praia de Jurerê Internacional não ficaria de fora da virada. O Réveillon do Cafe De La Musique é uma das noites mais aguardadas do ano por quem já conhece a casa. Além do open bar e open food premium, o lineup anunciado terá Jetlag, Teles, Fabio Serra e outros.

Réveillon Mil Sorrisos

Voltamos à Bahia para destacar o Réveillon Mil Sorrisos. Realizado na Praia da Ponta da Baleia, em Maraú, serão cinco eventos open bar (do dia 27 ao dia 31), com atrações como Vintage Culture, Dennis DJ, Sam Feldt, Guga Guizelini e Goldfish.

Réveillon Let’s Pipa

Passar o Réveillon na praia é ótimo. Passar um Réveillon completo na praia, com direito a passeio de barco e um pôr do sol inesquecível é PIPA! É claro que nós também pensamos nisso, por isso vamos ter passeios de barco exclusivos em Pipa, pra você aproveitar todas as belezas que esse paraíso tem para oferecer. Marque seus amigos e garanta mais essa experiência.As vendas começam amanhã, 12h, então fique de olho nas informações e não perca essa oportunidade!Dias: 27, 28, 29, 30, 31/12 e 02/01Horário: 13:45 até o pôr do sol ✨Serão 3 barcos por dia que se encontrarão no final do passeio para um Sunset incrível. Com direito a Open Bar e Open Food durante a tarde.* Vai ser necessário retirar pulseira antes do evento no ponto de troca de pipa (Hotel Pipa Lagoa)OBS: O local de saída dos barcos depende da maré e será divulgada no dia pela manhã;- Só será permitido 5 ingressos por pessoa e poderá ser parcelado em até 2x; – Atrasos no dia do passeio não serão tolerados;- Não será permitido escolher o barco na hora da compra;- Evento sujeito a alteração sem aviso prévio.

Posted by LetsPipa on Thursday, November 29, 2018

O fim de ano da Praia da Pipa, no Rio Grande do Norte, também promete muita badalação numa sequência de seis festas open bar. O destaque fica para o dia 29, no qual Guy Gerber será a atração principal, e também para os dias 28, com Cat Dealers, e 02 de janeiro, quando Vintage Culture, Dubdogz e Bruno Be fecham as comemorações.

Réveillon Privilège Búzios

🎆As melhores energias se juntam para receber 2019 na festa mais grandiosa do balneário: RÉVEILLON PRIVILÈGE #BÚZIOS!✨🎉✌🎶 Na cabine: CAT DEALERS • JØRD • RESIDENTE PRIVILÈGE🍾 SERVIÇO ALL INCLUSIVE Confira todas as informações e garanta logo o seu ingresso para essa grande festa:www.PRIVILEGEBRASIL.com#reveillon #2019 #verão #PrivilegeBuzios #PrivilegeBrasil #PrivilegeBuzios15anos #Fishbone

Posted by Privilège Brasil on Thursday, December 20, 2018

A movimentada praia de Búzios não tem apenas uma festa premium de ano-novo com grandes DJs. Cat Dealers e JØRD também vão invadir as areias cariocas para o Réveillon Privilège Búzios, outra festa com serviço all-inclusive pra quem curte essa pegada mais luxuosa.

Spettacolo Réveillon

Uma infraestrutura completa espera por você no maior SPETTACOLO do ano. Estamos preparando uma noite open bar e open food, com buffet servido em uma área especial, um novo sistema de som, acesso a praia, estrutura de banheiros fixa, estacionamento e um show a parte com queima de fogos exclusiva. Na cabine mais cobiçada de Jurerê Internacional grandes atrações prometem agitar a noite: Chemical Surf, Henrique Fernandes, Pinho Menezes, Du Oliveira, Ultra House e Andre Maran. Venha curtir o ano novo no parador mais desejado do Brasil! Ingressos através do ingressorapido.com.br e camarotes no (48) 3284.8156. ✨

Posted by P12 Jurerê Internacional on Thursday, December 6, 2018

O P12, por sua vez, encerra seu ano em grande estilo com seu tradicional Spettacolo Réveillon. Alta gastronomia e bebidas estarão liberadas a noite toda. As estrelas da virada serão os irmãos Hugo e Lucas, do Chemical Surf.

