Seria este o Coachella mais dançante de todos os tempos?

Dez anos depois do lendário show da pirâmide do Daft Punk, o consagrado festival Coachella arma uma invasão eletrônica na Califórnia.

Tal qual o Lollapalooza, o Coachella é um dos mais consagrados festivais dos Estados Unidos, também estabelecido nos anos 1990 como um festival de rock. Contudo, ambos os eventos souberam se moldar e abrir espaço para vertentes que vinham se destacado na indústria musical. O rap, que explodiu comercialmente nos anos 2000 e teve uma sobrevida criativa no início dos anos 10, é o gênero que mais ganhou pompa e peso, e normalmente vinha emplacando sempre um representante como headliner de um dos três dias designados a cada edição do festival californiano.

A dance music, porém, tem crescido absurdamente nos últimos anos, e o Lolla já vinha indicando essa tendência ao ser dominado por atrações de peso da EDM em seus últimos eventos. A música de pista também não é nenhuma novidade pro Coachella — em 2015 tivemos de Guetta e Kaskade a Jamie xx e Todd Terje —, mas, ao anunciar oficialmente nessa madrugada o line completo de sua 17ª edição, rolou um lance simbólico: Calvin Harris é o headliner do terceiro dia, corroborando com a noção, cada vez mais clara, que a EDM hoje ocupa o espaço que vinha sendo do hip hop.

Curiosamente, a atração máxima do primeiro dia é o LCD Soundsystem, grupo nova-iorquino de disco-punk que, liderado pelo chefão do selo DFA, James Murphy, foi um dos principais responsáveis pelo crossover do rock com a dance music na década passada. O LCD foi aposentado em 2011, depois de uma tour mundial que encerrou com datas no Brasil [com direito a performance na Casa do Gaúcho em Porto Alegre (!!!)] e um último show épico num Madison Square Garden lotado. O anúncio da banda no Coachella marca um retorno até pouco tempo inesperado— talvez somente menos esperado que a reunião da formação original do Guns N’Roses, que está confirmado como headliner da segunda data.

Além do Harris e do LCD, o festival também traz vários outros representantes da música eletrônica, como Zedd, Disclosure, Nina Kraviz, Tensnake, Soul Clap, Major Lazer, Jack Ü, Ellie Goulding, ZHU, Mano Le Tough, TOKiMONSTA, RÜFÜS, Lido, Snakehips, Nicole Moudaber & Skin, Sasha, Flume, Goldroom, AlunaGeorge, George FitzGerald, DJ EZ, Hudson Mohawke, Miami Horror, Miike Snow, Crystal Fighters, Silversun Pickups, Justin Martin, Mr. Carmack, Amine Edge & DANCE, Nosaj Thing, John Digweed, Soul Clap e o grupo clássico Underworld. É MUITA coisa, praticamente metade da parada toda, com alguns nomes mais populares puxando o carro e outros tantos mais desconhecidos, mas muito bons.

Por isso tudo, esta edição tem tudo pra ser a mais dançante e relevante pra cena clubber em dez anos — afinal, em 2006, na mesma cidade de Indio, Califórnia, o Daft Punk fez história ao estrear seu revolucionário show da pirâmide.

O Coachella 2016 rola, como de praxe, em três datas duplas: dias 15 e 22, 16 e 23 e 17 e 24 de abril.

coachela

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