Saiba mais sobre a semana de música eletrônica da Universidade Anhembi Morumbi

5ª Semana Anhembi E-Music terá participação da Phouse, além de nomes como Gabriel Boni, Claudinho Brasil e Flakkë

Entre os dias 23 e 25 de outubro, ocorre a 5ª edição da Semana Anhembi E-Music no campus Mooca da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo. O evento acontece semestralmente desde 2017, e busca fortalecer a cena eletrônica nacional através da troca de experiências.

Para esta edição, Luckas Wagg (CEO) e Flávio Lerner (Editor) foram convidados para palestrar sobre o case de sucesso em jornalismo da Phouse, que em pouco tempo se tornou o maior portal de música eletrônica do Brasil. Além disso, eles também vão abordar estratégias digitais aplicadas ao contexto da música eletrônica, e como os players da cena podem atrair a atenção de um veículo de notícias.

A Semana de E-Music também receberá Felipe Cintra, um dos responsáveis pelo UP Club, que falará sobre os 20 anos do Universo Paralello; Gabriel Boni, que vai falar sobre como viver de música eletrônica; Dre Guazzelli, que apresentará a palestra Sonhe Grande; Flakkë, com o time da HUB Records e da Teamworkx para falar sobre adaptação ao mercado e estilos musicais; Claudinho Brasil, palestrando sobre seus 25 anos de carreira; e diversos outros convidados ao longo dos três dias de atividades.

Inicialmente voltado para os alunos da Universidade, as últimas edições têm sido abertas ao público externo, porém com limitação de vagas. A organização do evento é de responsabilidade dos alunos do quarto semestre do curso de Produção de Música Eletrônica, sob orientação do professor (e ex-aluno) Rafael Paste. Ele nos explicou os detalhes do evento, quem pode participar e o que o público pode esperar. Confira:

Quem pode participar do evento? Como se inscrever?

A princípio, o evento foi pensado para os alunos. Ele é gratuito, nunca foi e nunca vai ser cobrado; é um evento acadêmico, focado para a educação da música eletrônica. Já faz duas edições que eu consegui uma liberação da faculdade para ter gente de fora, então todo semestre tem uma ficha de inscrição que é liberada no evento oficial. Você faz a inscrição, escolhe o período que você quer e então pode participar. Só que as vagas são limitadas a 65 por período, em cada dia, para não alunos.

Qualquer aluno de qualquer campus da Universidade Anhembi Morumbi pode participar, não só os de produção de música eletrônica; é só entrar.

Há quanto tempo rola essa Semana de E-Music na faculdade?

Ela rola todo semestre. Eu sempre realizo junto com meus alunos do quarto semestre, e todo semestre eu tenho um quarto semestre novo, porque o vestibular aqui é semestral.

Eu sou ex-aluno da faculdade, e desde que eu fui contratado como professor, eu sempre quis trazer alguma coisa diferente para os alunos. No primeiro semestre não consegui realizar, mas a partir do segundo eu realizo em todos — o evento já ocorre há dois anos e meio, é a quinta edição.

Como costuma ser a dinâmica do evento?

Na verdade são sempre profissionais da música eletrônica. Artistas, produtores de eventos, donos de eventos, pessoas que trabalham com mídia (como vocês da Phouse). Até médicos já vieram falar sobre problemas auditivos. São diversos profissionais da cena.

São realizadas palestras, workshops e mesas de discussões — são os três formatos que a gente aplica aqui. Palestra é alguém falando sobre algum assunto específico. Workshop é algum trabalho junto a algum software, algum sintetizador. E mesa de discussão são cinco a seis convidados em uma mesa em que eu sou o mediador e a gente vai fazendo perguntas para os alunos, vamos deixando acontecer.

Como tem sido para você produzir um evento desses? Quais são as suas expectativas?