Réveillon John John Rocks Jeri

A praia de Jericoacoara, no Ceará, irá receber o Réveillon John John Rocks Jeri, no Holding Clube. O público poderá aproveitar uma estrutura paradisíaca também com open bar e ainda curtir o som de grandes nomes como Bakermat (27/12), Claptone, Dennis, RADIØMATIK e Jetlag (28/12), Sam Feldt e Jetlag (29/12), Lee Foss & Anabel Englund (30/12) e Vintage Culture e Goldfish no último dia do ano. Para além da música eletrônica, nomes como Anitta e Ivete Sangalo também estão entre os headliners.

PUMP Réveillon

💥Réveillon PUMP🍾Píer do Tropical Hotel 31/12 22hsO melhor Réveillon da cidade! -Dois palcos-Mais de 10 atrações-Open Bar-Queima de Fogos da Ponta Negra-Vista privilegiada do Rio Negro Já estamos em ÚLTIMOS INGRESSOS à venda nas lojas ADJI (Amazonas e Manauara), MG Surf (Sumaúma, Ponta Negra e Grande Circular) em 3x sem juros nos cartões! #pumpwhiteedition #reveillon2019

Posted by PUMP Manaus on Sunday, December 2, 2018

Assim como nessa última virada, o PUMP Réveillon traz mais uma de suas famosas “white parties” no Pier do Tropical Hotel, em Manaus, com duas opções de palcos e uma vista privilegiada do Rio Negro. No lado eletrônico, o público contará com Danger, Danne, Liu, Rivas e outros convidados para animar a festa. O evento também será open bar.

Xama

XAMA
Praia de Algodões. Foto: Reprodução

Fechando a lista com muito estilo temos o Xama, a mais nova festa de Réveillon do litoral da Bahia. Organizada pelo pessoal da Gop Tun e o duo Selvagem, serão nove dias de comemorações na lúdica Praia de Algodões. Também valorizando a música eletrônica local, a festa terá um lineup (quase) 100% nacional, incluindo Bárbara Boeing, Carrot Green, Cashu, Valesuchi e Vermelho — além, é claro, dos DJs da Gop Tun e da Selvagem. Saiba mais.

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ENTREVISTA

Perto de nova edição da festa que mudou sua vida, Junior_C fala sobre cura e união

DJ explica quadro de saúde atual e fala sobre a 2ª edição da Unity, que foi criada para ajudar com seu tratamento

Flávio Lerner

Publicado há

Unity
Foto: Divulgação

Há dois anos, Junior_C descobriu um câncer grave. Hoje muito melhor — graças a um trabalho de reflexão profunda e medicina alternativa —, o paulistano de 31 anos mostra uma força mental incrível.

Ouvindo-o falar com serenidade sobre isso, é possível constatar que ele passou por uma das experiências mais impactantes que uma pessoa pode passar — uma espécie de transcendência espiritual. E ele garante: está melhor do que nunca, e encontrou sua cura.

“Preciso tomar mais cuidado quando as pessoas me perguntam sobre a minha saúde”, diz o DJ, em contato com a Phouse. “A minha resposta é sempre a mesma: eu estou curado! Isso confunde um pouco as pessoas porque elas imaginam que não tenho mais nada. É claro que pela medicina eu não estou curado — para eles eu tenho câncer e ponto. Para mim, eu não tenho nada. Eu estou curado.”

Teaser da Unity traz depoimentos dos DJs que vão tocar nesta edição

Essa cura, segundo o Junior, começou lá entre o final de 2016 e o início de 2017. Quando colegas e amigos ficaram sabendo do quadro grave de saúde, se mobilizaram para criar uma festa a fim de arrecadar fundos para ajudá-lo. Foi assim que nasceu a Unity, evento que reuniu cerca de 50 nomes brasileiros, dos mais variados estilos: de Gui Boratto e Eli Iwasa a Vintage Culture e Bruno Martini.

“Eu ainda estava no hospital quando o Luiz Eurico [Klotz, da Plusnetwork] me ligou: ‘Junior, todas as agências, todos os DJs, todo o mercado da música eletrônica se uniu para fazer um evento em sua homenagem, para celebrar a vida e arrecadar dinheiro para os seus tratamentos’. Quando eu vi na Unity o que o coração de cada pessoa fez por mim, eu não tive dúvida. A primeira coisa que pensei foi de que não existia mais tempo para estagnação: a Unity tinha que continuar e ajudar muito mais gente. Ficou evidente o potencial gigantesco que tínhamos para fazer o bem”, explica.

“Naquele dia não existia distinção, julgamento, gênero, rivalidade, qualquer tipo de crença… Agências divergentes, DJs de estilos diferentes, todos conectados por uma força que ninguém escutava ou via, mas que estava ali. A Unity foi a maior cura de todas”, segue o produtor.

Flyer da primeira edição da Unity, que rolou em 24 de janeiro de 2017

Assim, dois anos depois e com um quadro de saúde consideravelmente melhor, o artista comanda a organização de uma segunda edição, que vai rolar neste sábado, no recém-inaugurado Ame Club (onde o paulistano é um dos residentes). Os lucros serão divididos entre o próprio Junior_C — para custear o seu tratamento atual — e a Fundação ACL, um hospital filantrópico de medicina alternativa que ajudou Junior a encarar a doença, e com o qual ele retribuiu tornando-se voluntário.

“A ideia principal por trás da Unity é mostrar a força que nós criamos. É mostrar que juntos somos muito melhores, e que todos os anos pararemos um dia das nossas vidas para nos unir em prol de algo maior, com o objetivo de fazer com que toda essa energia de compaixão se expanda a cada vez mais pessoas, e assim, juntos, possamos fazer um mundo muito melhor”, complementa.

Por dentro da Fundação ACL, que será beneficiada com a #Unity

Bora conhecer mais as condições da Fundação ACL / Projeto Escola Vida, à qual será destinada parte da renda arrecadada da #Unity… Confira o bate-papo de nosso Junior_C com o Dr. Paulo Prado, chefe do laboratório da Fundação.Garanta já seu ingresso e vamos juntos terminar o ano fazendo o bem, celebrando a vida e ajudando a quem precisa: bit.ly/AmeUnity.A cura de um é a cura de todos.

Posted by Ame Club on Sunday, December 16, 2018
O Dr. Paulo Prado conversa com o Junior_C sobre o funcionamento da Fundação ACL, que receberá parte dos lucros desta edição da Unity

“Apesar de a minha historia ter sido o gancho de tudo, a Unity não se trata de uma causa em si. A Unity é uma atitude, um movimento, que através do exemplo mostra que somos todos um único organismo, unidos por um único propósito, através de um único sentimento: o amor. Hoje com minha saúde infinitamente melhor do que antes, eu consegui o que eu queria. Assumir a frente do projeto e, a partir da minha história, ajudar os outros”, conclui o DJ.

Este segundo ato em prol da celebração da vida vai começar às 16h do dia 22, trazendo desta vez apenas nomes do cenário underground — nicho ao qual o próprio DJ pertence, assim como faz parte da proposta do novo clube. Diogo Accioly, Du Serena, Eli Iwasa, Gabe, Gui Boratto, L_cio, Leo Janeiro, Mascaro, Renato Ratier, Shadow Movement e Silvio Soul dividirão o protagonismo do lineup com o Junior_C. Ainda há ingressos disponíveis via Eventbrite. Você pode saber mais sobre a Fundação ACL no site oficial.

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Musicalidade, maturidade e alma; uma nova era para o paulistano Junior C.

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