Pô, cara, para mim tem sido uma satisfação, né? Na verdade eu prego muito por esse lado do aprendizado, eu acho que quanto mais a gente falar de música eletrônica, quanto mais a gente educar a cena, quanto mais a gente discutir sobre qualquer tipo de assunto, mais a música eletrônica nacional vai crescer. 

Eu tento muito tirar esse paradigma de que “cena tal é melhor que cena tal”, ou “esse é melhor que o outro”, eu acho que todo mundo é igual, todo mundo tá buscando um mesmo objetivo. Para mim é um prazer poder aplicar um pouco dessas minhas ideias agora como professor. 

Quando eu era aluno eu queria muito que tivesse uma semana de música eletrônica pra eu poder perguntar, para poder saber qual que é a label “Como é que você faz? Como que é aquilo?”, eu acho que isso é muito importante para o aluno. É uma satisfação total poder contribuir um pouquinho na cena eletrônica nacional, e cada vez mais fazer contato, trazer gente e incentivar mesmo.

Eu acho muito legal para quem vem também, porque eu to falando de uma faculdade de quatro semestres só de música eletrônica. São cerca de 350 alunos, todo mundo focado em música eletrônica, é demais, é muito legal pra mimm e cada vez mais meu objetivo é só crescer e transformar isso em UMA SEMANA mesmo. Por enquanto são três dias por conta da logística da faculdade, de estúdios, a gente tem empecilhos internos aqui.

Mas é muito gratificante, tanto como produtor musical como DJ, que eu também sou, mas também como professor, como educador, como uma pessoa que pensa no futuro da música eletrônica, eu acho que é incrível, é incrível poder ter essa oportunidade.

O que o público pode esperar do evento?

Eu sempre tento trazer inovação, sempre tento trazer o que tá rolando no mercado. Podem esperar um ambiente acadêmico legal, muitas pessoas focadas no mesmo nicho de mercado que os participantes. Eu acho que é uma troca. Pode esperar um local diferenciado em relação à música eletrônica, com muita gente que pensa nisso, que foca nisso e vai atrás disso. Às vezes você pode trombar algum contato que você estava esperando.

A gente tem alguns painéis do tipo exposição de trabalhos, então os alunos vêm, mostram algum vocal que eles têm, às vezes tem um outro ali na plateia que diz: “gostei desse vocal, posso por na minha música?”. Para quem gosta de música eletrônica eu acho que é um belo encontro, que todo mundo deveria participar, até quem não é aluno. É só ficar ligado nas nossas mídias sociais aí do Anhembi E-Music — assim que sair a ficha de inscrição, você já vai lá e se inscreve pra garantir sua vaga.

Nas minhas experiências em encontros de música eletrônica que eu já fui (como WMF e ADE), é uma expectativa de estar lá. Ver pessoas que você é fã, pessoas que são seus ídolos. Enfim, acho que a expectativa é a melhor possível pra quem gosta de música eletrônica.

Qual é a importância desse tipo de evento para o fortalecimento da cena eletrônica no país?

Eu acho essencial, na verdade. E acho que falta muito ainda. Quanto mais a gente fala de música eletrônica, maior ela vai ser. Às vezes acontece de alguém perguntar: “como é que faz aquele baixo lá?”, e responderem: “só eu sei, não vou falar”. Eu acho que isso não existe. Quanto mais todo mundo souber, maior todo mundo vai ser. Então é essencial, essencial! Quanto mais eu puder agregar, eu vou agregar da minha parte.

Vou fazer do meu jeito, e quanto mais as pessoas puderem fazer, mais a gente vai poder discutir, mais a gente vai poder crescer e falar sobre música, que eu acho que é o mais importante. Todo mundo tá nessa porque é apaixonado por música eletrônica, em primeiro lugar. E é o futuro; quanto mais tiver eventos desse porte, nesse foco, com essa ideia, com essa essência mesmo, essência educacional, essência de passar conhecimento, maior vai ser a música eletrônica.

* Matheus Mariano é colaborador da Phouse.

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